“Espero que esse vídeo sirva de reflexão”, diz internauta sobre a prática do Parkour

A arte do movimento, também conhecido como Parkour é uma atividade com muitos benefícios físicos, mentais e sociais.

Eu como praticante de Parkour há mais de 10 anos, digo sem sombra de dúvidas que a última coisa que os praticantes querem é destruir as estruturas, porque se danificar, além de errado seria menos um lugar pra treinar, como mal temos lugar pra treinar, não faz sentido destruir.

Sei que dependendo do local pode sujar a parede, e como praticamos um esporte conciente, isso se resolve fácil com os próprios praticantes pintando os locais que eles chegaram a sujar, se esse for o problema.

Espero que esse vídeo sirva de reflexão pras pessoas da prefeitura e da comunidade observarem que existem jovens praticantes de um esporte com muitos benefícios e que merecem uma atenção pra um espaço próprio de treino que dá pra fazer fácil com pneus recicláveis e materiais baratos.

Paulo Henrique Duracell

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A POESIA PERDE UM DE SEUS OUSADOS POETAS

De uma forma irônica e com um sorriso sarcástico, daquele jeito intrínseco característico de sua personalidade ousada e autêntica, ele olhou para trás e me disse: “e nesse momento, dos meus amigos eu quero distância”. Essa foi a última frase que o amigo Célio Lima me falou ao se distanciar e se despedir de mim em um rápido encontro que tivemos por acaso, em frente as lojas Americanas de Bezerros na quinta-feira dia 25 de março (um dia antes de seu internamento por dificuldades respiratórias decorrente da covid-19). A frase dita por ele foi uma maneira de proteção aos amigos, após ele me pedir para eu não ficar muito próxima dele, porque ele havia acabado de fazer o teste da covid-19 já que tinha tido contato com uma pessoa que teria contraído o vírus, e embora tivéssemos de máscaras e com um frasquinho de álcool 70 nas mãos, ele ainda assim se preocupou em me alertar. Lembro ainda que no início daquela nossa última e breve conversa ele falou da satisfação de ter começado a lecionar este ano, o quanto estava sendo árdua a vida dos professores com as dificuldades de adaptar o método de ensino mediante a pandemia. Eu jamais imaginaria que aquele seria o nosso último encontro dentre tantos e tantos que tivemos ao longo de mais de duas décadas de amizade, e muitos desses momentos na casa do amigo Dailson Mutuca, na época do colegial no Cônego Alexandre Cavalcanti, nos tributos a Raul Seixas, no Bistrô do Matuto, nos shows artísticos, em eventos culturais, no clube de leitura (onde ele se destacava por ser o membro que conseguia ler mais livros em um único mês). Vale ressaltar também que na nossa última reunião do clube de leitura no final de janeiro, ele disse ter ficado impressionado com o meu texto em que relatei minha experiência enquanto estive hospitalizada com covid-19, falou da preocupação e medo que tinha em contrair a doença, e por isso em nossas reuniões sempre estava atento e tomava todos os cuidados de proteção necessários. O amigo Célio Lima não era apenas um poeta, ele era um escritor admirável, gigantemente inteligente, um estudioso incansável, um pesquisador comprometido, um pensador audacioso, um crítico literário, defensor da liberdade de expressão, um amigo leal e prestativo, um ser humano simples, divertido, e que por trás daquele jeito fechado e aparentemente antipático possuía um coração amistoso, imensamente generoso. Infelizmente Célio foi mais uma vítima acometida pela covid-19, entre as tantas pessoas que já se foram e as tantas que possivelmente ainda poderão ir. O sentimento que fica além da saudade é o sentimento de impotência, sensação brusca de vazio, dor dilacerante, e uma profunda indignação contra um vírus que tem levado nossas pessoas repentinamente, sem lhes dar uma segunda chance, e sem nos conceder a chance da despedida e o direito da velação do corpo. E diante desse mal que vem provocando tantas perdas humanas, mexendo tanto com o nosso emocional, ficamos querendo tentar entender os porquês da existência, o porquê de alguns resistirem e outros não. Surgem tantos questionamentos. Qual o propósito para quem ficou? Missão a ser cumprida? E para quem partiu? Evolução? E aqueles que se foram será que tiveram consciência do que estava prestes a acontecer? E se eles pudessem dizer alguma coisa antes de partir o que teriam dito? Perguntas essas que ficarão sem respostas, pois como já foi dito pelo poeta William Shakespeare, “há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”. Lamentavelmente o fato é que nesse momento, em todas as partes do planeta há pessoas que estão com seus corações sangrando em dor, desoladas pela perda de um familiar, de um conhecido, um amigo. E não há motivos que explique as partidas ocasionadas por essa doença, e nem há palavra ou formula que amenize o peso do sofrimento ou que apague a falta dolorosa das ausências. Quanto a mim, também estou sangrando por dentro porque meu amigo Célio Lima partiu, mas me conforta saber que ele fez a diferença nesse mundo, que deixou sua marca e contribuição para a cultura literária, um legado através de seus escritos, poemas e livros. Deixou também lembranças memoráveis com todos aqueles que tiveram a oportunidade de conviverem com ele. E é em nome da memória dele que me solidarizo com a sua família e todas as famílias que estão chorando suas perdas. Rogo a Deus que nos dê a serenidade espiritual necessária para continuarmos de pé. Em mim ecoa agora aquele pensamento doloroso de que eu deveria ter vivido mais, me doado mais, ter estado mais presente, e que daqui pra frente eu faça isso de fato com aqueles que permanecem aqui, porque a gente nunca saberá ao certo quanto tempo uma pessoa vai estar ao nosso alcance. A lição que fica é parte daquilo que vi sempre no Célio, viver intensamente cada momento, aproveitando cada oportunidade ao lado daqueles que ele considerava ser as suas pessoas.

Obrigada amigo pelas partilhas e aprendizado. Segue na luz poeta!

Por: Mariana Helena de Jesus

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“Obra da Compesa nao respeitou árvore”

A publicação numa rede social chama a atenção da nossa reportagem. As obras de saneamento, que visa justamente o bem ambiental, não pode ter esse comportamento de destruição. Fica o registro:

“Essa obra realizada pela COMPESA em Bezerros PE distrói tudo por onde passa. Essa árvore completou no início do ano 20 anos que foi plantada, e em poucos minutos foi arrancada, que coisa triste 😢. As ruas estão esburacadas, um verdadeiro caos, em nome de um projeto que sabemos não vai adiantar pra nada…”

Embora a postagem desacredite no projeto, que será realizado nas cidades cortadas pelo rio Ipojuca, o site lembra que ele já é realidade no município de Tacaimbó, e consiste no tratamento do esgoto doméstico objetivando despoluir o rio, o 3° mais poluído do país.

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“Nunca vi o que estou vendo agora, estamos vivendo a fase mais crítica da Pandemia”, diz sanitarista bezerrense

Há quase um ano atuo como servidor público da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco na função de Sanitarista, diretamente no monitoramento das unidades estaduais de saúde. Boa parte desse tempo trabalhei também na gestão da Secretaria Municipal de Saúde do Ipojuca. Nunca vi o que estou vendo agora, estamos vivendo a fase mais crítica da Pandemia, o perfil do adoecimento mudou, mais jovens do que idosos, elevação do tempo de permanência em leitos de UTI, unidades com capacidade extendida com ocupação próxima ou igual a 100%, desabastecimento de sedativos para entubação em todo o país, a alta complexidade do nosso sistema de saúde está colapsando. Quase 3 mil mortes em um único dia. Cuidem-se, protejam-se, uma das tecnologias mais importantes no enfrentamento desta Pandemia é o auto-cuidado.

João Carlos Batista Santos

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EDUCAÇÃO: SINPRO lança nota de repúdio

Nota de Repúdio à Prefeitura Municipal de Bezerros-PE

O SINPRO/PE ( Sindicato dos Professores de Bezerros) vem manifestar o seu repúdio em decorrência do planejamento feito pela Secretaria de Finanças e divulgado através dos meios de comunicação pela Prefeitura de Bezerros na última sexta-feira dia 5/2/2021 que apresenta um calendário de pagamento dos servidores municipais relativo aos serviços prestados em dezembro de 2020.
Ocorre, que tal calendário apresentado, além de diferenciar de tudo o que foi proposto à categoria de Professores através deste Sindicato em reuniões com atual Prefeita Lucielle Laurentino e sua Secretária de Finanças Marília Motta também exclui a categoria de Professores da possibilidade de atualização dos seus salários a partir do mês de fevereiro. Bem como trata de maneira desrespeitosa, excludente e prejudicial nossa categoria, dividindo o salário em 6 parcelas a partir de março sem nenhum diálogo com essa categoria para concretização de tal proposta.
É importante salientar que compreendemos os desafios desta nova Gestão, porém é inadmissível que qualquer planejamento que visa a modificações em nossos salários sejam feitos sem diálogo com os mais interessados.
Assim, em nome de todos os professores municipais de Bezerros através do Sindicato dos Professores, externamos nossa insatisfação perante a devida tomada de decisão da gestão pública de nossa cidade. Diante de tal situação, nós professores estaremos reunidos em assembleia para juntos buscarmos as medidas cabíveis.

Sindicato dos Professores de Bezerros PE
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Fizeram um auê…

Fizeram um auê tão grande pra suspender o recesso da Câmara de Vereadores porque não se poderia perder um dia de trabalho devido à situação do município. A despeito de ser contrária ao regulamento interno, até concordo com a urgência.

Mas não entendo por que o mesmo senso de urgência não é aplicado ao carnaval, quando nunca sequer foi feriado e que, a propósito, sequer será realizado.

PONTO FACULTATIVO SÓ EM BEZERROS POR QUÊ?

Eu, microempresária que sou, vou é trabalhar! Sabe por quê? Custa caro manter meu negócio e ainda garantir salários com 120% de gratificação por aí.

Janaína Pereira

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MULHERES EM PAUTA: Vidas trans importam! (Re) existências LGBTQ+


Janeiro é o mês da Visibilidade trans e pensando nisso, o Mulheres em Pauta enfatiza a importância do fortalecimento dessa luta em todos os espaços, principalmente em nosso município, onde a mesma é tão ausente.
Nos últimos anos houve um avanço para a visibilidade e consequente reconhecimento do direito à existência das pessoas trans enquanto cidadãs. Mas, ainda não foi possível conquistar outros direitos como: direito ao autorreconhecimento, o de identidade, direito de ir e vir e principalmente, o direito à vida.
Não temos muito o que comemorar. As Políticas de garantia dos Direitos da População LGBTQ+ estão sendo esvaziadas, com inteligência, aos poucos e sem alarde. Existem muitos retrocessos envolvidos e que não podem passar despercebidos por nós. Atualmente, essas políticas se resumem em apenas um Departamento de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – DELGBT dentro do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos que está sendo desmontado pouco a pouco.
Todas as conquistas da população trans, são resultados de muita luta e de sua própria mobilização pelo respeito a suas especificidades e valorização de suas particularidades, que ao longo dos anos tem sido potencializado pela construção dos coletivos e movimentos organizados.
Nossa novidade pra vocês é que aqui em Bezerros já existe um grupo em fase de organização para construção de um movimento a frente de ações LGBTQ+. Aguardem!
E por fim, deixaremos a seguinte reflexão: A LUTA é importante, não apenas a este mês da visibilidade trans, mas todos os dias. Diante de uma sociedade transfóbica, precisamos propor em toda oportunidade que surgir, que as pessoas se tornem mais humanas. Isso só será possível, se elas reconhecerem a humanidade nas pessoas trans, a mulheridade nas mulheres trans e não menos importante, a condição de homens dos homens trans, por meio do respeito, convívio e valorização.
Estamos muito felizes com essa construção e agradecemos cada apoio, solidariedade e empatia. Nossa utopia é uma sociedade que respeite todas as pessoas. Junte-se a nós e venha fazer parte dessa transformação social!
Seguiremos por muitos anos lutando pelo direito de viver, amar e de ser feliz.
Que Lugar Você Ocupa Nessa Luta? MULHERES!


Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.
81 99457-7862

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“A MULHER QUE VOCÊ ESTÁ SE TORNANDO VAI TE CUSTAR PESSOAS, RELACIONAMENTOS, ESPAÇOS E COISAS MATERIAIS. MAS, ESCOLHA ELA AO INVÉS DISSO TUDO”

É bem comum a gente escutar essa mensagem da terapeuta, da amiga e até lê-la nas redes sociais. Mas vocês já pararam para pensar no preço pagamos para bancar a mulher que escolhemos ser? “Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora” (Nelson Mandela). Esse medo precisa ser vencido, mesmo a partir de muitas reflexões.
Nos empoderar exige muita coragem e fé em si mesmas para confiar que merecemos o melhor. Dignidade, respeito e responsabilidade afetiva, conosco e com o próximo. É preciso provocar em nós mesma, profundos questionamentos relacionados à profissão, parceiros, estudos e novas possibilidades de olhar a vida. Romper com tudo que nos desequilibra, entendem? É isso.
É preciso trabalhar o orgulho de si mesma, e isso não é fácil é uma construção diária e que envolve muito trabalho. A escritora Audre Lorde dizia que “se eu mesma não me definir, eu seria esmagada nas fantasias de outras pessoas e comida viva”. Nem sempre é dentro de casa que aprendemos sobre o valor do amor-próprio. Muitas vezes nos tornamos mulheres com dificuldades de lidar com as emoções, resistentes aos novos caminhos que se apresentam para além das histórias hegemônicas que nos ensinaram o certo e errado.
Por vezes carregamos algumas feridas da infância e adolescência que podem ter origem justamente no lugar onde poderíamos ter acessado o amor. Portanto, não se frustrem, se abram ao novo, esqueçam o medo e ousem vida nova. Que 2021 possamos ter experiências novas e que nos tornem mulheres novas. Lembrem-se sempre: “a arte e a prática de amar começa com nossa capacidade de nos conhecer e nos afirmar”, Bell Hooks. Autoconhecimento é cura.
Você tem uma história empoderada que marcou sua vida? Conta pra gente! O Mulheres em Pauta entende que ao compartilharmos nossas alegrias e dores aprendemos umas com as outras e este ano mais do que nunca precisamos estar fortes e unidas.
Que Lugar Você Ocupa Nessa Luta? MULHERES!
Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.
81 99457-7862

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2020, UM ANO DE LUTAS E CONQUISTAS!

Mulheres em Pauta

2020 foi um ano desafia(DOR) e marcado por muitas lutas. Ele trouxe à tona a fragilidade da vida, a importância do respeito, da solidariedade, da responsabilidade com os/as nossos/as e com quem nos rodeia.

Presenciamos um ano difícil para todas as pessoas, mas principalmente para nós mulheres, que triplicamos nossas tarefas diárias, os cuidados com a família, afazeres domésticos e ainda ficamos mais vulneráveis as violências.

Nossos esforços se voltaram para a construção coletiva, em resposta à pandemia, além de muitas de nós terem se engajado em atuações locais. Dialogar sobre nossas pautas, nos oportuniza resultados que são extremamente gratificantes e ainda trarão muitos frutos.

Queremos agradecer a todas as pessoas que nos acompanham e que vem se aproximando do Mulheres em Pauta para unir forças contra tudo que nos oprime, e construir a sociedade que tanto acreditamos.

Desejamos uma passagem de ano repleta de boas energias, para a enorme diversidade de mulheres que temos o prazer de compartilhar a luta diária. Agora é hora de descansar e recarregar as energias para agir na construção dos nossos sonhos em 2021.

Que nós, sempre, possamos olhar para nossa trajetória e nos orgulhar da mulher que fomos, que somos e da que queremos ser. Mesmo com todos os atropelos da vida.

Que Lugar Você Ocupa Nessa Luta? MULHERES!
Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.
81 99457-7862

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“Lei Aldir Blanc- devemos isso a Benedita da Silva”

“Tô muito feliz em ver amigos artistas de Gravatá, Garanhuns, Caruaru, Bezerros, Vitória, inclusive até colegas radialistas serem contemplados com a Lei Aldir Blanc.

Não custa lembrar que devemos isso a Benedita da Silva (PT-RJ), foi ela que meteu a cara e pediu ao Congresso 3 bilhões para os artistas por conta da pandemia, e a câmara aprovou!

BENEDITA DA SILVA:

  • Mulher negra, petista, feminista e cristã.

É muita tapa de luva de uma vez só, né não!😉
Êta mundão pra ensinar a viver!❤️”

Aninha Marques- Radialista

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Mulheres em Pauta

NATAL SEM MACHISMO


É sabido que nas festividades natalinas existem várias pautas tradicionais, e uma delas é presentear as pessoas que amamos. Mas nada destrói o espírito natalino tão rápido quanto uma situação machista e discriminatória. Estamos todas vulneráveis a enfrentar algum climão na ceia com família, na confra do trabalho, no amigo secreto da escola e até mesmo em comemorações com nosso próprio ciclo de amizades.
Se acontecer com você, ou se você presenciar com alguma companheira, é importante lembrar que todos os dias nós temos a oportunidade de desnaturalizar e desconstruir alguns discursos e situações que escondem cobranças sociais e formas desiguais de tratar as mulheres e meninas.
Por isso, vamos aproveitar o momento e passar aquele velho recado sobre igualdade de direitos os/as seus amigos/as, família, a galera do trabalho e todos/as que ousarem nos tratar com diferença. Por exemplo: quando você receber um eletrodoméstico de presente, reflita com quem lhe presenteou se é algo que você curte, se vai usá-lo por prazer, ou apenas para cumprir afazeres que lhe são impostos.
Outra situação bem comum são as meninas ganharem brinquedos como: cozinha, tábua de passar ferro, máquina de lavar, vassoura, entre outros. É preciso dialogar com elas sobre os motivos pelo qual a sociedade incentiva esse tipo de presente, alertando sempre sobre a equidade de gênero com as crianças, para que elas entendam que meninas também podem ganhar bolas, bicicletas, skates, e tantos outros presentes que são negados.
O Mulheres em Pauta tem a responsabilidade de refletir sempre com vocês. E esse texto é sobre creditar que as coisas só mudam se a gente se permitir, conversar, se informar e trocar. Aproveitem o espírito natalino para falar pessoalmente, sem o whatsapp no meio, e converse sobre feminismo com algumas mulheres da sua família. Ajude outras mulheres a se fortalecerem!
Desejamos que seus momentos natalinos sejam livres de machismo e que você não precise enfrentar nenhum climão para exigir respeito!
Um Feliz Natal para todas as mulheres que fazem essa luta diária, sem feriado, como a gente! E lembre-se sempre: não ter que cumprir protocolos e compromissos que não nos representam é libertador.

AVANTE! Estaremos sempre JUNTAS! 🎄🎁🎄🎁🎄🎁🎄🎁🎄
Que Lugar Você Ocupa Nessa Luta? MULHERES!
Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.
81 99457-7862

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SOBRE ILUMINAÇÃO NATALINA

Ouvi críticas questionando a importância disso face à pandemia. Mas, se formos olhar, de fato, nunca foi o mais relevante ornamentar a igreja ou nenhum lugar, independente da religião.

A importância, no meu entendimento, não é a decoração em si, muito menos porque é na igreja. É o quanto estas luzes (físicas) aludem à luz da família, aos sentimentos de partilha, ao senso de cooperação, de reunião… É um símbolo e, como tal, não vejo por que alguém pode se opor a mantê-lo vivo, especialmente num ano que já foi tão desafiador pra nós todos.

Um símbolo de luzes natalinas, no MEU entendimento, conforta um pouco as famílias que estão tão tristes com o contexto difícil que estamos vivendo.

Do ponto de vista político, é mesmo lamentável a quebra da tradição, mas o foco não é político. Se alguém limita uma iniciativa assim à política, é porque, além das luzes externas, está precisando aproveitar e conhecer a igreja é por dentro, frequentá-la e melhorar como ser humano.

É perfeitamente possível conciliar as luzes natalinas com a caridade, a benevolência, a tolerância, o respeito… Certeza que, embora não precise disso, Jesus, o aniversariante, não se opõe a umas luzinhas…

Janaína Pereira

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Mulheres em Pauta: Homenagem as rezadeiras!


Esses dias caminhando nas ruas de nossa cidade, avistei um cartaz que dizia assim: “As rezas estão canceladas, por causa da pandemia. Voltaremos em breve”. Então, resolvi trazer como protagonistas da pauta desta semana, aquelas mulheres que estão por aí, espalhadas em cantos de quintais floridos, curando as feridas que o/a homem/mulher não consegue lidar.
Quem nunca procurou essas mulheres que espalham pelo ar o cheiro de folhas e ervas? A sabedoria de todas erveiras, curandeiras, rezadeiras, benzedeiras, mães e avós. Mulheres que doam os aprendizados da sabedoria adquirida com suas ancestrais em forma de chá, ditado, prece, banhos, rezas e que merecem ser lembradas, pois cotidianamente nos ajudam a equilibrar nossos corpos físico, mental, emocional e espiritual, eliminando dores, confusões, medos, tristezas e até depressões.
Nossa cidade é muito rica culturalmente, quem visitar as comunidades sempre terá o prazer de encontrar uma delas. E não se admire se escutar: Você aceita uma reza? Aproveite, sinta a energia do ramo espalhando a cura por todo o seu corpo, transformando escuridão em luz, medo em esperança e transmutando toda inquietação em criatividade.
Salve! Salve! Rezadeiras! Gratidão por toda reza e benzeção, que doam de coração.
Obrigada por sempre convocar a dor a se retirar e o amor entrar. É tempo de reanimar o coração, de fazer oração sempre que precisar, e ter fé. É muito bom sentir o cheirinho de arruda no ar, que ele alcance sempre todas as mulheres guerreiras e de luta!
Vocês tem o dom de acessar os mistérios da natureza, permaneçam firmes em seus esforços. Rezadeiras bezerrenses vocês são muito importantes e merecedoras de todo afeto e carinho!
Vamos honrar todas as mulheres presentes na nossa ancestralidade, pois todas elas correm hoje em nossas veias.
Que Lugar Você Ocupa Nessa Luta? MULHERES!
Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta – 81 99457-7862.

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“Conheci Lu como vice-governador, nos anos 2000, quando coordenava a implantação das escolas em tempo integral no Estado”

A prefeita eleita de Bezerros, no Agreste, minha amiga Lucielle Laurentino , é uma história de sucesso que precisa ser contada. Da zona rural, onde colhia café com os avós, ganhou o mundo pelas portas abertas pela escola em tempo integral, transformou vidas pela Educação e, agora, vai fazer a diferença na sua terra. Conheci Lu como vice-governador, nos anos 2000, quando coordenava a implantação das escolas em tempo integral no Estado.

De lá para cá, consolidamos nossa amizade e trabalhamos pela Educação. Estivemos juntos, em 2016, quando lancei no MEC a reforma do ensino médio e a política nacional de escolas em tempo integral, para implantação de 500 mil novas vagas no País. Pernambuco ganhou 60 novas escolas, das quais nove no Recife.

Ao assumir o @institutoliberdadeecidadania, em 2019, a convidei para coordenar a formação política e de gestão para filiados do @democratas. A sua eleição é a vitória da mulher de origem pobre, da zona rural, parda e determinada a mudar o mundo e a si mesma.
É, essencialmente, uma vitória da Educação que transforma vidas. Parabéns e sucesso.

Mendonça Filho (Ex- ministro da Educação).

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Mulheres em Pauta

Eleições 2020 – Bezerros

Acabamos de concluir as eleições municipais da nossa cidade. E hoje convidamos vocês a conhecerem algumas histórias inspiradoras e alguns desafios que são colocados para nós, de agora em diante.
Embora a eleição, sozinha, não transforme a realidade, ela marca processos históricos muito importantes, principalmente num momento como esse, que vivemos condições tão difíceis referentes a uma pandemia. Mesmo com todos os riscos à saúde, as eleições foram decididas para majoritária e proporcional, em 5.513 municípios do nosso país, dos quais 57 ficaram para decidir no segundo turno.

Em Bezerros, nós encontramos de tudo nessas eleições 2020, mas se tratando de histórias inspiradoras, que nutriram a gente nesse processo, apresentamos a primeira campanha que enalteceu a luta pelos direitos das Mulheres, da Comunidade LGBTQ+, dos Quilombolas e das Pessoas com Deficiência. É importante ser registrado, pois nossa sociedade tem uma dívida histórica com esses segmentos, e jamais candidato/a nenhum/a havia dialogado sobre tais pautas em campanhas anteriores.

Observamos também campanhas lindas que defenderam pautas da Juventude, Esporte, Turismo Rural, Urbanização, Políticas públicas para os Animais, Transporte para Estudantes e tantas outras questões importantes e que interferem diretamente na vida de todos e todas nós.

O/a eleitor/a bezerrense teve a opção de discutir, participar e decidir sobre várias campanhas propositivas, que foram construídas coletivamente a partir do sentimento real do povo e com certeza deixam sementes que se tornarão frutos mais adiante com as bases que foram fortalecidas nesse período e com as propostas coletivas que estão por vir e já se organizam.

O que mais nos deixou tristes foi presenciar momentos discriminatórios e preconceituosos em vários espaços e partidos. Ficamos indignadas com atos misóginos e machistas de alguns candidatos, o que não se diferencia de atos que na intenção de criticar ou insultar seu oponente foram gordofóbicos. E vindo de militâncias que se diziam empáticas, vale a reflexão: Como os/as militantes e eleitores/as deste partido que estão acima do peso se sentiram? E em pleno século XXI o que mais escutamos foi a palavra DENEGRIR. É sabido que essa palavra é recorrente quando acreditamos que estamos sendo difamados, é uma palavra vista como pejorativa, porém seu real significado é “tornar negro”. Se tornar algo negro é maldoso, temos mais um caso de racismo.

Também foi possível perceber as figuras que chegaram com o slogan do “NOVO”, e realizaram as práticas mais antigas que há na política e que a gente já conhece tão bem. Infelizmente alguns/as foram eleitos dessa forma e isso não é novidade pra gente. Enfim, melhoremos!

Nossa realidade mudou e os desafios estão postos, é preciso enxergar para além da conversa bonita, do direito garantido no ajeitadinho (que no discurso é direito, mas sabemos que é troca de favores), na conquista que favorece uns grupos e outros não, ou seja que não contempla o coletivo e outras questões que estão na nossa cara e as vezes fingimos não vê porque estamos sendo favorecidos/as.
É preciso estarmos atentos/as e vigilantes para todo e qualquer projeto que tiram direitos da classe trabalhadora. É nosso dever de agora em diante fiscalizar tudo que é realizado com nosso dinheiro e cobrar melhor qualidade de vida para o nosso povo.

O caminho é seguir lutando, seguir construindo no cotidiano, dentro e fora da institucionalidade. Essa é a nossa grande missão, acabar com todas as formas de opressões. A gente celebra todas as vitórias de agora que talvez sejam invisíveis aos olhos da sociedade, mas não aos nossos.

Vamos juntos e juntas fortalecer a luta coletiva em Bezerros? Aguardem as novidades!
Se você gostou desse texto, curte, comenta e compartilha com as pessoas, nos ajude a divulgar. Não deixe de acessar o blog Bezerros Hoje e nossas redes: Instagram: @mulheres.em.pauta
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Que Lugar Você Ocupa Nessa Luta? MULHERES!

Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.
81 99457-7862

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Sonho Azul

Uma menina me ensinou que é possível sonhar. E ela fez isso lá do seu canto, entre cafezais e estrelas, numa Serra Negra.
Essa menina sabia que qualquer sonho é possível, mas, disseram a ela, tinha que ser um sonho grande, bem grande.
Então a menina saiu da Serra. A menina ganhou o mundo para que o seu sonho coubesse nele. E o sonho foi entrando em seu mundo a partir de letras, cadernos, viagens e palavras estrangeiras. Mas casa passo era um passo pra fazer o sonho caber no mundo.
Até que ela voltou, e hoje o mundo coube no sonho. E coube direitinho: ela estava certa. Era preciso sonhar grande e nunca deixar de acreditar. E ela acreditou com tanta força que os outros não tiveram outra opção a não ser acreditar com ela. O sonho dela ficou azul.

A menina me ensinou outra coisa: o futuro NÃO é agora. O futuro é uma construção e, como o sonho, vai dar um trabalho danado deixá-lo do jeitinho que a gente quer.
O que temos agora é o presente. Um presente. É com esse presente que a gente vai construir, com a menina do sonho grande, o futuro que a alguns ousaram roubar.

Hoje, não tenho mais medo de desafios. A menina do sonho grande me ensinou que, de lá dos cafezais da serra, basta abrir um caderno e acreditar, primeiro em si, depois nos outros.
Desafios existem para ser vencidos. A menina da Serra me ensinou.

Janaína Pereira

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