FOGO CRUZADO -POR INALDO SAMPAIO

Por que indiciar a vereadora Marília Arraes faltando apenas 15 dias para a data das eleições?

Recentemente, ao determinar o relaxamento da prisão do ex-governador do Paraná, Beto Richa, o ministro Gilmar Mendes criticou a “falta de prudência” dos agentes públicos envolvidos na operação (membros do Ministério Público e do Poder Judiciário) pelo fato de o tucano ser candidato a senador nas próximas eleições. Como é sabido, prender um agente político que é candidato a senador a 30 dias da data do pleito significa destruí-lo do ponto de vista eleitoral. Por esse motivo, aliás, o Conselho Nacional do Ministério Público está apurando a conduta dos promotores que fizeram a denúncia, posto que há vedação para que isto aconteça durante o período eleitoral. Vimos esse filme em Pernambuco na campanha municipal de 2016. O então candidato do PDT à prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, Manoel Neco, era o franco favorito para vencer a eleição no segundo turno. Mas após ter sua casa invadida por agentes da Polícia Federal, cumprindo mandado de busca e apreensão, a partir do dia seguinte inviabilizou-se eleitoralmente e foi derrotado pelo atual prefeito Anderson Ferreira. A mesma “imprudência” criticada pelo ministro do STF aplica-se à delegada Patrícia Domingos, da Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp) ao indiciar a vereadora recifense Marília Arraes, por peculato, supostamente por empregar servidores fantasmas em seu gabinete. A vereadora já desmentiu a acusação. Mas mesmo assim teve sua imagem arranhada pela notícia, dado que é candidata a deputada federal. Se essa investigação ainda está em curso, por que torná-la pública a 15 dias da eleição? É por essas e outras que é preciso apoiar a aprovação de uma Lei de Abuso de Autoridade, cujo projeto já tramita no Congresso, sob pena de a Polícia, o Ministério Público e o Judiciário se transformarem-se num “superpoder” acima dos outros.

Prejuízo eleitoral

O deputado André de Paula (PSD) perdeu o apoio do ex-prefeito de Vitória, Elias Lira (PSD), que agora está apoiando para a Câmara Federal o conterrâneo Paulo Roberto, seu ex-secretário de Cultura, Turismo e Esportes e dos maiores empreendedores do município. Por baixo, André perdeu com essa troca pelo menos 6 mil votos. Paulo Roberto é candidato pelo Patriota.

isputa – Quem também disputa uma cadeira na Câmara Federal pelo Patriota é o empresário olindense André Siqueira, filho do ex-vice-prefeito Arlindo Siqueira. Todos os dias ele faz caminhada no município no intuito de ter mais votos que o ex-prefeito Renildo Calheiros (PCdoB).

ignidade – Por solicitação da cúpula estadual do PSB, a ex-prefeita de Salgueiro, Creusa Pereira, está disputando um mandato de deputada estadual. Trata-se, simplesmente, de uma das mulheres mais dignas e mais honradas de Pernambuco. Foi prefeita do seu município três vezes e ninguém jamais lhe fez uma acusação no campo moral.

As vices – Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) foram felizes na escolha de seus vices, as senadoras Ana Amélia (PP) e Kátia Abreu (PDT), respectivamente. Esta última foi o melhor ministro da Agricultura que o Brasil já teve nos últimos 30 anos, apesar de ter ficado apenas dois anos no cargo durante o governo de Dilma Rousseff.

Time em campo – Haddad (PT) será recebido hoje em Petrolina pela tropa que apoia a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB): o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) e os deputados estaduais Odacy Amorim (PT) e Lucas Ramos (PSB). Todos têm muito prestígio no Sertão do São Francisco.

Discrição – Não poderia ter sido mais discreta a passagem de Geraldo Alckmin (PSDB) ontem pelo Recife. Ele foi recebido pelos deputados Bruno Araújo e Betinho Gomes, pelo prefeito Joaquim Neto (Gravatá) e pelos ex-governadores João Lyra Neto e Joaquim Francisco. Mas o PSDB de Pernambuco não marcou nenhum ato de rua até agora com a presença dele.

Nota 10 – O programa político de Geraldo Alckmin (PSDB) exibido na TV na última quinta-feira (20) associando Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) ao ex-presidente da Venezuela, Hugo Chavez, e à situação crítica em que se encontra aquele país, com o povo indo embora para outros lugares para não morrer de filme, foi uma das peças de marketing mais bem feitas que já se produziram no Brasil em campanhas eleitorais.

Novo rumo – O candidato Armando Monteiro (PTB) parece finalmente dar encontrado um rumo para sua campanha. O guia de ontem sobre a péssima situação em que se encontram as estradas de Pernambuco, inclusive a BR-232, foi talvez o melhor de sua campanha até agora.

A turma – Aparentemente estacionário nas pesquisas, Paulo Câmara (PSB) também vai mudar o tom de seus programas eleitorais. A ordem é massificar que Armando Monteiro (PTB) votou a favor da reforma trabalhista e que Mendonça Filho e Bruno Araújo (PSDB) são da “turma do Temer”. O assunto é velho, mas vá lá.

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Inaldo Sampaio

Pela última pesquisa do Datafolha, o cenário em Pernambuco é de uma eleição em dois turnos

A pesquisa do Datafolha divulgada ontem é indicativo de que teremos em Pernambuco grandes emoções nesses 16 dias que nos separam das eleições de 7 de outubro. Os dois principais candidatos a governador, Paulo Câmara e Armando Monteiro, chegaram à reta final da campanha tecnicamente empatados, o primeiro com 35% de intenções de voto e o segundo com 31%. Esses números por si só são empolgantes porque mostram uma tendência de acomodação do candidato do PSB e uma tendência de crescimento do candidato petebista. Isso na reta final da campanha mexe com os nervos dos marqueteiros porque, por trás dela, há uma conta fácil de ser feita: ganhará a eleição quem errar menos. Claro que o cenário ainda é de dois turnos, entre os dois candidatos que lideram as prévias, e que o segundo escrutínio é uma nova eleição. Mas mesmo numa eventual nova disputa é possível detectar com certa antecedência em que direção o vento vai soprar, se no da mudança (Armando) ou no da continuidade (Paulo). A partir de agora, o governador terá que rever o seu discurso, que já apresenta sinais de cansaço, dado que sua aliança com o PT já deu o que tinha que dar. Tem que inventar novo discurso até para manter os eleitores que já conquistou. Já o senador, se sua tendência for realmente de crescimento, não precisa rever nada e sim continuar com o mantra “se você não mudar, fica tudo como está”. Seja como for, qualquer erro cometido por um dos dois nesses próximos 15 dias pode ser fatal.

Infiltração na Rede

Julio Lossio, candidato da Rede a governador, chama de “fofoqueiros sem votos” os membros do partido que pediram sua expulsão por ter recebido apoio do mais notório “bolsonarista” de Pernambuco, coronel Luiz Meira, candidato a deputado federal pelo PRP. Lossio continua fechado com Marina e diz que seus delatores estão na Rede, mas a serviço do PSB.

Ato coletivo – Amanhã, a partir das 10h, o prefeito Izaías Régis (PTB) promoverá uma grande carreata em Garanhuns com presença de Armando Monteiro, Mendonça Filho e Bruno Araújo. Todos os prefeitos do Agreste Setentrional que não votam em Paulo Câmara foram convidados.

O empurrão – Paulo Câmara examina também com seus assessores fazer um grande ato político na área metropolitana para dar um “empurrão” em sua campanha nesta reta final. O palco poderá ser Paulista, dado o grande poder de mobilização do prefeito Júnior Matuto (PSB).

Em aberto – Mesmo com 2% de intenções de voto, Maurício Rands (PROS) tem convicção de que a eleição para o Governo do Estado “está em aberto”. Ele chama Paulo Câmara de “o mais do mesmo” e Armando Monteiro de porta-voz da “oposição conservadora” de Pernambuco.

Favoritos – O PSDB pode ganhar os governos de SP (João Doria) e MG (Antonio Anastasia), mas vai perder três que conquistou em 2014: PR, GO e PA. Já o DEM é favorito no RJ (Eduardo Paes) e em GO (Ronaldo Caiado), e o MDB em AL (Renan Filho) e PA (Hélder Barbalho).

Cabo eleitoral – Lula, preso, foi peça fundamental para impulsionar as campanhas dos três petistas que administram estados do Nordeste: Rui Costa (BA), Camilo Santana (CE) e Wellington Dias (PI). Todos estão liderando, com folga, as pesquisas de opinião.

Voto burro – Álvaro Dias, candidato do Podemos a presidente, chama de “burro” o chamado “voto útil”. Diz que o eleitor tem a opção de votar em branco em vez de escolher o “menos pior” para evitar o “péssimo”. Tem lógica.

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Datafolha Senado: três tecnicamente empatados

Folha de S.Paulo

Na disputa ao Senado, Jarbas (MDB), Mendonça Filho (DEM) e Humberto Costa (PT) encabeçam as preferências do eleitor, com 36%, 31% e 30% das intenções de voto, respectivamente.

Em seguida, aparecem Bruno Araújo (PSDB), com 12%; Sílvio Costa (Avante), com 11%; Pastor Jairinho (Rede), com 6%; Adriana Rocha (Rede), com 3%; Hélio Cabral (PSTU) e Lidia Brunes (PROS), com 2%; e Eugênia (PSOL), Alex Rola (PCO) e Albanise Pires (PSOL), com 1%.

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Pesquisa Datafolha em Pernambuco: Paulo Câmara, 35%; Armando Monteiro, 31%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (20) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para o governo de Pernambuco:

Os candidatos Paulo Câmara e Armando Monteiro estão empatados tecnicamente.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. É o terceiro levantamento Datafolha realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

No levantamento anterior, feito de 4 a 6 de setembro, os percentuais de intenção de votos eram os seguintes:

  • Paulo Câmara (PSB): 34%
  • Armando Monteiro (PTB): 25%
  • Julio Lossio (Rede): 2%
  • Maurício Rands (PROS): 2%
  • Ana Patrícia Alves (PCO): 1%
  • Simone Fontana (PSTU): 1%
  • Dani Portela (PSOL): 1%
  • Branco/nulo: 26%
  • Não sabe: 6%

Sobre a pesquisa desta quinta-feira, 20

  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Quem foi ouvido: 1.232 eleitores de 50 municípios de Pernambuco, com 16 anos ou mais
  • Quando a pesquisa foi feita: 18 e 19 de setembro
  • Registro no TSE: PE-09351/2018
  • O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro

Espontânea

Na modalidade espontânea da pesquisa Datafolha (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:

  • Paulo Câmara (PSB): 19%
  • Armando Monteiro (PTB): 13%
  • Outros: 10%
  • Branco/nulo/nenhum: 19%
  • Não sabe: 39%

Rejeição

A Datafolha também mediu a taxa de rejeição (o eleitor deve dizer em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome, por isso, os resultados somam mais de 100%. Veja os índices:Simone Fontana (PSTU): 33%

  • Dani Portela (PSOL): 32%
  • Paulo Câmara (PSB): 31%
  • Julio Lossio (Rede): 31%
  • Ana Patrícia Alves (PCO): 30%
  • Maurício Rands (PROS): 29%
  • Armando Monteiro (PTB): 23%
  • Rejeita todos/não votaria em nenhum: 10%
  • Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 1%
  • Não sabe: 9%

Simulações de segundo turno

• Paulo Câmara (PSB): 42% x 39% Armando Monteiro (PTB) (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)

A Datafolha também ouviu eleitores em Pernambuco a respeito da disputa para o Senado.

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Fogo Cruzado -Por Inaldo Sampaio

Dirceu não coenta nada de relevante em seu livro de memórias que comprometa Lula

Houve um governador em Pernambuco (Moura Cavalcanti) que costumava dizer que nos últimos 6 meses do seu mandato, até o cafezinho que era servido no Palácio das Princesas chegava à sua mesa frio. José Dirceu, espécie de 1º ministro da República no primeiro governo do presidente Lula, foi um dos homens mais poderosos do Brasil. Todas as decisões importantes do governo passavam por ele, incluindo nomeações para empresas estatais e indicações de ministros para tribunais superiores. Nessa época, os petistas brigavam para servir-lhe cafezinho quente. Por ironia da política, o ex-ministro da Casa Civil teve o nome envolvido no “mensalão”, que culminou com a cassação do seu mandato de deputado, e depois na “Lava Jato” que resultou em sua condenação a 30 anos de cadeia. Por tudo isso, poderia ter-se transformado num novo Palocci, que num gesto de oportunismo e canalhice resolveu delatar o ex-presidente, que o escolheu para ser seu ministro da Fazenda, quando poderia ter escolhido um dos economistas do partido (Palocci é médico). Lembra-se isto para dizer que José Dirceu esteve ontem no Recife a fim de lançar o 1º volume do seu livro de memórias. Nele, apenas mágoas do governo e do PT, contadas de forma superficial, mas nada de bombástico que arraste Lula para a roda. Na entrevista que deu anteontem, ficou a impressão de que recebeu com serenidade a pena a que foi condenado, e que espera, um dia, provar à Justiça a sua inocência. A maioria dos petistas que o bajulavam, sobretudo os que estão disputando as eleições deste ano, correm dele como o diabo da cruz, o que lembra o cafezinho frio de que falava o ex-governador.

Dilma para presidente?

Entrevistado anteontem no programa “Roda Viva Pernambuco”, Maurício Rands (PROS) contou que era líder da bancada do PT na Câmara quando circularam as primeiras informações de que Lula apresentaria Dilma como candidata a sua sucessão. Ficou tão escandalizado com a notícia que foi conferir a sua veracidade com os ministros Tarso Genro e José Eduardo Cardoso.

Sem preparo – Rands achava Dilma “despreparada” e “arrogante” e o tempo provou que tinha razão. Hoje, estranha que petistas como Humberto Costa falem mal apenas de Michel Temer, esquecendo que ele (Temer) foi o vice de Dilma e que foi Lula quem escolheu os dois.

A decência – Rands disse que voltou à vida pública “por idealismo” (renunciou ao mandato de deputado em 2012) a fim de mostrar às novas gerações que a política não tem só “canalhas”. E citou Roberto Magalhães como um dos “políticos mais decentes” que conheceu na Câmara.

Bolsa família – Jarbas (MDB) foi contra o “bolsa família” no passado e chegou a dizer à revista “Veja” que o considerava o “maior programa de compra de votos do mundo”. Hoje, reconciliado com o PT, diz que quer ser senador para ajudar Paulo Câmara a conseguir os recursos para pagar o 13º desse programa, que é uma de suas promessas de campanha.

A massificação – A ordem do “marketing” de Armando Monteiro (PTB) é massificar a frase “se a gente não mudar, fica tudo como está”, pois pesquisas qualitativas indicam que ela está sendo bem assimilada pelos eleitores, sobretudo do Recife e cidades da área metropolitana.

A expulsão – Ao se deixar fotografar ontem no Recife ao lado de um cartaz com um retrato de Jair Bolsonaro (PSL), Júlio Lossio pode ter dado pretexto à Rede de Marina Silva para expulsá-lo do partido. Anteontem, o PSB expulsou o prefeito de Chapecó (SC) pelo mesmo motivo.

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Inaldo Sampaio

O pensamento de “direita” em Pernambuco sempre foi forte desde a fase anterior ao golpe de 64

Bolsonaro tem hoje em Pernambuco 17% das intenções de voto, segundo a última pesquisa do Ibope divulgada pela TV Globo. Ele perde apenas para Fernando Haddad, que tem 26% e ainda com chão para crescer, graças ao apoio do ex-presidente Lula. Isso significa que o PSL se equivocou ao não lançar o seu próprio candidato ao governo estadual. Provavelmente perderia, mas poderia eleger uma boa bancada de deputados federais e estaduais na esteira do “bolsonarismo”, que se manifesta forte em Pernambuco. Aqui, o pensamento de “direita” sempre foi forte desde o período que antecedeu o golpe militar de 64. Apenas os políticos identificados com esse pensamento tinham vergonha de se assumir como “de direita” para não serem apontados como co-responsáveis pela queda do governador Miguel Arraes, as prisões arbitrárias, as torturas e a supressão das liberdades que se seguiram àquele período. Agora, não. Quem é de “esquerda” se assume como tal, e quem é de “direita”, idem. E não há nada demais nisso, pois seria inadmissível que num país com 200 milhões de habitantes as concepções de mundo fossem as mesmas. Assim, o coronel PM Luiz Meira, se não tivesse sido impedido de disputar, poderia estar hoje com 5% ou 6% de intenções de voto, o suficiente para levar a disputa ao 2º turno e arrastar consigo pelo menos dois deputados federais e quatro estaduais.

Novo livro de Magalhães

Será lançado em meados de outubro o novo livro de Roberto Magalhães intitulado “Lições do passado e desafios do século XXI”. Ele externa suas impressões sobre parte da história do Brasil, e de Pernambuco, em particular, exaltando todos os nossos mártires. E conclui: “Nós, brasileiros, devemos nos envergonhar do Brasil de hoje, e nos orgulhar do Brasil do passado”.

Bom debate – O debate entre Paulo Câmara (PSB), Armando Monteiro (PTB), Maurício Rands (PROS) e Dani Portela (PSOL) promovido ontem pela Rádio Liberdade (Caruaru) teve grande audiência no Agreste porque foi transmitido por um “pool” de emissoras daquela região.

A desgraça – Do advogado Paulo Henrique Maciel, defensor de presos políticos durante o regime militar: “A pior desgraça que há na política brasileira, hoje, é esse Jair Bolsonaro, que teve a insensatez de fazer elogios ao general Carlos Alberto Brilhante Ustra, o único torturador brasileiro reconhecido pela Justiça”.

Com tudo – A tropa de Paulo Câmara (PSB) começa a ocupar, a partir de hoje, todas as cidades da área metropolitana para tentar evitar um 2º turno entre ele e Armando Monteiro (PTB). É voz corrente na Frente Popular que se Paulo não vencer no 1º, pode se complicar no segundo.

De volta – Se as pesquisas estiveram certas, Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE) estarão de volta ao Senado a partir de fevereiro, assim como Jarbas Vasconcelos (PE). Quem não está muito bem em Roraima é Romero Jucá (3º colocado). Todos pertencem ao MDB.

Aviso prévio – Por equívoco, a coluna informou ontem que os candidatos a senador do prefeito do Cabo, Lula Cabral, eram Jarbas Vasconcelos e Bruno Araújo (PSDB). Na verdade, são Bruno e Humberto Costa (PT). Lula avisou previamente ao governador que não apoiaria Jarbas.]

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Fogo Cruzado – Por Inaldo Sampaio

Inaldo Sampaio

Lula Cabral e Júnior Matuto, ambos do PSB, não estão apoiando o senador Humberto Costa

A assessoria de Mendonça Filho calcula que 70 prefeitos da Frente Popular o estão apoiando para senador, porém essas contas devem ser vistas com reservas. O apoio da maioria deles é apenas da boca para fora, pois nada fizeram até agora para traduzir esse apoio em votos. Um desses prefeitos é o de São José do Egito, Evandro Valadares, filiado ao PSB. Dia 27 do mês passado, ele e outros 13 prefeitos da Frente Popular almoçaram com Mendonça, no Recife, a pretexto de declarar-lhe apoio. Muito bem. Sábado passado, ele recebeu em sua cidade o governador Paulo Câmara e seus candidatos a senador Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa. Reuniu seus aliados num clube e se deixou fotografar com a chapa completa. Dia seguinte, após a divulgação de que havia abandonado Mendonça, ele gravou um vídeo declarando apoio “ao meu amigo particular Mendonça Filho”. Dá para acreditar em políticos assim? Apoio de verdade é o do prefeito do Cabo, Lula Cabral (PSB), a Bruno Araújo e a Jarbas Vasconcelos. Lula fez domingo uma carreata gigante e avisou previamente à Frente Popular: “Não tragam o senador Humberto Costa”. O mesmo fez o prefeito de Paulista, Júnior Matuto, sexta-feira da semana passada. Ele reuniu cerca de 500 pessoas no Hotel Amoaras (entre secretários, secretários adjuntos, diretores de empresas, vereadores e suplentes) para apresentar Mendonça como um de seus candidatos (o outro é Jarbas). E, num inflamado discurso, declarou: “Esta aqui é a minha tropa, Mendonça! E quem não estiver com você não está comigo”. Mendonça, às lágrimas, agradeceu o apoio com essas palavras: “Júnior, você sempre foi um cara muito correto comigo. Uma coisa é ter apoio, outra é vestir a camisa como você está fazendo. Nunca vou esquecer o seu gesto”. Como Valadares existem muitos, e como Matuto há muito poucos. E o próprio Mendonça deve saber disto.

Segunda tentativa

Fernando Monteiro (PP) candidatou-se a deputado federal em 2014, ficou na 2ª suplência mas assumiu devido à convocação de 4 deputados para o secretariado de Paulo Câmara. Agora, tem o apoio de prefeitos que não tinha: Botafogo (Carpina), Humberto Mendes (Santa Maria da Boa Vista), Chico Siqueira (Ipubi), Arquimedes Valença (Buíque), Rafael Cavalcanti (Afrânio) e Tato (Itamaracá).

O trato – Bruno Pereira (PTB), prefeito de São Lourenço, vai votar em Guilherme Uchoa Júnior (PSC) para deputado estadual. O compromisso era com o pai mas devido à morte dele no último mês de julho resolveu votar no filho. O federal é do seu partido: Zeca Cavalcanti.

A arrancada – Candidata a deputada estadual pelo PP, a vereadora Aline Mariano acha que consolidou sua vitória após o apoio do prefeito de sua terra (Afogados da Ingazeira), José Patriota (PSB), que é também presidente da Amupe, que leva consigo 9 dos 11 vereadores.

Adesão – Impedido de disputar o governo estadual pelo PRP, o coronel Luiz Meira fará amanhã um almoço adesão a sua candidatura de deputado federal no Spettus do Derby. À noite, o advogado Antônio Campos (Podemos) fará um jantar de adesão no Manny Deck Bar (Olinda).

A batalha – Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro (PTB) estão cientes de que a batalha pelo governo estadual será travada na RMR, que tem 3 milhões de eleitores. O governador insistirá na tese da “continuidade” e o senador no “se você não mudar, fica tudo como está”.

Alie-se! – Vera Magalhães, comentarista da Rádio Jovem Pan (SP), inclui Jarbas Vasconcelos (MDB) na categoria dos políticos que seguem esta máxima: “Quando você não pode vencer um adversário, junte-se a ele!”. Jarbas aliou-se a Eduardo Campos em 2014, e a Lula em 2018.

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FOGO CRUZADO POR INALDO SAMPAIO

Maioria dos aliados de Armando Monteiro defende o apoio ao candidato Ciro Gomes

Pressionado por correligionários para definir logo quem será o seu candidato a presidente da República, o senador e candidato petebista ao governo estadual, Armando Monteiro, pediu mais uma semana de prazo para refletir. Como ele descarta apoio a Fernando Haddad, a Marina Silva e a Jair Bolsonaro, concluiu-se que está entre duas opções do seu campo político: Geraldo Alckmin e Ciro Gomes. Alckmin lhe criaria menos problemas na sua coligação, pois já é o candidato dos seus senadores Mendonça Filho e Bruno Araújo, da prefeita Raquel Lyra e dos ex-governadores João Lyra Neto, Joaquim Francisco, Roberto Magalhães e Gustavo Krause. Mas é também o candidato de Jarbas Vasconcelos e do vice-governador Raul Henry e isso certamente geraria confusão na cabeça de muitos eleitores. Ciro Gomes, o candidato preferido pela maioria dos “armandistas”, também seria uma solução de natureza heterodoxa, pois o PDT está na coligação de outro candidato a governador, que é o ex-deputado Maurício Rands. Em todo caso, o candidato petebista terá que fazer opção por um dos dois, e qualquer que seja a sua escolha lhe trará algum tipo de desconforto. Alckmin é o candidato do equilíbrio, da ponderação, da serenidade. Mas o PSDB nunca foi bem visto em Pernambuco e parece estar meio saturado em São Paulo, onde sempre teve o seu maior reduto. Já Ciro nasceu no Nordeste e tem a vantagem de ser o candidato preferido pela maioria dos petebistas. Adiar este anúncio por mais uma semana poderá deixá-lo sem nenhuma repercussão nos meios políticos.

Passeata sem Jarbas

O prefeito do Cabo, Lula Cabral (PSB), arrastou milhares de pessoas ontem numa caminhada que teve a presença de Paulo Câmara (PSB) e Humberto Costa (PT), e de sua filha, Fabíola Cabral (PP), que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa. Jarbas Vasconcelos (MDB) não participou do evento porque o segundo senador do prefeito é Bruno Araújo (PSDB).

Em Olinda – Após participar, em Olinda, da inauguração do comitê de Antônio Campos, candidato a deputado estadual pelo Podemos, Armando Monteiro (PTB) voltou lá ontem para fazer uma caminhada ao lado de Izabel Urquiza (PSC), também candidata a estadual.

Sem agenda – Se depender dos seus assessores, Alckmin (PSDB) não virá mais nenhuma vez ao Nordeste até o final do primeiro turno. A “energia” que ele gastaria aqui, com pouca chance de crescer, prefere gastar no Sul e no Sudeste, onde continua perdendo para Bolsonaro (PSL).

É cedo – Cid Gomes, irmão de Ciro, ex-governador do Ceará e candidato ao senador pelo PDT com mais de 60% de intenções de voto no Ibope, estava com viagem marcada sábado ao Recife para conversar com Armando Monteiro. Mas o senador pediu que o encontro fosse adiado.

O equívoco – Um grande empresário de Pernambuco, amigo de Mendonça e de Jarbas, chegou a dizer que era capaz de apostar a própria vida como o primeiro não enfrentaria o segundo na disputa pelo Senado. Mendonça não só está enfrentando, como batendo forte no ex-aliado.

O poste – Fernando Haddad, que deve vir a Pernambuco na próxima semana, é o melhor quadro de que o PT dispunha para concorrer ao Planalto: ex-ministro da educação, ex-prefeito de São Paulo e professor da USP. Agora, só apresentar-se como “candidato de Lula” é muito pouco. É preciso dizer a que veio, e que não será um “poste” como Dilma foi.

Maioria dos aliados de Armando Monteiro defende o apoio ao candidato Ciro Gomes

Pressionado por correligionários para definir logo quem será o seu candidato a presidente da República, o senador e candidato petebista ao governo estadual, Armando Monteiro, pediu mais uma semana de prazo para refletir. Como ele descarta apoio a Fernando Haddad, a Marina Silva e a Jair Bolsonaro, concluiu-se que está entre duas opções do seu campo político: Geraldo Alckmin e Ciro Gomes. Alckmin lhe criaria menos problemas na sua coligação, pois já é o candidato dos seus senadores Mendonça Filho e Bruno Araújo, da prefeita Raquel Lyra e dos ex-governadores João Lyra Neto, Joaquim Francisco, Roberto Magalhães e Gustavo Krause. Mas é também o candidato de Jarbas Vasconcelos e do vice-governador Raul Henry e isso certamente geraria confusão na cabeça de muitos eleitores. Ciro Gomes, o candidato preferido pela maioria dos “armandistas”, também seria uma solução de natureza heterodoxa, pois o PDT está na coligação de outro candidato a governador, que é o ex-deputado Maurício Rands. Em todo caso, o candidato petebista terá que fazer opção por um dos dois, e qualquer que seja a sua escolha lhe trará algum tipo de desconforto. Alckmin é o candidato do equilíbrio, da ponderação, da serenidade. Mas o PSDB nunca foi bem visto em Pernambuco e parece estar meio saturado em São Paulo, onde sempre teve o seu maior reduto. Já Ciro nasceu no Nordeste e tem a vantagem de ser o candidato preferido pela maioria dos petebistas. Adiar este anúncio por mais uma semana poderá deixá-lo sem nenhuma repercussão nos meios políticos.

Passeata sem Jarbas

O prefeito do Cabo, Lula Cabral (PSB), arrastou milhares de pessoas ontem numa caminhada que teve a presença de Paulo Câmara (PSB) e Humberto Costa (PT), e de sua filha, Fabíola Cabral (PP), que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa. Jarbas Vasconcelos (MDB) não participou do evento porque o segundo senador do prefeito é Bruno Araújo (PSDB).

Em Olinda – Após participar, em Olinda, da inauguração do comitê de Antônio Campos, candidato a deputado estadual pelo Podemos, Armando Monteiro (PTB) voltou lá ontem para fazer uma caminhada ao lado de Izabel Urquiza (PSC), também candidata a estadual.

Sem agenda – Se depender dos seus assessores, Alckmin (PSDB) não virá mais nenhuma vez ao Nordeste até o final do primeiro turno. A “energia” que ele gastaria aqui, com pouca chance de crescer, prefere gastar no Sul e no Sudeste, onde continua perdendo para Bolsonaro (PSL).

É cedo – Cid Gomes, irmão de Ciro, ex-governador do Ceará e candidato ao senador pelo PDT com mais de 60% de intenções de voto no Ibope, estava com viagem marcada sábado ao Recife para conversar com Armando Monteiro. Mas o senador pediu que o encontro fosse adiado.

O equívoco – Um grande empresário de Pernambuco, amigo de Mendonça e de Jarbas, chegou a dizer que era capaz de apostar a própria vida como o primeiro não enfrentaria o segundo na disputa pelo Senado. Mendonça não só está enfrentando, como batendo forte no ex-aliado.

O poste – Fernando Haddad, que deve vir a Pernambuco na próxima semana, é o melhor quadro de que o PT dispunha para concorrer ao Planalto: ex-ministro da educação, ex-prefeito de São Paulo e professor da USP. Agora, só apresentar-se como “candidato de Lula” é muito pouco. É preciso dizer a que veio, e que não será um “poste” como Dilma foi.

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Coluna Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Prefeito de Paulista deixa Humberto Costa de lado e marcha com Mendonça Filho

A assessoria de Mendonça Filho está divulgando que ele já tem o apoio de mais de 50 prefeitos da Frente Popular. É o chamado “apoio da gratidão”, pois quando ele estava à frente do Ministério da Educação arranjou recursos para todos os prefeitos que o procuraram, fossem do governo ou da oposição. No entanto, a maioria desses prefeitos o apoiam apenas formalmente, como é o caso do de São José do Egito, Evandro Valadares (PSB). Declarou apoio ao ex-ministro, participou de um almoço com ele, no Recife, mas não moveu uma palha até agora no sentido de mandá-lo para o Senado. Quem está apoiando de verdade faz como o prefeito de Paulista, Júnior Matuto (PSB), que reuniu ontem no auditório do Hotel Amoaras, em Maria Farinha, todos os seus secretários, diretores, dirigentes de empresas, etc, para fazer uma determinação: “Quem não estiver com Mendonça, não está comigo”. E pediu a todos para, a partir de ontem, vestirem a camisa do candidato, indo às ruas pedir votos para ele. Isto, sim, é que é apoio de verdade. Só dizer que estar apoiando sem fazer uma reunião com seus liderados para apresentar o candidato é apenas um apoio de faz de conta.

Cadê a UPA?

Durante sua passagem, hoje, por São José do Egito, o governador Paulo Câmara será cobrado pela promessa feita, e não cumprida até agora, de construir uma UPA no município. Muitas UPAs foram prometidas, e construídas, mas algumas delas permanecem fechadas por falta de recursos para o seu funcionamento.

A diferença – O candidato da Rede ao governo estadual, Júlio Lossio, diz em seus discursos pelo interior que prometer hospitais é fácil e que difícil é mantê-los. “Com 40 milhões de constrói um hospital de tamanho médio, mas isso é o que se gasta para mantê-lo durante 1 ano”.

As mulheres – Bolsonaro (PSL) continua liderando as intenções de voto para presidente da República mas só vencerá a eleição no segundo turno se conseguir reduzir sua taxa de rejeição pelo eleitorado feminino, que é enorme.

A reeleição – Eriberto Medeiros (PP), presidente da Assembleia Legislativa, desistiu da eleição para deputado federal porque achou mais cômodo permanecer na Casa de Joaquim Nabuco. Se for reeleito, já partirá forte para disputar de novo a presidência da Alepe.

 Segundo turno – Se Fernando Haddad (PT) chegar a 20% das intenções de voto no final deste mês, irá disputar o segundo turno com Bolsonaro (PSL) e terá o apoio de Ciro Gomes (PDT).

Tio e sobrinha – Fabíola Cabral (PP), filha do prefeito do Cabo, Lula Cabral e candidata a deputada estadual, é sobrinha do deputado e candidato à reeleição Everaldo Cabral (PP).

Litoral norte – Este ano, o litoral norte conta com dois candidatos a deputado federal: Severino Ninho (PSB) e Flávio Barros (PSB). Este último é vereador em Paulista mas não tem o apoio do prefeito Júnior Matuto (PSB), que apoia João Campos (PSB).

É fraquinha – Cada vez que Marina Silva (Rede) dá entrevista, perde votos em sua campanha presidencial. Ela só diz o óbvio e embora tenha deixado o discurso ambientalista em plano secundário, “entende” tanto de economia como Bolsonaro.

De carro – Como diz o poeta Diomedes Mariano, seria bom que o governador Paulo Câmara fosse hoje, de carro, para o sertão do Pajeú. Gastaria pelo menos 1h30 para andar na buraqueira da estrada que liga Sertânia a Tuparetama, mas pelo menos veria com os próprios olhos o estado de degradação em que a rodovia se encontra.

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Tasso Jereissati reconhece que o PSDB não deveria ter feito parte do governo Michel Temer

A campanha deste ano está sendo aproveitada por alguns políticos para sessões de autocrítica. O governador Paulo Câmara foi quem primeiro fez uso dessa prática ao confessar-se “arrependido” por ter dado apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. É possível que no íntimo ele continue achando que “aquela mulher” tinha mesmo que sair por ter perdido as condições mínimas de governabilidade. Ela tinha o apoio de menos de um terço do Congresso e isso nas democracias presidencialistas geralmente culmina com o afastamento do chefe do governo. No entanto, o governador viu-se forçado a admitir seu arrependimento por questões eleitorais. O PSB se aliou novamente ao PT e o senador Humberto Costa certamente não iria gostar se ele não tivesse feito essa autocrítica, tanto que parou de chamar de “golpistas” os que votaram a favor do impeachment, entre eles todos os deputados federais do PSB pernambucano. Agora surge um novo “arrependido”, desta vez no PSDB: o senador Tasso Jereissati, ex-governador do Ceará e ex-presidente nacional do partido. Numa entrevista dada ontem ao jornal “O Estado de São Paulo”, ele admite que o PSDB cometeu uma série de “erros memoráveis”, sendo o primeiro deles questionar judicialmente o resultado da eleição que deu a vitória a Dilma Rousseff. O segundo foi votar contra projetos que o PSDB sempre defendeu “só para ser contra o PT” e, finalmente, fazer parte do governo Temer indicando os ministros José Serra, Bruno Araújo e Antonio Imbassahy. Tudo isso, somado aos “problemas de Aécio”, levaram o PSDB ao que é hoje.

Marcha pelo capitão

Sábado agora, haverá uma grande carreata em Garanhuns em prol da candidatura de Jair Bolsonaro, que é o 2º colocado em Pernambuco nas pesquisas de intenção de voto. Este evento terá a presença do candidato a deputado federal Luciano Bivar, presidente licenciado do PSL. A próxima caminhada será em Olinda e terá como organizador o ex-prefeito José Arnaldo (PSL).

Dança – Num evento em Lajedo, o deputado Álvaro Porto (PTB) botou Armando Monteiro (PTB) para dançar. O senador entrou no salão meio sem graça, mas dançou. Foi no ato em que o prefeito Rossini Blesmany (PSD) anunciou sua saída da Frente Popular para apoiar o PTB.

Patriotas – O partido Patriota pode até não eleger nenhum deputado federal em Pernambuco, mas dois candidatos estão trabalhando duro: André Siqueira (em Olinda) e Paulo Roberto (em Vitória de Santo Antão). Este último tem o apoio do ex-prefeito Elias Lira (PSD).

Desconforto – João Paulo, ex-prefeito do Recife e candidato a deputado estadual pelo PCdoB, está “desconfortável” na Frente Popular mas teve que engolir esta aliança em nome do “projeto Haddad”. Seu sonho é disputar a PCR em 2020 e vai pegar João Campos pelo PSB.

Muito prazer! – Mário de Paula Guimarães Gordilho. Conhece? É o novo superintendente da Sudene nomeado anteontem pelo presidente Michel Temer. A última vez que houve briga em Pernambuco por esse cargo foi no governo Sarney quando Arraes indicou Dorany Sampaio.

Pra fazer bonito – Candidato a senador na chapa de Armando (PTB), Mendonça Filho (DEM) colocou o filho, Vinicius, nos municípios em que era apoiado para deputado federal. Mas, para não passar vexame, o rapaz terá que sair da área metropolitana do Recife com grande votação.

Leia a coluna aqui.

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Secretaria de Agricultura solicita ao Governo do Estado regularização de assentamento

A Secretaria de Agricultura de Bezerros solicitou ao Governo de Pernambuco a regularização do Assentamento São José, localizado no distrito de Sapucarana. Lá residem mais de 120 famílias que atualmente vivem sem a certeza da posse da terra. O documento foi entregue diretamente nas mãos do Governdor Paulo Câmara pela funcionária Wellanne Custódia.

De acordo com o Secretário da pasta, Emanuel Messias, o local existe há 30 anos e hoje precisa se reguralizado. “São mais de 120 famílias que só tem aquele pedaço de chão, vamos aguardar a posição do estado com o título de posse para essas pessoas”, disse.

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Ciro, Alckmin e Haddad vão travar uma briga de foice por uma vaga no segundo turno

Amigo do ex-presidente Lula, o petebista Armando Monteiro declarou no início deste ano que votaria nele se candidato fosse novamente. Lula foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral e o PT, por decisão dele, indicou Fernando Haddad para substituí-lo na chapa presidencial. No entanto, Armando ainda não definiu quem irá apoiar em Pernambuco. Está à sua disposição o candidato Ciro Gomes, segundo colocado na mais recente pesquisa do Datafolha, perdendo apenas para Jair Bolsonaro, e com boas possibilidades de chegar ao segundo turno. Ele, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad vão travar uma briga de foice pela segunda vaga no segundo turno, dado que a primeira está destinada a Bolsonaro, a menos que ocorra um tsunami. O candidato do PDT é defendido pela maioria dos aliados de Armando por ter um perfil tipicamente de centro-esquerda, o que não agrediria os princípios defendidos pelo candidato a governador. A hora, pois, de abraçá-lo é agora, dado-lhe um segundo palanque em Pernambuco, já que o primeiro lhe foi oferecido pelo candidato Maurício Rands. Adiar essa decisão pode representar perda de “time”, a exemplo do que ocorreu com os candidatos a senador Mendonça Filho e Bruno Araújo em relação a Jarbas Vasconcelos. Viram-no crescer em silêncio e agora tentam desconstruir a sua imagem.

Adeus, politização!

Pernambuco sempre foi tido como uma dos Estados mais politizados do Brasil, mas essa “politização” foi para o espaço. Todo mundo se junta com todo mundo, independente de ideologia, e não acontece absolutamente nada. Em tempos idos, mas não muito idos, o eleitor jamais perdoaria uma aliança de Humberto Costa (PT) com Jarbas Vasconcelos (MDB).

Ato de apoio – Mendonça Filho (DEM) planeja realizar um ato político no Recife, na próxima semana, com todos os prefeitos da Frente Popular que o estão apoiando para o Senado. Pelas suas contas, já são 48, entre eles Professor Lupércio (Olinda) e Marcone Santana (Flores).

Vale tudo – Até o início da presente campanha, a Fetape, a CUT e o MST faziam oposição ao Governo do Estado. Hoje, todos apóiam Paulo Câmara. A Fetape tem um candidato a deputado estadual, Doriel Barros e a CUT um candidato a federal, Carlos Veras, ambos pelo PT.

Pra cima – O candidato a senador Bruno Araújo (PSDB), 5º colocado na pesquisa do Ipespe, foi aconselhado por amigos a se atirar de vez na campanha de Alckmin em Pernambuco, já que o tucano ainda pode chegar ao 2º turno, e partir com os dois pés para cima do PT e de Haddad.

Aliança – Izabel Urquisa (PSC), que já disputou a prefeitura de Olinda em duas eleições e por pouco não chegou lá, é candidata a deputada estadual fazendo dobradinha com Vinícius Mendonça (DEM), filho do ex-ministro e candidato a senador Mendonça Filho (DEM).

A vergonha – Se fosse vivo, o ex-senador José Richa (PR), um dos fundadores do PSDB em 1988 junto com a pernambucana Cristina Tavares, estaria morrendo de vergonha pela prisão do filho, Beto, que, como o pai, também governou o Paraná. O pai foi o 1º tucano a solidarizar-se com Arraes em 89 após o então governador de Pernambuco romper com o presidente Sarney.

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FOGO CRUZADO- POR INALDO SAMPAIO

Coube ao deputado Sílvio Costa chamar o deputado Jarbas Vasconcelos para o confronto

Se o comando da campanha de Armando Monteiro tivesse ouvido os conselhos do deputado Álvaro Porto, talvez a disputa pelas duas vagas de senador em Pernambuco estivesse em outro patamar. Em discurso na Assembleia Legislativa há cerca de dois meses, o representante do PTB dizia ser necessário mostrar na TV o que o senador Humberto Costa dizia do deputado Jarbas Vasconcelos, e vice-versa, para golpear os dois. O senador chamava Jarbas de “golpista”, por ter votado a favor do impeachment de Dilma Rousseff, ao passo que o deputado chamava o petista de “perdedor de eleições”, em alusão aos insucessos eleitorais que coleciona nas eleições que disputou. Como o mundo dá muitas voltas, e a política mais ainda, Humberto e Jarbas hoje são aliados e ameaçando conquistar as duas vagas do Senado pela Frente Popular. Assustado com essa possibilidade, o também candidato Mendonça Filho, que foi vice-governador de Jarbas, ensaiou leves ataques ao ex-aliado, mas sem colocar as suas digitais. Diz que Jarbas pertence ao partido de Temer, que votou a favor do impeachment, e que chamou o bolsa família de “o maior programa de compra de votos do mundo”. Tudo verdade. Mas talvez seja tarde demais para afastá-lo do pódio. Mais expansivo e mais brigão, coube ao “outsider” Sílvio Costa chamar Jarbas para o confronto desferindo-lhe ataques no campo pessoal: “mau caráter”, “oportunista”, e por aí vai. A Jarbas, certamente, essa briga não interessa, pois ela só favoreceria ao deputado, que também está no jogo pela disputa de uma cadeira no Senado.

Pelo voto no 13 

Enfim, Lula se convenceu de que não pode ser candidato a presidente da República e deve  anunciar hoje Fernando Haddad como candidato do PT. Em Pernambuco, os aliados de Haddad vão pedir aos eleitores que “votem no 13” porque o tempo é curto para massificar o nome dele.

Salada – Em Pernambuco, a salada em relação à campanha para o Senado deixa os eleitores confusos. Em São José do Egito, o ex-deputado José Marcos, vice-presidente estadual do PR, vota em Armando pra governador, Humberto Costa (PT) e Bruno Araújo (PSDB) para senador.

Sem campanha – Raro é o prefeito de Pernambuco, do governo e da oposição, que está fazendo campanha para senador. Eles pedem votos pra governador, deputado estadual e federal. E priu. Não pedem votos para presidente, porque não adianta, e muito menos para senador.

Exceção – Os 3 principais grupos de Floresta apóiam Paulo Câmara pra governador – Rodrigo Novaes (PSD), Kaio Maniçoba (SD) e o prefeito Ricardo Ferraz (PRB), mas sobrou um líder com Armando Monteiro: o ex-candidato a prefeito Cacá Ferraz, filho do ex-deputado Afonso Ferraz.

Recomendação – Candidato a deputado estadual pelo Podemos, o advogado Antônio Campos diz que seu voto para presidente é de Álvaro Dias. Mas defende que as esquerdas se unam em torno do candidato Ciro Gomes (PDT), o único que pode derrotar Bolsonaro (PSL) no 2º turno.

A decepção – Sem ter quem faça sua campanha em Pernambuco, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) vai ter uma votação melancólica no Estado. Não existe campanha dele em canto nenhum. Vai sobrar para Bruno Araújo, que está fazendo sua campanha de senador e deixando a de Alckmin em 2º plano.

A honra – É questão de honra para Júlio Lossio (Rede) derrotar Armando Monteiro (PTB) e Paulo Câmara (PSB), em Petrolina, a fim de se credenciar para tentar voltar à prefeitura em 2020.

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Mendonça Filho e Bruno Araújo não se sentem à vontade para atacar Jarbas Vasconcelos 

O deputado Jarbas Vasconcelos declarou desde o início do ano que votaria em Alckmin para presidente, mesmo que seu partido lançasse candidato à sucessão de Temer, e está honrando o compromisso. Não foi ao ato da Frente Popular em Garanhuns para tomar a “bênção” ao virtual candidato do PT, Fernando Haddad, e não dá um pio sobre o ex-presidente Lula, de quem é conhecido desafeto. Paradoxalmente, se favorece da força de Lula em Pernambuco, que está arrastando Paulo Câmara e, por tabela, seus dois candidatos a senador, que são o próprio Jarbas e o petista Humberto Costa. Como Jarbas está aliado ao PT, os próprios petistas evitam lembrar o que ele dizia do partido e do próprio Lula, bem como o voto dele a favor do impeachment de Dilma Roussef. Essa tarefa cabe a Sílvio Costa, que também disputa uma vaga de senador pelo Avante. Jarbas também se favorece por estar sendo poupado pelos candidatos a senador Mendonça Filho e Bruno Araújo, ambos da chapa de Armando Monteiro. Mendonça foi vice-governador dele e Bruno o líder do seu governo na Assembleia Legislativa. Sendo assim, Jarbas segue voando em céu de brigadeiro. Os lulistas não exploram a oposição que ele fez a Lula e ao PT, o ex-presidente pele votos para Paulo Câmara, e consequentemente para ele e Humberto Costa. E os dois senadores de Armando não se sentem à vontade para confrontá-lo.

Três na parada

Com mais de 100 mil habitantes, Santa Cruz do Capibaribe tem três candidatos a deputado estadual nessas eleições e todos eles com boas chances de vitória: Alessandra Vieira (PSDB), Thallys Maia (Avante) e Diogo Moraes (PSB). Alexandra é casada com o prefeito Édson Vieira, Thallys é filho do ex-prefeito José Augusto e, Diogo 1º secretário da Assembleia Legislativa.

Comitês – Depois que Bolsonaro (PSL) foi alvo de tentativa de morte, estão sendo formados em várias partes do Brasil comitês de apoio à candidatura dele. Em Pernambuco são seus cabos eleitorais Luciano Bivar (PSL) e Marco Aurélio (PRTB), candidatos a deputado federal e estadual, respectivamente.

Sem palanque – Armando Monteiro ficou em palanque em Floresta. Os três grupos políticos de lá apóiam Paulo Câmara: os deputados Rodrigo Novaes (PSD) e Kaio Maniçoba (PROS) e o prefeito Ricardo Ferraz (PRP).

Ordem unida – Nilton Mota (PSB), coordenador da campanha de Paulo Câmara à reeleição, reuniu em Afogados da Ingazeira todos os vereadores da região para recomendar o voto na chapa fechada. O prefeito de São José do Egito, Evandro Valadares (PSB), soube da reunião e recomendou aos seus vereadores que é pra votar em Jarbas e Mendonça Filho.

Cabo eleitoral – O principal cabo eleitoral de Armando Monteiro em Petrolina é o prefeito Miguel Coelho, que com pouco mais de um ano de mandato transformou a cidade num “canteiro de obras”, fruto de dezenas de convênios celebrados com o governo federal.

Um ou outro – Ex-prefeito de Ingazeira e coordenador da campanha da Frente Popular no Pajeú, Luciano Torres (PSB) contou no Recife que lá só se fala em dois candidatos: Lula e Bolsonaro. “Os outros é como se não existissem”, disse ele.

Pesquisa – Antes de o PT “rifar” Marília Arraes, ela aparecia numa pesquisa encomendada pelo prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), com 23% de intenções de voto. Agora ele vota em Armando pra governador e nela para deputada federal.

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Imprensa internacional chama Bolsonaro de “candidato da extrema direita”

Se alguém ainda tem dúvida quanto as chances de Bolsonaro nessas eleições, trate logo de ir tirando o cavalinho da chuva. Ele já era o 1º nas pesquisas antes de sofrer tentativa de homicídio em Juiz de Fora (MG), na última quinta-feira, e após o condenável episódio, que comoveu uma grande parte dos brasileiros, consolidou-se como o primeiro colocado no primeiro turno das eleições presidenciais. O problema agora é saber quem disputará com ele o segundo turno, já que há empate técnico, hoje, entre Marina Silva, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, não se devendo esquecer que Fernando Haddad, o candidato de Lula, não é carta fora do baralho devido à força do “lulismo” na região Nordeste. Se o candidato do PT for para o segundo turno com Bolsonaro, pergunta-se: o eleitorado não petista das regiões Sul e Sudeste votará em quem? Claro que no capitão do Exército, cuja maior propagada negativa, hoje, é ser chamado pela imprensa internacional de “candidato da extrema direita”.

Dados do PIB de Pernambuco

Próxima segunda-feira (10), a Agência Condepe/Fidem divulgará, às 10 horas, os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco do 2º trimestre de 2018. Pernambuco foi o Estado que mais sofreu com a Lava Jato, tendo perdido cerca de 70 mil postos de trabalho só em Suape.

Cancelamento – Jair Bolsonaro (PSL) deveria visitar Pernambuco na próxima terça-feira para participar de um evento em companhia do candidato a deputado federal Luciano Bivar (PSL). Agora, só no 2º turno.

Dobradinha – O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) está fazendo dobradinha em Sertânia com o deputado federal João Fernando Coutinho (PROS). Moraes é o candidato do prefeito Ângelo Ferreira.

Eis os homens – O prefeito de Carpina, Manuel Botafogo (PDT), apresentou ontem a sua chapa para as próximas eleições: Vinícius Labanca para deputado estadual e Fernando Monteiro para deputado federal, ambos do PP.

Furo na Mata – O advogado e ex-prefeito de Carpina, Joaquim Lapa, declarou ontem que está apoiando o deputado Sílvio Costa (Avante) para senador. Sílvio se declara “lulista”, mas não “petista”, e já está com 12% de intenções de votos, segundo o Ibope.

Mais segurança – O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, garante que após o ataque sofrido por Jair Bolsonaro (PSL) o efetivo da Polícia Federal destinado à segurança dos candidatos à Presidência da República será ampliado em 60%.

É abilolado – Como se previa, familiares de Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, o homem que tentou matar Bolsonaro (PSL), garantem que há muito tempo ele dizia “coisas sem nexo”. Até pela aparência dá para notar que ele – membro a Igreja Evangelho Quadrangular – é meio abilolado.

Ódio por ódio – De Dilma Rousseff (PT), candidata ao Senado por Minas Gerais, sobre o atentado sofrido por Bolsonaro: “O Brasil é um país que não gosta do ódio. O ódio, quando se planta, você colhe tempestade”.

No Sertão – O deputado estadual Clodoaldo Magalhães (PSB) visitou ontem São José do Egito, no Sertão, onde tem o apoio do prefeito Evandro Valadares (PSB). Ele, que é educadíssimo, deve estar estranhando muito o temperamento do prefeito.

Às boas – O governador Paulo Câmara (PSB) fará hoje uma visita à ex-prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba (PSB), de quem andou afastado durante vários meses.

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Coluna Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Jair Bolsonaro está se aproximando perigosamente da Presidência da República

 Até a última sexta-feira, dia 31, a estratégia de Lula para se manter na mídia deu resultado. Não houve um só dia, da data de sua prisão, em 10 de abril, até hoje, em que ele não tenha aparecido nas páginas dos jornais e nos noticiários das rádios e das TVs com um “fato novo”. Ele esticou a corda até o limite do possível, mandando o PT dizer ao Brasil que seria candidato a presidente da República, quando até os carcereiros de Curitiba sabiam que o TSE iria indeferir o pedido de registro de sua candidatura com base na Lei da Ficha Limpa. Agora, definitivamente fora do páreo, o desafio do líder petista é transferir os votos que teria para o “poste” Fernando Haddad. Em passado recente, ele colocou luz em dois “postes” petistas – Dilma Rousseff em 2010, eleita presidente da República e reeleita em 2014, e o próprio Haddad em 2012, eleito prefeito de São Paulo, embora não reeleito em 2016. O país está a 1 mês da data das eleições e nesses 30 dias o ex-presidente vai tentar transferir pelo menos metade dos seus votos (39% no último Datafolha do mês de agosto) para o ex-prefeito de São Paulo, que ainda é desconhecido por mais de 40% dos eleitores. Caso consiga reacender esse “poste”, Haddad disputaria o segundo turno com Jair Bolsonaro, que está se aproximando perigosamente da Presidência da República menos por suas qualidades (que são poucas) e mais pelos defeitos dos seus adversários (que são muitos).

O desânimo com Alckmin

A torcida de Alckmin (PSDB) em Pernambuco, a começar pelo deputado Jarbas Vasconcelos (MDB), está cada dia mais desanimada com a performance dele nas pesquisas. Ele tem o apoio do “centrão” e o maior tempo no guia eleitoral, mas nem assim chega aos dois dígitos. Suas entrevistas em tom professoral não o ajudam a decolar em direção ao segundo turno.

O canal – Júlio Lossio, candidato da Rede ao Governo do Estado, deve a Dorany Sampaio, ex-presidente regional do MDB, a boa relação que teve com Michel Temer à época do governo Dilma. Conta que se valeu do vice para conseguir recursos do governo federal porque Eduardo Campos, então governador, não o recebia.

Força feminina – Isabele Mendonça já é tida em Belo Jardim como candidata a prefeita em 2020 pelo PSB, com o apoio do marido, João, quatro vezes prefeito do município. A região está gostando de eleger mulheres: Madalena Brito (Arcoverde), Maria José (Pesqueira), Débora Almeida (São Bento do Una) e Raquel Lyra (Caruaru).

Elas por elas – Armando Monteiro (PTB) esteve ontem em Araripina para o lançamento da candidatura da deputada Socorro Pimentel (PTB) à reeleição. Semana passada Paulo Câmara (PSB) também esteve lá para inaugurar o comitê da deputada Roberta Arraes (PP).

Dois a um – Em Serra Talhada, o prefeito Luciano Duque (PT) está apoiando o deputado Augusto César (PTB), seu ex-adversário, à reeleição. Os dois apóiam Armando Monteiro (PTB) e vão medir forças com o deputado Sebastião Oliveira (PR), que conseguiu R$ 8 milhões com Paulo Câmara para a reforma do aeroporto do município.

É a cara – Nenhuma propaganda eleitoral é tão verdadeira quanto à do ex-prefeito José Queiroz (PDT) a deputado estadual: “A cara de Caruaru”. Não é à toa que ele foi prefeito quatro vezes e tem um filho, Wolney, na Câmara Federal e na presidência regional do PDT.

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Lossio elaborou o programa “Pernambuco pode mais” e viaja pelo interior à cata de votos

Júlio Lossio, ex-prefeito de Petrolina e candidato a governador pela Rede de Marina Silva, explicou no programa “Roda Viva Pernambuco”, da TV Nova, por que se sentiu desafiado a concorrer ao Palácio do Campo das Princesas numa eleição absolutamente desigual em relação à de Paulo Câmara e à de Armando Monteiro Neto. Ele declarou, inicialmente, que é chegada a hora de os eleitores pernambucanos “testarem” um governador vindo do sertão, já que os últimos que saíram daquela região foram Agamenon Magalhães (1950) e Nilo Coelho (1966),  dois dos melhores governantes que o Estado já teve. “Governador tem, necessariamente, que ser da capital?”, perguntou. Além de Nilo, tivemos mais dois governadores do interior durante o regime militar: Eraldo Gueiros (Canhotinho) e Moura Cavalcanti (Macaparana). Mas de 1982 para cá todos eles fizeram carreira política na capital: Roberto Magalhães, Miguel Arraes, Joaquim Francisco, Jarbas Vasconcelos, Eduardo Campos e Paulo Câmara. Lossio está convencido de que será “exceção” a esta regra e já anunciou no mencionado programa que pretende governar com apenas 10 secretarias, sendo que todos os secretários serão técnicos. Seu programa já está disponível na internet e tem o sugestivo título de “Pernambuco pode mais”.

Que respeito???

Sílvio Costa, candidato a senador pelo Avante, diz que não faz política “no campo pessoal” nem com ataque aos seus adversários. Mas ontem, durante entrevista à Rádio CBN, definiu como “nojenta” a chapa Jarbas/Humberto Costa para senador. Diz que jamais esquece o discurso de Jarbas na Câmara Federal dizendo que não via a hora de ver Lula “na condição de presidiário”.

Adesões – Armando Monteiro (PTB) ficou feliz com a adesão à sua candidatura do ex-prefeito de Panelas, Sérgio Miranda e da atual prefeita, Joelma Campos (PSB), eleita com 61% dos votos válidos. Já o ex-prefeito de Santa Maria da Boa Vista, Leandro Duarte, aderiu a Lossio.

Força popular – Eleito pelo PSDB, o prefeito de Timbaúba, Ulisses Felinto, fez uma das maiores manifestações até agora em prol da reeleição de Paulo Câmara (PSB). Ele vota em Milton Coelho (PSB) para deputado federal e em Antonio Moraes (PSDB) para estadual.

Auditoria – Caso seja eleito governador, o 1º ato de Júlio Lossio será fazer uma auditoria nas Organizações Sociais que administram os hospitais públicos de Pernambuco. Ele afirma que o gasto é “bilionário” e que é preciso verificar, primeiro, a relação custo/benefício.

Apostas do PT – Teresa Leitão, Dulcicleide Amorim, Doriel Barros, João da Costa e Rona Leite são as principais apostas do PT, nessas eleições, para deputado estadual. O partido acredita também na eleição de pelo menos três deputados federais, entre eles Fernando Ferro e Carlos Veras.

É o capitão – Marco Aurélio (PRTB), 1º secretário da Câmara do Recife, é um dos poucos políticos de mandato em Pernambuco que estão defendendo a candidatura de Bolsonaro (PSL) para presidente da República. Ele garante que o ex-capitão do Exército vai para o 2º turno “porque está diz exatamente aquilo que o povo quer ouvir”. E já se agarrou com ele.

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PAULO AMPLIA VANTAGEM SOBRE ARMANDO EM PESQUISA DO IBOPE

O Ibope divulgou nesta quarta-feira a segunda rodada de pesquisas para governador de Pernambuco. Paulo Câmara cresceu seis pontos e chegou a 33% das intenções de voto. Armando Monteiro também cresceu, oscilou dois pontos positivamente e atingiu a 24% seguido por Julio Lossio (Rede Sustentabilidade) 3%, Maurício Rands (PROS)  2%, Ana Patricia Alves (PCO), Dani Portela (PSOL) e Simone Fontana (PSTU) ficaram com 1% cada uma.

Para o senado, Jarbas (33%) e Humberto (30%) cresceram na pesquisa IBOPE; Veja dados aqui

Blog Edymar Lira

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