Eriberto segue para a reeleição na presidência da ALEPE

Aliado do vereador Gabeira (PP), Eriberto Medeiros deve ser reeleito presidente da ALEPE

Passado o processo eleitoral quando foram eleitos os 49 deputados estaduais com 25 reeeleitos e 24 novatos, a Assembleia Legislativa de Pernambuco já respira as articulações com vistas à eleição da mesa diretora. Com sete cargos no comando da Casa, há condições de respeitar a proporcionalidade e atender às maiores bancadas.

Com 11 parlamentares eleitos, o PSB que comanda a primeira-secretaria já trabalha na recondução de Diogo Moraes para o posto. Setores palacianos avaliam que a sua manutenção no cargo é mais fácil de viabilizar do que a construção de um novo nome para o posto. O mesmo se avalia no caso do presidente Eriberto Medeiros, filiado ao PP que possui dez deputados eleitos. Por Eriberto ser um deputado experiente e com excelente trânsito na Casa, não há motivos para disputa pelo cargo, havendo as condições políticas para a sua recondução.

Para os demais cargos, PSC, PT, DEM e PSD teriam direito a reivindicar espaços na mesa, cabendo ao PSC a primeira vice-presidência e os demais partidos poderiam trabalhar os outros quatro cargos restantes da mesa diretora. Porém, este não é o único espaço passível de entendimento entre os partidos. Ainda existem o comando das comissões e as lideranças do governo, da oposição e dos dezoito partidos representados na Casa.

O nome de Priscila Krause parece ser o escolhido pelo DEM para a mesa, Rodrigo Novaes surge como o nome natural do PSD e Teresa Leitão por ser a única deputada reeleita do PT, aparece como favorita para o posto. Já no PSC, há apenas uma dúvida se Guilherme Uchoa Junior ou Manoel Ferreira serão o indicado para a primeira vice-presidência neste primeiro biênio.

Na liderança do governo, o nome do deputado Isaltino Nascimento parece resolvido para o posto, uma vez que desde que ele retornou para a Casa em 2017 que desempenhou com maestria o papel. Enquanto na oposição, por ser do partido de Armando Monteiro, o deputado Alvaro Porto desponta como favorito para liderar os deputados que compuserem a bancada de oposição a Paulo Câmara na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

A eleição ocorrerá apenas no dia 1 de fevereiro, quando haverá a posse dos deputados eleitos no último dia 7 de outubro. Até lá as articulações seguirão a todo vapor, sobretudo para o comando das comissões, uma vez que os dois principais cargos, presidência e primeira-secretaria, existem favoritos para a recondução que são os atuais ocupantes.

Edmar Lyra

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Ex-prefeito de Pelotas é favorito para se eleger governador do Rio Grande do Sul no 2º turno

O PSDB saiu destroçado do primeiro turno dessas eleições tanto no plano nacional como também estadual. Seu candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin, teve uma votação pífia para quem foi governador de São Paulo quatro vezes, tinha o apoio de 9 partidos e o maior tempo de TV dentre todos os postulantes. É certo que o partido está no 2º turno em São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Roraima, mas independente de ganhar ou perder já encolheu na Câmara e no Senado. Em Pernambuco, então, o PSDB sofreu a maior derrota de sua história. Elegeu apenas 1 deputado estadual (Alessandra Vieira, de Santa Cruz do Capibaribe) e está sem qualquer perspectiva para as eleições municipais de 2020 no Recife e cidades da área metropolitana. O partido elegeu em 2016 para a prefeitura de Caruaru a então deputada Raquel Lyra, de tradicional família de políticos daquele município, de quem se esperava maior inserção na política pernambucana e nacional. No entanto, ela fez opção pela “não política”. Dedica-se apenas aos seus afazeres na prefeitura e não fala para o restante do Estado como uma liderança política emergente que se esperava que fosse. Além de ter apoiado um pepessista para a Câmara Federal (Daniel Coelho) e uma demista para a Assembleia Legislativa (Priscila Krause), nada disse até agora sobre a derrota dos seus candidatos Geraldo Alckmin, Armando Monteiro, Mendonça Filho e Bruno Araújo. De um líder não se espera o silêncio diante de resultados eleitorais, muito pelo contrário. Por isso era importante que ela também falasse para os pernambucanos sobre a política estadual, pois é assim que se constroem os grandes líderes. Taí o exemplo do ex-prefeito de Pelotas, Eduardo Leite, da mesma geração (36 anos) e do mesmo partido de Raquel. Está com um pé no governo do Rio Grande do Sul.

Miopia política

Quem conhece a política de Minas sabia que o governador Fernando Pimentel (PT) não seria reeleito e que Antonio Anastasia (PSDB) teria dificuldades por ser aliado de Aécio Neves. Era a vez, portanto, de o PSB entrar com Mário Lacerda, que deixou a prefeitura de BH bem avaliado. Mas o PSB rifou-o, em acordo com o PT, e Romeu Zema (Novo) ocupou o espaço e será eleito.

Históricos – Candidata à reeleição, a deputada Laura Gomes (PSB) obteve apenas 15.700 votos, mas deve ser chamada para fazer parte do governo Paulo Câmara. Ela tem crédito no PSB por ser um dos “históricos” do partido ao lado do marido, Jorge, que foi vice de Miguel Arraes.

Tá na cara! – Diz a sabedoria sertaneja que, pela cara, conhece-se o caráter de certas pessoas. Olhe-se para a cara de João Doria (PSDB) e de Márcio França (PSB) e tire as suas conclusões. Ambos disputam o governo de SP, sendo que Doria já foi chamado de “traidor” por Alckmin.

Fará falta – Humberto Costa (PT), senador reeleito, não entra no mérito das acusações que pesam sobre Romero Jucá (MDB-RR), senador não reeleito. Mas reconhece que ele fará falta ao Senado por ser um “bom parlamentar”, dos melhores, talvez, que aquela Casa já conheceu.

A mudança – Diversos deputados estaduais que estavam com dificuldades em seus partidos se abrigaram no PP para ver se escapavam, mas não adiantou. Foram eles Ricardo Costa, João Eudes, Vinicius Labanca e Beto Acyoli. Salvaram-se apenas Antonio Moraes e Joel da Harpa.

Não deu – Lucinha Mota, mãe da garota Beatriz que foi encontrada morta com 42 facadas nas dependências do Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, em 2015, candidatou-se a deputada estadual pelo PSOL mas só obteve 16.326 votos. Usaria o mandato para continuar procurando o assassino da filha.

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Fogo Cruzado- Por Inaldo Sampaio

Defensores a candidatura de Fernando Haddad falam em criar uma grande “frente democrática” para se contrapor a Jair Bolsonaro neste segundo turno da eleição presidencial. Alegam que se o ex-capitão do Exército vencer a eleição a democracia “estará em risco” porque ele nunca teve compromisso com os valores democráticos. Já chegou a defender o fechamento do Congresso Nacional, a tortura contra presos políticos, o fuzilamento do ex-presidente FHC e as ações praticadas pelo finado coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o único torturador do regime de 64 reconhecido oficialmente pela Justiça. No entanto, a formação de uma “frente democrática” a essa altura do processo teria pouco efeito prático. Quem é de Haddad já é dele, e quem é de Bolsonaro continua com ele. Além disso, uma frente dessa natureza para ter peso político teria que ter a presença de, pelo menos, dois ícones da política brasileira: Fernando Henrique Cardoso e Ciro Gomes. Mas ambos viajaram para a Europa e só pretendem voltar às vésperas do segundo turno. Sendo assim, Haddad vai ter que se coser com suas próprias linhas e não esperar por apoio de “frentes”.

Neta de ex-governador

A servidora da Fundação Joaquim Nabuco, Paula Pessoa Guerra, agredida fisicamente no último domingo, num bar do Recife, por portar propaganda contra Bolsonaro, é neta do ex-governador Paulo Guerra, que construiu o Hospital da Restauração na capital pernambucana. Hoje, o Hospital tem o nome dele, que era natural de Nazaré da Mata.

Cara de deputado – Primeiro suplente da bancada federal da Frente Popular, o ex-secretário de Administração, Milton Coelho (PSB), não tem com que se preocupar. Paulo Câmara vai chamar pelo menos um deputado federal para sua equipe para abrir vaga para ele na Câmara Federal.

Pra 2020 – Vários deputados que não foram reeleitos poderão disputar a prefeitura de seus municípios em 2020: Augusto César (Serra Talhada), Zeca Cavalcanti (Arcoverde), Laura Gomes (Caruaru) e Paulinho Tomé (Tupanatinga).

É de briga – O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que será o chefe da Casa Civil a Presidência da República se Bolsonaro ganhar a eleição, é tão de “briga” quanto o ex-capitão. Além do mais, é chato e arrogante. Mas já está sendo “paparicado” por dezenas de colegas.

Quem acredita? – Não reeleito senador em Roraima, Romero Jucá (MDB) diz ser um “homem pobre que vive de salário” e por isso vai procurar emprego a partir de março. Em Roraima, porém, diz-se que ele é dono de uma das maiores fortunas do Estado.

Deu nele próprio – Candidato a prefeito de Itapetim em 2016, Adelmo Moura (PSB) obteve 58% dos votos válidos. Agora, com o seu apoio, Paulo Câmara obteve lá 66% dos votos válidos, um dos maiores percentuais do Sertão do Pajeú.

É o fim – Denúncias de envolvimento em casos de corrupção fizeram com que o PSDB perdesse dois senadores praticamente certos: Beto Richa (PR) e Marconi Perillo (GO). Agora, para que o partido chegue ao fundo do poço, só falta FHC ser acusado de alguma coisa.

Na pauta – Geraldo Júlio (PSB) não vai querer abrir nem tão cedo a discussão sobre sua sucessão dentro do PSB, mas ela já está instalada independente da vontade dele. O candidato será Felipe Carreras ou João Campos, sendo que este último é o favorito.

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COLUNA FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Pernambuco deu ao Brasil Frei Caneca, Joaquim Nabuco e Agamenon Magalhães

Vez por outra, um engraçadinho (a) do Sul/Sudeste coloca nas redes sociais que o Nordeste é o estorvo do Brasil. Uma região de analfabetos por ter dado a vitória a Haddad no 1º turno da eleição presidencial. Por causa desse ódio aos nordestinos, o presidente da OAB-PE, Ronnie Duarte, pediu providências ao Ministério Público Federal para apurar os responsáveis por esse tipo de postagem. É perda de tempo, pois esses idiotas dificilmente serão identificados. O Nordeste tem que dar a resposta recorrendo à História, como costumava fazer Tancredo Neves (que falta ele está fazendo ao Brasil!). O sábio mineiro costumava dizer que o poderoso São Paulo, que tem ¼ dos eleitores do Brasil, nunca deu um estadista. Pernambuco deu Frei Caneca, Joaquim Nabuco e Agamenon Magalhães, para citar apenas esses três. E o que nos legou São Paulo nos últimos dois séculos? Ademar de Barros (o homem do “rouba mas faz”), Quércia (que Deus o tenha!) e Maluf (para citar também apenas três). Poderão dizer que FHC seria a exceção, mas isso é falso. Ele nasceu no Rio de Janeiro. Os que discriminam os nordestinos (lá em São Paulo é o que mais se vê), certamente eleitores de Bolsonaro, deveriam fazer o que ele fez anteontem em entrevista ao Jornal Nacional: “Quero ser presidente para unir o Brasil”.

Reduto de Lula e não do PT

Paulistas preconceituosos criticam o Nordeste por ser supostamente “reduto cativo” do PT. Não é verdade. O Nordeste pode até ser reduto de Lula, que muito fez pela região quando era presidente da República, mas não do PT. Em Pernambuco, por exemplo, Haddad, candidato de Lula, bateu Bolsonaro no 1º turno. Mas o PT elegeu apenas 2 deputados federais e 3 estaduais.

Sem partido – O vereador recifense Jayme Asfora, que não conseguir eleger-se deputado estadual, desligou-se ontem do PROS. Trocou o MDB por esse partido na esperança de encontrara mais “democracia interna”, mas se enganou. Vai ficar sem partido até abril de 2020.

Duas correções – Diferentemente do que se disse ontem na coluna, quatro deputados estaduais ampliaram suas votações em relação a 2014: Lucas Rampos (PSB), Joel da Harpa (PP), Rodrigo Novaes (PSD) e Clodoaldo Magalhães (PSB). Também está errada a informação de que Haddad perdeu em Petrolina.

A inversão – Como candidata a prefeita de Olinda em 2016, Luciana Santos (PCdoB) ficou em 4º lugar. Hoje é vice-governadora eleita e o candidato que o derrotou, Professor Lupércio (SD), não conseguiu eleger a mulher para a Assembleia Legislativa. A política só tem graça por causa disto.

A volta – O PCdoB garantiu também a eleição do ex-prefeito Renildo Calheiros para a Câmara Federal, um dos poucos de Olinda que se salvaram. Perderam a eleição os candidatos a deputado estadual Ricardo Costa (PP), Izabel Urquisa (PSC), Antonio Campos (Podemos) e Cláudia de Lupércio (SD). E o candidato a deputado federal André Siqueira (Patrriota).

A força – Júnior Matuto (PSB), prefeito de Paulista, deu a vitória em seu município aos seus candidatos a governador (Paulo Câmara), senadores (Jarbas e Mendonça) e deputado federal (João Campos). Mas seu estadual, Francismar Pontes, perdeu feito pela Gleide Ângelo (PSB).

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Fogo Cruzado- Por Inaldo Sampaio

Bolsonaro teve o apoio dos ricos de Boa Viagem e dos pobres de Casa Amarela

Seis partidos definiram ontem suas posições políticas no segundo turno da eleição presidencial. Trata-se apenas de simbolismo porque nesta fase da campanha, apoio de partido não vale absolutamente nada. O eleitor é quem vai escolher, sem influência de líderes políticos, entre Fenando Haddad ou Jair Bolsonaro, independente de recomendação partidária. No primeiro turno, pelo menos no Nordeste, o apoio dos governadores ao candidato do PT deu resultado. Ele obteve 46% dos votos da região, ante 30% de Jair Bolsonaro. Agora a história é outra. O candidato do PSL, para citar apenas este exemplo, foi vitorioso em cidades como Recife, Jaboatão, Olinda, Paulista, Cabo, Caruaru e Petrolina. E neste segundo turno deve ampliar sua votação em todos os municípios pernambucanos mesmo sem o apoio do governador já eleito Paulo Câmara. Na capital, ele foi apoiado por todas as classes sociais, dos ricos de Boa Viagem aos pobres do morro de Casa Amarela, significando que esses eleitores votaram contra o PT e o PSDB e querem algo novo na Presidência da República, mesmo que seja alguém que no passado já defendeu o fechamento do Congresso, a tortura e o fuzilamento do ex-presidente FHC.

Primeiro erro de Haddad

O primeiro ato de Fernando Haddad após o primeiro turno da eleição foi visitar Lula na cadeia. Isso deu pretexto a Bolsonaro para chama-lo de “fantoche” do ex-presidente dizendo que se ele porventura for eleito no próximo dia 27 será um pau mandado de um presidiário. A declaração teve aderência no Congresso.

Causas da queda – o deputado reeleito Daniel Coelho (PPS) disse ontem no Recife que o PT perdeu o apoio de vastos segmentos da opinião pública por três motivos: não reconheceu que houve corrupção nos governos do Partido, chamou o impeachment de Dilma de golpe e diz que Lula é preso político.

A distância – Embora esteja na Câmara Federal há vários anos, o deputado reeleito Augusto Coutinho (SD) confessa que nunca teve aproximação com Bolsonaro que se encontra lá há 28 anos. Diz que ele é um político de pouco relacionamento na Casa embora já tenha garantido hoje o apoio de 300 parlamentares ao seu eventual futuro governo.

A elegância – Registre-se a elegância com que o senador Armando Monteiro (PTB) reconheceu a derrota para Paulo Câmara. Não culpou ninguém pela derrota, limitando-se a dizer que a oposição caiu de pé e continuará fiscalizando o governo a partir de 2019.

A queda – Todos os deputados e estaduais reeleitos em Pernambuco tiveram queda em suas votações. Cleiton Collins (PP), que obteve mais de 200 mil votos em 2014 foi reeleito com apenas 106 mil, embora tivesse um guia eleitoral próprio no rádio e na televisão.

A dificuldade – Será difícil para o senador eleito Jarbas Vasconcelos (MDB) tomar partido neste segundo turno da eleição presidencial. Quem o conhece acha que ele não apoiará Haddad nem Bolsonaro.

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ALEPE TEM RENOVAÇÃO DE QUASE 50% DOS PARLAMENTARES

A onda de renovação provocada pela ressaca eleitoral que está varrendo a política brasileira atingiu em cheio a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Dos 46 parlamentares que concorreram à reeleição para um dos 49 assentos na Alepe, 18 não foram eleitos. Outros três deputados – André Ferreira (PSC), Bispo Osssesio Silva (PRB) e Sílvio Costa Filho (PRB) – também deixarão a Casa de José Mariano para, a partir de 1º de janeiro, ocupar vagas na Câmara dos Deputados, em Brasília. Além desses, outros três deputados não concorreram à reeleição: Pedro Serafim (PSDC), por motivos de saúde; Nilton Mota (PSB), que coordenou a vitoriosa campanha do governador Paulo Câmara; e Júlio Cavalcanti (PTB). Somadas, essas saídas representam um índice de renovação de 49%.

Na nova legislatura, a Frente Popular (MDB, PSB, PSD) terá a maior bancada, com 15 deputados, dentre os quais a delegada Gleide Ângelo (PSB), que foi eleita com a maior votação deste pleito: mais de 412 mil votos. A segunda maior bancada, com 13 integrantes, é da coligação “Pernambuco em 1º Lugar” (PMN, PP, PR, SD), cujo campeão de votos foi o pastor Cleiton Collins (PP), que obteve 106.394. A coligação “Juntos por um Pernambuco Melhor” (DC, PMB, PSC), por sua vez, elegeu cinco representantes e é a terceira maior bancada da Alepe. Juntas, as três bancadas somam 28 parlamentares e podem constituir uma importante base de apoio parlamentar para o Palácio das Princesas, garantindo-lhe maioria nas votações.

A maior bancada de oposição é a da coligação “Pernambuco Vai Mudar” (DEM, PODE, PSDB, PTB), que contará com sete representantes. As coligações “Avança Pernambuco” (PHS, PRTB, PSL, PV) e “O Pernambuco que Você Quer” (AVANTE, PDT, PROS) conquistaram, cada uma, 2 vagas na assembleia estadual. A coligação “A Esperança Não Tem Medo (PCB, PSOL), elegeu a chapa feminista Juntas, para um mandato coletivo formado por cinco mulheres. Não se coligaram PT, com três vagas, e PCdoB, com uma vaga, esta última, ocupada pelo ex-prefeito João Paulo. A bancada feminina, cresceu 50% e passou de 6 para 9 parlamentares.

Blog da Folha

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FOGO CRUZADO – POR INALDO INALDO SAMPAIO

Roberto Freire, presidente nacional do PPS, não se elegeu deputado em São Paulo

Diversos políticos pernambucanos concorreram às eleições em outros estados, sendo que uns ganharam e outros perderam. O senador Romero Jucá (MDB), que está no Senado há 24 anos, lutou feito um leão em Roraima para renovar o mandato, mas não conseguiu. Perdeu a segunda vaga para Mecias de Jesus pela diferença de 426 votos. A primeira ficou com o também pernambucano Chico Rodrigues (DEM), que já foi deputado federal e governador. Também não conseguiu renovar o mandato pelo Distrito Federal o senador Cristovam Buarque (PPS), que é pernambucano do Recife. As vagas ficaram com Leila do Vôlei (PSB) e o deputado Izalci (PSDB). Cristovam é um dos políticos mais sérios do Brasil e também um dos mais românticos, que coloca seu idealismo em primeiro plano e o pragmatismo em plano inferior. Já defendeu a extinção dos atuais partidos e sua substituição por outros e uma constituinte exclusiva para fazer uma reforma político, algo absolutamente inexequível no Brasil de hoje. Também amargou derrota em São Paulo o ex-deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS. Ele já não foi eleito em 2014, mas assumiu uma cadeira na Câmara em decorrência do convite feito por Geraldo Alckmin ao deputado Arnaldo Jardim (PPS) para assumir a Secretaria de Agricultura do governo de São Paulo. Freire era o primeiro suplente e o substituiu. Por fim, há o pernambucano (de Exu) Odilon Oliveira (PDT), juiz federal aposentado, disputando o segundo turno com Reinaldo Azambuja pelo governo do Mato Grosso do Sul. Ele ficou em segundo no primeiro, mas tem chance de chegar em primeiro no segundo.

Candidatos naturais

Pela votação que obtiveram no Recife, João Campos e Felipe Carreras estão legitimados no PSB para disputar a sucessão do prefeito Geraldo Júlio. A delegada Gleide Ãngelo também arrasou na capital, mas está com cara de quem será convidada para assumir a Secretaria de Defesa Social. Como diz Júlio Lossio (Rede), por que o titular da SDS tem que ser um delegado da PF?

Volta pra casa – Antes de Zeca Cavalcanti (PTB), os últimos deputados federais de Arcoverde foram Joel de Holanda e Airon Rios. Ter um deputado na Câmara Federal é orgulho para qualquer município, menos para Arcoverde, que deu a Zeca nessas eleições apenas 7 mil votos.

A tribuna – Mendonça Filho foi triplamente derrotado nessas eleições (perderam ele, a irmã, Andrea, candidata a deputada estadual e o filho, Vinicius, candidato a deputado federal), mas terá uma tribuna para continuar fazendo oposição a Paulo Câmara: a presidência do DEM.

Dois a um – Sílvio Costa (Avante) não foi eleito senador, mas mandou um filho, Silvinho (PRB), para a Câmara Federal e outro, João Paulo (Avante), para a Assembleia Legislativa. Já Elias Gomes (PSDB) perdeu para deputado estadual e o filho, Betinho, para deputado federal.

Dupla rural – A Fetape conseguiu este ano o que nunca havia conseguido em eleições anteriores: eleger um deputado estadual (Doriel Barros) e um federal (Carlos Veras). O primeiro nasceu em Águas Belas e o segundo em Tabira, e ambos foram majoritários em suas cidades.

Nova função – Coordenador da campanha de Paulo Câmara, o deputado Nilton Mota (PSB) não disputou a reeleição para cuidar da agenda dele no interior. Deverá ser retribuído com a Secretaria de Fazenda (ele é fazendário), já que não deu muito certo na chefia da Casa Civil.

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Humberto e Jarbas eleitos senadores por Pernambuco

Humberto Costa (PT) e Jarbas Vasconcelos (MDB) foram eleitos, hoje, senadores por Pernambuco. Com 98,29% das seções apuradas até por volta das 21h17, o petista recebeu 1.675.221 votos, o que equivale a 25,66% dos votos, e Jarbas ficou com 1.401.121 votos, o correspondente a 21,46%. Confira a apuração completa no estado.

Neste ano, o eleitor escolheu dois candidatos ao Senado porque o mandato é de oito anos, mas as eleições ocorrem de quatro em quatro anos. Assim, a cada eleição, a Casa renova, alternadamente, um terço e dois terços de suas 81 cadeiras. Neste ano, 54 vagas estavam em disputa no país.

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Paulo Câmara é reeleito governador de Pernambuco

Paulo Câmara, do PSB, foi reeleito, hoje, governador de Pernambuco para os próximos quatro anos. Com 99,37% dos votos apurados por volta das 21h40, o socialista tinha 1.896.126 votos, o que correspondia a 50,61% dos votos válidos, contra 36,01% de Armando Monteiro (PTB).

A reeleição de Câmara leva o PSB ao quarto mandato à frente do governo de Pernambuco, junto com as duas gestões do ex-governador Eduardo Campos, eleito em 2006 e reeleito em 2010.

Paulo Henrique Saraiva Câmara, 46 anos, é natural do Recife. Ele nasceu em 8 de agosto de 1972. É casado com Ana Luiza Câmara, com quem tem duas filhas, Clara e Helena. É formado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. Pela mesma instituição de ensino, tornou-se especialista em Contabilidade e Controladoria Governamental e mestre em Gestão Pública.

Aos 21 anos de idade, ingressou no Banco do Brasil como escriturário concursado, entre os anos de 1993 e 1994. Em 1995, ele ingressou no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e entrou para o governo estadual em 2007, como secretário de Administração do primeiro mandato de Eduardo Campos.

Em 2010, assumiu a secretaria de Turismo e, em janeiro do ano seguinte, a da Fazenda. Nesta última pasta, ficou até o início de 2014, quando foi indicado pelo partido para concorrer às eleições, nas quais foi eleito no primeiro turno, com 68% dos votos.

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MENDONÇA ENCERRA CAMPANHA PARA O SENADO COM CAMINHADA EM BEZERROS

O candidato ao senado Mendonça Filho (DEM) encerrou sua campanha em caminhada com a militância  pelas ruas de Bezerros na tarde desta sábado, véspera das eleições 2018. Mendonça esteve ao lado da candidata a deputada estadual Lucielle Lauretino e do filho Vinícius, ambos do DEM, que concorre pela primeira vez ao mandato de deputado federal. Ele faz dobradinha com Lucielle em Bezerros.  A caminhada partiu da pracinha do Santo Antônio e percorreu ruas centrais da cidade. Clique para assistir 

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Bares liberados para a venda de bebidas neste domingo de eleições

A Secretaria de Defesa Social do Estado de Pernambuco (SDS-PE), em coletiva realizada na última terça-feira (02/10), afirmou que não baixará portaria para a lei seca durante as eleições, que proíbe a comercialização e consumo de bebida alcoólica durante o pleito. Não haverá fiscalização em bares e restaurantes, mas a blitz da Lei Seca acontecerá normalmente, como informado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

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Vereador Eliel Vieira vota para senador em Pr Jairinho

Além de contar com importante apoio local, alguns famosos do meio gospel, desde sua pré-candidatura, declararam voto ao candidato Pr. Jairinho. Cantores como: Samuel Mariano vota nele e o apoiam: Nane Azevedo, Mattos Nascimento, Cristina Mel, Sérgio Lopes e muitos outros. “Particularmente, desejo muito boa sorte e sucesso nessa dura missão”. Diz Vereador Eliel Vieira.

Da assessoria do parlamentar.

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Erundina ganhou de Maluf em 1985 e João Doria ganhou de Haddad em 2016

Esta é a segunda eleição que o PSB está disputando sem Eduardo Campos no comando. Em 2014, o partido conquistou os governos de Pernambuco (Paulo Câmara), Paraíba (Ricardo Coutinho) e Brasília (Rodrigo Rollemberg). Agora, Rollemberg caminha para uma derrota fragorosa (foi um péssimo governador), Câmara caminha para a reeleição e Coutinho deve eleger o sucessor (João Azevedo). O partido vai reconquistar o governo do Espírito Santo (Renato Casagrande) e se tivesse mais duas semanas de campanha poderia marcar um tento histórico: ganhar o governo de São Paulo. O governador e candidato à reeleição, Márcio França, assiste de camarote à briga fratricida entre João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB) e está comendo os dois pelas beiradas, como se diz no Nordeste. No Datafolha de anteontem, ele chegou a 16% de intenções de votos, ao passo que seus dois adversários têm pouco mais de 20%. França fez uma campanha de alto nível, é um político absolutamente limpo, até prova em contrário, e entrou no ritmo de crescimento nos últimos 15 dias. São Paulo costuma revelar surpresas em eleições. Foi assim na vitória de Erundina contra Maluf em 1985 e na de João Doria contra Fernando Haddad em 2016. Quem sabe amanhã não decida fazer uma grande virada.

O desgaste do PT

Bolsonaro (PSL) chegou à reta final da campanha com 35% de intenções de voto, na média das pesquisas, ocupando o espaço do “antipetismo”. Esse espaço seria naturalmente ocupado com Geraldo Alckmin, caso Aécio Neves e Eduardo Azeredo, ambos de Minas, não tivessem sujado a imagem do PSDB.

Os primeiros – Quem primeiro vislumbrou em Pernambuco que Bolsonaro poderia chegar à Presidência da República foram o ex-presidente do TRT Clóvis Corrêa e o diretor da Rede Nordeste de Comunicação Vicente Jorge Spíndola. Corrêa colocou o nome do capitão em letras garrafais na entrada de sua fazenda, em Bezerros.

A renovação – O PSB está vindo com um time de caras novas para a Assembleia Legislativa. Além de Lucas Ramos (reeleição), deverá emplacar também Aglailson Victor (Vitória de Santo Antão) e Fabíola Cabral (Cabo de Santo Agostinho).

A força – O PP, sob o comando de Eduardo da Fonte, continuará tendo a partir de 2019 a maior bancada da Assembleia Legislativa, o que vai lhe garantir de novo a presidência. O partido elegerá entre 15 e 18 deputados estaduais.

Os patriotas – O partido Patriota está com a faca e o queijo na mão para eleger dois deputados federais. A primeira vaga seria do Pastor Eurico e, a segunda, seria disputada pelos candidatos Paulo Roberto, David Muniz e André Siqueira.

O confronto – Diogo Moraes (PSB) e Alessandra Vieira (PSDB) disputam o título de deputado estadual mais votado em Santa Cruz do Capibaribe. Há um terceiro candidato, Thallys Maia (Avante), filho do ex-prefeito José Augusto, que deve ficar em terceiro.

Bem maiores – Alguns petistas vão sair dessas eleições maior do que quando entraram: Marília Arraes, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, o presidente da CUT-PE Carlos Veras e o presidente da Fetape Doriel Barros.

O adeus – Amanhã, por volta das 19h, as urnas já terão mandado para casa um punhado grande de deputados estaduais, alguns deles da ala histórica do PSB.

Três cadeiras – Ipojuca, sede do Porto de Suape, corre o risco de, este ano, eleger três deputados estaduais: Simone Santana (PSDB), Débora Serafim (PSC) Romero Sales (PTB).

Carga no pai – O prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), aproveitou a reta final da campanha para dar carga no pai, Manoel (PSC), ex-deputado, que deseja voltar à Assembleia Legislativa e no irmão gêmeo, André (PSC), candidato a deputado federal.

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Coluna Fogo Cruzado- por Inaldo Sampaio

PT evitou que o PSB fosse para Ciro e acabou fortalecendo a candidatura de Bolsonaro 

Uma das frases prediletas de Tancredo Neves era “política é destino” e o exemplo se aplicou a ele próprio. Preparou-se a vida inteira para ser presidente da República. Em 1984, como governador de Minas, juntou a oposição (MDB) com uma dissidência do governo (PFL) e se elegeu presidente no colégio eleitoral. Mas morreu antes de assumir porque o destino reservara a cadeira para José Sarney, que era seu vice e representava a dissidência do governo. Ulysses Guimarães foi outra vítima do destino. Comandou a oposição durante a ditadura militar mas quando se candidatou a presidente em 1989 teve 5% dos votos válidos. Já Lula, que deixou Pernambuco aos 12 anos de idade, com destino a São Paulo, inventou de ser candidato após criar o PT e a CUT. Nas três primeiras tentativas levou pau, mas na quarta chegou lá. FHC nunca se preparou para ser presidente. Mas foi levado a ser candidato no embalo do Plano Real e foi eleito e reeleito no primeiro turno. Já Serra e Alckmin se prepararam, após passar pelo governo de São Paulo, porém o destino não os quis. Cada um acumula duas derrotas no currículo. Ciro Gomes foi outro que se preparou, perdeu duas vezes e talvez se elegesse agora em 2018. Mas eis que surge o PT à sua frente, evita a ida do PSB para sua coligação e o deixa cara a cara com a terceira derrota. Desta ação do PT e do PSB brotou com força a candidatura de Jair Bolsonaro, que nunca foi levado a sério como deputado federal, mas está com um pé na Presidência da República. Como diria Tancredo, citando Napoleão, coisa também do destino.

Vai de Bolsonaro

Armando Monteiro (PTB) ficou neutro neste 1º turno da eleição presidencial, mas no 2º terá candidato. Ele próprio antecipou ontem que quer um candidato 100% comprometido com a democracia, que defenda a estabilidade da economia e o controle da inflação, que tenha compromisso com a segurança, valorize a família e seja “patriota”. Nome: Jair Bolsonaro.

Ao pai – Um dos maiores comícios desta campanha foi realizado anteontem em Canhotinho com a presença de uma estrela solitária: o deputado Álvaro Porto (PTB). Ele dedicou o comício ao seu falecido pai, Lourival Barros, que foi duas vezes prefeito do município.

Só isto? – Humberto Costa (PT) deve estar notando que para levar Haddad à Presidência da República o PT precisa de algo mais além do slogan “Lula livre”. Haddad deve ganhar a eleição no Nordeste, mas vai se surpreender com a votação de Bolsonaro nos 9 estados da região.

Elo político – Paulo Câmara conduziu sua campanha dizendo que a aliança do Palácio das Princesas com o Palácio do Planalto seria “fantástico” para Pernambuco, tal qual foi na época de Lula e Eduardo Campos. Mas caso Haddad não vença a eleição, esse discurso perderá força.

Sem problema – Quando o pernambucano Luciano Bivar cedeu o PSL a Bolsonaro para se candidatar a presidente, o partido tinha apenas um deputado federal. Agora deve eleger uns 10. Mas base parlamentar não será problema para o capitão, caso consiga chegar lá. Ele será apoiado pelas bancadas evangélica, da bala e ruralista, totalizando cerca de 300 deputados.

Só cinco – Dos 49 deputados estaduais de Pernambuco, só 5 concorrem a uma vaga na Câmara Federal: Sílvio Costa Filho (PRB), Henrique Queiroz (PR), Odacy Amorim (PT), André Ferreira (PSC) e Ossésio Silva (PRB). Lucas Ramos (PSB) e Eriberto Medeiros (PP) ensaiaram, mas voltaram atrás.

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Datafolha: Paulo, 42%; Armando, 28%

Do G1/PE

Pesquisa Datafolha divulgada hoje aponta os percentuais de intenção de voto para o governo de Pernambuco. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Votos totais

Veja os números da pesquisa estimulada, considerando todas as intenções de voto, inclusive as respostas dos eleitores que se declaram indecisos ou que votariam em branco ou nulo:

  • Paulo Câmara (PSB): 42%
  • Armando Monteiro (PTB): 28%
  • Dani Portela (PSOL): 3%
  • Julio Lóssio (Rede): 3%
  • Maurício Rands (Pros): 3%
  • Ana Patrícia Alves (PCO): 1%
  • Simone Fontana (PSTU): 1%
  • Branco/nulo/nenhum: 15%
  • Não sabe: 4%

A candidata Ana Patrícia Alves anunciou, na terça-feira (2), que retirou a candidatura ao governo de Pernambuco.

Votos válidos

Veja, abaixo, o resultado da pesquisa Datafolha considerando apenas os votos válidos. Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto. Veja os índices:

  • Paulo Câmara (PSB): 52%
  • Armando Monteiro (PTB): 35%
  • Dani Portela (PSOL): 4%
  • Julio Lossio (Rede): 4%
  • Maurício Rands (Pros): 3%
  • Ana Patrícia Alves (PCO): 2%
  • Simone Fontana (PSTU): 1%

Rejeição

A Datafolha também mediu a taxa de rejeição (o eleitor deve dizer em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome, por isso, os resultados somam mais de 100%. Veja os índices:

  • Paulo Câmara (PSB): 32%
  • Armando Monteiro (PTB): 32%
  • Dani Portela (PSOL): 26%
  • Ana Patrícia Alves (PCO): 25%
  • Julio Lossio (Rede): 24%
  • Simone Fontana (PSTU): 24%
  • Maurício Rands (PROS): 24%
  • Rejeita todos/não votaria em nenhum: 8%
  • Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 3%
  • Não sabe: 6%

Segundo turno

A Datafolha apresentou cenário para o segundo turno com os dois primeiros colocados. Veja:

  • Paulo Câmara (PSB): 46% x 36% Armando Monteiro (PTB)
  • Branco/nulo: 16%;
  • Não sabe: 3%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Quem foi ouvido: 1.482 eleitores em 59 municípios, com 16 anos ou mais
  • Quando a pesquisa foi feita: nos dias 3 e 4 de outubro
  • Registro no TSE: PE-05100/2018
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e Folha de S.Paulo
  • O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro
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GABEIRA COMPROMETE CARRERAS AINDA MAIS COM O TELEFÉRICO

Candidato esteve em Bonito e conheceu o teleférico da cidade recém-inaugurado

O candidato a deputado estadual Gabeira (PP) esteve em Bonito nesta quinta-feira (04) mostrando o teleférico da cidade. O equipamento tem impulsionado o turismo na ‘terra da águas’ movimentando o setor econômico na região. O candidato Gabeira aproveitou a live para comprometer ainda mais o seu candidato a deputado federal com o projeto de instalação do teleférico da Serra Negra. A ideia vem sendo discutida desde 2012 no governo Eduardo Campos, mas não ganhou o devido encaminhamento no governo do Estado. Recentemente, Felipe Carreras, que foi secretário de Turismo de Pernambuco, disse está ciente da ansiedade da população de Bezerros com o projeto e se comprometeu em defendê-lo. Assista a live clicando na imagem

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Coluna Fogo Cruzado – 4 de outubro de 2018

Armando Monteiro trocou o paletó e a gravata por camisa de mangas arregaçadas

A quatro dias da eleição, os dois principais candidatos ao Governo de Pernambuco, Paulo Câmara e Armando Monteiro, enfrentaram-se no debate da TV Globo, juntamente com Maurício Rands e Dani Portela. Lamentou-se a ausência de Júlio Lossio, que pelo seu preparo e desenvoltura poderia ter dado mais “molho” ao programa. O debate em si não foi ruim, apesar de as regras estarem completamente superadas: 30 segundos para fazer a pergunta, dois minutos para a resposta, um minuto e 25 segundos para a réplica, etc. Como também foi elogiável o comando do jornalista Márcio Bonfim. O candidato Armando Monteiro teve a melhor performance em debates do gênero. Foi duro para cima do governador, levantando questões que aparentemente o embaraçaram como as promessas não cumpridas da campanha de 2014, a invasão da sede do Palácio do Governo pela Polícia Federal, o aumento da violência em Pernambuco, a tentativa de transferir para Temer os baixos investimentos feitos pelo Governo do Estado nos últimos três anos e meio, comparativamente ao Ceará e a Bahia, que também estão em oposição ao governo federal, a sua suposta falta de liderança para comandar um Estado irredento como Pernambuco, e vai por aí. O ponto falho do senador foi precisamente a questão da imagem: em vez de paletó e gravata, mais em sincronia com a liturgia do cargo que pleiteia, foi de camisa com mangas arregaçadas, barba e bigode por fazer, olheiras às vistas dos telespectadores e cabelos desgrenhados. O telespectador presta atenção a esses mínimos detalhes e não é por outro motivo que os partidos investem tanto na produção dos seus programas.

No quarteto dos mais votados

João Campos (PSB), filho do ex-governador Eduardo Campos, estará entre os quatro candidatos a deputado federal mais votados da Frente Popular. Poderia até ter mais votos, não tivesse aberto mão de alguns prefeitos para Tadeu Alencar e Gonzaga Patriota. Mas nunca brigou para ser o mais votado e até se recusa a discutir sua candidatura a prefeito do Recife em 2020.

A troca – Não são poucos os eleitores do PSB estadual que começam a mudar o voto para Jair Bolsonaro. Muitos dizem que se o candidato fosse Lula, votariam nele com certeza. Mas não têm muita simpatia por Fernando Haddad (PT), porque é “mais sulista” do que nordestino.

É Armando! – Pelo que se conhece de Armando Monteiro (PTB), ele jamais vai declarar apoio a Bolsonaro no 2º turno da eleição presidencial, mas há petebistas trabalhando para que Bolsonaro declare apoio a ele. Na Bahia, o candidato do DEM a governador, José Ronaldo, em desvantagem nas pesquisas, já trocou Alckmin (PSDB) pelo candidato do PSL.

É sorte! – Por recomendação médica, Bolsonaro não vai participar do debate da Globo nesta quinta-feira. Se fosse, iria enfrentar uma barra pesada: Haddad (PT), Ciro (PDT), Alckmin (PSDB), Marina (Rede), Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e Boulos (PSOL) contra ele.

Pára por aí – Experientes políticos do PSB entendem que o rosário de promessas de Paulo Câmara (PSB) nessas eleições deveria parar por aí: 13º salário para o Bolsa Família, pagar o que o Estado deve a fornecedores (R$ 1,4 bilhão) e o programa “Ganhe o mundo” para professores.

A humildade – Maurício Rands (PT) chamou a atenção pela humildade no debate da Globo. Antes de dar qualquer resposta, fazia o preâmbulo: “Se os pernambucanos me derem a honra de ser seu governador”. Já Dani Portela (PSOL) mostrou que não é despreparada como muitos diziam e ao associar sua imagem à de Marielle Franco (RJ) deve ter ganhado alguns votos.

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IBOPE EM PE:Paulo, 39%; Armando, 27%

Do G1/PE

Pesquisa Ibope divulgada, há pouco, aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para o governo de Pernambuco:

  • Paulo Câmara (PSB): 39%
  • Armando Monteiro (PTB): 27%
  • Julio Lóssio (Rede): 3%
  • Maurício Rands (PROS): 3%
  • Dani Portela (PSOL): 2%
  • Ana Patrícia Alves (PCO): 1%
  • Simone Fontana (PSTU): 1%
  • Brancos/nulos: 15%
  • Não sabe/não respondeu: 8%

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo “Jornal do Commercio”.

A candidata Ana Patrícia Alves anunciou, hoje, que retirou a candidatura ao governo de Pernambuco.

No levantamento anterior, feito entre os dias 24 e 26 de setembro, os percentuais de intenção de votos eram os seguintes:

  • Paulo Câmara (PSB): 35%
  • Armando Monteiro (PTB): 27 %
  • Julio Lossio (Rede): 3%
  • Maurício Rands (PROS): 2%
  • Ana Patrícia Alves (PCO): 1%
  • Simone Fontana (PSTU): 1%
  • Dani Portela (PSOL): 1%
  • Brancos/nulos: 23%
  • Não sabe/não respondeu: 7%

Sobre a pesquisa de hoje

  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Quem foi ouvido: 1.512 eleitores
  • Quando a pesquisa foi feita: de 29 setembro a 1º de outubro
  • Registro no TRE: PE-04128/2018
  • Registro no TSE: BR-09633/2018

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro

Rejeição

O Ibope também mediu a taxa de rejeição (o eleitor deve dizer em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome. Veja os índices no levantamento feito entre e de setembro:

  • Paulo Câmara (PSB): 34%
  • Armando Monteiro (PTB): 30%
  • Dani Portela (PSOL): 21%
  • Julio Lóssio (Rede): 20%
  • Simone Fontana (PSTU): 18%
  • Ana Patrícia Alves (PCO): 18%
  • Maurício Rands (PROS): 17%
  • Poderia votar em todos: 4%
  • Não sabe/não respondeu: 16%

Simulação de segundo turno

Paulo Câmara 43% x 34% Armando Monteiro

Branco/nulo: 17%;

Não sabe: 6%

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Coluna Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Armando diz que a Frente Popular está no poder há 12 anos e por isso precisa ser substituída

A TV Globo realiza hoje (22h) o seu tradicional debate entre os principais candidatos ao Governo de Pernambuco. Telespectadores que se dispõem a ficar acordados até a meia noite estão na expectativa de ouvir o que irão dizer os candidatos Paulo Câmara e Armando Monteiro, que são os dois primeiros colocados nas pesquisas de opinião. Paulo prega a continuidade do governo, que teria se iniciado, diz  ele, com Miguel Arraes e Eduardo Campos, sempre dando prioridade “aos que mais precisam”. Já Armando prega a mudança dizendo que a Frente Popular está no poder há 12 anos, e que Paulo Câmara, embora tenha sido eleito pelos pernambucanos como forma de “homenagear” Eduardo Campos, “não está à altura do cargo”  que ocupa e por isso fez Pernambuco perder “vez e voz” no cenário nacional. “Se você não mudar, fica tudo como está”, é o mantra da coligação de Armando. Paulo sempre esteve à frente nas pesquisas, mas quando se soma os votos de Armando com os outros candidatos da oposição, há empate técnico no limite da margem de erro. Por isso, o debate de hoje será importante para consolidar a vitória de Paulo no primeiro turno, ou levar a disputa para o segundo, dependendo do desempenho dos candidatos. Em todo caso, não custa lembrar que debate político nunca definiu uma eleição em Pernambuco. Se o de hoje alterar o cenário, terá sido a primeira vez.

DER diz para que serve

Em resposta à nota da coluna dizendo que os distritos regionais do DER “não servem para nada”, a assessoria do órgão informa que no atual governo foram investidos R$ 700 milhões em implantação, pavimentação, restauração e duplicação de rodovias, entre elas a PE-160 entre Pão de Açúcar a Santa Cruz do Capibaribe. E que o papel dos distritos é fiscalizar essas obras.

Fala, Pedro! – Pedro Campos representou o irmão, João, candidato a deputado federal pelo PSB, numa grande carreata que houve domingo em Santa Cruz do Capibaribe promovida pelo deputado Diogo Moraes (PSB). João estava com a agenda cheia e o irmão foi representá-lo.

Pró Ciro – O advogado e candidato a deputado estadual Antônio Campos (Podemos) irá amanhã ao Camelódromo, no centro do Recife, participar de uma conversa com os vendedores ambulantes e pedir votos para ele, Armando Monteiro (PTB) e Ciro Gomes (PDT).

Agora, não! – Priscila Krause (DEM) publicou vídeo nas redes sociais dizendo que, por causa do calendário eleitoral, a Compesa adiou o anúncio do reajuste da tarifa de água e esgoto para depois das eleições. Lembra que o Brasil viu esse filme no governo Dilma e que o resultado foi desastroso.

Que saudade! – João Paulo deixou o PT em abril deste ano e se filiou ao PCdoB para ser candidato a deputado estadual, mas não esquece o antigo partido. Hoje, em companhia do senador Humberto Costa (PT), fará uma visita ao mercado de Casa Amarela atrás de votos.

Da terra – Kaio Maniçoba (SD) e Rodrigo Novaes (PSD), filhos de Floresta, deverão ser majoritários no município. O primeiro é deputado federal e o segundo estadual. Rodrigo não faz dobradinha com Kaio, e sim com Felipe Carreras (PSB), que é desconhecido no município.

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Bolsonaro é o Collor de 1989 e Haddad é o Lula, sendo que o PT perdeu aquela eleição

Liderando as pesquisas em 14 estados e no Distrito Federal, Jair Bolsonaro já é o maior fenômeno político dessas eleições. Muito superior a Fernando Haddad, que tem um padrinho político forte, Lula, que lhe está transferindo a maioria dos votos que teria, especialmente no Nordeste, onde lidera em sete dos nove estados. Bolsonaro não tem padrinho político. Ocupou o espaço do antipetismo, que estava destinado a Geraldo Alckmin. No entanto, o PSDB nivelou-se ao PT no escândalo da Lava Jato, empatando o jogo na questão ética. Bolsonaro tem também seu déficit moral, conforme revela a revista “Veja” desta semana. Mas seus eleitores estão pouco se lixando para essas denúncias. Para esses, pouco importa que Bolsonaro seja fascista, que revele desprezo pelas mulheres, pelos negros, pelos índios e pelos homossexuais. Que tenha como ídolo político um torturador (Carlos Alberto Brilhante Ustra) e que tenha convidado para sua assessoria econômica um economista ultraliberal, que defende a privatização do Banco do Brasil, da Caixa, da Petrobrás, da Eletrobrás e de todas as outras empresas do estado brasileiro. Eleitor de Bolsonaro entende que o Brasil chegou ao fundo do poço em matéria fiscal, moral e ética, e que somente o capitão poderá salvá-lo. Collor, quando se candidatou em 1989, também passava essa mesma impressão. E até poderia ter sido um bom presidente se não tivesse afrontado o Congresso e entregue os negócios do governo a PC Farias. Bolsonaro não tem o preparo intelectual do hoje senador alagoano. Mas conseguiu convencer três em cada grupo de 10 brasileiros de que colocar o “17” do PSL no carro ou na lapela dá charme por ele ser o “candidato da moda”, e assim vai garantindo a ida ao segundo turno junto com Haddad. Ele é o “Collor” de 89 e Haddad é o “Lula”, sendo que naquela eleição o PT foi derrotado.

Tanto faz como tanto fez

Dezenas de prefeitos do PSB, não tendo como obrigar que seus eleitores votem em Haddad, os estão “liberando” para votar no candidato do PT ou em Bolsonaro. Isso é a prova de que o PSL cometeu um erro ao não lançar candidato próprio ao Governo de Pernambuco. O presidente Luciano Bivar afirma que o PSL ficaria “isolado”, mas os fatos não lhe dão razão.

Quem são? – Em mais de 80% dos municípios pernambucanos, ninguém fala em Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) ou Álvaro Dias (Podemos). Só se ouve falar em Haddad (PT) ou Bolsonaro (PSL). É como se os outros candidatos não existissem.

Pra nada – O DER de Pernambuco nunca foi tão criticado como agora devido às más condições das rodovias estaduais. Alega-se que o órgão não tem dinheiro para fazer o conserto das estradas. Então, por que não extinguir logo os distritos regionais, que não servem para nada?

Voto decisivo – Armando Monteiro (PTB) perdeu milhares de votos na área metropolitana por causa do seu voto favorável à reforma trabalhista. Alguns deputados do seu grupo chegam a dizer que ele pode perder a eleição para governador unicamente por causa deste voto.

Cadê a reunião? – Paulo Câmara (PSB) reuniu seus prefeitos numa casa de recepções do Recife só para produzir imagens para o seu horário político. Armando Monteiro (PTB) tem o apoio dos prefeitos de Jaboatão, Igarassu, São Lourenço, Camaragibe, Gravatá, Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Salgueiro, Araripina e Petrolina, e ainda não fez nada parecido.

A liderança – Até agora, o PSB lidera a corrida eleitoral para os governos do Espírito Santo (Renato Casagrande), Pernambuco (Paulo Câmara), Paraíba (João Azevedo) e Amapá (João Capiberibe). O governador do DF e candidato à reeleição, Rodrigo Rollemberg, já bebeu água.

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