“A MULHER QUE VOCÊ ESTÁ SE TORNANDO VAI TE CUSTAR PESSOAS, RELACIONAMENTOS, ESPAÇOS E COISAS MATERIAIS. MAS, ESCOLHA ELA AO INVÉS DISSO TUDO”

É bem comum a gente escutar essa mensagem da terapeuta, da amiga e até lê-la nas redes sociais. Mas vocês já pararam para pensar no preço pagamos para bancar a mulher que escolhemos ser? “Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora” (Nelson Mandela). Esse medo precisa ser vencido, mesmo a partir de muitas reflexões.
Nos empoderar exige muita coragem e fé em si mesmas para confiar que merecemos o melhor. Dignidade, respeito e responsabilidade afetiva, conosco e com o próximo. É preciso provocar em nós mesma, profundos questionamentos relacionados à profissão, parceiros, estudos e novas possibilidades de olhar a vida. Romper com tudo que nos desequilibra, entendem? É isso.
É preciso trabalhar o orgulho de si mesma, e isso não é fácil é uma construção diária e que envolve muito trabalho. A escritora Audre Lorde dizia que “se eu mesma não me definir, eu seria esmagada nas fantasias de outras pessoas e comida viva”. Nem sempre é dentro de casa que aprendemos sobre o valor do amor-próprio. Muitas vezes nos tornamos mulheres com dificuldades de lidar com as emoções, resistentes aos novos caminhos que se apresentam para além das histórias hegemônicas que nos ensinaram o certo e errado.
Por vezes carregamos algumas feridas da infância e adolescência que podem ter origem justamente no lugar onde poderíamos ter acessado o amor. Portanto, não se frustrem, se abram ao novo, esqueçam o medo e ousem vida nova. Que 2021 possamos ter experiências novas e que nos tornem mulheres novas. Lembrem-se sempre: “a arte e a prática de amar começa com nossa capacidade de nos conhecer e nos afirmar”, Bell Hooks. Autoconhecimento é cura.
Você tem uma história empoderada que marcou sua vida? Conta pra gente! O Mulheres em Pauta entende que ao compartilharmos nossas alegrias e dores aprendemos umas com as outras e este ano mais do que nunca precisamos estar fortes e unidas.
Que Lugar Você Ocupa Nessa Luta? MULHERES!
Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.
81 99457-7862

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2020, UM ANO DE LUTAS E CONQUISTAS!

Mulheres em Pauta

2020 foi um ano desafia(DOR) e marcado por muitas lutas. Ele trouxe à tona a fragilidade da vida, a importância do respeito, da solidariedade, da responsabilidade com os/as nossos/as e com quem nos rodeia.

Presenciamos um ano difícil para todas as pessoas, mas principalmente para nós mulheres, que triplicamos nossas tarefas diárias, os cuidados com a família, afazeres domésticos e ainda ficamos mais vulneráveis as violências.

Nossos esforços se voltaram para a construção coletiva, em resposta à pandemia, além de muitas de nós terem se engajado em atuações locais. Dialogar sobre nossas pautas, nos oportuniza resultados que são extremamente gratificantes e ainda trarão muitos frutos.

Queremos agradecer a todas as pessoas que nos acompanham e que vem se aproximando do Mulheres em Pauta para unir forças contra tudo que nos oprime, e construir a sociedade que tanto acreditamos.

Desejamos uma passagem de ano repleta de boas energias, para a enorme diversidade de mulheres que temos o prazer de compartilhar a luta diária. Agora é hora de descansar e recarregar as energias para agir na construção dos nossos sonhos em 2021.

Que nós, sempre, possamos olhar para nossa trajetória e nos orgulhar da mulher que fomos, que somos e da que queremos ser. Mesmo com todos os atropelos da vida.

Que Lugar Você Ocupa Nessa Luta? MULHERES!
Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.
81 99457-7862

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“Lei Aldir Blanc- devemos isso a Benedita da Silva”

“Tô muito feliz em ver amigos artistas de Gravatá, Garanhuns, Caruaru, Bezerros, Vitória, inclusive até colegas radialistas serem contemplados com a Lei Aldir Blanc.

Não custa lembrar que devemos isso a Benedita da Silva (PT-RJ), foi ela que meteu a cara e pediu ao Congresso 3 bilhões para os artistas por conta da pandemia, e a câmara aprovou!

BENEDITA DA SILVA:

  • Mulher negra, petista, feminista e cristã.

É muita tapa de luva de uma vez só, né não!😉
Êta mundão pra ensinar a viver!❤️”

Aninha Marques- Radialista

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Mulheres em Pauta

NATAL SEM MACHISMO


É sabido que nas festividades natalinas existem várias pautas tradicionais, e uma delas é presentear as pessoas que amamos. Mas nada destrói o espírito natalino tão rápido quanto uma situação machista e discriminatória. Estamos todas vulneráveis a enfrentar algum climão na ceia com família, na confra do trabalho, no amigo secreto da escola e até mesmo em comemorações com nosso próprio ciclo de amizades.
Se acontecer com você, ou se você presenciar com alguma companheira, é importante lembrar que todos os dias nós temos a oportunidade de desnaturalizar e desconstruir alguns discursos e situações que escondem cobranças sociais e formas desiguais de tratar as mulheres e meninas.
Por isso, vamos aproveitar o momento e passar aquele velho recado sobre igualdade de direitos os/as seus amigos/as, família, a galera do trabalho e todos/as que ousarem nos tratar com diferença. Por exemplo: quando você receber um eletrodoméstico de presente, reflita com quem lhe presenteou se é algo que você curte, se vai usá-lo por prazer, ou apenas para cumprir afazeres que lhe são impostos.
Outra situação bem comum são as meninas ganharem brinquedos como: cozinha, tábua de passar ferro, máquina de lavar, vassoura, entre outros. É preciso dialogar com elas sobre os motivos pelo qual a sociedade incentiva esse tipo de presente, alertando sempre sobre a equidade de gênero com as crianças, para que elas entendam que meninas também podem ganhar bolas, bicicletas, skates, e tantos outros presentes que são negados.
O Mulheres em Pauta tem a responsabilidade de refletir sempre com vocês. E esse texto é sobre creditar que as coisas só mudam se a gente se permitir, conversar, se informar e trocar. Aproveitem o espírito natalino para falar pessoalmente, sem o whatsapp no meio, e converse sobre feminismo com algumas mulheres da sua família. Ajude outras mulheres a se fortalecerem!
Desejamos que seus momentos natalinos sejam livres de machismo e que você não precise enfrentar nenhum climão para exigir respeito!
Um Feliz Natal para todas as mulheres que fazem essa luta diária, sem feriado, como a gente! E lembre-se sempre: não ter que cumprir protocolos e compromissos que não nos representam é libertador.

AVANTE! Estaremos sempre JUNTAS! 🎄🎁🎄🎁🎄🎁🎄🎁🎄
Que Lugar Você Ocupa Nessa Luta? MULHERES!
Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.
81 99457-7862

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SOBRE ILUMINAÇÃO NATALINA

Ouvi críticas questionando a importância disso face à pandemia. Mas, se formos olhar, de fato, nunca foi o mais relevante ornamentar a igreja ou nenhum lugar, independente da religião.

A importância, no meu entendimento, não é a decoração em si, muito menos porque é na igreja. É o quanto estas luzes (físicas) aludem à luz da família, aos sentimentos de partilha, ao senso de cooperação, de reunião… É um símbolo e, como tal, não vejo por que alguém pode se opor a mantê-lo vivo, especialmente num ano que já foi tão desafiador pra nós todos.

Um símbolo de luzes natalinas, no MEU entendimento, conforta um pouco as famílias que estão tão tristes com o contexto difícil que estamos vivendo.

Do ponto de vista político, é mesmo lamentável a quebra da tradição, mas o foco não é político. Se alguém limita uma iniciativa assim à política, é porque, além das luzes externas, está precisando aproveitar e conhecer a igreja é por dentro, frequentá-la e melhorar como ser humano.

É perfeitamente possível conciliar as luzes natalinas com a caridade, a benevolência, a tolerância, o respeito… Certeza que, embora não precise disso, Jesus, o aniversariante, não se opõe a umas luzinhas…

Janaína Pereira

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Mulheres em Pauta: Homenagem as rezadeiras!


Esses dias caminhando nas ruas de nossa cidade, avistei um cartaz que dizia assim: “As rezas estão canceladas, por causa da pandemia. Voltaremos em breve”. Então, resolvi trazer como protagonistas da pauta desta semana, aquelas mulheres que estão por aí, espalhadas em cantos de quintais floridos, curando as feridas que o/a homem/mulher não consegue lidar.
Quem nunca procurou essas mulheres que espalham pelo ar o cheiro de folhas e ervas? A sabedoria de todas erveiras, curandeiras, rezadeiras, benzedeiras, mães e avós. Mulheres que doam os aprendizados da sabedoria adquirida com suas ancestrais em forma de chá, ditado, prece, banhos, rezas e que merecem ser lembradas, pois cotidianamente nos ajudam a equilibrar nossos corpos físico, mental, emocional e espiritual, eliminando dores, confusões, medos, tristezas e até depressões.
Nossa cidade é muito rica culturalmente, quem visitar as comunidades sempre terá o prazer de encontrar uma delas. E não se admire se escutar: Você aceita uma reza? Aproveite, sinta a energia do ramo espalhando a cura por todo o seu corpo, transformando escuridão em luz, medo em esperança e transmutando toda inquietação em criatividade.
Salve! Salve! Rezadeiras! Gratidão por toda reza e benzeção, que doam de coração.
Obrigada por sempre convocar a dor a se retirar e o amor entrar. É tempo de reanimar o coração, de fazer oração sempre que precisar, e ter fé. É muito bom sentir o cheirinho de arruda no ar, que ele alcance sempre todas as mulheres guerreiras e de luta!
Vocês tem o dom de acessar os mistérios da natureza, permaneçam firmes em seus esforços. Rezadeiras bezerrenses vocês são muito importantes e merecedoras de todo afeto e carinho!
Vamos honrar todas as mulheres presentes na nossa ancestralidade, pois todas elas correm hoje em nossas veias.
Que Lugar Você Ocupa Nessa Luta? MULHERES!
Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta – 81 99457-7862.

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“Conheci Lu como vice-governador, nos anos 2000, quando coordenava a implantação das escolas em tempo integral no Estado”

A prefeita eleita de Bezerros, no Agreste, minha amiga Lucielle Laurentino , é uma história de sucesso que precisa ser contada. Da zona rural, onde colhia café com os avós, ganhou o mundo pelas portas abertas pela escola em tempo integral, transformou vidas pela Educação e, agora, vai fazer a diferença na sua terra. Conheci Lu como vice-governador, nos anos 2000, quando coordenava a implantação das escolas em tempo integral no Estado.

De lá para cá, consolidamos nossa amizade e trabalhamos pela Educação. Estivemos juntos, em 2016, quando lancei no MEC a reforma do ensino médio e a política nacional de escolas em tempo integral, para implantação de 500 mil novas vagas no País. Pernambuco ganhou 60 novas escolas, das quais nove no Recife.

Ao assumir o @institutoliberdadeecidadania, em 2019, a convidei para coordenar a formação política e de gestão para filiados do @democratas. A sua eleição é a vitória da mulher de origem pobre, da zona rural, parda e determinada a mudar o mundo e a si mesma.
É, essencialmente, uma vitória da Educação que transforma vidas. Parabéns e sucesso.

Mendonça Filho (Ex- ministro da Educação).

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Mulheres em Pauta

Eleições 2020 – Bezerros

Acabamos de concluir as eleições municipais da nossa cidade. E hoje convidamos vocês a conhecerem algumas histórias inspiradoras e alguns desafios que são colocados para nós, de agora em diante.
Embora a eleição, sozinha, não transforme a realidade, ela marca processos históricos muito importantes, principalmente num momento como esse, que vivemos condições tão difíceis referentes a uma pandemia. Mesmo com todos os riscos à saúde, as eleições foram decididas para majoritária e proporcional, em 5.513 municípios do nosso país, dos quais 57 ficaram para decidir no segundo turno.

Em Bezerros, nós encontramos de tudo nessas eleições 2020, mas se tratando de histórias inspiradoras, que nutriram a gente nesse processo, apresentamos a primeira campanha que enalteceu a luta pelos direitos das Mulheres, da Comunidade LGBTQ+, dos Quilombolas e das Pessoas com Deficiência. É importante ser registrado, pois nossa sociedade tem uma dívida histórica com esses segmentos, e jamais candidato/a nenhum/a havia dialogado sobre tais pautas em campanhas anteriores.

Observamos também campanhas lindas que defenderam pautas da Juventude, Esporte, Turismo Rural, Urbanização, Políticas públicas para os Animais, Transporte para Estudantes e tantas outras questões importantes e que interferem diretamente na vida de todos e todas nós.

O/a eleitor/a bezerrense teve a opção de discutir, participar e decidir sobre várias campanhas propositivas, que foram construídas coletivamente a partir do sentimento real do povo e com certeza deixam sementes que se tornarão frutos mais adiante com as bases que foram fortalecidas nesse período e com as propostas coletivas que estão por vir e já se organizam.

O que mais nos deixou tristes foi presenciar momentos discriminatórios e preconceituosos em vários espaços e partidos. Ficamos indignadas com atos misóginos e machistas de alguns candidatos, o que não se diferencia de atos que na intenção de criticar ou insultar seu oponente foram gordofóbicos. E vindo de militâncias que se diziam empáticas, vale a reflexão: Como os/as militantes e eleitores/as deste partido que estão acima do peso se sentiram? E em pleno século XXI o que mais escutamos foi a palavra DENEGRIR. É sabido que essa palavra é recorrente quando acreditamos que estamos sendo difamados, é uma palavra vista como pejorativa, porém seu real significado é “tornar negro”. Se tornar algo negro é maldoso, temos mais um caso de racismo.

Também foi possível perceber as figuras que chegaram com o slogan do “NOVO”, e realizaram as práticas mais antigas que há na política e que a gente já conhece tão bem. Infelizmente alguns/as foram eleitos dessa forma e isso não é novidade pra gente. Enfim, melhoremos!

Nossa realidade mudou e os desafios estão postos, é preciso enxergar para além da conversa bonita, do direito garantido no ajeitadinho (que no discurso é direito, mas sabemos que é troca de favores), na conquista que favorece uns grupos e outros não, ou seja que não contempla o coletivo e outras questões que estão na nossa cara e as vezes fingimos não vê porque estamos sendo favorecidos/as.
É preciso estarmos atentos/as e vigilantes para todo e qualquer projeto que tiram direitos da classe trabalhadora. É nosso dever de agora em diante fiscalizar tudo que é realizado com nosso dinheiro e cobrar melhor qualidade de vida para o nosso povo.

O caminho é seguir lutando, seguir construindo no cotidiano, dentro e fora da institucionalidade. Essa é a nossa grande missão, acabar com todas as formas de opressões. A gente celebra todas as vitórias de agora que talvez sejam invisíveis aos olhos da sociedade, mas não aos nossos.

Vamos juntos e juntas fortalecer a luta coletiva em Bezerros? Aguardem as novidades!
Se você gostou desse texto, curte, comenta e compartilha com as pessoas, nos ajude a divulgar. Não deixe de acessar o blog Bezerros Hoje e nossas redes: Instagram: @mulheres.em.pauta
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Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.
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Sonho Azul

Uma menina me ensinou que é possível sonhar. E ela fez isso lá do seu canto, entre cafezais e estrelas, numa Serra Negra.
Essa menina sabia que qualquer sonho é possível, mas, disseram a ela, tinha que ser um sonho grande, bem grande.
Então a menina saiu da Serra. A menina ganhou o mundo para que o seu sonho coubesse nele. E o sonho foi entrando em seu mundo a partir de letras, cadernos, viagens e palavras estrangeiras. Mas casa passo era um passo pra fazer o sonho caber no mundo.
Até que ela voltou, e hoje o mundo coube no sonho. E coube direitinho: ela estava certa. Era preciso sonhar grande e nunca deixar de acreditar. E ela acreditou com tanta força que os outros não tiveram outra opção a não ser acreditar com ela. O sonho dela ficou azul.

A menina me ensinou outra coisa: o futuro NÃO é agora. O futuro é uma construção e, como o sonho, vai dar um trabalho danado deixá-lo do jeitinho que a gente quer.
O que temos agora é o presente. Um presente. É com esse presente que a gente vai construir, com a menina do sonho grande, o futuro que a alguns ousaram roubar.

Hoje, não tenho mais medo de desafios. A menina do sonho grande me ensinou que, de lá dos cafezais da serra, basta abrir um caderno e acreditar, primeiro em si, depois nos outros.
Desafios existem para ser vencidos. A menina da Serra me ensinou.

Janaína Pereira

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Pierre Pessoa lança livro no dia 19 de setembro

Falar Inglês nunca foi tão importante e necessário como nos dias de hoje. É possível chegar a essa fluência sozinho, utilizando de materiais alternativos? Embarque nessa obra e terá suas próprias conclusões.

De família simples e oriundo de escola pública, Pierre Pessôa desmistifica e simplifica de forma direta e objetiva com metodologia, técnicas, dicas e relatos da sua vida como ele conseguiu se tornar fluente em Inglês sendo quase um autodidata. Com muita disciplina e dedicação, o autor tornou-se não só fluente em Inglês, mas professor e proprietário da rede de escolas Smart Fluent, onde abriu unidades nas cidades de Bezerros, Sairé e Bonito/PE.

Preste a abrir outras escolas noutros municípios, ele se sente no dever de democratizar esse conhecimento, não só através das suas escolas, mas principalmente para aqueles que queiram seguir seus passos e tornarem-se fluentes em Inglês também.

Pierre Pessoa

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Distanciamento da vida

Artigo de George Trigueiro,
Médico e presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado de Pernambuco (SINDHOSPE), publicado no mês de julho no Diário e que merece o nosso registro.

As mudanças começaram após o carnaval. A dúvida era se continuava com a máscara do papangu de Bezerros ou com a recomendada pela OMS. Alguns palhaços, com todo respeito aos profissionais da arte, continuaram com suas fantasias e fazendo gracinhas. Não tivemos tempo nem noção, que se aproximava a Paixão de Cristo, diante de tantas expectativas e desencontros. São João nem pensar. Daqui a pouco chega o Natal. Somente “lives”. Continue lendo em Diário de Pernambuco.

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Consciência Política Bezerrense

A cidade de Bezerros possui aproximadamente 60 mil habitantes com quase 45 mil eleitores. Neste ano de eleições municipais está na mão da população bezerrense a escolha daqueles que irão administrar nossa cidade. Mas se está nas nossas mãos, por que muitas vezes atribuímos só aos políticos a responsabilidade pelo que vai bem ou mal em Bezerros? Será que estamos desempenhando adequadamente nosso papel de eleitores e antes de tudo, de cidadãos?

É comum nos depararmos com uma percepção generalizada de descrédito à política bezerrense como forma legítima de resolução de problemas sociais e políticos do nosso município. Essa percepção não está aí por acaso. Infelizmente, a história política de Bezerros é marcada por um “autoritarismo” no qual a elite econômica e política da cidade aliena a nossa população para que a responsabilidade de controlar e dirigir o nosso município mantenha-se exclusiva a esta mesma elite. Um dos mecanismos de alienação muito aproveitada por esta elite é a mentalidade de que tudo que diz respeito à política é repulsivo e negativo. Por efeito, a população é levada a se informa muito pouco da vida política e ter um baixíssimo grau de participação em organizações da sociedade civil (sindicatos, associações de bairro e partidos políticos), organizações estas que possuem a finalidade de buscar melhorias à nossa cidade. Dessa forma, a mentalidade de que a política “não presta” ou de que “só tem corruptos” é muito prejudicial, pois estimula a alienação da população sobre a atividade política e institucional, o que agrava ainda mais o distanciamento entre nossa classe política e a sociedade de Bezerros.

No regime político democrático o qual vivemos a soberania é exercida pela sociedade civil. Portanto, a democracia pressupõe, para o seu pleno funcionamento, o exercício de uma cidadania consciente e politizada. Nesse sentido, a possibilidade de construirmos a cidade de Bezerros de forma melhor só pode ser feita a partir da política, com a conscientização e participação mais ativa da nossa sociedade sobre o processo político. Todos nós, cidadãos, que utilizamos o serviço prestado pelo poder público, temos a melhor condição de dizer se há algo errado ou se o serviço está sendo prestado com legalidade e qualidade. Se todos nós nos interessarmos e buscarmos por informações sobre como interagir com a organização política, haverá então condições necessárias para conseguirmos melhorias constantes no controle da gestão de Bezerros e consequentemente, melhorias no próprio resultado da ação administrativa municipal. Temos que compreender que cada cidadão bezerrense é competente e responsável e deve ser ativo na construção de um município próspero e seguro. A política é um assunto muito sério para ser deixado exclusivamente nas mãos de políticos profissionais.

Gabriel Laurentino – Psicologo social

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Separando o joio do trigo

A pandemia do Corona Vírus 19 provocou uma importante mudança na escola pública brasileira: apresentou-lhe de vez a tecnologia. No entanto, ainda há muitos descasos e mentalidade retrógrada em alguns seguimentos.
Diante dos desafios do isolamento social, professores se reinventaram, estudaram, pesquisaram, trocaram figurinhas e começaram a usar os REDs – Recursos Educacionais Digitais para fazer o que tanto amam: está conectados com os alunos e possibilitar aprendizagens significativas.
Em pouco tempo, conceitos como: Educação Maker, Ensino Híbrido, Gamificação e tantos outros, tornaram-se prática docente. Ferramentas digitais e plataformas educacionais ganharam novos usos e adquiriram valor didático inseparável da atuação no magistério.
Contudo há alguns joios no meio desse trigo. São aquelas entidades que não se desapegam de uma lista de frequência preenchida manualmente e/ou só vislumbram o livro didático como único instrumento de aula. Não há mais possibilidades de visão? Ou estão negando a realidade?
É impossível negar que ainda temos um longo caminho a trilhar para termos uma escola conectada. Todavia não dá mais para voltar atrás. Há evidências reais que a educação se transformou na quarentena. Portanto, há mais trigo que joio. Colhamos!

Natalícia Xavier – Professora

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