Solidariedade em movimento: professora Marina Pontes promove aulão beneficente em Bezerros

Na noite desta terça-feira (27), a Praça Santa Rita, em Bezerros, recebeu o Aulão Beneficente de Dança Outubro Rosa, promovido pela professora Marina Pontes, do projeto Corpo em Movimento.

A iniciativa reuniu atividade física, conscientização sobre a saúde da mulher e solidariedade. Durante o evento, foram arrecadados alimentos que serão utilizados na montagem de cestas básicas destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social.

Em suas redes sociais, a professora Marina agradeceu a participação do público e as doações recebidas, destacando a importância da união e da solidariedade em benefício de quem mais precisa.

O Bezerros Hoje parabeniza a professora Marina Pontes pela iniciativa, que demonstra como a prática de atividades físicas pode ir além do cuidado com a saúde, promovendo também a solidariedade e o compromisso social. Ações como essa merecem reconhecimento e incentivo.

Conheça o perfil @prof_corpoemmovimento

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SOLIDARIEDADE: Mãe de família de Bonito precisa de ajuda para realizar cirurgia urgente

Moradora da zona rural de Bonito, no Agreste de Pernambuco, Rochelly, de 38 anos, enfrenta um grave problema de saúde e precisa de ajuda para realizar uma cirurgia vascular urgente. Ela sofre de insuficiência venosa crônica, com uma úlcera na perna que vem se agravando a cada dia.

Rochelly tenta conseguir o tratamento pelo SUS, mas teme que a demora agrave ainda mais sua situação, diante do risco de perder a perna. Atualmente desempregada, ela é mãe de família e sonha em recuperar a saúde, voltar a trabalhar e ter sua vida normal de volta.

Diante da situação, amigos se uniram para realizar uma vaquinha solidária com a meta de arrecadar R$ 13.500,00, sendo R$ 12.825,00 para custear a cirurgia à vista e o restante para medicamentos e outras despesas do tratamento.

A história de Rochelly foi apresentada em uma reportagem da Voz TV Pernambuco, na qual ela fez um apelo por ajuda. Para assistir a história, acesse @voztvpe

Doe qualquer valor através da vaquinha solidária: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/todos-por-rochely

Informações e dúvidas: (81) 98221-5935, falar com Mezaabe Vitor, jornalista da Voz TV PE.

Se não puder doar, compartilhe! Sua solidariedade pode fazer a diferença na vida de Rochelly e de sua família.

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SAÚDE MENTAL EM FOCO

Bullying: as marcas invisíveis do sofrimento psíquico

Quando se fala em bullying, é comum pensar imediatamente no ambiente escolar, nas crianças e nos adolescentes que vivenciam situações de humilhação, intimidação ou exclusão. Entretanto, essa discussão não deve se limitar à infância. As relações humanas também podem ser atravessadas por comportamentos violentos na vida adulta, inclusive no ambiente de trabalho e nos espaços virtuais.

O bullying caracteriza-se por agressões intencionais e repetitivas, associadas a um desequilíbrio de poder. Pode se manifestar por meio de ofensas, apelidos humilhantes, intimidação e exclusão social. Embora algumas dessas atitudes sejam frequentemente tratadas como brincadeiras, é necessário compreender que a violência não deixa de existir apenas porque é naturalizada por quem a pratica ou presencia.

As consequências podem ultrapassar o momento da agressão. A exposição repetida à humilhação pode afetar a autoestima, a segurança emocional e a maneira como alguém percebe a si mesmo e estabelece relações. Em algumas pessoas, o sofrimento aparece no isolamento, no medo de se expor ou na dificuldade de confiar nos outros. São marcas que nem sempre podem ser percebidas externamente, mas que merecem atenção e cuidado.

Diante disso, também precisamos refletir sobre o que sustenta essas práticas. A busca por reconhecimento, a tentativa de exercer poder sobre outras pessoas e a reprodução de comportamentos agressivos podem estar entre os fatores envolvidos. Compreender essas possibilidades, porém, não significa justificar a violência ou retirar a responsabilidade de quem a pratica.

O enfrentamento do bullying exige participação coletiva. Famílias, escolas, instituições de trabalho e grupos sociais precisam reconhecer essas situações, interromper as agressões e oferecer apoio a quem sofre. Quem presencia também tem um papel importante, desde que possa agir com segurança, sem se expor a novos riscos. A conscientização começa quando deixamos de tratar a humilhação como algo normal e passamos a reconhecer o impacto das nossas atitudes sobre os outros.

Combater o bullying é compreender que o sofrimento não precisa ser visível para ser real. É construir relações pautadas no respeito, nas quais as diferenças não sejam utilizadas como motivo de exclusão e ninguém precise suportar a violência para conquistar pertencimento. Mais do que ensinar alguém a lidar com as agressões, precisamos construir ambientes em que agredir não seja tolerado.

Natascha Fernanda
Psicóloga | CRP 02/32872

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Pernambuco registra aumento de casos de sífilis; boletim estadual reúne dados dos municípios

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) divulgou, nesta sexta-feira (16), o Boletim Epidemiológico da Sífilis 2026, que apresenta dados sobre a doença no estado e nos municípios pernambucanos.

Segundo a Secretaria, Pernambuco registrou 11.769 casos de sífilis adquirida em 2025, contra 10.950 em 2024. Entre gestantes, as notificações passaram de 4.692 para 5.063. Já os casos de sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, apresentaram redução, passando de 1.640 para 1.576.

O boletim também reúne informações por município, incluindo Bezerros, permitindo acompanhar os registros da doença em diferentes regiões do estado.

A divulgação ganha destaque neste sábado (17), quando é celebrado o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. A data chama a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, especialmente durante a gestação, quando a infecção pode trazer consequências graves para a saúde do bebê.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que tem cura. O uso de preservativos, a realização de testes e o acompanhamento pré-natal são medidas fundamentais para reduzir a transmissão. O SUS oferece gratuitamente testes rápidos e tratamento nas unidades de saúde.

Mais do que uma data de conscientização, o dia reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e incentivar a população a procurar os serviços de saúde, mesmo na ausência de sintomas, já que a doença pode permanecer silenciosa por longos períodos.

Fonte: Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) — Boletim Epidemiológico da Sífilis 2026.

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SAÚDE MENTAL EM FOCO

“A vida é movimento: sobre mudanças, partidas e novos começos“

A vida é feita de ciclos. Alguns começam com entusiasmo, outros terminam sem que estejamos preparados. Entre chegadas e partidas, planos realizados e expectativas frustradas, somos constantemente convidados a lidar com mudanças.

Embora a transformação faça parte da existência, nem sempre é fácil aceitá-la. Buscamos segurança naquilo que conhecemos e, por vezes, insistimos em manter situações que já não podem permanecer como antes. Isso acontece porque mudar não significa apenas deixar algo para trás, mas também lidar com as incertezas que surgem diante do desconhecido.

Sob a perspectiva psicológica, atravessar essas transições envolve reconhecer os próprios sentimentos, elaborar as perdas e construir novos significados para as experiências vividas. Nem toda mudança é desejada, assim como nem todo encerramento acontece por escolha. Ainda assim, podemos aprender a lidar com aquilo que não está sob nosso controle.

Encerrar um ciclo não significa desvalorizar o que foi vivido. Algumas experiências continuam fazendo parte de nós, mesmo quando deixam de fazer parte da nossa realidade. Pessoas, encontros e acontecimentos podem permanecer em nossas lembranças, nos aprendizados que construímos e nas marcas que deixaram em nossa história.

Aceitar que as coisas mudam não significa deixar de sentir, esquecer ou seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Significa compreender que podemos reconhecer a importância do passado sem precisar permanecer presos a ele.

A vida é movimento. Mudamos de perspectiva, amadurecemos, reconstruímos planos e descobrimos possibilidades que antes não conseguíamos enxergar. Nem sempre saberemos o que vem depois, mas não precisamos ter todas as respostas para continuar caminhando.

Talvez amadurecer também seja aprender que nem tudo o que foi importante precisa permanecer da mesma maneira para sempre.

A vida não é feita apenas de começos, mas também de despedidas, transformações e continuidades. E, mesmo quando os caminhos mudam, aquilo que vivemos pode continuar encontrando lugar em quem nos tornamos.

Por Natascha Fernanda
Psicóloga CRP 02/32872

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MPPE recomenda que Hospital da Mulher do Agreste garanta direito a acompanhante de livre escolha das pacientes

Unidade, localizada em Caruaru, deverá revisar regras que exigem comprovação de parentesco e reavaliar exigências de documentos para acesso dos acompanhantes.

Reprodução: MPPE

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Caruaru, recomendou ao Hospital da Mulher do Agreste Luísa Cavalcanti Maciel que assegure às pacientes o direito de escolher quem irá acompanhá-las durante o acolhimento, trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.

A recomendação estabelece que não é necessário ter vínculo familiar com a paciente. O acompanhante pode ser uma pessoa de sua confiança, como companheiro, mãe, amiga ou qualquer outra pessoa escolhida por ela.

O MPPE também orientou a revisão de protocolos e normas internas que exijam comprovação de parentesco. A unidade deverá, ainda, reavaliar a obrigatoriedade de apresentação de documento físico, permitindo outras formas adequadas de identificação, conforme as circunstâncias do atendimento.

O direito ao acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato é garantido pela Lei Federal nº 11.108/2005, conhecida como Lei do Acompanhante.

A medida busca assegurar o respeito à autonomia, à dignidade e aos direitos das pacientes durante a assistência hospitalar.

A recomendação foi publicada no Diário Oficial do MPPE de 8 de outubro de 2026.

Fonte: (MPPE)

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SUS oferece atendimento psicológico gratuito para pessoas com problemas relacionados a apostas; saiba como acessar

O Ministério da Saúde publicou, neste sábado (10), novas orientações sobre o acesso ao atendimento gratuito em saúde mental destinado a pessoas que enfrentam dificuldades relacionadas a jogos e apostas.

O serviço é disponibilizado pelo Meu SUS Digital e também atende familiares e integrantes da rede de apoio. O usuário pode realizar um autoteste para identificar possíveis sinais de risco ou solicitar diretamente o atendimento psicológico remoto, sem necessidade de responder ao questionário.

O atendimento é gratuito, sigiloso e realizado por videochamada com profissionais qualificados.

Como acessar o serviço:

  1. Acesse o aplicativo ou a versão web do Meu SUS Digital.
  2. Entre com sua conta Gov.br.
  3. Na página inicial, selecione “Miniapps”.
  4. Procure a opção “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental pra Quem Aposta”.
  5. Escolha entre realizar o autoteste ou solicitar diretamente o atendimento.

Após a solicitação, o usuário recebe um protocolo e, quando o atendimento é agendado, as orientações para participar da consulta.

Links oficiais do Governo Federal:

Meu SUS Digital

Ministério da Saúde

O atendimento também pode ser procurado presencialmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) para mais informações.

Fonte: Ministério da Saúde – Governo Federal.

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Saúde Mental em Foco: Quando a mente não desliga

É curioso como o corpo pode estar cansado enquanto a mente parece ter acabado de começar o dia.

A pessoa se deita, apaga as luzes e finalmente encontra alguns minutos de silêncio. Mas, em vez de descanso, surgem os pensamentos: a conversa que poderia ter sido diferente, o problema que precisa ser resolvido, a tarefa de amanhã ou aquela preocupação que ainda não tem resposta.

Preocupar-se faz parte da vida. Pensar no futuro, antecipar dificuldades e buscar soluções são capacidades importantes. O problema começa quando essa preocupação passa a ocupar espaço demais na rotina.

A mente tenta encontrar respostas para aquilo que ainda nem aconteceu. Cria possibilidades, revisa conversas, imagina cenários e procura garantias. Só que o futuro não oferece garantias. E quanto mais tentamos ter certeza de que nada dará errado, mais possibilidades podemos encontrar para temer.

Existe, porém, uma diferença entre pensar sobre um problema e permanecer preso a ele. Quando há algo que podemos fazer, o pensamento pode se transformar em planejamento: identificar a situação, buscar alternativas e dar o próximo passo.

Mas nem tudo está sob nosso controle. Nesses momentos, continuar pensando nem sempre significa estar se preparando. Muitas vezes, significa apenas permanecer em estado de alerta.

Esse excesso de preocupação pode afetar o sono, aumentar a irritabilidade, provocar tensão no corpo e ocupar até os momentos que deveriam ser destinados ao descanso.

Uma pergunta simples pode ajudar: “Existe alguma coisa que eu possa fazer sobre isso agora?”

Se existe, procure uma ação possível. Se não existe, talvez seja necessário reconhecer que algumas respostas só chegarão quando o momento chegar.

Isso não significa ignorar problemas ou abandonar responsabilidades. Significa aprender a diferenciar aquilo que precisa de uma atitude daquilo que, naquele momento, não podemos controlar.

Nem todo pensamento precisa de uma resposta imediata. Nem todo problema precisa ser resolvido hoje. E nem toda possibilidade precisa ser antecipada.

Às vezes, descansar não significa ter colocado tudo em ordem. Significa apenas permitir que algumas coisas possam esperar até amanhã.

Psicóloga | CRP 02/32872

Natascha Fernanda é psicóloga clínica, com atuação fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Acredita que acolhimento e ciência caminham juntos, oferecendo um espaço seguro de escuta, cuidado e desenvolvimento emocional. Seu trabalho é voltado para adolescentes, adultos, mães e pessoas neurodivergentes, respeitando a singularidade de cada história e promovendo saúde mental com ética, empatia e responsabilidade

Bezerros Hoje 23 anos- Compromisso com a Notícia.

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Saúde Mental em Foco: A vida não acontece no mesmo ritmo para todo mundo

Existe uma pressão silenciosa para que a vida siga uma espécie de cronograma: terminar os estudos, construir uma carreira, encontrar alguém, formar uma família, conquistar estabilidade, realizar sonhos. E, quando olhamos ao redor e percebemos que outras pessoas parecem estar vivendo aquilo que ainda desejamos, é fácil sentir que estamos atrasados.

Mas atrasados em relação a quê?

A comparação costuma desconsiderar tudo aquilo que não aparece. Não vemos as dificuldades que alguém enfrentou para chegar onde está, os recursos que teve disponíveis, as oportunidades que encontrou, as perdas que atravessou ou o tempo que precisou para se reconstruir.

Duas pessoas podem ter a mesma idade e estar vivendo momentos completamente diferentes. Uma pode estar começando uma carreira enquanto outra está recomeçando. Uma pode estar construindo uma família enquanto outra está aprendendo a viver consigo mesma. Uma pode estar realizando um sonho enquanto outra ainda está tentando descobrir o que realmente deseja.

E nenhuma dessas trajetórias precisa ser uma medida para a outra.

Na psicologia, podemos perceber como pensamentos de comparação e regras rígidas sobre o que “já deveríamos” ter conquistado podem alimentar sentimentos de inadequação, culpa e fracasso. Quando transformamos a vida em uma lista de prazos, qualquer caminho diferente daquele que imaginamos pode parecer um erro.

Talvez algumas das perguntas mais importantes não sejam “por que eu ainda não cheguei lá?” ou “por que todo mundo está avançando e eu não?”, mas: “O que faz sentido para mim neste momento?” “Estou vivendo de acordo com a minha realidade ou tentando acompanhar o ritmo de alguém?” Você não precisa estar no mesmo lugar que outra pessoa para estar caminhando.

A vida não acontece no mesmo ritmo para todo mundo. E talvez não precise acontecer.

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Doença renal em gatos: os primeiros sinais podem passar despercebidos

Na coluna Causa Animal em Foco, o médico-veterinário Dr. Edvaldo Montenegro explica quais mudanças devem chamar a atenção dos tutores e a importância do acompanhamento preventivo.

Os gatos são conhecidos por esconder muito bem quando alguma coisa não vai bem. Muitas vezes, continuam seguindo sua rotina mesmo quando uma doença já está se desenvolvendo.

Isso acontece com frequência nas doenças renais, especialmente na doença renal crônica, uma condição importante em gatos adultos e idosos. No início, as alterações podem ser discretas e facilmente confundidas com mudanças do envelhecimento.

Por isso, conhecer os sinais e manter o acompanhamento preventivo pode fazer diferença.

Qual é a função dos rins?

Os rins são responsáveis pela filtração do sangue e eliminação de resíduos pela urina, além de participarem do equilíbrio de água e eletrólitos, do controle da pressão arterial e de outras funções importantes do organismo.

Na doença renal crônica, a perda da função dos rins ocorre de maneira progressiva e, geralmente, não é reversível. Com diagnóstico, acompanhamento e tratamento adequados, porém, muitos gatos conseguem manter uma boa qualidade de vida por bastante tempo.

Beber muita água pode ser um sinal

Um dos sinais que o tutor pode perceber é o aumento do consumo de água e da quantidade de urina.

Quando os rins perdem parte da capacidade de concentração, podem produzir uma urina mais diluída. Para compensar a maior perda de água, o animal tende a beber mais.

Essas mudanças podem passar despercebidas, principalmente em casas com vários gatos. Uma caixa de areia com torrões de urina maiores ou que precisa ser limpa com mais frequência pode ser uma pista importante.

Outros sinais merecem atenção

Com a progressão da doença, podem surgir perda de peso, redução do apetite, vômitos, náuseas, desidratação, fraqueza, alterações no pelo e menor disposição.

Às vezes, o tutor percebe apenas que o gato está mais magro ou “mais quieto” e atribui isso à idade. No entanto, emagrecimento, perda de apetite e indisposição frequente merecem investigação.

Mesmo nas fases iniciais, quando o animal aparenta estar saudável e continua se alimentando normalmente, alterações podem estar presentes. Por isso, consultas preventivas são especialmente importantes para gatos mais velhos.

Como avaliar o funcionamento dos rins?

A avaliação renal não depende de apenas um resultado.

Exames de sangue podem fornecer informações importantes, incluindo creatinina, ureia, fósforo e SDMA. A análise da urina ajuda a avaliar sua concentração e outras alterações.

A investigação também pode incluir aferição da pressão arterial, avaliação de proteína na urina e exames de imagem, quando indicados.

O médico-veterinário reúne esses resultados com o histórico e o exame clínico do animal, já que uma alteração isolada não deve ser interpretada fora do contexto.

Diagnóstico precoce faz diferença

Esperar que o gato apresente sintomas intensos pode fazer com que a doença seja descoberta em uma fase mais avançada.

Quando as alterações são identificadas mais cedo, é possível acompanhar sua evolução e estabelecer estratégias individualizadas. Dependendo do quadro, o tratamento pode envolver adequações na alimentação, estímulo à ingestão de água, controle da pressão arterial, manejo de alterações urinárias e outras medidas específicas.

Não existe uma receita única para todo gato com doença renal.

A hidratação merece atenção

Os gatos naturalmente tendem a ingerir relativamente pouca água. Algumas estratégias podem ajudar a aumentar o consumo, como disponibilizar vários recipientes pela casa, manter água limpa e fresca, testar fontes e, quando adequado para o animal, incluir alimentação úmida na rotina.

Mas atenção: se o gato começou subitamente a beber muito mais água, essa mudança pode ser um sinal clínico e merece investigação.

Dica do Veterinário

Observe a caixa de areia. Mudanças no tamanho ou na quantidade dos torrões de urina podem fornecer informações importantes sobre a saúde do gato.

Também fique atento ao consumo de água, peso, apetite e comportamento. Pequenas mudanças na rotina podem ser os primeiros sinais de um problema.

Na dúvida, não espere que o gato pare de comer ou fique muito debilitado para procurar atendimento veterinário.

Na próxima edição

Na próxima sexta-feira, a Causa Animal em Foco vai abordar outro problema comum entre os felinos e que pode se transformar rapidamente em uma emergência:

Obstrução urinária em gatos: quando a dificuldade para urinar pode colocar a vida do animal em risco?

Vamos explicar os principais sinais, por que os machos são especialmente vulneráveis e por que um gato que entra repetidamente na caixa de areia sem conseguir urinar precisa de atendimento veterinário imediato.

Dr. Edvaldo Montenegro
Médico Veterinário – CRMV-PE 7431

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“Eu mereço”: por que um dia difícil costuma terminar em chocolate, pizza ou hambúrguer?

Nutricionista explica como estresse, cansaço e emoções podem aumentar a vontade de comer e orienta como equilibrar prazer e alimentação sem transformar determinados alimentos em vilões

“Eu mereço um chocolate.” “Hoje foi tão difícil que vou pedir uma pizza.” “Depois de um dia desses, eu mereço um hambúrguer.” Se essas frases parecem familiares, a comida pode estar exercendo uma função que vai além de matar a fome.

Segundo a nutricionista Giovana Torres, da Hapvida, momentos de estresse, cansaço, ansiedade ou frustração podem aumentar a procura por alimentos associados ao prazer e ao conforto. Isso, por si só, não representa necessariamente um problema. O ponto de atenção surge quando a comida passa a ser praticamente a única forma utilizada para enfrentar emoções difíceis.

“Comer algo gostoso depois de um dia complicado não é, por si só, um comportamento problemático. A diferença está no padrão”, explica a nutricionista.

A alimentação também está relacionada a memórias, cultura e afetos. Um doce pode lembrar uma comemoração, uma pizza pode estar associada a momentos em família e determinados alimentos podem acabar ligados à ideia de recompensa.

Uma das formas de compreender melhor essa relação é observar como a vontade de comer aparece. De acordo com Giovana, a fome física costuma surgir gradualmente e pode ser satisfeita por diferentes tipos de alimentos. Já uma vontade relacionada às emoções pode aparecer de maneira mais repentina e direcionada para algo específico, como chocolate, pizza ou outro alimento mais palatável.

A nutricionista ressalta, porém, que isso não significa que toda vontade específica precise ser evitada.

“Comer por prazer também é legítimo. O objetivo não é transformar a alimentação em uma matemática de ‘certo e errado’, e sim desenvolver percepção e autonomia”, orienta.

Outro comportamento comum acontece depois de um dia corrido: a pessoa chega em casa com muita fome, come rapidamente alguma coisa e, pouco tempo depois, volta a procurar comida.

Segundo a profissional, isso pode ocorrer quando o lanche não apresenta uma combinação suficiente para proporcionar saciedade ou quando a pessoa permaneceu muitas horas sem se alimentar.

Uma estratégia é combinar proteínas, fibras, carboidratos e fontes de gordura. Uma fruta, por exemplo, pode ser acompanhada de iogurte e aveia. Já um pão pode ser combinado com ovo, frango ou queijo.

Entre as opções sugeridas estão iogurte com frutas e aveia, banana com cacau e pasta de amendoim, pão com ovo e queijo, tapioca com ovo e sanduíche com frango, queijo e tomate.

Para Giovana, buscar uma alimentação equilibrada também não significa excluir completamente alimentos associados ao prazer. Chocolate, pizza, hambúrguer e sorvete podem fazer parte da alimentação. A orientação é observar frequência, quantidade e composição das refeições, deixando de lado a lógica de alimentos totalmente “permitidos” ou “proibidos”.

Uma pergunta simples também pode ajudar no fim de um dia desgastante: “Do que eu estou precisando agora?”

A resposta pode ser comida, mas também pode ser descanso, uma pausa, companhia, carinho ou alguns minutos de lazer. Identificar essa necessidade ajuda a ampliar as possibilidades sem retirar da comida o espaço que ela também pode ocupar.

Evitar passar longos períodos sem se alimentar é outra orientação. Isso pode reduzir a chance de chegar ao fim do dia com fome intensa e com a sensação de que é preciso comer imediatamente e em grande quantidade.

“Comer bem não significa comer perfeitamente, mas construir uma relação possível, prazerosa e sustentável com a alimentação”, reforça Giovana Torres.

Fonte: informações da Hapvida, com orientações da nutricionista Giovana Torres.

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Saúde Mental em Foco

Burnout: quando o trabalho adoece

Vivemos em uma sociedade que associa trabalho a independência, autonomia, realização e sucesso. A ideia é estudar, trabalhar, conquistar estabilidade e, finalmente, ter liberdade. Mas o que acontece quando o trabalho, que deveria contribuir para essa liberdade, passa a ser justamente uma fonte de sofrimento?

É importante diferenciar sobrecarga de burnout. Maternidade, conflitos familiares, relacionamentos, dificuldades financeiras e outras situações da vida podem gerar estresse e exaustão. Mas isso não significa, necessariamente, burnout. O burnout está relacionado ao contexto ocupacional, especialmente ao estresse crônico relacionado ao trabalho que não foi adequadamente manejado.

Quando falamos de burnout, precisamos olhar para o ambiente e para as condições de trabalho. Sobrecarga de trabalho, pressão constante, jornadas extensas ou inadequadas, falta de autonomia, falta de reconhecimento, insegurança profissional, falta de suporte, conflitos e condições inadequadas no ambiente de trabalho são alguns dos fatores que precisam ser observados.

A questão não é apenas: “Por que essa pessoa não está conseguindo lidar?”. Também precisamos perguntar: “O que está acontecendo nesse ambiente de trabalho?”.

O burnout pode colocar em xeque algumas ideias que aprendemos sobre trabalho: “Eu preciso trabalhar para ser alguém.” “Quanto mais eu produzo, mais valor eu tenho.” “Preciso dar conta de tudo.” “Cansaço faz parte.” “Parar é fracassar.” “Quando eu alcançar determinado cargo ou salário, finalmente vou ser feliz.”

Trabalhar pode proporcionar autonomia, segurança, realização e propósito. Mas o trabalho não deveria ser a medida do nosso valor pessoal. Produtividade não é sinônimo de valor. E construir uma carreira não deveria significar perder a própria saúde no processo.

Talvez seja necessário perguntar: “O que existe nesse ambiente de trabalho que está me fazendo adoecer?”. Porque cuidar da saúde mental no trabalho não significa apenas ensinar o trabalhador a suportar melhor a pressão. Também significa olhar para as condições em que esse trabalho está sendo realizado.

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Fenilcetonúria: diagnóstico precoce pode transformar a vida de quem convive com a doença

Especialista chama atenção para adultos que podem não ter recebido o diagnóstico na infância e reforça a importância do acompanhamento contínuo dos pacientes.

O teste do pezinho, realizado nos primeiros dias de vida do bebê, é uma das principais ferramentas para identificar precocemente doenças que podem comprometer o desenvolvimento da criança. Entre elas está a fenilcetonúria (PKU), uma condição genética rara que impede o organismo de metabolizar corretamente a fenilalanina, aminoácido presente principalmente em alimentos ricos em proteína.

No Brasil, a triagem neonatal foi estruturada nacionalmente no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2001. No entanto, pessoas que nasceram antes da consolidação do programa podem ter chegado à vida adulta sem o diagnóstico.

O médico geneticista Thiago Oliveira, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e diretor científico da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM), destaca que essa possibilidade deve ser considerada diante de determinados sintomas.

“Quando recebemos pacientes com desatenção, problemas de organização ou atrasos intelectuais, que são manifestações clássicas, é importante avaliar a idade dessa pessoa. Muitos adultos nasceram antes da estruturação do exame no SUS e nunca foram diagnosticados. Em alguns estados, a triagem começou efetivamente só após 2008”, afirma o especialista.

Segundo o médico, quando não diagnosticada e tratada adequadamente, a fenilcetonúria pode provocar consequências neurológicas importantes. Nos casos mais graves, podem ocorrer deficiência intelectual severa e dependência para atividades cotidianas. Em quadros mais leves, podem aparecer dificuldades de aprendizagem, desatenção e problemas de planejamento.

O especialista também ressalta que o tratamento não termina com o diagnóstico. O controle da PKU exige acompanhamento ao longo da vida, com restrições no consumo de proteínas, utilização de fórmula metabólica específica e acompanhamento de diferentes especialidades médicas.

“Hoje, o sucesso no cuidado de uma criança com fenilcetonúria depende muito do CEP em que ela nasceu. Existem famílias que mudam de estado em busca de melhor assistência, acesso regular à fórmula e acompanhamento especializado”, ressalta Thiago Oliveira.

Em Pernambuco, o Hospital Barão de Lucena, no Recife, é apontado no material como referência estadual para o tratamento da fenilcetonúria, com atendimento multidisciplinar.

Para Thiago Oliveira, os avanços na assistência e no diagnóstico precoce ampliaram as possibilidades de manejo da doença, mas ainda existem desafios de acesso.

“O cuidado com a PKU evoluiu nos últimos anos e hoje já contamos com abordagens que ampliam as possibilidades de manejo da doença. Esse avanço, somado ao diagnóstico precoce pelo teste do pezinho, é fundamental para evitar o acúmulo de fenilalanina no organismo, prevenindo sequelas neurológicas e garantindo melhores condições de desenvolvimento, aprendizado e qualidade de vida em todas as fases”, finaliza.

A vida após o diagnóstico

Mesmo quando a fenilcetonúria é identificada precocemente, manter a doença controlada exige cuidados durante toda a vida. Segundo o médico geneticista Thiago Oliveira, o tratamento envolve principalmente o controle rigoroso da alimentação, com restrição de proteínas, além do uso diário de uma fórmula metabólica específica, responsável por fornecer aminoácidos essenciais sem a presença da fenilalanina.

“Além da alimentação e fórmula, a PKU é uma enfermidade que exige acompanhamento contínuo com diferentes especialidades médicas, bem como o monitoramento frequente dos níveis do aminoácido no organismo, principalmente nas fases mais críticas do desenvolvimento neurológico, como os primeiros anos de vida, o início da idade escolar, a adolescência e a gestação”, explica o especialista.

O médico também chama atenção para os impactos que a rotina de tratamento pode provocar na vida social e emocional dos pacientes e de suas famílias. Entre os desafios está a aceitação da fórmula metabólica, devido à baixa palatabilidade, além das dificuldades de acesso ao produto e ao acompanhamento especializado.

Thiago Oliveira ressalta que ainda existem desigualdades entre os estados brasileiros, levando algumas famílias a buscar atendimento em outros locais para conseguir assistência adequada, fornecimento regular da fórmula e acompanhamento multidisciplinar.

Para o especialista, ampliar o diagnóstico precoce precisa caminhar junto com a garantia de tratamento contínuo. O acompanhamento adequado contribui para evitar o acúmulo de fenilalanina no organismo e reduzir o risco de sequelas neurológicas, favorecendo o desenvolvimento, a aprendizagem e a qualidade de vida dos pacientes em todas as fases.

Fonte: LLYC – Assessoria de Comunicação | Texto adaptado pela Redação Bezerros Hoje

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Saúde Mental em Foco

Setembro Amarelo: falar sobre saúde mental também é cuidar

O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, período dedicado à conscientização sobre a importância da saúde mental e da prevenção do suicídio. Mais do que uma campanha representada pela cor amarela, a iniciativa propõe uma reflexão sobre a necessidade de falar abertamente sobre sofrimento emocional, acolhimento e valorização da vida.

No ambiente de trabalho, essa discussão ganha ainda mais importância. A rotina profissional, a pressão por resultados, as dificuldades financeiras, os conflitos, a sobrecarga e a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional podem afetar diretamente o bem-estar dos trabalhadores. Por isso, cuidar da saúde mental deve ser entendido como parte da promoção de um ambiente de trabalho mais seguro, saudável e humano.

Falar sobre saúde mental não significa apenas identificar situações de sofrimento. Significa também criar espaços onde as pessoas possam ser ouvidas sem julgamentos. Muitas vezes, um colega que parece estar bem pode estar enfrentando dificuldades que não são visíveis. Um gesto de atenção, uma conversa respeitosa ou a disposição para ouvir podem fazer diferença.

Nesse sentido, o Setembro Amarelo deve servir como um convite à reflexão: como estamos cuidando uns dos outros? Estamos atentos aos sinais de sofrimento? Temos criado ambientes em que as pessoas se sentem seguras para pedir ajuda?É importante lembrar que ninguém precisa enfrentar uma situação de sofrimento sozinho. Procurar apoio profissional, conversar com pessoas de confiança e utilizar os serviços de assistência disponíveis são atitudes importantes diante de momentos difíceis.

Dentro da Saúde metal, a campanha pode ser também uma oportunidade para fortalecer uma cultura de cuidado, respeito e solidariedade. A saúde do trabalhador vai além da prevenção de acidentes físicos: envolve também o bem-estar emocional, as relações humanas e as condições que permitem que cada pessoa exerça seu trabalho com dignidade.

Que o Setembro Amarelo não seja apenas um mês de conscientização, mas um lembrete permanente de que cuidar, ouvir e acolher são responsabilidades de todos. Afinal, promover saúde mental é também construir um ambiente onde a vida e as pessoas tenham valor.

Psicóloga | CRP 02/32872

Natascha Fernanda é psicóloga clínica, com atuação fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Acredita que acolhimento e ciência caminham juntos, oferecendo um espaço seguro de escuta, cuidado e desenvolvimento emocional. Seu trabalho é voltado para adolescentes, adultos, mães e pessoas neurodivergentes, respeitando a singularidade de cada história e promovendo saúde mental com ética, empatia e responsabilidade

Bezerros Hoje 23 anos- Compromisso com a Notícia.

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Rastreamento e combate ao fumo são principais formas de prevenção ao câncer de pulmão, alerta oncologista

Neste sábado (29), Dia Nacional de Combate ao Fumo, o alerta se volta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de pulmão.

De acordo com o oncologista da Hapvida Jorge Abissamra Filho, identificar a doença ainda no início pode aumentar significativamente as possibilidades de tratamento. “Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a possibilidade de cura”, afirma.

Segundo o especialista, o câncer de pulmão pode permanecer silencioso por um período. Quando surgem, os sintomas podem incluir tosse persistente, falta de ar, cansaço, rouquidão, dor no tórax e perda de peso sem explicação. “Tossir sangue é um sinal particularmente importante e deve ser investigado rapidamente”, alerta.

Para pessoas consideradas de alto risco, o rastreamento com tomografia de baixa dose pode ajudar a identificar tumores ainda pequenos e sem sintomas. A indicação deve ser avaliada individualmente por um médico.

O especialista também reforça os benefícios de abandonar o tabagismo. “Nunca é tarde para parar. Mesmo uma pessoa que fuma há décadas obtém benefício ao abandonar o cigarro”, destaca.

A mensagem para a data é direta: “Não existe consumo seguro de cigarro”.

Fonte: Assessoria Hapvida | Texto adaptado para divulgação

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Pernambuco recebe 86 novos médicos especialistas para reforçar atendimento pelo SUS

Pernambuco receberá 86 novos médicos especialistas para ampliar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde. Outros 40 profissionais já estão em atividade no estado.

Os novos médicos serão distribuídos entre nove municípios pernambucanos e atuarão em diferentes especialidades, ampliando a oferta de consultas, exames e procedimentos especializados.

Entre as áreas contempladas estão anestesiologia, cirurgia geral e oncologia, além de procedimentos como colonoscopia, colposcopia e ecocardiografia.

Até o momento, o Ministério da Saúde não detalhou quais são os nove municípios que receberão os novos profissionais.

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Saúde Mental em Foco: A Rotina Perfeita não Existe

A rotina perfeita não existe.

E quanto mais rápido você entende isso, mais leve pode se tornar a sua relação com a própria rotina.

A vida não acontece todos os dias da mesma forma. Existem dias produtivos, dias cansativos, imprevistos, mudanças de planos, momentos em que conseguimos fazer tudo o que gostaríamos e outros em que até o básico exige mais de nós.

Muitas vezes, criamos uma rotina idealizada e começamos a comparar a vida real com aquilo que imaginamos. Quando não conseguimos cumprir tudo, surge a sensação de fracasso.

Mas talvez você não precise de uma rotina perfeita. Talvez precise de uma rotina possível.

Uma rotina que considere suas necessidades, seus limites, suas responsabilidades e também os dias em que as coisas simplesmente não saem como planejado.

Quanto mais espaço existe para a flexibilidade, menor precisa ser a cobrança.

Porque qualidade de vida não está em conseguir fazer tudo, todos os dias. Está também em reconhecer quando é hora de fazer menos, sem transformar isso em culpa.

A rotina perfeita não existe, mas uma rotina possível pode existir.

Psicóloga | CRP 02/32872

Natascha Fernanda é psicóloga clínica, com atuação fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Acredita que acolhimento e ciência caminham juntos, oferecendo um espaço seguro de escuta, cuidado e desenvolvimento emocional. Seu trabalho é voltado para adolescentes, adultos, mães e pessoas neurodivergentes, respeitando a singularidade de cada história e promovendo saúde mental com ética, empatia e responsabilidade

Bezerros Hoje 23 anos- Compromisso com a Notícia.

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Saúde Mental em Foco

Mulheres e sobrecarga emocional: os desafios da dupla jornada

A rotina de muitas mulheres é marcada por uma jornada que vai muito além do trabalho remunerado. Mesmo após cumprir suas obrigações profissionais, muitas ainda precisam assumir responsabilidades dentro de casa, cuidar dos filhos, organizar a rotina familiar e atender às necessidades de outras pessoas. Essa realidade, conhecida como dupla jornada, pode provocar não apenas cansaço físico, mas também uma intensa sobrecarga emocional.

A divisão das tarefas domésticas ainda é, em muitos lares, desigual. Mesmo quando algumas atividades são compartilhadas, frequentemente cabe à mulher a responsabilidade de planejar e organizar tudo o que precisa ser feito. É ela quem lembra dos compromissos, das compras, das consultas médicas, das atividades escolares e de diversas outras necessidades da família. Esse trabalho, muitas vezes invisível, também exige tempo e energia, mas nem sempre é reconhecido como uma forma de trabalho.

Além disso, existe uma cobrança social para que as mulheres consigam conciliar diferentes papéis sem demonstrar cansaço. Espera-se que sejam boas profissionais, mães, companheiras, filhas e donas de casa, enquanto também encontram tempo para cuidar de si mesmas. Quando não conseguem atender a todas essas expectativas, muitas acabam enfrentando sentimentos de culpa, frustração e incapacidade.

A sobrecarga emocional também pode afetar a qualidade de vida e os relacionamentos. A falta de tempo para descansar, desenvolver atividades pessoais ou simplesmente não ter responsabilidades por algumas horas pode fazer com que o descanso se torne algo raro. Dessa forma, cuidar de si passa a ser visto como um privilégio, quando deveria ser uma necessidade básica.

Nesse contexto, discutir a dupla jornada não significa apenas falar sobre a quantidade de tarefas realizadas pelas mulheres, mas questionar como essas responsabilidades são distribuídas dentro da sociedade e das famílias. A divisão mais equilibrada das tarefas domésticas e do cuidado é fundamental para que as mulheres não precisem carregar sozinhas o peso de manter uma casa e uma família funcionando.

Portanto, enfrentar a sobrecarga emocional feminina exige uma mudança de comportamento e de pensamento. É necessário compreender que cuidar da casa, dos filhos e da família é uma responsabilidade coletiva, e não uma obrigação exclusivamente feminina. Mais do que dividir tarefas, é preciso dividir responsabilidades, permitindo que as mulheres tenham também tempo, liberdade e espaço para cuidar de si mesmas.

Psicóloga | CRP 02/32872. Natascha Fernanda é psicóloga clínica, com atuação fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Acredita que acolhimento e ciência caminham juntos, oferecendo um espaço seguro de escuta, cuidado e desenvolvimento emocional. Seu trabalho é voltado para adolescentes, adultos, mães e pessoas neurodivergentes, respeitando a singularidade de cada história e promovendo saúde mental com ética, empatia e responsabilidade.

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Saúde Mental em Foco

Tristeza, sobrecarga ou sofrimento emocional: quando é hora de pedir ajuda?

Sentir tristeza faz parte da vida. Todos nós enfrentamos perdas, decepções, mudanças e momentos difíceis. Também é comum nos sentirmos cansados e sobrecarregados diante das responsabilidades do dia a dia.

Mas como saber quando estamos vivendo apenas uma fase difícil e quando o sofrimento precisa de mais atenção?

Nem toda tristeza significa um problema de saúde mental. Muitas vezes, ela é uma reação natural a uma situação difícil e, com o tempo, tende a passar.

Porém, quando o sofrimento se prolonga, se intensifica ou começa a interferir na rotina, nos relacionamentos, no trabalho e na capacidade de cuidar de si, é importante olhar para essa situação com mais cuidado.

A sobrecarga também pode trazer sinais que não devem ser ignorados, como irritabilidade, dificuldade para dormir, falta de concentração, desânimo e a sensação de estar sempre no limite. Reconhecer esses sinais é uma forma de autocuidado.

Ainda existe, porém, muita dificuldade em pedir ajuda. O medo do julgamento e a ideia de que precisamos ser fortes o tempo todo fazem com que muitas pessoas escondam o que sentem.

Por isso, falar sobre saúde mental também é falar sobre acolhimento, escuta e respeito.

Não precisamos esperar chegar ao nosso limite para buscar ajuda. Cuidar da saúde mental é reconhecer nossos sentimentos, respeitar nossos limites e procurar apoio quando percebermos que não estamos conseguindo lidar sozinhos.

Afinal, pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É uma forma de cuidar de si.

Psicóloga | CRP 02/32872

Natascha Fernanda é psicóloga clínica, com atuação fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Acredita que acolhimento e ciência caminham juntos, oferecendo um espaço seguro de escuta, cuidado e desenvolvimento emocional. Seu trabalho é voltado para adolescentes, adultos, mães e pessoas neurodivergentes, respeitando a singularidade de cada história e promovendo saúde mental com ética, empatia e responsabilidade

Bezerros Hoje 23 anos- Compromisso com a Notícia.

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