Mulheres em Pauta

ELAS NA POLÍTICA (II)

ELAS NA POLÍTICA (II)
Olá pessoal! Tudo bem?
No texto anterior trouxemos um pouco da trajetória política das mulheres bezerrenses e questionamos a importância da representatividade das mulheres na política. Mas de fato, que MULHERES queremos na política? Será que só a representatividade do gênero é válida?
Em outros momentos já mostramos exemplos de mulheres que apesar de serem mulheres, lutam contra os nossos direitos. Isso é muito preocupante porque estamos às vésperas das eleições municipais e parece que a PAUTA das mulheres virou moda, o oportunismo chega as falas descaradamente, como se a luta das mulheres fosse algo prioritário para candidatos e candidatas. Será que na prática e principalmente nos espaços de decisão e poder essa representatividade será efetiva? Se é que podemos chamar de representatividade.
Precisamos estar muito atentas/os pois nesse períodos as promessas de mudanças aparecem de todas as partes. Acredito que todas e todos que lutam e torcem para ver uma mulher em nossa câmara representando não só as mulheres mais o povo, querem ver mais do que apenas uma pessoa do sexo feminino, porque já se provou que não basta ser mulher para defender nossos direitos.
Defendemos sempre a necessidade de ocuparmos espaços na política, não é mais possível que os espaços de poder sejam dominados apenas por homens e em sua maioria brancos. Só que presença feminina, por si só, não nos garante representatividade e o fortalecimento da luta coletiva.
Quando lutamos incansavelmente por mais mulheres na política e em todos os espaços de poder, estamos nos referindo a mulheres comprometidas em defender nossos direitos e enfrentar as desigualdades. É muito importante ter isso claro, pois são tempos sombrios, tempos que inimigos usarão isso contra nós.
Estamos presenciando mulheres em espaços de poder negando direitos a outras mulheres e pessoas negras negando direitos à população negra. E vem acontecendo todos os dias e muitas vezes sem que a gente note. Vamos acordar?
Precisamos lembrar que se lutarmos juntas por essa representatividade tão sonhada para nossa cidade, futuramente também colheremos os frutos JUNTAS. A soma disso tudo nos faz persistir e provar para nossa sociedade que os direitos de todas as pessoas importam.

Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.
81 99457-7862

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Descaso com Encruzilhada

Encruzilhada Bezerros .
Triste e lamentável essa situação ver esse polo de comida típicas abandonado ao lixo ao descaso com os empreendedores daqui .
Tantos os restaurantes como as barracas e da onde sai o sustento de muitas famílias .
São esses comércios esses empreendedores que faz a diferença de encruzilhada .
Aqui não se tem um poder legislativo atuante ,mais sim um povo de garra que são esses pais de família esses empreendedores que faz a diferença Encruzilhada.

Valquiria Assis-

Pré candidata a vereadora do bairro

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Mulheres em Pauta

ELAS NA POLÍTICA (I)


Olá pessoal! Tudo bem? Se você é leitor/a do Mulheres em Pauta, deve ter percebido que nossa missão é defender e fortalecer os direitos das mulheres nos mais variados espaços. Entendo que a política local nos oportuniza a construção de representatividade, coletividade e protagonismo das mulheres bezerrenses, é mais do que urgente, refletirmos sobre algumas questões referentes a nossa realidade.
E por falar em política, vamos pensar na Câmara Municipal da nossa cidade. Vocês mulheres, já pararam para se perguntar se o legislativo composto majoritariamente por homens as representam? Será que todos os nossos anseios, medos, inquietações, dificuldades, e outros estão sendo discutidos cotidianamente neste espaço? Será que estão dialogando sobre questões referentes a violência que sofremos todos os dias, aos nossos direitos sexuais e reprodutivos, a equidade de gênero, saúde da mulher, inserção no esporte, na cultura, entre outros assuntos que pertencem as nossas vidas?
Pois bem, trazendo um pouco da nossa história política, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, nós tivemos em todos esses anos, apenas duas vereadoras de mandato, Luzia Arruda em 1974 e Rosa Soares em 1997, há 20 anos não elegemos vereadoras. Deixo aqui meu questionamento, se olharmos a nossa volta veremos que existem inúmeras mulheres na nossa terra que poderiam ocupar não apenas uma cadeira na câmara municipal, mas, exercer representatividade e posições de luta.
Ainda de acordo com pesquisa realizada pelo Diário de Pernambuco em 2017, Bezerros aparece como um dos municípios que não votam em mulheres, na eleição de 2016 das 39 candidatas a vereadoras, 19 sequer conseguiram 10 votos. Acreditamos que isso seja fruto de uma prática onde se colocam mulheres apenas para completar a cota de gênero ou servir de escada para os candidatos. Mas será que é pra isso que nós realmente servimos?
As poucas que ousaram sair candidatas, externam que sempre escutaram piadas preconceituosas do tipo, “Não vou votar em você porque sei que não ganha mesmo”, “Lugar de mulher é no fogão e não na política”, entre outras que sabemos bem que existem e ainda são acompanhadas de sorrisos irônicos, como se nós mulheres não fossemos capazes de ocupar com maestria esses espaços. Subestimam sempre nossa competência, nossa autonomia, nossa individualidade e principalmente nossa coragem.
Acreditamos que todas as pessoas que vem acompanhando a busca incansável de mulheres da nossa cidade por protagonismo, estão esperançosas de que esse ano de 2020 possamos avançar ainda mais com a chegada de mulheres no legislativo, e que estas o tornem mais transparente para organizações, imprensa e sociedade bezerrense no que se refere aos nossos direitos.
Nossas pautas precisam ser discutidas, mas, discutidas com espaço garantido para nossa intervenção. Não podemos deixar uma câmara composta por homens legislar nossas vidas por nós.
Se você gosta do nosso conteúdo, compartilhe esse texto com os/as amigos/as e pessoas em geral. Companheiras, sozinha ando bem, mas com vocês ando melhor. Porque JUNTAS sempre seremos mais fortes e dias MULHERES virão.


Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.
81 99457-7862

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LANÇAMENTO: UM ASSASSINO EM MINHA VIDA

O bezerrense e amigo Lunas Costa publicou recentemente seu novo livro, o qual prefaciei orgulhosamente, pois trata-se de uma ótima opção de leitura e reflexão sobre situações comuns vivenciadas por muitas pessoas. Confira o prefácio abaixo:

Quantas verdades sofríveis, quantas perdas dolorosas, quantas partidas bruscas, tristes, inesperadas, que poderiam ter sido evitadas, e, entretanto, não impediram que a vida de alguém chegasse ao fim. De fato, quantas histórias incríveis e finais inimagináveis!

Com uma narrativa clara e coloquial, explorando fatos, aspectos e evidenciando detalhes tão cotidianos e expressivos, Lunas Costa entrelaça intrigantemente ao redor de um personagem central os contos dessa obra, retratando a vida como ela é, em meio a diversos cenários e circunstâncias, sem ocultar a aspereza que alguns dias e situações têm, e sem superficializar a insensatez e desatenção que algumas pessoas possuem durante o trajeto de suas vidas. 


Preservando a mesma maestria com a qual o autor sempre elucidou atrativamente suas outras criações literárias, nesse trabalho conseguirá também despertar a atenção e a curiosidade imediata do leitor sobre cada capítulo, diante de cada novo relato e de cada acontecimento, que, embora com términos indesejáveis e inimagináveis, nos oportuniza um válido aprendizado, ao mergulharmos em profundas reflexões, que nos servirão de alerta sobre as consequências danosas, a longo ou curto prazo, resultantes dos nossos passos e dos nossos atos impensados e despreocupados.

“Um assassino em minha vida”, não é apenas, ou mais um, livro de contos com relatos inspirados nas experiências cotidianas, trata-se, sobretudo, de uma ferramenta indireta de informação e orientação sobre o valor da vida humana e sua fragilidade, ao despertar em nós a percepção sobre alguns contextos ao longo da nossa própria vida e na relação das pessoas umas com as outras. 

Eis a lição desta interessante obra, pequenas particularidades ou significativos pormenores que ceifam a vida assim de repente,  perante as escolhas imprudentes ou decisões erradas, precipitações, euforias desnecessárias e atos irresponsáveis, ou simplesmente pela prática de determinados hábitos e valores deturpados.


Todos os cenários apresentados em cada capítulo conservam em sua  narração os fiéis aspectos da linguagem simples, cotidiana, e por vezes bucólica, em minuciosos e ricos detalhes que nos transportam ao contexto dos fatos.


Atrativo enredo e oportunos relatos – duros, tristes, comuns, surpreendentes, às vezes até engraçados – propícios para revelar ou indagar a nós quem de fato ou o quê, poderá ser o assassino de nossa vida.


Por: Mariana Helena de Jesus

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Lacunas na disponibilização dos dados da covid-19 em Bezerros

Getúlio Batista, Graduando em Gestão da informação – UFPE, Membro do Observatório COVID – 19 

A ausência de informação clara, atualizada e disponível em tempo real, hoje é uma questão que preocupa não só os cientistas, mas também os políticos, empresários e a sociedade em geral. Essa preocupação advém, devido ao fato de que em meados de dezembro de 2019 a China ter detectado um novo coronavírus (COVID-19), que ultrapassou fronteiras e tornou-se a maior crise de saúde no mundo em um século. É notório que para conter a rápida disseminação do vírus ao redor do mundo é necessária a percepção da população sobre a gravidade da situação, a coerência nas decisões do governo e as particularidades das diversas regiões do globo. Para isso, toda decisão a ser tomada, depende da disponibilidade de informações que sirvam para subsidiar o desencadeamento de ações. A qualidade destas informações, por sua vez, depende da adequada coleta de dados, que são gerados no local onde ocorre o evento sanitário (dado coletado). É Também nesse nível que os dados devem primariamente ser tratados e estruturados, para se constituírem em um instrumento para tomada de decisão.
Apesar de Bezerros ter um discurso que a transparência é e sempre será sua aliada, observa-se que na prática os boletins epidemiológicos divulgados quando comparados a outras cidades da IV região de saúde, pouco trazem informações, Limitando-se apenas a divulgar “Casos suspeitos”, “Casos confirmados”, “Recuperados”, “Óbitos Confirmados”, “Óbitos em investigação”, “Síndrome gripal” “Monitoramento domiciliar concluído”. Além disso, os boletins epidemiológicos deveriam ser também disponíveis em formato não proprietário, sem que nenhuma entidade ou organização possua seu controle exclusivo. De igual modo, os dados devem ser publicados sob uma licença aberta, sendo livre de patentes ou qualquer outro dispositivo legal que restrinja sua utilização e replicação. Adicionalmente, devem estar disponíveis e indexados na Web, em formato compreensível por máquina?homens, para que se viabilize sua reprodução e reutilização .
Entretanto, do ponto de vista prático, a realidade que se apresenta é de uma grande massa de dados e informações públicos não tratados e não disseminados de forma pública. Cada município deve publicar não o que acha certo, mas sim, segundo critérios legais e de interesse público. Além disso a transparência não é apenas um número X ou Y ela deve ser entendida como uma ferramenta de controle social que permite entender melhor o funcionamento do governo sob diversas perspectivas.
Logo, a produção e publicação de dados e informações sobre o avanço da pandemia da Covid-19 em Bezerros encontra algumas dificuldades, por não apresentarem informações completas, nem trazer dados por exemplo que represente o avanço da doença nos mais diversos bairros do município. Além da ausência de indicadores oficiais como por exemplo: Qual a taxa de letalidade no município? Qual a quantidade de leitos e respectiva ocupação? Estamos vivenciando o pico da doença? A doença está concentrada em qual faixa etária/sexo? Regiões menos favorecidas socialmente concentram os maiores números de casos? Os lugares mais remotos do município que por acaso foram atingidos, tiveram suas populações testadas?
Como resultado, a extração de informações e produção de conhecimentos, que poderiam ser úteis para a sociedade e a própria gestão municipal, não acontece com a agilidade e eficácia necessárias para lidar com questões tão urgentes. Apesar do conceito “Dados da Covid-19” estar em evidência, o planejamento e sua disponibilização pela secretaria de saúde de Bezerros ainda é um desafio a ser explorado, ao nos depararmos com os lacunas apresentadas ao decorrer desta análise, podemos perceber que muito precisa ser feito acerca do planejamento e disponibilização de dados públicos em formatos abertos para a população bezerrense.

Getúlio Batista, Graduando em Gestão da informação – UFPE, Membro do Observatório COVID – 19 – Plataforma aberta e social para monitoramento da Covid – 19 criada pela UFPE – CIN (centro de informática) e pesquisador pela mesma instituição.

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EMPATIA TAMBÉM É NÃO JULGAR OUTRAS MULHERES

As mulheres em situação de violência, geralmente, são julgadas por manterem os relacionamentos em que são agredidas. Após pedidos de perdão e promessas de mudanças (fase conhecida como “lua de mel” dentro do ciclo de violência), muitas mulheres passam a criar esperanças de melhoras na relação.
A violência não costuma cessar, mesmo com a relação é rompida, elas continuam sendo aterrorizadas e perseguidas. Quem acha que é fácil sair de situações como essas, com certeza nunca sentiu na pele. Para muitas mulheres morrer é lucro, devido ao sofrimento que vivem cotidianamente. Chegam a desacreditar delas mesmas, quando já não há mais nem familiares, nem amigos e amigas, nem política pública que ofertem apoio.
Acreditamos, na força e na fala das mulheres como exemplos para as outras. Para aquelas que conseguiram sair da situação de violência e sentem-se à vontade em compartilhar suas histórias, façam. As dores unidas e as histórias partilhadas propiciam reflexões e encorajamento para aquelas que por algum motivo, ainda vivem relações violentas. O fortalecimento da coletividade e o trabalho em grupos reflexivos é condição de mudança e transformação social para todas as mulheres.
Praticar empatia também passa por não julgar outras mulheres. Não é papel nosso julga-las, os sofrimentos de cada uma por vezes são invisíveis aos nossos olhos. Quer contribuir de alguma forma? Pensem em saídas e possibilidades juntas, o que mais essas mulheres precisam é de apoio para quebrar o ciclo de violência.
Estamos vivendo um tempo em que o isolamento social para aquelas que não residem com o agressor é um refúgio, o medo de morrer é maior que o medo do coronavírus. Para as que residem com os agressores, a situação é bem mais complicada, pois ficar em casa aumenta sua vulnerabilidade e é um risco para suas vidas. Não podemos fingir que a violência contra as mulheres não está acontecendo, mesmo quando são invisíveis.
Pensando nessas mulheres e tentando contribuir de alguma forma, deixaremos aqui sugestões de como ajudar mulheres que possa estar em risco durante a quarentena. Se você conhece uma mulher que já tem um histórico de violência ou que sinaliza que pode estar em risco na convivência com o companheiro, ex-companheiro ou familiar, ofereça ajuda. Porém, é importante fazer isso de maneira cuidadosa para não se colocar em risco.
Vamos as dicas?
• Fiquem alertas a todos os sinais de violência, então o que custa se tu tens uma vizinha, amiga ou até familiares que tu sabes que sofre ou já sofreu esse é o momento de ficar alerta e colocar em prática a nossa sororidade.
Se mantenha próxima dela e faça contatos frequentes para saber como está;
• Não critique, nem force uma atitude imediata. Isso pode fazer com que ela silencie, então se mostre disponível para contribuir caso ela precisa;
• Só ofereça sua casa se você puder garantir que vai ser uma opção segura para ela;
• Caso ela vá para sua casa, não divulgue essa informação, para que o(a) agressor(a) não possa colocar você e sua família em risco;
• Procure os serviços disponíveis de acolhimento as mulheres existentes na sua cidade, pois esses fazem o atendimento especializado;
• Estabeleça códigos de emergência, sinais, gestos, palavras, objetos na janela que alertem para situações de crise;
• Escutou grito suspeito, notou hematoma visíveis na sua vizinha, é hora de ajudar o Ligue 180 garante o anonimato.
A última dica reforça a principal reflexão desse texto, não julgar as outras mulheres, existem muitas razões para uma mulher não conseguir romper uma relação de violência: DEVE-SE ENTENDÊ-LA, SEM SEGURANÇA E APOIO ISSO É MUITO DIFÍCIL.
Nunca é tarde para fazer nossa força se manifestar nas redes de solidariedade, com capacidade propositiva podendo gerar uma onda irresistível de mobilização feminina, que começa agora, e não terminará com fim do isolamento social, pelo contrário continuará mais forte.


Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.

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As Aulas Remotas no Município de Bezerros

Está programada para o dia 15 de junho o inicio das aulas no nosso Município. Na sexta-feira houve reunião onde gestores e coordenadores explicaram aos professores como dará o seu funcionamento, as escolas, estão organizadas com Plano de Ação que nortearão o trabalho de nós professores. A S.M.E criou um blog onde os educadores produzirão os vídeos.

No entanto, é possível observar a inquietação de muitos educadores com relação a essas aulas, tais como: os professores têm recursos para produzir as aulas remotas? O aluno tem condições de participar, tem recursos para isso? Tem espaço? Será que não vai colocar o professor em situação vexatória, constrangedora? Ainda vou mais além. Os alunos vão conseguir aprender com essas aulas? Ou podemos parafrasear esse momento como “eu finjo que ensino e você finge que aprende”.

O fato é que não podemos fugir dessa realidade. O país está passando por isso, e nós como profissionais da Educação, temos que nos moldar a esse novo modelo de ensino, onde, o principal instrumento é a tecnologia. Mas toda essa situação me leva a fazer uma reflexão que quero compartilhar com os queridos leitores. Será que essa nova metodologia de ensino ela é includente? Se as aulas remotas são mesmo includentes, então, onde aparecem os alunos com necessidades especiais? Eles deixaram de existir? Estão fora do sistema de ensino? Ou vão ficar para depois, depois e depois, porque nas escolas eles são acompanhados por cuidadores, mas e agora? Eles vão se virar sozinhos? Porque só os alunos das salas de AEE foram incluídos?

E se a S.M.E está pronta para auxiliar o professor e compreende todas essas dificuldades, por que então está impondo que o professor só possa realizar as aulas remotas no blog criado por ela, visto que vários professores já vinham realizando através de aplicativo de WhatsApp ou de outra ferramenta que acharam mais fácil para realização das aulas, e foram proibidos. Cadê a liberdade e o apoio ao professor?

Concluindo, aulas remotas chegaram para reafirmar que a Educação nunca será uma prioridade em nosso País, que o desenvolvimento do Saber não é interessante para as “Classes Dominantes” e que a tela fria de um computador tem mais serventia para os “dominadores” do que a oportunização do debate, da troca de idéias, da exposição de pensamentos, do construtivismo, das emoções, da empatia e do calor humano.

É tempo de silenciar?

É tempo de distanciamento social no processo educativo?

É tempo de exclusão?

Isso sim, é a verdadeira pandemia na Educação. Professores reflitam! É importante que escutemos, mas não perquemos a nossa voz. Que realizemos, sem permitir que nos usem. Que amemos, sem deixar que abusem do nosso coração. Que confiemos, mas não sejamos ingênuos.

Professora Elizângela.

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O pensamento crítico

Por Gabriel Laurentino

O pensamento crítico é um esforço consciente de avaliação criteriosa; é uma reflexão sobre no que se deve acreditar ou de como julgar uma experiência, observação ou argumento. O pensamento crítico é a capacidade de entender se há justificativa adequada para aceitar uma idéia como verdadeira. O pensador crítico pensa a partir do raciocínio lógico e da evidência empírica, como também usa critérios intelectuais amplos como clareza, credibilidade, precisão, relevância do que está sendo avaliado. Existem 5 habilidade ou atitudes fundamentais que caracterizam o pensamento crítico:

Flexibilidade e Ceticismo: O pensador crítico é flexível, mas mantém uma atitude de ceticismo saudável. Isso significa que pensadores críticos estão abertos a novas informações, ideias ou alegações, eles consideram honestamente explicações e possibilidade alternativas. No entanto, sua mente aberta é contrabalanceada por um saudável senso de ceticismo: o pensador crítico está sempre se perguntando quais evidências apóiam qualquer afirmação.

Investigação: O pensador crítico investiga as evidências antes de tirar conclusões. Em outras palavras, pensadores críticos se esforçam para considerar todas as evidências disponíveis antes de chegarem a conclusões. Ao avaliarem evidências eles diferenciam o que é um fato daquilo que é mera opinião baseada em sentimentos ou experiências pessoas.

Holismo: O pensador crítico é capaz de avaliar uma questão a partir de outros pontos de vista. Isso quer dizer que os pensadores críticos não estão limitados aos seus próprios pontos de vista, ele é capaz de imaginar e resolver problemas a partir de outros pontos de vista.

Autoconsciência: O pensador crítico está consciente de vieses e suposições ao avaliar evidências. Pensadores críticos procuram vieses e suposições que são inerentes a qualquer argumentação, eles também procuram identificar e minimizar a influencia de suas próprias distorções de julgamento.

Pensamento Reflexivo: o pensador crítico evita respostas instintivas. Em vez disso, pensadores críticos são reflexivos, eles sabem que questões mais complexas que dificilmente são resolvidas de forma simples. Portanto, o pensador crítico resiste à tentação de deixar de lado a complexidade de um problema, simplificando de forma inadequada. Ao contrário, o pensador crítico espera e aceita a complexidade.

Ao observar as 5 posturas do pensador crítico percebemos que pensar criticamente não é um processo banal, é pôr em prática um conjunto de atitudes e habilidades de raciocínio. Assim como acontece com quais quer outros conjunto de habilidades, quanto mais você pratica o pensamento crítico melhor pensador crítico você se torna.

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” RÁDIO MARIA FM ” COMPLETA 20 ANOS DE REINSTALAÇÃO

EM DATA,DE MAIO DE 2000,A NOSSA RÁDIO MARIA FM ESTAVA LACRADA E INATIVA POR LONGO TEMPO. PORÉM A COMUNIDADE CATÓLICA NÃO SE DEU POR VENCIDA E JUSTAMENTE NO DIA DE HOJE (31/05) APÓS A CONCESSÃO DE LIMINAR PELO JUÍZ FEDERAL DR. EHARDT FOI POSSÍVEL A DESLACRAÇÃO DE SEU TRANSMISSOR. FATO ESTE OCORRIDO NA ANATEL QUANDO AINDA SE LOCALIZAVA NA RUA 38 NO ESPINHEIRO, POR CONCESSÃO E A ATENÇÃO DO DIRETOR DA ÉPOCA QUE PRONTAMENTE PROCEDEU A PEDIDO IMPLORADO,  AO ATO EM SEU GABINETE.   LIBERANDO AQUELE NOSSO TRANSMISSOR COM AS PRÓPRIAS MÃOS E EXPEDINDO O NOVO TERMO DE AUTORIZAÇÃO PARA O FUNCIONAMENTO.  EM SEGUIDA FORA TRANSPORTADO DA CAPITAL PARA A CIDADE DE BEZERROS NO PERÍODO DA TARDE. EM ATO FINAL SOMENTE PODE SER ATIVADA ÀS 18:45 H, ONDE DR. EDGAR LINO FERREIRA EXPÔS  AO VIVO A TODA  COLETIVIDADE,  AQUELE INÉDITO FATO,  AOS OUVINTES DA SOCIEDADE  LOCAL. E, EM ATO CONTÍNUO FORA TRANSFERIDO O SINAL DA SEDE DA EMISSORA LOCALIZADA NA RUA PROFESSOR AMARAL, PARA O LINK DA IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO, ONDE EM SEGUIDA INICIOU O TRÍDUO FESTIVO  DO  ÚLTIMO DIA DO MÊS MARIANO. COM MISSA, PROFESSADA PELO PÁROCO Pe. MIGUEL ANGELO FERREIRA. ENQUANTO ISSO A POPULAÇÃO POR INTEIRO  COMEMORAVA COM FOGOS  E VIVAS PELA GRANDE FAÇANHA CONSEGUIDA PELOS MEMBROS OTIMISTAS DA DIRETORIA DA RÁDIO, ÚNICA  EM ATIVIDADE NA CIDADE DE BEZERROS À ÉPOCA. ESTA DATA JAMAIS DEVERÁ SER ESQUECIDA PELA POPULAÇÃO POR CONSTAR NOS ANAIS HISTÓRICOS  DA CIDADE E DA PRÓPRIA EMISSORA QUE TEMPO DEPOIS FORA REGULAMENTADA E PERDURA ATÉ O DIA DE HOJE. PARABÉNS AO POVO  DESTA RICA E HOSPITALEIRA CIDADE DE NOSSO ESTADO DE PERNAMBUCO.( EDLIFE – Jorn. Report. Fot. DRT /RJ -14.585)

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“Bezerros e o contraditório na pandemia”

No dia 13 de abril a Secretaria Estadual de Saúde registra o primeiro caso de Covid-19 em Bezerros. No dia 25 de abril, o excelentíssimo prefeito dá uma entrevista ao reporte Rinaldo Luiz, dizendo que “graças a Deus, Bezerros não tinha nenhum caso do coronavírus”. Daí então, foi possível perceber que o governo estava tratando de um assunto tão sério, de maneira contraditória.
No inicio, era como se quisesse esconder a realidade da população, hoje, porém, escancara os números crescentes de infectados na nossa cidade. Logo depois, vem o isolamento social, medida que só foi adotada depois de vários municípios assim decretarem. Na verdade, uma cópia similar dos outros municípios, um isolamento sem barreiras sanitárias, sem isolamento das praças, sem controle de aglomeração – aliás, a aglomeração no centro da cidade foi destaque em rede nacional – e uma série de atropelos, onde era notório o amadorismo do poder Executivo em frente ao combate a esta pandemia.
Cidades vizinhas começam a mostrar como estão enfrentando essa situação, com pulso firme e ao mesmo tempo com muito esmero, como podemos citar a prefeita Raquel Lira, que está sempre inovando, buscando e participando ativamente ao combate ao Covid-19 junto da população. Também, o prefeito de Sairé, Fernando Pergentino, que vem se destacando, que mesmo em meio a uma crise social, não para de pensar no bem-estar das pessoas, com a preocupação de levantar a autoestima da sua gente. Como exemplo, observamos o isolamento das praças, a instalação de bebedouros, bem como, as barreiras preventivas que orientam a quem entra na cidade.
No contraditório, temos nossa cidade Bezerros, onde as praças foram isoladas com fitas que representam morte, onde temos pias sujas e com estéticas de gambiarras, onde as barreiras preventivas acontecem de forma amadora. Sem falar, que o tão exaltado hospital de campanha, tão aclamado pelo Executivo e seus colaboradores, onde foi investido mais de R$1.000.000,0 para a sua instalação (palavras do prefeito no programa de Dilson Oliveira), tem deixando a população dos bairros adjacentes apreensivos, angustiados e preocupados, com medo da proliferação do vírus.
Por fim, temos o comércio. Como justificar a abertura do açougue nas quartas-feiras para fins de comercialização, mas em contrapartida, não é permitido a abertura dos bancos de frutas e verduras? Uma vez que é permitido a comercialização de bancos de sandálias, DVD’s, dentre outros? O que chegamos a conclusão é que mais uma vez, parte do Executivo uma tentativa contraditória de reduzir o fluxo das pessoas no centro de nossa cidade, pensada de forma amadora.
Ainda, é necessário que os órgãos fiscalizadores, mais do que nunca, hajam de maneira mais eficiente e rígida, com os esforços necessários para inibir as práticas daqueles que ainda olham para esta pandemia de forma desacreditada.
Concluindo, se faz necessário que o Poder Executivo passe a tratar essa situação com objetividade e não com amadorismo. Isso é contraditório!

Professora e ex-secretária de Educação

Elizângela Silva

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Há dois pacientes, diz blogueiro de Sairé

De fato um dos dois pacientes suspeitos de Covid-19, foi recebido no Hospital de Campanha de Bezerros, porém o outro encontra-se internado na Unidade Mista Olília Mendonça Souto Maior, que não dispõe da complexidade que o paciente necessita, expondo a condições extremamente insalubres tanto o paciente com também toda a equipe da referida unidade. Ficando a critério das autoridades cabíveis averiguarem a veracidade das informações. Diante desta situação que tende a agravar e aumentar e aos recursos que nosso município recebeu do governo federal, seria viável realizar convênios com hospitais particulares da região, alugando leitos de enfermaria e de UTIs para que nossa população não fique refém da central de leitos muitas vezes inoperante.

Idelbrando Pontes -Sairé News

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Bezerros já deveria estudar lockdown para conter a pandemia da Covid-19

DA REDAÇÃO

Os números da Covid-19 no município tem crescido de forma assustadora a cada boletim epidemiológico divulgado pelo município. Ontem eram 24 casos, hoje 35. A nossa taxa de isolamento social está muito baixa, apenas 43% segundo o Ministério Público, e o município já não consegue transferir os seus pacientes mais graves. Dos 31 leitos disponíveis no hospital de Campanha, apenas dois oferece suporte de respiração mecânica na chamada Sala Vermelha (o município abriu licitação para adiquir mais equipamentos). A redação tentou, mas não obteve respostas de números de ocupação na Unidade de Saúde. As informações não são boas e exigem do município medidas amargas para conter a tormenta que se avizinha. É chegada a hora da gestão municipal por na mesa de discussão a necessidade de um lokdawn a nível de município. Estamos tratando de vidas e o momento exige transparência e responsabilidade por parte de todos.

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Mulheres em Pauta

27 de Abril – Dia de Luta Nacional das Trabalhadoras Domésticas

Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.

Olá pessoal! Tudo bem? O Texto dessa semana nos desperta a lembrar da luta das mulheres trabalhadoras domésticas, na verdade temos muito o que comemorar?
Vocês sabiam que as mulheres domésticas, desde antes da ditadura militar de 64 que estavam organizadas em associações? Não? Pois bem, apesar de viverem resistindo desde esse tempo as duras injustiças da sociedade elas formam a única categoria trabalhista que não teve seus direitos reconhecidos na Constituição de 1988. Dá pra acreditar?
A gente se pergunta porque não foi por muito tempo um trabalho reconhecido como todos os outros, não é isso? Este mês a PEC que equipara o serviço doméstico aos outros, completa 5 anos de sua promulgação e também se comemora o Dia de Luta Nacional das Trabalhadoras Domésticas.
Apesar da legislação ter sido um grande passo para se estabelecer parâmetros mínimos de igualdade na relação empregatícia e em relação às outras profissões, não temos muito para festejar.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio, há mais de 6 milhões de mulheres empregadas como trabalhadoras domésticas no Brasil, sendo que apenas 20,4% são contratadas legalmente. Isso quer dizer que, menos de 1/3 da categoria tem acesso aos direitos estabelecidos pela PEC, como o 13º salário, férias, aviso-prévio, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o seguro acidente de trabalho, a regulamentação da jornada de trabalho, das horas extras e adicional noturno.
A presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) e dirigente do Sindicato das Domésticas de Pernambuco, Luiza Pereira, alerta em diversos sites sobre a preocupação com as mulheres mais velhas que estão trabalhando neste setor. Ela explica que esta é uma área que tem problemas muito sérios de empregabilidade de acordo com a faixa etária e enfatiza que com a crise, as oportunidades de trabalho para as mulheres diminui.
Isso nos mostra questões reais sobre as desigualdade de gênero, de classe e de raça no país. Não podemos esquecer que é uma categoria formada majoritariamente por mulheres e quem tem acesso a esse tipo de serviço é uma classe média que, ao invés de fazer a divisão do trabalho doméstico de maneira igual entre mulheres e homens, repassa a tarefa de cuidado com a casa para uma outra mulher.
A informalidade que continua nessas relações de trabalho, através de negociações e acordos entre patroas e empregadas no cotidiano fogem às leis e comprovando desigualdade. Ainda há um parêntese que precisa ser aberto, que é a desigualdade de raça da nossa herança colonial brasileira que impera nesse meio.
As antigas amas de leite e mucamas hoje são as cozinheiras, governantas, lavadeiras e babás da classe média branca. A situação nunca foi boa e naquela época era bem pior, pois antigamente as trabalhadoras moravam na casa dos patrões, ninguém tinha folga, trabalhava de domingo a domingo.
Portanto, reconhecer e dar o devido valor as trabalhadoras domésticas, é um enorme desafio e reponsabilidade de todos e todas, até mesmo daqueles e daquelas que não são trabalhadores e trabalhadoras domésticas.
Principalmente nós mulheres, precisamos entender que enquanto uma mulher for explorada, agredida e violentada pelas amarras da sociedade nenhuma de nós será livre.
Não serei livre enquanto alguma mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas – Audre Lorde.

Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta

FONTE:
Tempo do trabalho das empregadas domésticas
Disponível em: http://bit.ly/tempodotrabalho

Reflexões Feministas sobre a informalidade do trabalho doméstico
Disponível em: http://bit.ly/refelxoesfeministas_informalidadetrabdomestico

Trabalho remunerado e trabalho doméstico: uma tensão permanente
http://bit.ly/trabdomestico-tensaopermanente

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LIBERDADE AINDA QUE TARDIA!

Pena de morte. Enforcamento em praça pública, mas não só isso, decapitação e esquartejamento. A cabeça encravada na Villa Rica, em praça Pública. E o resto do corpo? Foi espalhado em uma via que ligava o estado de Minas Gerais ao do Rio Janeiro.

A função pedagógica da pena foi cumprida. A Corte estava bradando: “Este é o fim para aqueles que ousarem ao mesmo pensamento”. Que pena tão severa! Que morte tão cruel! Quem era o criminoso? E qual era o crime?

O executado era Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. O crime imputado ao mesmo era tipificado como “inconfidência”, o crime político mais grave daquela sociedade.

Mas o que de fato este senhor fez para uma imputação tão grave?
Se agrupou à uma parcela de mineradores das Minas Gerais que não mais suportavam a desarrazoada taxação sobre o ouro que mineravam. Vinte por cento do que extraíam eram pagos de impostos, ou seja, 1/5 de tudo que mineravam. A Corte denominava o imposto de “quinto”, dada a fração que era retirada do ouro extraído. Os mineradores, ao seu turno, preferiam chamar de o “quinto infernos”.

Mesmo com a queda na extração do ouro, os mineradores ainda eram taxados pelo imposto denominado de “derrama”.

Toda essa situação gerou o sentimento de revolta, já que a taxação incidia sobre a única fonte de renda daqueles trabalhadores. E é nesse contexto que surge a figura do Tiradentes. Bom orador e comunicador que liderou os inconfidentes, na tentativa de livrar os mineiros das abusivas cobranças dos portugueses, finalização a implantação de uma Nova República.

A história transformou Tiradentes. De criminoso inconfidente à herói nacional.

Pois é, nos dias atuais ainda travamos batalhas semelhantes. Tiradentes foi condenado sumariamente à pena de morte por pensar diferente do Poder instituído. E hoje, nada mudou!

Basta uma rápida navegação nas redes sociais que podemos visualizar os que defendem a exclusão dos que pensam diferentes. Talvez magoados com o sistema político brasileiro, movido por ondas de corrupção, o que é bem compreensível até certo ponto, estes exorbitam suas mágoas, esbravejam, espumejam, destilando seu ódio contra os que pensam diferente.

Quem não ouviu os que defenderam metralhar os seus opositores, quem nunca leu comentários de exclusão e humilhação dos que se posicionam contrário ao seu posicionamento político, querendo tipificar como crime o espectro político dos seus opositores? E como fazer isso?

Lançando um olhar para história, fica fácil a resposta. Um golpe contra o Estado Democrático de Direito. Uma intervenção militar. A publicação de um Ato Institucional, tal qual o AI-5 e com ele a lesão à preciosos direitos constitucionais.

Dessa forma, talvez não enforcaremos os opositores, mas conseguimos sufocar a sua liberdade de expressão, decapitar seus pensamentos revoltosos e metralhar os “inimigos”, excluindo os que pensam diferente.

Hoje é, portanto, um dia de reflexão. E a reflexão gira em torna da palavra LIBERDADE. Esse foi o lema da Inconfidência Mineira, estampada até hoje na bandeira do estado de Minas Gerais. A liberdade, sempre tolhida em regimes ditatoriais, é defendida na nossa Constituição e odiada pelos autocratas.

É nesse contexto que deve surgir um clamor nacional, capaz de apaziguar a infantil e inútil polarização política no Brasil, que passa necessariamente pela defesa intransigente da liberdade, um ideal iluminista que está em voga até hoje. É com mais democracia e não com menos democracia que vamos vencer as crises na saúde e na economia.

Sem temer o enforcamento ou da exclusão social, ainda que virtual, o momento é de suplicar “Libertas Quae Sera Tamen”, liberdade ainda que tardia.
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Weslley Nascimento
Advogado
Conselheiro da OAB Caruaru
Líder Municipal do Movimento Acredito
Formado pelo RENOVABR

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