Sem controle, Serra Negra vira destino de muita gente

Relatos de moradores da Serra Negra sobre a movimentação de turistas nesta final de semana chegam à redação do Bezerros Hoje. A preocupação é que os turistas acabem trazendo consigo o coronavirus para a região que até o momento não apresenta casos da doença.

“Procurei informação e foi dito por fonte segura que a secretaria ja está vendo a possibilidade de bloquear os pontos turisticos. E que o fluxo de pessoas em sua maioria, tem casa no local. O que dificulta o bloqueio. A cobrança nesse caso, seria da prefeitura montar um plano estratégico para barrar pessoas que tem casa para fim de semana. Nao permitindo essa ligação de cidade para outra cidade nos finais de semana. Se foi bloqueado praias, por que nao ponto turistico? Mesmo para proprietarios que nao reside no local. Tem que proibir sim”, diz um dos relatos.

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Ex-secretário de Saúde fala sobre o SUS

Diante do debate sobre leitos de UTI no município, o ex-secretário de Saúde de Bezerros, Anderson Torreão, foi as redes sociais aprofundar o debate sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).

Esclarecimento aos bezerrenses:

1 – O SUS não é um sistema em cada município. Ele é uma rede de serviços do Brasil, portanto, não existe essa coisa de posse ou não sobre leitos de UTI, independente da sua localização.

2 – A rede de serviços de SUS é composta por serviços públicos e privados conveniados, como é o caso do Hospital Jesus Pequenino que tem hoje 10 leitos conveniados.

3 – Os 10 leitos de UTI do referido Hospital estão disponíveis à rede SUS por força de convênio, e como tal, destinarão 100% de sua capacidade ao SUS.

4 – Os serviços de urgência e emergência do SUS atendem gratuitamente qualquer cidadão brasileiro ou até mesmo estrangeiros que estejam no pais, sendo que não há exclusividade para atendimento aos cidadãos de um município, mesmo que esses leitos estejam localizados em um município.

5 – Portanto, os leitos de UTI da rede SUS atendem a qualquer cidadão brasileiro ou estrangeiro em trânsito no país, sendo o critério para ocupação definido por algumas variáveis (tipo de leito, disponibilidade, proximidade, condição clínica do paciente, etc).

6 – Nesta pandemia, o poder público pode estabelecer que até mesmo leitos não conveniados ao SUS sejam destinados ao atendimento de pacientes do SUS, em função do interesse público.

7 – Para ter leitos exclusivamente destinados a sua população, o município deve investir recursos próprios não contabilizados no Fundo Municipal de Saúde para aquisição da estrutura e sua manutenção. Isso significa: equipamentos caros, mão de obra cara e insumos caros. Dificilmente um município como Bezerros (que depende quase que exclusivamente de repasses federais) teria condições de fazer isso.

8 – Além de ser inviável financeiramente, seria uma “deseconomia” de escala, uma vez que a rede SUS tem condições de realizar tal investimento de forma muito mais eficiente olhando para uma escala regional.

A desinformação e o desconhecimento trabalham em desfavor da população. Precisamos trabalhar para tomar decisões racionais e eficazes, e isso requer informação correta e conhecimento.

Anderson Torreão

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Mulheres em Pauta

MULHERES em tempos de pandemia: Dicas para enfrentar os desafios e Lutas!


Sabemos que em tempos de pandemia do COVID – 19 nós mulheres acumulamos muitas tarefas, não diferente do que vivenciamos no cotidiano, porém com mais desafios e as lutas a serem enfrentadas.
Para além da nossa luta diária, com o isolamento social o movimento da nossa casa aumenta, como via de consequência aumentam os cuidados com a família (crianças, idosos/as, gestantes e outros), a maior atenção com os procedimentos de higienização, o enfrentamento da fome já que muitas estão em situação de trabalho informal e está tudo parado e ainda o medo e a incerteza do amanhã.
Cuidar é um trabalho intenso, árduo, exigente, tenso, que sobrecarrega muito mais as mulheres do que os homens na sociedade patriarcal em que vivemos. Por isso, a nossa situação atual nos coloca mais do que nunca, diante da necessidade de mais sororidade e união. Precisamos fazer com que essa experiência da quarentena traga menos impactos negativos para nossa saúde mental.
Pensando em nos fortalecer que o Mulheres em Pauta gostaria de apresentar 10 dicas de como enfrentar essa somatização de responsabilidades. Nessa perspectiva, o que norteia este material é, antes de tudo é um incentivo e um apelo ao sentimento de COLETIVIDADE, mesmo que a quarentena possa parecer uma atividade isolada, individual e solitária.

  1. Compreensão da necessidade da quarentena e a responsabilidade de conversarmos com nossa família sobre o coronavírus – o medo, a insegurança, e outros sentimentos podem surgir com o isolamento social e é preciso estar atentas as notícias, porém devemos buscar informações de fontes seguras e oficiais. Evitar consumir e compartilhar materiais das redes sociais que não tenham respaldo científico, para evitar a propagação das Fake News;
  2. Compartilhamento do espaço coletivo no lar – procure reservar momentos em parceria com quem esteja dividindo o mesmo teto. Lembrem de atividades como filmes, jogos, brincadeiras, usem e abusem da criatividade é uma ótima oportunidade de se reconectar com as pessoas que convivemos. É importante estabelecer acordos de convivência e dividir as tarefas de casa;
  3. Vivenciando a culinária com a famílias – mesmo sendo algo em que fazemos todos os dias, podemos ensinar as pessoas que convivemos e que não tem o hábito de cozinhar bem como podemos tentar receitas diferente e mais saudáveis;
  4. Busque a criança que existe em você – quem tem crianças compartilhando o mesmo lar, não deixe de aceitar o convite para experimentar um pouco de seu mundo. Faça parte da brincadeira, seja a brincadeira! Sinta a criança que existe dentro de você e apresente-a às outras crianças;
  5. Atenção as pessoas idosas – compartilhe momentos e atividades, façam eles e elas se sentirem úteis, peçam conselhos e relatos de experiências, conversem sobre histórias antigas e compartilhem novas, a escuta é essencial, mostrem atenção e carinho;
  6. Quem puder, liguem para amigos/as, familiares e colegas de trabalho – ao invés de ficarem trocando mensagens de texto, tentem realizar ligações para ouvirem a voz de pessoas de sua convivência em tempo real, fortaleçam os vínculos;
  7. Leituras e discussões – leia livros, revistas, mas também proponha espaços de leituras para todos e todas do convívio, estimule a leitura e contação de histórias;
  8. Ouçam músicas, cantem, dancem – Ligue som, escutem suas músicas favoritas, mas também permita-se conhecer outras, soltem a voz e aproveitem o ritmo;
  9. Busque cursos on-line – quem tiver acesso à internet, busquem temas de seu interesse e aproveitem o tempo para adquirir conhecimento;
  10. Nós temos como fazer tudo isso e ainda mais um pouco – Não seria legal a gente sempre fortalecer a palavra sororidade se a gente não colocar em prática, se estamos em uma situação de privilégio, muitas mulheres não estão e somente através de nossa solidariedade e empatia podemos modificar um pouco algumas realidades. A décima dica é criar processos de organização e redes de solidariedade. Articulando e mobilizando nosso povo, porque a fome não espera e muitas chefes de família estão precisando de nossas iniciativas.
    Façam via telefone e redes sociais, rifas, campanhas, vaquinhas virtuais, ações, viralizem boas notícias, experiências exitosas, o momento exige coragem, cuidado e criatividade.

A força tarefa é responsabilidade de todos e todas, pois infelizmente, enfrentar o coronavírus passa por enfrentar o abismo social das desigualdades de classe, gênero e raça.
Não ESTAMOS sozinhas, temos umas às outras e juntas sempre seremos mais fortes.


Michelle Silvestre
Mulheres em Pauta

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Sanitarista bezerrense reforça recomendação da OMS: FIQUEM EM CASA!

Não me mate PRESIDENTE!

Mais um dia em que acordo cedo, me preparo e vou trabalhar. Trabalho em um serviço essencial, no mais essencial nesse momento de crise, que é no serviço de saúde. Tenho acordado cedo e dormido tarde já há vários dias, tenho me exposto ao risco de adoecer, trabalho num ambiente contaminado, tenho dois filhos para criar mas sei que tenho um compromisso profissional e cidadão. O povo brasileiro e as instituições investiram dinheiro e esforço para me formar sanitarista e agora é minha hora de dar o retorno. A única coisa que pedimos a sociedade é: FIQUEM EM CASA. Aí vem a autoridade máxima do país e diz que tudo isso é besteira, que a OMS, pesquisadores renomados, organismos internacionais, Presidentes de outros países afetados, seu próprio Ministro da Saúde, governadores e prefeitos estão todos errados e que o isolamento social deve acabar. Todo nosso esforço, nossa entrega e o risco que estamos correndo de nada serve. Só o que tenho a pedir a vocês é que não escutem o presidente, não nos façam adoecer e morrer, respeitem quem estudou para se tornar especialista e gestor da saúde, respeitem as recomendações das autoridades sanitárias, respeitem os profissionais que estão na linha de frente arriscando suas vidas. Não é uma gripezinha, não mata só idosos e se mesmo assim matasse só idosos, valeria a pena toda a prevenção possível em respeito a eles que construíram esse país com as suas mãos lá atrás. NÃO NOS MATE, PRESIDENTE.

João Carlos Batista

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Por Reinaldo Azevedo

Itália e Espanha evidenciam que “imunização do rebanho” mata o rebanho…

Caminhões do Exército, num roteiro de horror, passam por cidades da Itália recolhendo corpos para cremação. Parece que há gente querendo testar por aqui essa possibilidade... - Reprodução/Twitter
Caminhões do Exército, num roteiro de horror, passam por cidades da Itália recolhendo corpos para cremação. Parece que há gente querendo testar por aqui essa possibilidade…Imagem: Reprodução/Twitter

Há gênios por aí que resolveram defender que se pratique a tal “imunização do rebanho”. Decreta-se uma espécie de toque de recolher para os idosos, e o vírus que role solto. Em que será que dá?

Bem, a Itália quase chegou lá. Com os resultados conhecidos. Não ousou tanto. Mas o vírus se espalhou pelo país. Havia ontem 60 mil infectados documentados. Estima-se que sejam, na verdade, pelo menos 600 mil. Com espantosas 5.400 mortes.

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Mulheres em Pauta

“Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida.” (Simone de Beauvoir)

Diante da atual situação de pandemia devido à doença infectocontagiosa COVID-19 (doença do coronavírus), e das medidas oficiais de quarentena. Não é novidade para nós mulheres, que nossos problemas são cotidianos e que deveremos ser vigilantes todo tempo, porém vale refletir esse momento que nos acomete, pois sempre somos nós que cuidamos e nos colocamos na linha de frente. O intuito desse texto é refletirmos juntas as várias situações que nos afetam nesse novo contexto.
De acordo com a ONU Mulheres – Globalmente, as mulheres representam 70% das pessoas que trabalham no setor social e de saúde e são responsáveis pelos cuidados não-remunerados em casa três vezes mais do que os homens.
Com o agravamento dos sistemas de saúde, a suspensão temporárias das creches e escolas, as tarefas de cuidado doméstico, a responsabilidade de cuidar de familiares doentes, pessoas idosas e crianças recaem principalmente sobre as mulheres, são as mais afetadas quando se trata do trabalho não remunerado.
As mulheres sempre conseguiram transformar as dificuldades das crises com luta e perseverança, com a redução das atividades econômicas que as afetam, em primeira instância, trabalhadoras informais tem perdido de imediato os meios de sustento, e pior, sem nenhuma rede ou possibilidade de substituir a renda diária em geral.
Outra situação importante da qual não podemos esquecer são as trabalhadoras domésticas que sofrer os seguintes desafios: o aumento da carga de cuidados devido ao aumento do trabalho não remunerado, em seus lares e no trabalho doméstico, como também as responsabilidades de perda de renda quando, por motivos de saúde, são solicitadas a parar de trabalhar porque consideram um risco de contágio para as famílias com as quais trabalham, ou ainda, quando são obrigadas a ir trabalhar sofrendo riscos de patroas e patrões contaminados e que por não terem a mesma condição de vida, perderem suas vidas bem antes que eles/elas.
Precisamos lembrar das mulheres e meninas que estão em situação de violência, é visível que os riscos de vida aumentam, especificamente as que sofrem violência doméstica e abuso sexual. Se as mulheres precisam ficar isoladas, as mesmas não conseguirão enfrentar obstáculo para fugir e situações agressivas e muito menos facilidade em acessar a rede de proteção. Com essa afirmação não quero incentivar a desobediência das restrições da quarentena, de forma alguma, o momento é de empatia nessa luta coletiva e precisamos ficar em casa sim, porém não podemos negar a triste realidade que muitas de mulheres vivenciam com os agravantes desse momento.
Em relação aos conflitos econômicos da pandemia, surgem riscos de aumento de exploração sexual para fins comerciais, devido à escassez de direitos básicos como alimentação.
Precisamos reconhecer o impacto que o COVID-19 exerce na vida das mulheres
e meninas, pensar juntas e coletivamente em como podemos garantir respostas que atendam às necessidades das nossas companheiras, da nossa comunidade e cobrar de todos e todas o fortalecimento, esforços e reponsabilidades nas estratégias de prevenção, resposta e recuperação a esta situação tenebrosa que vivenciamos.
Tenho visto várias postagens de solidariedade e empatia, que esse espírito de coletividade ecoe em vários espaços, não podemos deixar que isso seja algo isolado, ou seja um pensamento de um/uma ou outro/outra, precisamos fortalecer e nos mobilizar para o bem comum. Todos esses relatos nos mostram como o lucro vem primeiro que a vida, podemos reconstruir um país, porém jamais podemos reverter a morte.
Uma coisa é certa, na luta coletiva e na dor compartilhada. Juntas sempre seremos mais fortes!


Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.

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“Parece que nós bezerrenses somos imunes”

Vejo com muita preocupação o comportamento de algumas pessoas de nossa cidade. Parece que nós bezerrenses somos imunes. É triste ver, que mesmo diante de tantos apelos das autoridades apesar de uma ampla divulgação de todos os meios de comunicações as pessoas continuam como se nada estivesse acontecendo. Fui trabalhar e fiquei pasmo com o que observei. As casas lotéricas cheias de gente, mercados, lojas cheias, a noite vares cheios. Meu Deus, gente estamos a 30 km de Caruaru, onde já existem casos confirmados; onde temos diversas pessoas que trabalham lá. E que, a qualquer momento teremos noticias de casos em nossa cidade. Não sabemos de onde vem a contaminação, ou seja, não temos como controlar. São Paulo, Rio de Janeiro e PERNAMBUCO. Faço um apelo a todos os Bezerrenses, leve a sério o que estamos passando. Depois de um ente querido nosso estiver contaminado por nossa irresponsabilidade, como ocorreu na Itália seremos incapazes de fazer alguma coisa, o município será incapaz, o estado será incapaz e talvez pela proporção o país também será. Que Deus tenha misericórdia de todos nós amém!

Everaldo França – Presidente do Debetrans

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NÃO PODEMOS DEIXAR UM MEDO TORNAR-SE REAL

Espero que não, mas confesso que tenho medo do meu medo vencer. E inegavelmente esse medo me assusta agora, pois tenho medo de no futuro sentir saudades de pessoas que hoje fazem parte dos meus dias e da minha história. Tenho medo e não nego, e nem devo ignorar tal temor, porque tenho medo de chegar em um momento que eu tenha apenas lembranças, lembranças das minhas vivências, das minhas convivências, das coisas que fiz compartilhadas com tantas pessoas, lembranças das vezes que rimos juntos, que visitamos uns aos outros, que saímos para comermos, para conversarmos, para nos divertirmos, lembranças de quando a gente ficava horas no telefone conversando, ou que se encontrava na rua e se cumprimentava com cheiros e um caloroso abraço. Tenho medo e isso é fato, tenho um medo absurdo de lá na frente ao voltar a andar despreocupada pelas ruas eu sinta um vazio enorme dentro do peito, pela ausência de algumas pessoas que não mais poderei ver, nem tocar, muito menos reencontrar. Tenho medo de ter num futuro próximo apenas lembranças de tudo o que vivi com minhas pessoas, e que não mais poderei reviver, guardando apenas a frustrada sensação de que eu poderia ter aproveitado mais ao lado delas. Eu realmente tenho medo de quando tudo isso acabar eu tenha que contabilizar quem já não mais aqui está.
Mas esse medo ao mesmo tempo que me apavora também me fortalece, pois é por senti-lo que eu creio que devo tentar impedir a perda humana, buscando prevenir e proteger, pois essa é a melhor maneira de me manter aqui e de manter vivas as minhas pessoas, para que elas continuem fazendo parte da minha vida como sempre fizeram.

Eu me recuso a perder pessoas, e vou lutar até o fim fazendo a minha parte! E você?

Por: Mariana Helena de Jesus)

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Coluna- Direita Bezerros

“Não vão” mas o povo foi

Apesar da recomendação do presidente para que as pessoas não fossem as manifestações desse domingo 15/03 por conta do Covid-19, muitas cidades registraram atos pró governo, segundo os organizadores e a mídia independente foram 259 cidades que tiveram atos em apoio ao governo de Bolsonaro.

As hashtags #BolsonaroDay e #DesculpeJairMasEuVou estiveram entres os trending topics dos assuntos mais comentados no Twitter. Os líderes do congressos de certo comemoraram quando o governo “desmotivou” os atos, todavia, não contavam com AUDÁCIA e CORAGEM do brasileiro em sair às ruas mesmo com o alerta de Pandemia do Coronavirus (covid-19) dos órgãos de saúde mundial e nacional.

O povo não se deixou vencer pelo medo e o terrorismo midiático para que as pessoas evitassem aglomerações. O presidente Jair Bolsonaro chegou a sair do isolamento e participou inclusive do ato em Brasília. Muitos manifestantes pelo Brasil compareceram de máscaras muitas delas temáticas com as cores do Brasil e com faixas com os dizeres: “O que mata é a corrupção” outra dizia: “corrupção vírus mortal” além de outros cartazes que também dizia “fora Maia”.

Alguns apoiadores mais devotos chegaram a afirmar que o presidente não deveria ser contrariado na sua recomendação eles esqueceram no entanto, que esse ato não era do presidente e sim um ato do povo para o presidente em favor do governo e em desfavor do congresso que quer travar o governo federal com a velha artimanha da “articulação”. Os manifestantes de hoje fizeram valer o artigo primeiro parágrafo único da constituição que diz: “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou DIRETAMENTE, nos termos desta constituição.” Registre-se aqui nossa admiração e respeito a todos aqueles que saíram de suas casas nesse dia para dizer que quem manda no Brasil é o povo.

Coluna Direita Bezerros

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Por que os vereadores já não aprovam o novo salário já de agora?

Simplesmente, caro leitor, porque a Constiuição Federal proíbe que os vereadores votem matéria sobre os seus próprios vencimentos durante o mandato. Todo projeto de lei nesse sentido deve valer sempre para a próxima legislatura. Por lei, os atuais vencimentos de oito mil reais estão dentro da lei. A Constituição federal estabelece que o subsídio não ultrapasse 75% do que ganha o deputado estadual. A redação resolveu apoiar a matéria porque vislumbra oportunidade única no sentido de afastar do legislativo pessoas que fazem do mandato carreira de negócio. Com isso, acreditamos na melhor representação política no legislativo Municipal.

Prefeito e vice- Bezerros paga ao prefeito e ao vice-prefeito 16 e 8 mil reais, respectivamente. Quem aprova também essa matéria são os vereadores obedecendo sempre o que rege a constituição. Não seria também a hora de por em discussão esses respectivos valores? Lembrando que passaria a valer também só no próximo ano para o novo prefeito e vice eleitos.

Continue compartilhando a nossa campanha aqui.

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CAMPANHA #EUAPOIO

IMPORTANTE – COMPARTILHE – CLIQUE NA IMAGEM

Votado por unanimidade em primeira votação, a Câmara de Vereadores de Bezerros vai apreciar novamente a matéria na próxima terça-feira (17). A diminuição salarial dos vereadores vai contribuir para elegermos este ano uma Câmara Municipal mais comprometida com o município, pois desestimulará aqueles que procuram fazer carreira na política. O Bezerros Hoje ver oportunidade única e que vai exigir de todos um esforço mínimo para que a Câmara de Vereadores aprove a medida a qual será válida para a próxima legislatura (2021/2025). Marque o seu vereador como forma de agradecimento na primeira votação e recomende novamente o voto para na próxima terça-feira. Demonstre que você também apoia a medida clicando na imagem e compartilhando em suas redes sociais. O Bezerros Hoje conclama a todos veículos de imprensa do município a fazerem coro em apoio a essa importante e justa medida.

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Aprendendo com as plantas

O budismo sempre traz a reflexão da conectividade entre tudo que compõe toda a existência. Os seres estão ligados e interdependem dos outros para coexistirem. Já parou para perceber como as trocas, feitas entre todos os seres, dão a sustentabilidade da vida planetária?

Quando respiramos absorvemos o oxigênio, e expelimos o gás carbônico que é vital para a sobrevivência das plantas. Com esse gás (carbônico), as plantas conseguem fazer a fotossíntese e produzem parte do seu alimento…. continue lendo aqui

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Mulher

Por Da Paz Oliveira

Para muitos, sexo frágil,
Para tantos a solução,
Muitos chegaram à loucura,
Por ter por ela paixão.

Não há quem tenha formado,
Família sem ter mulher.
Para isso Deus a criou
Só nela está o mister.

Tem coração maleável
Sabe dublar bem no lar
Fazendo grandes milagres
Na arte em colaborar.

No dia 08 de março
Que é consagrado à mulher
Façamos-lhe uma homenagem
Pela força que ela é.

Esposa, mãe, companheira,
Professora ou militar,
Medicina, aeronáutica,
Em todo espaço ela está.

Mulher é polivalente
Pois disputa e muito bem
Com o homem qualquer espaço
Não importa o sexo que tem.

Se a mulher chora na dor
O homem chora também
O homem é filho de Deus
A mulher filha também.

O homem é um ser mortal
A mulher também o é.
Então louvemos a Deus,
A forte e brava mulher.

Sabemos que a mulher
Tem os seus vários defeitos
Mas, os homens aqui na terra,
Quais deles são os perfeitos?

Obrigada, meu Senhor,
Eu adoro ser mulher
Se eu nascer novamente,
Quero mesmo é ser mulher.

Livro: Meu Tesouro (2011) @dapazescritora

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Festa para divertir o povo

Blog do Magno

Nos movimentos da pré-campanha de João Campos (PSB), a quem a oposição trata de “príncipe”, uma constatação: nas ruas, só quer o filé: dançar, cantar e brincar, mas não se posiciona sobre nada.

Nem ToncaMissil, morte nos morros ou compra de terreno supervalorizado pelo prefeito Geraldo Júlio. Aliás, tem um único: o caso infeliz do acidente do metrô. 

O carnaval foi muito bom, mas tanto dinheiro para a festa e tantas desculpas de falta de recursos para coisas tão essenciais! Na Roma antiga era assim: na ausência de pão e ação… 

Festa para divertir o povo.

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8 de Março – Mais um dia de Luta! Apenas homenagens não diminuem nossas dores cotidianas


O dia 08 de março se remete às memórias e debates referentes ao dia Internacional da Mulher por causa de um episódio histórico. Nesse mesmo dia em 1911 as funcionárias de uma fábrica da Triangle Shirtwaist Company em Nova York, nos Estados Unidos, entraram em greve reivindicando melhores condições de trabalho. Elas pediam uma jornada de trabalho menor (de 16 para 10 horas diárias), que seus salários fossem iguais aos dos homens e melhor tratamento no ambiente de trabalho.
É importante lembrar que, para além deste acontecimento, os movimentos feministas já vinham promovendo datas internacionais de debate sobre os direitos das mulheres e já lutavam por direitos e existe um enorme significado de conquistas e também controvérsias. Porém, o que gostaríamos de chamar atenção aqui é que hoje é considerado um dia festivo e capitalista em que variados espaços insistem em “presentar” mulheres com presentes, homenagens, flores, poemas.
Será que tudo isso tem mesmo haver com o verdadeiro sentido do dia 8 de março? Mesmo sabendo que a luta pela justiça social é constante e não se dá em apenas um dia do ano, este mês é conhecido como “mês das mulheres”, a mídia inicia o intenso fluxo dedicado a mensagens e propagandas relacionadas às ofertas “imperdíveis” em comemoração a esta data.
Caras leitoras e caros leitores me respondam, do que adianta dia 8 de março, receber flores e dizer que mulheres são incríveis e maravilhosas, se quando levantamos a nossa voz e não abaixamos as nossas cabeça, somos oprimidas? Quantas mulheres foram silenciadas para que o sistema patriarcal e a misoginia continuasse a existir e se perpetuar cruelmente, até nos nossos lares, locais que supostamente estaríamos mais seguras.
Todos os dias nós mulheres, batalhamos por algo que nos foi negado, que nos foi roubado e que precisamos conquistar. A luta de mulheres, não se ausenta no conjunto de manifestações dessa época, mas devem aproveitam a oportunidade para revelar, fortalecer e discutir nossas pautas, não esquecendo a trajetória histórica de todas que vieram antes de nós e as que estão arduamente em busca de melhores condições de vida.
Não entendam como críticas contra o carinho dedicado (seja nesta ou em qualquer outra data), não pretendo julgar mulheres que gostam de flores, da cor rosa, de chocolates, de um jantar, mas, precisamos lembrar que somos mais que isso e essa data não é só para isso. O nosso maior presente de fato, é que nos reconheçam em nossas lutas e, que somem a elas, cotidianamente, a autocrítica em sua postura, qualificando a nossa presença como mulher na sociedade.
Vivemos outros tempos, tempos sombrios, precisamos nos fortalecer juntas todos os dias. Construir nosso autoconhecimento e crença com nosso interior, constituídos na coletividade e participação popular das mais diversas mulheres que costuram esperanças. Quantas mais terão que morrer? Até quando teremos que sofrer por lutar por um mundo menos desigual?
Pois bem, finalizamos este texto, e quando escrevo “finalizamos” é porque externo não só a minha voz, mas, a voz de muitas mulheres que pensam como eu e se sentem aqui representadas, sinalizando a necessidade de se revisitar conceitos, lembrar que já se foi o tempo, em que comemorávamos e pautávamos o tema “mulher” em apenas em um dia do ano, com cartazes, faixas ou recebendo uma rosa na porta dos comércios.
Vamos mudar isso? Vamos reunir mulheres magníficas pra compartilhar nossas vivências, sempre seguindo os passos das que vieram antes de nós. Somos resistência, afeto, luta e esperança! Se fortaleça mulher! E que não esqueçamos de fortalecer umas às outras. Ajude outra mulher a enxergar a grandeza que existe dentro dela e como ela é incrível! JUNTAS SOMOS MAIS FORTES!
Fonte: Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/carta-explica/por-que-8-de-marco-e-o-dia-internacional-da-mulher/. Acesso: 29/02/2020.

Michelle Silvestre
Mulheres em Pauta

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É preciso delegar funções aos meus colaboradores ou eu resolvo sozinho?

Hoje trago uma dúvida que é recorrente a muitos empresários… Delegar funções a seus colaboradores… Cada vez mais, se torna algo comum em pequenas empresas, o empresário com medo de que não saia do jeito que deve ser, acaba realizando os afazeres… Porém quando tem muita coisa para fazer, não tem como uma só pessoa dar conta, desse jeito, acaba deixando a desejar e assim as falhas começam a aparecer… Mas porque isso acontece? Realmente é preciso delegar funções?
Cada vez mais pessoas se tornam capacitadas em suas tarefas, realizando com maior precisão… Entretanto quando se abre um empreendimento do zero, onde você era o principal e às vezes o único responsável pela realização de tarefas, é difícil delegar estas funções a outras pessoas. Mas pensando e agindo assim, o empresário estará parado no tempo, bloqueando o crescimento de seu empreendimento.
O empresário que delega tarefas é um gestor de visão, diferenciado, ele acredita e confia em sua equipe, e sabe que delegando, ele terá mais tempo para supervisionar, aprimorar, ou melhor, conseguir novos meios para que sua empresa cresça cada vez mais… Claro que sabemos que delegar não é uma tarefa fácil ou simples como parece, para isso acontecer é necessário que o empresário possua uma equipe preparada, treinada e altamente capacitada para desenvolver as funções relacionadas à atividade da empresa.
Delegar exige além da confiança a necessidade de comunicação para assim acontecer o feedback que será uma ferramenta de muita utilidade para o aperfeiçoamento dos colaboradores. Se você é um empresário que possui uma ótima equipe, mas que ainda sofre quando tem que delegar alguma atividade a alguém, abaixo segue 03 dicas básicas para começar executar esta ação, porque não dizer, ferramenta “Delegar”.

Dica 01): Acompanhe como supervisor cada membro de sua equipe, mas os deixando executarem suas tarefas;
Dica 02): Faça um levantamento do que é preciso melhorar em capacitações ou treinamentos para seus colaboradores, conhecendo a habilidade de cada um;
Dica 03): Mantenha sempre uma boa comunicação entre você e seus colaboradores;

Mantenha sempre o foco, o mais difícil é iniciar.

Forte abraço e um bom carnaval.


Nelson Domingos é Contador e proprietário da Cactos Contabilidade Empresarial LTDA.
81 4101 2101 / 9 9763 1165
Rua Dr. José Mariano, Loja 26 – 2º Piso – Coop Center – Bezerros/PE (Antigo Shopping Bezerros)

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ESSA POLÍTICA QUE NOS SEPARA POR CORES

Qual é a cor que define o caráter de uma pessoa? Será que existe uma cor que define o quanto uma pessoa é talentosa, amiga, humana, competente e  profissional? Seria as cores responsáveis pela união e amizade entre as pessoas? E as eleições? E a política partidária? Por que algo que era para ser bom acaba tantas vezes interferindo negativamente nas relações humanas?É impressionante que em pleno século 21 em meio a tanta modernidade, tanta informação e tanto conhecimento ainda haja pessoas que estejam separadas por uma cor. É inadmissível e revoltante que amizades estejam distanciadas ou sejam afetadas por causa de uma legenda partidária, por causa de uma bandeira, e consequentemente sinalizadas por uma cor. É impressionante que a política nos dias de hoje, embora o período eleitoral nem tenha começado ainda, já separe pessoas, distancie amizades, provoque conflitos e o afastamento de relações que foram construídas através do tempo, de amizades que foram edificadas pela vivência, pela partilha, pela história de confiança, de afeto, e sobretudo de respeito. É inaceitável que em pleno ano de 2020, e por se tratar de um período eleitoral em nosso país, onde iremos às urnas exercer o nosso direito e dever de escolhermos nossos representantes para o poder executivo e legislativo municipal, ainda haja pessoas que sejam julgadas, apontadas, subestimadas, hostilizadas e injustiçadas por causa da opinião política que elas tem, em virtude da bandeira que defendem, da cor que ilustra seu partido, ou simplesmente só por votar em uma determinada pessoa, mesmo não se envolvendo em movimentos políticos ou em campanhas eleitorais. É um absurdo que diante de uma sociedade que se diz moderna coloque-se em dúvida o profissionalismo e o caráter das pessoas apenas pela escolha eleitoral que elas fazem, ou até mesmo só porque elas trabalham ou convivem com determinadas pessoas ligadas a determinados grupos políticos. E é mediante esse contexto repugnante que se faz necessária uma reflexão sobre o valor das pessoas, sobre a importância das amizades construídas, dos laços edificados, do profissionalismo conquistado, e o quanto é crucial respeitar a opinião alheia, respeitar as bandeiras defendidas e as cores exaltadas. É necessário não nos anularmos, não nos sujeitarmos a certos critérios ou imposições de grupos, partidos ou pessoas que queiram interferir em nossos relacionamentos, opiniões e escolhas, ferindo o nosso direito a liberdade de expressão e manifestação do pensamento que é assegurado pelo artigo 5° da constituição federal. Temos que nos impor para que aqueles que querem politicamente o nosso respeito possam nos respeitar também. Não podemos nos permitir sermos manobras dos interesses políticos que não nos interessamos em defender, não podemos esquecermos ou nos distanciarmos de nossas pessoas, de nossos amigos, e de nossas conquistas, pois logo logo a eleição termina, a política das cores partidárias passa, os inimigos políticos tornam-se aliados, e fica com a gente apenas quem realmente faz parte da nossa vida e da nossa história. Por isso não calemos nosso grito de liberdade, a liberdade de escolhermos, de demonstrarmos nossos afetos, nossos valores, de decidirmos se seremos vermelho, amarelo, azul, verde ou laranja, ou se não vestiremos nenhuma dessas cores. Ninguém, absolutamente ninguém torna-se menos capaz, menos inteligente, menos competente, menos profissional ou diminui seu valor e caráter por causa da escolha eleitoral que faça. Mas se ainda assim continuar existindo pessoas que se distanciam uma das outras, que torçam o rosto, que mudem de calçada, ou finjam não ver uma certa pessoa só porque ela não veste a mesma cor partidária, então é lamentável, pois a culpa para tal postura não é da cor, do partido, ou mesmo do candidato e grupo político que ela faz parte, essa postura   é simplesmente fraqueza do próprio caráter de tais pessoas que agem assim. E por isso é necessário muita atenção e cautela nesse cenário que já se prepara para a euforia das eleições, pois comportamentos desprezíveis como esses muitas vezes acabam prejudicando o próprio grupo ou candidato, por parecer ser uma postura adotada por todos. Estamos em um ano eleitoral isso é fato, mas independente das cores, das bandeiras, partidos e legendas, é indispensável o respeito entre as pessoas, pois essa é a bandeira mais importante a ser defendida por candidatos e eleitores: o respeito.

Mariana Helena de Jesus (Comunicóloga / Escritora/ Bacharel em Comunicação Social e Habilitação em Publicidade e Propaganda).

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É mentiroso quem diz que não gosta de ler

Por Pierre Pessôa

Você não leu errado. Repito: é mentiroso quem diz que não gosta de ler. Nesse artigo vou “roubar” alguns pensamentos do querido professor Pierluigi Piazzi, falecido em 2015.

Sempre pensei que eu odiava ler. Até certo ponto isso era verdade. Quando criança e parte da adolescência chegava a ter repulsa da leitura. Passava longe de uma biblioteca. Hoje, costumo ler em média 2 livros ou mais por semana. Mas o que aconteceu na minha vida para essa mudança?

Alguns professores e pessoas próximas foram fundamentais para que eu me tornasse um leitor assíduo. A insistência e os estímulos que obtive deles me ajudou a perceber a importância de ler e a mudança que isso pode trazer na nossa vida. Entretanto, só fui entender como se chega ao prazer de ler quando conheci o professor Pierluigi.

Indiscutivelmente: “só se sobe na  continue lendo aqui

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Você sabe o que é gaslighting? Calma, você não está louca!

Quando falamos em violência contra as mulheres, a primeira coisa que vem à nossa mente são as agressões físicas, são mais visíveis. Porém, um relacionamento violento não é caracterizado apenas por esse tipo de agressão, uma das formas mais subjetivas de violência é a psicológica, e ela pode acontecer de várias formas, até mesmo com o Gaslighting que está dentro de um leque de alternativas de abusos tão prejudicial quanto a violência física.
Soa familiar pra vocês frases como: Você está ficando louca! Você está exagerando. Pare de surtar mulher. Tu és perturbada. Calma, relaxe. Eu estava só brincando, você não tem senso de humor? Tá de TPM? Por que você é tão dramática? Deixa isso pra lá. Se você é uma mulher, provavelmente já escutou, e de tanto escutar, corres o risco de acreditar.
O Gaslighting é uma forma de abuso psicológico na qual as informações são distorcidas ou omitidas para favorecer o abusador, fazendo com que a vítima duvide de sua própria memória, percepção e sanidade, colocando sua credibilidade em xeque. O termo faz referência à peça teatral Gas Light, de 1938, e que ganhou grande projeção nas adaptações para o cinema. O enredo trata de um marido que tenta convencer a própria esposa e outros de que ela é louca, manipulando pequenos elementos de seu ambiente e, posteriormente, insistindo que ela está errada ou que se lembra de coisas incorretamente.
Como podemos perceber não se refere aos abusos claros, daqueles que a gente vê na cara, por isso atinge as mulheres de forma tão grave. Diz respeito ao ato de manipular a mulher psicologicamente para ter controle sobre ela, ao ponto de anulá-la, gerar inseguranças, dúvidas e medos. Nele, o homem distorce, omite ou cria informações, fazendo com que a mulher duvide de si mesma, de seus sentimentos, da sua capacidade e às vezes até da sua sanidade.
As situações surgem e a tendência é se envolver cada vez mais nessa dinâmica, sentindo-se confusa, insegura e acreditando que não é possível encontrar um novo companheiro/a por não ser capaz de fazer outras pessoas felizes, o que a deixa presa nessa situação.
Esgotadas mentalmente, algumas mulheres buscam ajuda para tentar melhorar esses sintomas e descobrem com o tempo que a causa é essa forma de violência psicológica, já outras silenciam e sofrem por anos e anos. Quando a vítima não entende desde o início o jogo do abusador, ela tenta argumentar, mas perde a força, dando espaço para as mentiras e inversões. Isso faz ela perder a confiança em si mesma e acreditar que ela é a culpada por desconfiar dele.
Por isso é muito importante que antes de julgar uma mulher acreditando que ela é ‘submissa’, observe se ela não está sendo vítima de um agressor que a colocou em uma situação onde ela não sabe que está, nem como pode sair. É difícil perguntar, é difícil aceitar que ela pode ter medo de se afastar do parceiro e é comum sentir medo também, mas é possível ajudar.
A culpabilização das mulheres que encontram-se nesta situação acontece em quase todos os espaços, e por vezes a própria rede de apoio acaba julgando a situação com base em visões de mundo pessoais, esquecendo que a questão mais importante, nesse caso, é escutar o que a companheira agredida tem a dizer: seus medos, sua relação de dependência com o parceiro – que pode ser de ordem social, financeira, psicológica ou um misto de tudo isso.
Há um enorme caminho a percorrer até se chegar ao resgate da autoestima, da identidade perdida, e ainda existem casos em que a vítima fica muito tempo sob o efeito do gaslighting, mesmo longe do agressor. É preciso contar com o apoio de familiares, amigas/os e pessoas próximas, mas lembrando que é fundamental o acompanhamento de profissionais especializados.

Michele Silvestre – Mulheres em Pauta

Fontes:
https://www.cartacapital.com.br/diversidade/entenda-o-gaslighting-estrategia-de-defesa-de-joao-de-deus/
https://www.geledes.org.br/por-que-as-mulheres-nao-estao-loucas/

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