Vereadores de Bezerros prestigiam diplomação dos eleitos em PE

O novo Presidente da Câmara Municipal dos vereadores de Bezerros Gabeira e o vice – presidente Eliel Vieira estiveram na cerimônia de diplomação dos eleitos em 2018 que aconteceu na quinta (06) no Recife.

Em suas redes sociais Gabeira publicou imagem ao lado do Presidente da Alepe Eriberto Medeiros. “Seguirei fortalecendo esse laço de amizade” disse Gabeira ao afirmar que buscará através dele soluções para os problemas no município. Gabeira e Eriberto disputariam juntos na eleição de 2018 para estadual e federal mas com a desistência de Eriberto que voltou a disputar o cargo de deputado estadual, Gabeira foi convidado a seguir com Felipe Carreras. Gabeira foi o mais votado em Bezerros com mais de 3.800 votos e seu federal Felipe Carreras obteve mais de 1200 votos.

O vice – presidente Eliel Vieira o principal nome do segmento evangélico em Bezerros que também esteve presente encontrou – se com o Pastor Jairinho que foi candidato  a senador e também acompanhou a diplomação do seu deputado estadual Waldemar Borges.

Do PH BEZERROS

Share

Coluna Fogo Cruzado- por Inaldo Sampaio

O tema “caixa dois” deve ser tirado de pauta para que a agenda de Bolsonaro seja conhecida

“Caixa dois” sempre existiu no Brasil desde que eleição é eleição. Funcionava mais ou menos como o jogo do bicho, que é contravenção penal mas nem por isso o povão deixou de jogar. O “caixa dois” é dinheiro não contabilizado, para usar uma expressão de Delúbio Soarees, e o partido que disser que nunca fez uso dessa prática está mentindo. Empresários doavam “por fora” porque não queriam que seus nomes fossem expostos e os partidos ocultavam os doadores porque não tinham interesse em tornar público suas identidades. Agora, que há um presidente eleito querendo olhar para o futuro, o Congresso Nacional deveria celebrar um acordo para anistiar logo os beneficiários de “caixa dois”, de 2016 para trás. Ou será que vamos ficar eternamente discutindo se Serra, Alckmin, Humberto Costa, Michel Temer, Gilberto Kassab, Ônix Lorenzoni e outros mais receberam dinheiro de empreiteiras para suas campanhas e não prestaram contas à Justiça Eleitoral? Este assunto já saturou o povo brasileiro, que está muito mais interessado, presume-se, em conhecer as primeiras medidas do governo Bolsonaro para tirar o país da crise, e por isso deve ser retirado de pauta imediatamente. É chegada a hora de o Brasil debruçar-se sobre outra agenda porque essa não constrói absolutamente nada. “Caixa dois” é coisa do passado, e se tiver que se manter em pauta, que seja a partir de 2020.

Homem macho, sim senhor!

Governava a Paraíba o ex-deputado João Agripino quando o governo militar pôs o jogo do bicho na ilegalidade. O valente governador, nascido em Catolé do Rocha, foi ao general de plantão, Arthur da Costa e Silva, e disse: “Na Paraíba o jogo não fecha, a menos que o senhor arranje emprego para 150 mil pais de família que vivem dessa atividade”. E não fechou mesmo não.

Que vergonha! – A partir do dia 17, São José do Egito, no Pajeú, também conhecida como “terra de poetas”, não terá mais Delegacia de Polícia. Ela será transferida para Afogados da Ingazeira porque a SDS não paga o aluguel há dois anos e o dono do imóvel entrou com ação de despejo. O comunicado foi feito pelo próprio delegado Paulo Henrique de Medeiros.

Um marco – Além de Henrique Queiroz (PR), só houve um deputado estadual em Pernambuco com 10 mandatos consecutivos: Felipe Coelho, nascido em Ouricuri e conhecido nas rodas políticas como “O tigre do Araripe”. Era um sertanejo bravo e dirigiu a Alepe em três ocasiões.

Só uma – Houve tempo em que Ouricuri, Salgueiro, Araripina, Belém do São Francisco e Floresta tinha seus próprios representantes na Assembleia Legislativa. A partir de fevereiro, a bancada sertaneja encolherá: Rodrigo Novaes, Fabrízio Ferraz (Floresta) e Roberta Arraes (Araripina).

Peso grande – Pernambuco gastará em 2019 quase R$ 2 bilhões com sua folha de inativos mas é como se nada estivesse ocorrendo. É preciso que o Governo do Estado tenha um olhar responsável sobre essa matéria, sob pena de, em médio prazo, estarmos nivelados ao RJ, MG e RS.

As portarias – Goiana não vive propriamente um clima de paz desde que o prefeito Osvaldo Rabelo Filho (MDB) tirou licença para tratamento de saúde. O juiz mandou tornar sem efeito todos os atos do Poder Executivo de 2 de agosto a 8 de outubro mas o vice, Eduardo Honório, revalidou por meio da portaria 492/2018.

Leia o blog do Inaldo Sampaio aqui 

Share

Apenas 13 cidades pernambucanas se destacam em Índice de Gestão; Bezerros entre as 22 cidades que responderam parcialmente ao questionário

O indicador mostra a qualidade da administração municipal, dando notas A (altamente efetiva), B+ (muito efetiva), B (efetiva), C+ (em fase de adequação) e C (baixo nível de adequação)JC Online – Publicado em 

Somente 13 cidades de Pernambuco alcançaram a nota B, que indica a gestão como “efetiva” no Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM), divulgado ontem pelo Tribunal de Contas de Estado (TCE): Afogados da Ingazeira, Barra de Guabiraba, Camaragibe, Cupira, Jaboatão dos Guararapes, Jaqueira, Orobó, Panelas, Paudalho, Paulista, Recife, São Bento do Una e Triunfo. O indicador mostra a qualidade da administração municipal, dando notas A (altamente efetiva), B+ (muito efetiva), B (efetiva), C+ (em fase de adequação) e C (baixo nível de adequação), obtidas como se fossem uma média do desempenho em sete áreas, incluindo saúde, educação, planejamento, gestão fiscal, meio ambiente, proteção das cidades e governança da tecnologia da informação.

Em Pernambuco, nenhuma nota A. “É difícil o município ter a nota A, porque precisa ter notas acima de 9 em pelo menos cinco áreas diferentes. É a primeira vez que fazemos isso. A partir da hora que começamos a medir, há uma tendência de que as prefeituras comecem a apresentar uma gestão melhor em várias áreas”, diz o diretor do Departamento de Controle Municipal do TCE, Antônio Cabral.

Foi o primeiro ano que o TCE divulgou esse índice, com cálculo padronizado pelo reconhecido Instituto Rui Barbosa junto com o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão

Os dados usados para calcular as notas são fornecidos pelos próprias prefeituras e não são auditados pelo TCE. Dos 184 municípios pernambucanos, 159 responderam aos sete questionários que compõem o índice.

Não responderam

Olinda, Ipojuca, Chã de Alegria, Mirandiba, Calçado, Cachoeirinha, Jucati, Sanharó, Capoeiras, Manari, São João, Terezinha, Tupanatinga, Catende, Cortês, São Benedito do Sul, São José da Coroa Grande, Tamandaré, Granito, Santa Cruz, Bezerros, Casinhas, Salgadinho responderam parcialmente ao IEGM. Os municípios de Jurema e Quipapá não responderam a qualquer dos indicadores.

Share

Fogo Cruzado- Por Inaldo Sampaio

Joaquim Francisco e Bruno Araújo representam o PSDB regional no time de Jair Bolsonaro

O ex-governador Joaquim Francisco, em entrevista ao “Roda Viva Pernambuco”, anunciou que o PSDB, ao qual está filiado há cerca de dois anos, resolveu mandar às favas os escrúpulos de consciência e estará na base de apoio ao presidente eleito Jair Bolsonaro. A linguagem do candidato do PSL nada teve a ver com a linguagem de Geraldo Alckmin, que foi o candidato tucano a presidente da República. Muito pelo contrário, Alckmin chegou a compará-lo ao coronel Hugo Chávez, da Venezuela, que produziu o que há de mais atrasado no país vizinho: o presidente Nicolas Maduro. Nada obstante, já no segundo turno da eleição, os três candidatos do PSDB que venceram eleição para governador declararam apoio a Bolsonaro: João Doria (São Paulo), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), contrariando a opinião do ex-presidente FHC e do senador José Serra, que pregaram a neutralidade. Bolsonaro não reservou nenhuma de suas 20 pastas para os tucanos, mas nem precisou. O partido entrou de corpo e alma no governo, abdicando definitivamente de sua história e do seu passado de legenda que nasceu de uma costela do MDB para defender a social democracia. Joaquim e o deputado Bruno Araújo comandam o pelotão bolsonarista em Pernambuco, que até agora está contemplado apenas na equipe de transição do futuro governo.

Transição republicana

Coube ao empresário Gilson Neto, sobrinho do ex-deputado Gilson Machado, recentemente falecido, indicar Joaquim Francisco e o publicitário Osvaldo Matos para a equipe de transição de Bolsonaro. Joaquim está satisfeito com a indicação e diz que o ambiente no Centro Cultural do Banco do Brasil, no DF, onde Bolsonaro monta o governo, é o mais “republicano” possível.

Duas bandas – A entrada do PSDB no governo Bolsonaro dividirá o partido em duas bandas. Uma liderada pelo governador eleito de SP, João Doria, e outra pelo senador José Serra. O ex-presidente FHC e presidente de honra do partido, contrário à adesão, vai dedicar-se a palestras.

O atraso – Ainda não se cogita no governo Paulo Câmara acordo com os grandes contribuintes de ICMS de Pernambuco para permitir que o Estado possa pagar até o próximo dia 20 o 13º salário dos servidores. O governo Jarbas fez isto em 1999 para pagar folhas em atraso deixadas por Arraes.

O dono – O deputado federal eleito Sílvio Costa Filho (PRB) já é presença garantida na base de apoio a Bolsonaro, apesar de seu pai, Silvio Costa, que não se elegeu senador, ser oposição. Silvinho não reza pela cartilha dele e nem do pai, e sim da Igreja Universal que é a dona do partido.

Sem briga – Até o primeiro governo Lula, era grande a briga nos partidos governistas pela indicação de dirigentes de cargos de 2º escalão na região Nordeste: Chesf, Codevasf, Dnocs, Sudene e BNB. Bolsonaro é presidente eleito há 40 dias e ninguém toca neste assunto.

Desaparelhar – Um dos maiores desafios do presidente eleito Jair Bolsonaro é “desaparelhar” a máquina pública federal que o PT “aparelhou” nos 14 anos de governos Lula e Dilma. Quem pensa que isso será fácil aguarde o resultado. O PT colocou gente sua em todos os escalões governamentais.

Leia o blog do Inaldo Sampaio aqui

Share

Fogo Cruzado – Por Inaldo Sampaio

O MDB não fará oposição a Bolsonaro, mas também não fará parte da base governista

Pela primeira vez, desde a inauguração da Nova República em 1985, o MDB não estará na base de apoio ao presidente da República. O senador Romero Jucá informou ontem que o partido vai manter uma “independência ativa” em relação ao futuro governo, embora sua bancada federal esteja liberada para reunir-se hoje com Jair Bolsonaro a fim de saber o que ele quer. Esse encontro, marcado para as 15h, em Brasília, foi agendado pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a quem cabe construir a maioria governista no Congresso Nacional. Entretanto, se dependesse apenas de Bolsonaro, provavelmente não aconteceria. O presidente eleito já deixou claro que não porá em prática o “presidencialismo de coalizão” em que os partidos políticos indicavam os ministros e o presidente da República apenas os ratificaria. Daí não poder-se esperar nada de novo das reuniões que Bolsonaro terá hoje com as bancadas do MDB e do PRB. O primeiro promete ficar “independente”, embora já tenha garantido um ministro para cuidar dos interesses do partido: Osmar Terra, deputado federal pelo Rio Grande do Sul. E o segundo é o partido da Igreja Universal, cujo fundador e líder espiritual, Edir Macedo, declarou apoio a Bolsonaro no segundo turno da eleição. Seja como for, será engraçado ver o MDB fora do governo após mais de três décadas de poder, incluindo a presidência do Senado e às vezes da Câmara. Será o primeiro grande teste para um partido que deixou se de ser oposição há 43 anos.

Se entrarem, eu saio!

FHC foi curto e grosso em sua entrevista às páginas amarelas da revista “Veja” desta semana: “Se o PSDB virar uma sublegenda do governo, tô fora!”. O encontro da bancada federal do partido com Bolsonaro está marcado para amanhã às 16h30 no escritório de transição, em Brasília. Apesar do alerta do ex-presidente, o deputado Bruno Araújo (PE) já é governista.

Novo líder – A única coisa sensata na resolução do PT, aprovada sábado, sobre as causas da derrota do partido para Bolsonaro é o reconhecimento de que Haddad, a partir de agora, passa a ser o grande líder nacional da legenda após ter obtido 47 milhões de votos nas últimas eleições.

O dilema – Lula tem seguidores fanáticos dentro PT como o senador Humberto Costa (PE) e a deputada eleita Gleisi Hoffmann (PR). Esses vão demorar a reconhecer a liderança de Haddad e apostar, enquanto for possível, na campanha “Lula livre” que não tem mais apelo popular.

O risco – O que mais se vê hoje nas câmaras municipais do interior é aliança de vereadores da oposição com o governo, e vice-versa, deixando prefeitos com as mãos na cabeça. Muitos prefeitos vão perder a maioria que têm nessas casas porque não têm como segurar os aliados.

Tá certo – A garantia de que Paulo Câmara vai pagar o 13% salário dos servidores públicos estaduais “rigorosamente em dia” foi dada ontem por André Campos, secretário-adjunto da Casa Civil. Ele diz que o dinheiro está guardado e irá para o bolso do servidor, oportunamente.

Haja grana – Nenhum prefeito de Pernambuco, de 2017 para cá, arrancou mais verbas federais para o seu município do que Miguel Coelho (DEM), de Petrolina, graças ao pai, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), que soube tirar proveito de sua aliança com Michel Temer.

Veja o blog do Inaldo Sampaio aqui 

Share

Fogo Cruzado – Por Inaldo Sampaio

PT reuniu sua executiva para avaliar o resultado do pleito e culpou os poderosos por sua derrota

O Brasil nunca teve tradição de eleições ideológicas, salvo talvez na de Jânio contra o marechal Lott em 1960. Ali ficou claro direita de um lado e esquerda do outro. De lá para cá, isso não mais. Não foi ideológica a campanha de Collor contra Lula em 1989, tampouco as de FHC contra o PT em 1994 e 1998, nem as de Lula e Dilma contra o PSDB nas quatro eleições seguintes. Não se discutiu projeto de país nessas eleições, mas apenas projeto de poder. E foi o que funcionou. Nesta de 2018 foi diferente. O candidato Bolsonaro se apresentou desde a primeira hora como candidato conservador, defensor do governo militar de 64 e representante das forças de direita, que nas eleições anteriores não tiveram coragem de mostrar a cara. Ganhou espetacularmente a eleição com 57 milhões de votos, surpreendendo a um só tempo os seus apoiados e as esquerdas da qual se vingou. O PT, principal partido de esquerda do país, reuniu-se em Brasília nos últimos dois dias para avaliar o resultado do pleito. Discutiu à exaustão o sexo dos anjos, debitou a derrota de Fernando Haddad aos “poderosos” e disse que Bolsonaro representará no governo o que há de mais “atrasado” no país. Ora, se a maioria dos eleitores optou por esse caminho, que se há fazer? Fosse mais pragmático, mais inteligente e mais humilde, o PT diria simplesmente o seguinte: “Perdemos a eleição porque tivemos menos votos do que o nosso adversário, mas vamos trabalhar para tentar ganhar na próxima”.

Marca da inoperância

Pegou mal para o Dnocs, que tem escritório no Recife e sua direção geral no Ceará, o relatório do TCU apontando-o como um dos “órgãos mais vulneráveis” à corrupção. Para quem tem 109 anos de existência, foi um vexame e tanto. Aliás, os serviços que o Dnocs presta a Pernambuco são modestos. Há mais de 10 anos iniciou uma barragem em Ingazeira, e ainda não a concluiu.

Quebrou como? – Há menos de três meses, o Estado de Pernambuco foi apresentado na Folha de São Paulo como um dos cinco mais equilibrados do país sob ponto de vista fiscal. Agora, aparece noutra lista de cinco que não iriam pagar o 13% em dia. Será que quebrou em 90 dias?

Raposa do Sol – Ao contrário do que dizem seus adversários, nem tudo que Bolsonaro diz tem a marca da insensatez. A promessa de não demarcar mais terras indígenas, como se fez em Roraima, por exemplo, onde os índios se tornaram donos de 70% das terras do Estado, é sensata.

Guerra 1 – Para atrair investimentos para Pernambuco, nossos últimos governadores entraram pesado na “guerra fiscal”, oferecendo todo tipo de incentivo aos investidores. Soube-se agora, porém, através do TCU, que ninguém sabe ao certo o “custo-benefício” desses incentivos.

Guerra 2 – Apenas em 2017, rolaram país afora cerca de 350 bilhões de incentivos fiscais. Pernambuco entrou nessa “guerra” para atrair a Fiat/Jeep e outros investimentos. Elevou seu PIB e diminuiu sua taxa de desemprego, mas, em compensação, receita de ICMS não existe.

Sai pra lá – A partir de amanhã, o futuro ministro Onyz Lorenzoni (Casa Civil) vai levar as bancadas dos partidos na Câmara Federal para um encontro com Bolsonaro. Se for chamado, o PSB já disse que irá. Quem não quer ver o presidente eleito nem pintado de ouro é o PCdoB, o PT e o PSOL.

Visite o blog do Inaldo Sampaio aqui 

Share

COLUNA FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Prefeitos penam para não descumprir a Lei Fiscal

Levantamento feito pelo TCE constatou que a maioria das prefeituras de Pernambuco está descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal no tocante a gastos com a folha. Elas podem gastar até 54% de sua receita corrente líquida com pessoal, mas não conseguem se manter dentro deste percentual. Uns por incapacidade de gestão e outros pelo desejo de entupir a máquina pública com afilhados políticos deles e também de seus vereadores. De acordo com o TCE, 108 dos 184 municípios não estão cumprindo a LRF (59%), 19 a cumprem literalmente e o restante está no limite prudencial. Em relação a 2017, são 31 novos municípios na lista dos que não estão cumprindo a Lei. Surpreendentemente, o município mais desenquadrado do Estado é Nazaré da Mata, um dos mais antigos de Pernambuco, que está gastando 83% de sua RCL com o pagamento dos seus servidores, sendo que outros seis estão acima dos 70%: Brejo da Madre de Deus, Camaragibe, Lagoa de Itaenga, Lagoa do Carro, Ribeirão e Santa Maria da Boa Vista. Qual a solução para este problema, continuar cobrando o cumprimento da Lei, que veio para pôr ordem nas contas públicas, ou flexibilizá-la nos termos ora em discussão no Congresso Nacional? Claro que é o cumprimento da Lei, dado já ser um absurdo que uma prefeitura gaste mais de 50% de sua receita só para o pagamento de seus servidores.

O do Juazeiro vai junto

O governo federal publicou ontem o edital do leilão para a concessão de 12 aeroportos, entre eles o do Recife (Internacional dos Guararapes). Agora, quem ficar com o da capital pernambucana tem que levar também outros cinco, entre eles o de Juazeiro do Norte (CE), terra do padre Cícero Romão Batista, que é altamente deficitário.

A transição – Já se sabia que o empresário Gilson Neto, que se autodefine como um dos representantes da “direita pernambucana”, estava na equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro. Mas somente ontem é que se soube que ele indicou também para fazer parte dela um publicitário e um ex-deputado pernambucano.

É política – Garante o presidente da Compesa, Roberto Tavares, que Petrolina é o 12º município do Brasil com cobertura de água e esgotamento sanitário. Ainda assim, quer tirar a Compesa do município para entregar esses serviços a uma empresa privada.

O convidado – Temer levou para a Argentina, para a reunião do G-20, alguns deputados do MDB, entre eles Tarcísio Derondi (RS) que não foi reeleito, amigo do vice-governador Raul Henry.

A bagagem – Todos os militares que Bolsonaro convidou para o seu ministério têm currículo profissional impecável. Resta agora torcer para que acertem o passo, dado que não fácil o relacionamento com um Congresso onde 30 partidos estarão representados.

A sucessão – O PT já está à procura de um presidente para substituir Gleisi Hoffman, eleita deputada federal pelo Paraná. Ele foi indicação de Lula mas não deve sair por causa disto, e sim por ser despreparada. A bola da vez é o senador eleito Jaques Wagner (BA).

O líder – Isaltino Nascimento deve continuar na liderança do governo na Assembleia Legislativa, mas o partido procura também um “espaço nobre” para Aluísio Lessa, que é um dos melhores deputados da bancada. Quem sabe, um lugar na mesa diretora.

E as provas? – Rodrigo Janot acusa o “quadrilhão do PT” de ter embolsado dos cofres púbicos R$ 1,4 bilhão. Evidente que isso não é verdade, pois, se for, será a completa desmoralização dos órgãos de controle (Banco Central, Coaf, etc.). Esse dinheiro foi pra onde?

Mão estendida – Tadeu Alencar, líder do PSB na Câmara Federal, já avisou que não fará “oposição pela oposição” ao governo Bolsonaro como querem o PT e o PCdoB. Quer o entendimento pelo bem do país, cada qual mantendo os seus pontos de vista.

Share

Falta de chuva na Barragem de Jucazinho provoca alteração de calendário em cidades do Agreste

Bezerros e Gravatá deixaram de receber água do manancial pouco antes do seu colapso em 2016.

Em decorrência da ausência de chuvas nos municípios que compõem a Bacia do Rio Capibaribe e que influencia no volume da Barragem de Jucazinho, em Surubim, a Compesa irá implantar, a partir de amanhã (1),  um novo calendário de abastecimento para oito cidades atendidas por esse manancial. Como  o reservatório está com apenas  3% da sua capacidade, que corresponde a 12,7 milhões de metros cúbicos de água, não há mais condições de assistir os municípios do Tramo Norte de Jucazinho  pelo calendário vigente.

O novo calendário irá vigorar para os municípios de Casinhas, Frei Miguelinho, Salgadinho, Santa Maria do Cambucá, Surubim, Toritama, Vertentes e Vertente do Lério. A partir de amanhã,  o regime de abastecimento será de 10 dias com água e 15 dias sem. O atual calendário atendia à população desses municípios por um período de dez dias com água e  um intervalo de cinco dias sem abastecimento.

A medida, segundo o gerente de Unidade de Negócios da Compesa, Bruno Adelino, é uma medida preventiva para evitar  que a barragem entre em colapso. “Iremos administrar o  volume de água destinado a essas cidades  para que não haja a interrupção da distribuição de água nas torneiras até o período de inverno da região, que se inicia em abril”, afirmou o gerente.  A Barragem de Jucazinho  passou um ano e sete meses em colapso. Em junho deste ano, após a ocorrência de chuvas, a Compesa conseguiu retomar a operação do Sistema Jucazinho, voltando a abastecer as cidades, que estavam em colapso, pela rede de distribuição.

Share

Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Bancadas ruralistas, da saúde e do turismo emplacaram ministros no governo Bolsonaro

Bolsonaro prometeu na campanha que reduziria de 29 para 15 o número de ministros e que não negociaria a indicação deles para o seu governo com base em fisiologismo. Só para refrescar a memória dos leitores, os partidos que derrubaram Dilma no impeachment de 2016, para substituí-la por Michel Temer, ocuparam as pastas rapidamente. E só a Pernambuco couberam quatro: Educação (Mendonça Filho), Cidades (Bruno Araújo), Minas e Energia (Fernando Filho) e Defesa Social (Raul Jungmann). Bolsonaro deseja sepultar esse tipo de prática para instalar no Brasil governo novo e totalmente livre desse tipo de amarras. Antes, o ministro era do presidente mas batia continência para o partido que o indicara. O presidente eleito quer fazer diferente, mesmo ser ter a força necessária para abolir o grau de influência política do Congresso nas indicações. Por exemplo: ele pediu à bancada ruralista que indicassem alguém para a Agricultura e daí surgiu a deputada Teresa Cristina (DEM-MS). A bancada da saúde indicou o deputado Luiz Fernando Mandetta (DEM-MS), a do turismo o deputado Marcelo Álvaro (PSL-MG), e por aí vai. Da cabeça do presidente saíram até agora Onyz Lorenzoni (Casa Civil), Sérgio Moro (Justiça), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), general Heleno (Segurança Institucional), general Azevedo e Silva (Defesa), Gustavo Bebianno (Secretaria Geral) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura). Vamos ver no que isso vai dar.

Todos em Brasília

Em seu 1º governo, Paulo Câmara convidou 4 deputados federais para secretários a fim de abrir vagas para suplentes: Danilo Cabral, André de Paula, Sebastião Oliveira e Felipe Carreras. Todos foram reeleitos e desejam permanecer na Câmara. Os suplentes beneficiados foram Augusto Coutinho (SD), Cadoca (PCdoB), Raul Jungmann (PPS) e Fernando Monteiro (PP).

À luta – Diante da insegurança de Luciano Bivar (PSL-PE), que não decidiu ainda se deve disputar ou não a presidência da Câmara Federal, surgiu outro concorrente na bancada do PSL: Júnior Bozella (SP), deputado de primeiro mandato eleito com apenas 78.712 votos (54º lugar).

Menos mal – Bolsonaro parece ter ouvido o grito do Nordeste e decidiu criar um Ministério que pode ser importante para a região: Desenvolvimento Regional (fundindo Integração Nacional e cidades). O ministro é bom (Gustavo Canuto) e conhece todos os pleitos hídricos da Compesa.

A trombada – A missão do ministro Tarcísio Vieira, segundo ele próprio, será “destravar” concessões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. Pernambuco reivindica a autonomia do Porto de Suape e não concorda com o modelo de concessão do Aeroporto dos Guararapes.

Ao lixo – Assim que essa história de “Escola sem partido” chegou ao Maranhão, o governador reeleito Flávio Dino (PCdoB) editou um decreto proibindo proibir que professores façam uso de salas de aula para trocar opiniões com seus alunos sobre as grandes questões nacionais.

A decana – Luíza Erundina (PSOL-SP), que hoje completa 84 anos, marcou presença na inauguração da galeria dos ex-líderes da bancada do PSB na Câmara Federal. 27 deputados passaram por lá nos últimos 30 anos, entre eles Ana Arraes, Eduardo Campos e Tadeu Alencar.

Visite o blog do Inaldo Sampaio

Share

Fogo Cruzado- Por Inaldo Sampaio

Guru de Bolsonaro chama de “absolutamente ridículo” o projeto que institui a Escola sem partido

O deputado Cleiton Collins (PP), um dos representantes da bancada evangélica na Assembleia Legislativa, resolveu assumir ser o autor de um dos projetos mais idiotas dos muitos que foram apresentados naquela Casa em 2016: o que institui a “Escola sem partido” nos estabelecimentos de ensino de âmbito estadual. O projeto é inspirado em evangélicos, que se acham no direito de doutrinar seus “irmãos” no interior dos cultos, de pedir votos para cargos eletivos e de recomendar candidatos até a presidente da República como fizeram como Bolsonaro nas últimas eleições. No entanto, como conceber um ambiente escolar sem a livre discussão política de ideias entre alunos e professores? Isso é de um absurdo sem tamanho. Suponha-se, por exemplo, Fernando Henrique Cardoso sendo proibido na USP, de onde é professor emérito, de fazer a defesa da social democracia ou Luiz Pinto Ferreira impedido de exaltar o socialismo na Faculdade de Direito do Recife. Cada professor, se tiver bagagem para isto, deve apresentar aos seus alunos as correntes políticas em que o mundo se divide e as vantagens e desvantagens de cada uma. E, com o passar do tempo, cada qual forma a sua opinião. Imaginar que as escolas estão cheias de “marxistas” (90% dos professores não sabe nem o que é isto) só porque um professor desavisado vestiu uma camisa do “Lula livre” é confundir o Brasil com uma republicana africana da pior espécie. A propósito, vale conferir o disse o filósofo conservador Olavo Carvalho, um dos gurus de Bolsonaro, sobre esse projeto de lei indecente que também está em discussão na Câmara Federal: “Não começar propondo um projeto de lei absolutamente ridículo. Os fundadores da Escola Sem Partido são meus amigos, pessoas pelas quais tenho muito respeito e carinho, mas é preciso ser um amador para tentar vencer uma guerra cultural com um projeto de lei. Uma guerra cultural se vence no campo cultural, chamando os caras para a briga, demonstrando que são uns bananas, uns coitados, calando a boca deles com argumento”.

Cabeça policial

Durante os governos militares, o Brasil teve ministros da Justiça oriundos da política que se dedicavam unicamente aos assuntos políticos. Armando Falcão (governo Geisel) e Petrônio Portela (governo Figueiredo) foram os mais destacados. Tancredo continuou nessa linha com o deputado Fernando Lyra (PE), até que Lula assumiu e colocou um criminalista: Márcio Thomaz Bastos.

À Justiça – Bolsonaro resolveu apostar num magistrado para gerir a pasta da Justiça e Sérgio Moro já se cercou de tantos delegados da Polícia Federal que não tem o direito de errar. Quer bater de frente com o “crime organizado” e reduzir a corrupção no Brasil a índices aceitáveis. É tarefa de leão.

A palavra – Eduardo da Fonte (PP), durante visita de cortesia a Inocêncio Oliveira (PR), no escritório político deste, lembrou um fato de que poucos recordam. Sempre que estava presidindo a mesa da Câmara Federal, Inocêncio nunca negou a palavra a Bolsonaro, que era tido como “baixo clero”.

Time fardado – Já são cinco os militares de alta patente no futuro ministério de Bolsonaro, incluindo Secretaria de Governo, Defesa, Ciência e Tecnologia, e Gabinete de Segurança Institucional. Todos têm elevada qualificação técnica e profissional. Vamos ver como se relacionarão com o Congresso.

A carta – Terminou ontem em São Caetano do Sul (SP) a 74ª reunião da Frente Nacional de Prefeitos, entidade que já foi presidida pelo pernambucano João Paulo. Ao final, enviou-se carta a Bolsonaro com 6 pedidos, entre eles uma reforma tributária com manutenção do ISS e mais recursos para a saúde. Os prefeitos alegam que têm obrigação de investir 15% em saúde e investem 31%.

Peito lavado – O pernambucano Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Sena, acabou enriquecendo seu currículo após ter sido vetado pela bancada evangélica para ser ministro de Bolsonaro (Educação). Todos os grandes acadêmicos reconhecem que ele seria melhor na pasta que o futuro ministro Ricardo Vélez Rodrigues, sobre quem 99% dos brasileiros nunca tinham ouvido falar.

Visite o blog do Inaldo Sampaio aqui

Share

Fogo Cruzado- por Inaldo Sampaio

Contra o novo redesenho da Ferrovia Transnordestina

O governador Paulo Câmara escreveu bom artigo ontem nesta Folha sobre o novo cronograma da Transnordestina apresentado pelo concessionário que tem a responsabilidade de concluir as obras, que se arrastam vagarosamente. Todo tipo de apoio já foi oferecido pelo governo federal a este concessionário (Transnordestina Logística S/A) e a obra não termina nunca, apesar de sua importância estratégica para a nossa região, que ficaria totalmente interligada por ferrovias, barateando o custo da produção e do seu escoamento. O governador foi direto ao assunto, sem, naturalmente, querer nenhum tipo de briga com seu colega cearense Camilo Santana, que vem de uma reeleição consagradora: 80% dos votos válidos. Câmara não acha lógico, nem justo nem racional que a ferrovia chegue primeiro ao Porto de Pecém, no Ceará, que ao Porto de Suape, em Pernambuco, apesar de o nosso estar mais perto 80 km da jazida de ferro do Piauí, de onde partirá, e com 41% de suas obras prontas em território pernambucano. Além disso, diz ele, tendo em vista o retorno de Suape ao rol dos portos sob controle estatal, não justifica que fique em plano inferior em relação a Pecém, que é um porto privado. Todos os argumentos são robustos, no entanto não se pode deixar também de considerar que falta força política a Pernambuco para resolver uma parada desse porte. E não vale alegar “discriminação política” porque o governador do Ceará é do PT e, igualmente ao nosso, votou em Haddad para presidente da República.

O paraíso das férias

Mesmo com o dólar a quase R$ 4,00, milhares de brasileiros continuam viajando aos EUA para passar férias. O ex-vereador Sérgio Magalhães, que chegou de lá no domingo, encontrou tantos patrícios, num show, em Miami, que a apresentação era feita em inglês, espanhol e português.

Na transição – Tucano de bico grosso, pertencente ao PSDB de Pernambuco, está na comissão de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro. Se vai para algum cargo técnico ainda não se sabe. O convite não partiu diretamente do presidente eleito, mas teve o aval de Paulo Guedes.

A troca – Com Priscila Krause (DEM) na liderança da oposição na Assembleia Legislativa, a bancada, mesmo menor, tende a ser mais efetiva politicamente falando. A deputada fiscaliza o governo, globalmente, a partir de dados simples: o Orçamento e o Portal da Transparência.

Tá errado – Em tempos em que volta à tona o debate sobre a independência do Banco Central para gerir a política monetária e cambial do país, vale recordar Miguel Arraes: “O presidente da República presta contas ao povo e os dirigentes do BC não prestam contas a ninguém? Tá errado!”.

Bom time – Estudioso do liberalismo, o professor da Faculdade de Direito da UFPE, Marcos Nóbrega, gostou da equipe econômica de Bolsonaro. Diz que ela tem “coerência ideológica” e craques como Mansueto Almeida e Joaquim Levy. Não conhece Roberto Campos Neto (BC), mas já leu as memórias do avô: “Lanterna na popa”.

À reeleição – Tudo está caminhando até agora para que Eriberto Medeiros (PP) seja reconduzido à presidência da Assembleia. Além de contar com a simpatia da Frente Popular, ele tem uma qualidade que agrada muito ao governador: é calmo, sereno, e dá-se bem com todos.

Share

Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Paulo Câmara não deve esperar ajuda de Bolsonaro para resolver problemas de Pernambuco

Governadores eleitos ou reeleitos pleiteiam uma nova reunião em Brasília com o presidente Jair Bolsonaro, antes da posse, em busca de ajuda para os seus estados. Outra perda de tempo monumental. Não se pode cobrar e muito menos esperar nada do presidente eleito, em curto prazo, porque ele sequer sabe como irá encontrar as contas públicas. A lógica e o bom senso recomendam que o ministro Paulo Guedes deve assumir primeiro o comando da economia junto que os ex “Chicago Boys”, que recrutou no mercado e na academia, para depois saber o que pode ser feito com as dívidas estaduais (só Minas deve 90 bilhões à União). Em princípio, não há solução à vista porque essas dívidas foram renegociadas no governo Dilma e continuou tudo na estaca zero. E o presidente da República, logicamente, dará prioridade ao ajuste fiscal da União, e não ao dos estados e municípios. Impressiona, todavia, o grau de amadorismo como os novos governadores tratam essa questão, entre eles João Doria (eleito em São Paulo) e Camilo Santana (reeleito no Ceará), que teriam sido os proponentes das reuniões anteriores. Salvo raras exceções, os governadores parecem perdidos, no mato sem cachorro, à caça indo por um lado e eles por outro. Oxalá Paulo Câmara não entre nessa e se dê conta rapidamente de que não deve esperar ajuda da União para resolver problemas de Pernambuco, pelo menos em curto prazo.

Dinheiro curto

Diferentemente de 2014, as promessas de campanha de Paulo Câmara em 2018 foram genéricas e isso lhe dá flexibilidade para admitir que o Estado mantém certos programas que não cabem mais no seu orçamento. Um deles é o FEM, que está em atraso há quatro quatros. Por que não extinguir logo esse programa em vez de ficar prometendo recursos que não tem de onde tirar?

O porta voz – Em conversa recente com um amigo de Pernambuco, Bolsonaro reafirmou seu propósito de governar sem porta-voz. Seria algo novo na história do país. No regime militar, todos os presidentes tiveram porta-vozes. O de Costa e Silva foi o jornalista Carlos Chagas.

Fica a PF – Diversos governadores eleitos, entre eles João Doria (SP) e Wilson Witzel (RJ), escolheram generais para a Secretaria de Segurança. Em Pernambuco, a segurança continua sob comando de um policial federal desde o governo de Jarbas Vasconcelos e deve continuar assim.

A escassez – Os futuros secretários do governo Paulo Câmara já estão cientes de que irão administrar a escassez. A prioridade não é a construção de novas obras e sim concluir as atuais. As mais urgentes são as obras hídricas, que dependem da boa vontade do governo federal.

Sem dívidas – s regras eleitorais da campanha deste ano contribuíram efetivamente para torná-las mais baratas. Até agora, é pequena a “chiadeira” de prefeitos em relação a deputados estaduais e federais com os quais celebraram acordos. No geral, todos receberam o acordado.

Discurso fácil – Sílvio Costa Filho (PRB), líder da oposição na Alepe, acha que o governo deveria extinguir secretarias e cargos comissionados, para economizar gastos, em vez de aumentar impostos. Tipo do discurso fácil. Ainda que todos os cargos comissionados fossem extintos, isso representaria uma economia de 2%.

Share

Fogo Cruzado- por Inaldo Sampaio

Magalhães propõe a implantação do voto distrital para aprimorar o nosso sistema eleitoral

Roberto Magalhães acaba de escrever um pequeno grande livro sobre o Brasil dos séculos passados e os desafios do século XXI. Deveria ser leitura obrigatória para estudantes pernambucanos que perdem várias horas por dia se comunicando pelas redes sociais. Ele releu praticamente tudo que se publicou em nosso país sobre o descobrimento, os governos gerais, a invasão holandesa, as lutas contra a escravidão negra, o primeiro e o segundo reinados, a queda da monarquia, o início da República Velha, a Revolução de 30, a agitação nos quarteis nas décadas de 50 e 60, etc. Tudo devidamente checado com fontes da induvidosa credibilidade. Já tendo chegado aos 85 após passar pelo Governo do Estado, a Prefeitura do Recife e a Câmara Federal, imaginava-se em casa, dedicado apenas à leitura, aos netos e à sua assessoria jurídica. Mas, por ser um eterno otimista em relação ao Brasil, resolveu fazer essa releitura, focando episódios gloriosos da história pernambucana como a Confederação do Equador, a Revolução Praieira, a expulsão dos holandeses e a perda da Comarca de São Francisco para o Estado da Bahia por ato ditatorial do imperador Pedro I. Leitura fácil, leve, agradável, de quem se revela, depois de tanta idade, um apaixonado pela nossa história. Ao final, para dar contemporaneidade ao seu trabalho, apresenta várias sugestões para o aprimoramento do nosso sistema eleitoral, entre elas o voto distrital misto nos moldes do modelo alemão.

Admirador do novo ministro

Sérgio Moro já tinha um fã de carteirinha em Pernambuco antes mesmo de ser convidado por Bolsonaro para o Ministério da Justiça: Roberto Magalhães. O ex-governador ficou tão feliz com o trabalho dele na Lava Jato que transcreve em seu livro as suas 42 primeiras operações dizendo que elas constituem a “mais contundente ação contra o crime organizado” no Brasil.

Fim de mundo – A escassez de verbas de custeio no Governo do Estado começa a assustar os pernambucanos. Quem se der ao trabalho de circular pelo TIP, pelo Expresso Cidadão do Cordeiro e pela sede do Sassepe em Arcoverde se surpreenderá com o estado de degradação.

O líder – Está claro que falta um líder do Nordeste para comandar o bloco de governadores que não votou em Bolsonaro. Em passado recente tivermos Marco Maciel, Roberto Magalhães, Arraes, Eduardo Campos, ACM, Tasso Jereissati e Ciro Gomes. Hoje não há ninguém.

E nós? – Após ver o DEM de ACM Neto e Mendonça Filho ser contemplado por Bolsonaro com três ministérios, o PSL de Luciano Bivar resolveu cobrar isonomia ao presidente eleito. O problema é que os quadros do partido são fracos para ocupar cargos no primeiro escalão.

A mudança – Não será fácil para Paulo Câmara montar um “governo novo” com “peças velhas”. O problema não é a configuração da máquina e a sim falta de recursos para tocá-la. O dinheiro “azul e branco” está escasso e o do governo federal ninguém sabe se virá.

A baixa – Por não ter superado a cláusula de barreira, a Rede de Marina acaba de perder para o PPS o senador que elegeu em Sergipe: delegado Alessandro Vieira. Os depois partidos já estão conversando sobre possível fusão, que tem o apoio dos pernambucanos Roberto Freire e Daniel Coelho.

Leia o blog do Inaldo Sampaio aqui

Share

Fogo Cruzado – Por Inaldo Sampaio

Conclusão da Transposição e da Ferrovia Transnordestina seria de bom tamanho para a região

Governadores do Nordeste estão perdidos sobre como buscar um modo de convivência civilizado com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Já houve em Brasília, semana passada, uma reunião atabalhoada convocada pelo paulista João Doria, que não rendeu absolutamente nada. É justo, necessário e racional que os nordestinos apresentem uma pauta de reivindicações ao novo presidente, mas qual o conteúdo dessa pauta? Nesse primeiro momento, os governadores querem mais recursos para enfrentar suas despesas de toda ordem, incluindo a de pessoal, e isso a União não pode oferecer. Além disso, o futuro presidente deseja imprimir ao país uma economia mais liberal, contrastando com a linha que nos foi imposta até agora pelos dois governos de FHC, os dois de Lula e os dois de Temer, incluindo a interinidade de Michel Temer. E não se muda uma linha de política econômica do dia para a noite. Bolsonaro pretende imprimir esse pensamento ao seu governo sob orientação do economista Paulo Guedes, que nunca trabalhou no setor público e de cuja capacidade para carregar esse fardo muitos duvidam e o fato de ter perdido a eleição em todos os estados nordestinos não deve ser motivo de intimidação para os governadores. No entanto, os pedidos têm que ser feitos com lógica e moderação. Para o ano de 2019, por exemplo, estaria de bom tamanho a conclusão das obras de transposição do São Francisco e da Ferrovia Transnordestina, que são estratégicas para a região. O governo vai precisar de tempo para organizar-se ao modelo prometido na eleição e isso obviamente demandará tempo

No comando do TCU

Pela 1ª vez, em sua história, o TCU terá, simultaneamente, o presidente e o vice de Pernambuco: José Múcio e Ana Arraes, respectivamente. A posse será dia 11/12 e contará com a presença do presidente do TCE-PE Marcos Loreto. Especula-se que após sair da vice-presidência, em 2020, a filha de Miguel Arraes poderia retornar à política, mas ele não fala sobre isto.

Nó de todos – Pode parecer mentira mas não é. São Paulo, mais rico Estado da Federação, tem 266 municípios sem delegado de polícia. Pernambuco tem algumas dezenas sem uma autoridade policial, mas nada que se compare ao Estado que possui 40% do PIB nacional.

O homem – Bolsonaro apressou-se a esclarecer que a escolha do 3º deputado federal do DEM para o seu ministério – Luiz Henrique Mandetta, do MS – não teve nada a vez com o partido e sim com a formação técnica do indicado.  Aguarda-se que um político provinciano do Centro-Oeste mostre pelo menos 20% da competência técnica que Serra mostrou no governo FHC.

O atraso – Muitas prefeituras de Pernambuco estão observando chegar dezembro com duas e até três folhas em atraso e sem perspectiva de pagar o 13º aos seus servidores. Esta foi, aliás, a causa da queda de votação de muitos deputados no interior: o apoio de prefeitos desgastados.

O protagonismo – O PT apressa-se a avaliar o resultado da eleição presidencial – como fez ontem no Recife – para não perder o espaço da oposição ao governo Bolsonaro. Outros partidos de esquerda desejam caminhar longe dos petistas, a exemplo do PSB, o PDT e do PCdoB.

Boa vizinhança – O Partido Comunista Chinês convidou oficialmente o PSL, partido que tem como presidente o deputado Luciano Bivar (PE), para uma visita a Pequim. No governo Collor de Mello, o maior entusiasta dessa relação era o então senador pernambucano Ney Maranhão.

Share

Fogo Cruzado – Por Inaldo Sampaio

Major Ferreira insere nome de Pedro Jorge na lista de mártires

Foi sepultado ontem no Recife o corpo do ex-major José Ferreira dos Anjos, protagonista de um crime que abalou o país no dia 3 de março de 1982 (3 de março foi também o dia do assassinato, só que em 1945, do líder estudantil Demócrito de Souza Filho, que lutava contra a ditadura do Estado Novo). Ferreira, tido como corajoso e exímio atirador, teria prestado à ditadura militar os serviços mais sujos. E pagou caro por sua ousadia ao transformar-e no autor intelectual da morte do primeiro procurador da República assassinado no exercício de suas funções: o alagoano Pedro Jorge de Lima e Silva, então com 35 anos de idade. De formação católica, o procurador investigava um escândalo na agência do Banco do Brasil, em Floresta, onde o major era pessoa influente, da qual se tirava dinheiro para plantar mandioca e nada se plantava. Porém, apesar de sua reconhecida valentia, o major não praticou o crime com as próprias mãos. Contratou um pistoleiro para fazê-lo, pelo que também pagou caro porque todos foram condenados a mais de 30 anos de prisão. Em decorrência da condenação, teve a patente cassada pelo então governador Roberto Magalhães, porém 40 dias após a prisão, com a ajuda de colegas da própria PM, fugiu do Batalhão de Cavalaria Dias Cardoso e foi viver escondido nos cafundós da Bahia até ser recapturado em 1996. Isso pode parecer banal, mas não é: o crime nem compensa para ocultar investigações nem tampouco para enriquecimento ilícito. Que o digam Joesley, Lula, Palocci, Maluf, Eduardo Cunha e outros ex-bacanas que estão na prisão. Sem os crimes de que são acusados, poderiam estar esperando de outra forma a chegada do governo Bolsonaro.

Pernambuco desertificado

Até quem nasceu no Sertão fica assustado com a desertificação de Pernambuco nas regiões Agreste e Sertão. Nelas, em se plantando nada se colhe, por absoluta falta d’água até para matar a sede dos animais. Daí a obra mais importante de Pernambuco, na atualidade, ser a conclusão da Adutora do Agreste, que se arrasta a passo de cágado desde a gestão da Dilma Rousseff.

E depois? – Para fazer média com a CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Temer assinou decreto criando um comitê para fazer um “acerto de contas” entre as prefeituras e o INSS. Pura perda de tempo, pois sem o aval de Paulo Guedes esse comitê não servirá de nada.

Pra frente! – O Congresso tem que tirar de pauta, com urgência, todo tipo de projeto que envolva “caixa dois” para o Brasil poder caminhar. Ficar discutindo quem recebeu ou não “dinheiro não contabilizado” para suas campanhas eleitorais, 10 anos depois, é idiotice.

Algo mais – Sérgio Moro vai priorizar no Ministério da Justiça o “combate à corrupção” na linha dos procuradores da Lava Jato, mas isso não pode ser programa de governo. No máximo, complemento. Corrupção sempre existiu, e existirá, apesar do desejo do MPF de exterminá-la.

A inversão – Dói saber que o governo estadual insiste na construção de 4 novos hospitais no interior, apesar da deficiência dos atuais A prioridade deveria ser assistir aos pacientes que precisam de hemodiálise e o reabastecimento da farmácia básica do Estado. O resto pode esperar.

Em bloco – Antes de marcar seu primeiro encontro com Bolsonaro, a bancada nordestina de governadores fará uma reunião preliminar para combinar a pauta. O pastor e amigo presidente, Silas Malafaia, diz que ele trará tecnologia israelense para acabar com a seca e dizimar o PT na região.      

Visite o blog do Inaldo Sampaio aqui

Share

Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Governador eleito de Minas promete não nomear nenhum deputado para o seu secretariado

Romeu Zema, governador eleito de Minas Gerais, empresário do ramo varejista com mais de uma centena de lojas em seu Estado, foi a grande novidade política no Brasil no segundo turno da eleição. Deixou para trás o governador Fernando Pimentel, que nem ao segundo turno foi, e o senador Antonio Anastasia, que já tinha passado pelo Palácio da Liberdade como sucessor de Aécio Neves. Zema também surpreeendeu os brasileiros ao declarar, ainda na noite do primeiro turno, que não convidaria nenhum deputado estadual ou federal para a sua equipe. Formaria um governo exclusivamente com técnicos para sepultar no segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 850 municípios e uma tradição de alternância de poder que teve início no Estado Novo, a prática do “toma lá dá cá”. Zema é um jovem empreendedor que se elegeu por um partido (NOVO) que não tem sequer um único representante na Assembleia Legislativa. Embalou-o a força arrebatadora do bolsonarismo, que na reta final de campanha mandou Pimentel ir para a casa e não quis a volta ao governo de alguém ligado a Aécio Neves, cujo desgaste político dispensa comentários. É preciso, pois, dar um crédito de confiança às suas promessas, mesmo sabendo que elas estão mais para não serem cumpridas do que o contrário.

A montagem do time

De volta das férias, Paulo Câmara vai tirar os próximos 10 dias para montar seu novo time. Mudanças bruscas não haverá. O novo time será “político” assim como é o atual. Será aberto espaço no 1º escalão para o PT e o PCdoB terá seus espaços ampliados. A dúvida é saber se o PP de Eduardo da Fonte e o PSD de André de Paula continuarão com os espaços que têm hoje.

A exceção – Até agora, o único nordestino na equipe econômica de Bolsonaro é Mansueto Almeida, cearense formado pela UFCE. Ele continuará na Secretaria do Tesouro. Aliás, sob a batuta de Paulo Guedes, só os “chiques” com doutorado em Chicago terão vez na economia.

A volta – Após 8 anos afastado da Câmara Municipal do Recife, o ex-vereador João Arraes (PSB) estará de volta àquela Casa na próxima 5ª (22), às 16h, para assistir à entrega da medalha José Mariano, projeto de sua autoria, ao corregedor Fernando Cerqueira (Tribunal de Justiça).

A sucessão – Luciano Bivar vai reunir-se amanhã com os 4 senadores e os 52 novos deputados do PSL, partido que voltou ao seu comando, para falar sobre a sucessão na Câmara e no Senado. Ele tem interesse na vaga de Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas Bolsonaro quer que seja outro.

A captura – Em sua última conversa com Sérgio Moro para tratar da transição, o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) deu-lhe uma notícia preocupante. Todos os presídios do Brasil estão sob controle de facções criminosas (70) e quem entra lá tem que fazer parte de uma delas.

A mudança – Caso se confirme sua eleição para presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo terá que iniciar por Pernambuco o seu trabalho de reconstrução. Aqui o partido elegeu apenas um deputado estadual. Se a mudança de fato acontecer, é sinal de que seus fundadores (FHC, Serra, Aloysio Nunes, Alberto Goldman, etc.) não têm mais interesse no partido.

Leia o blog do Inaldo Sampaio aqui

Share

Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Bolsonaro está conseguindo montar o ministério sem recorrer ao toma lá dá cá

Sempre se diz que o Brasil há excesso de partidos e que isso dificulta a governabilidade. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai começar a provar desse veneno. Prometeu na campanha que não faria concessões aos partidos fisiológicos, escolhendo ministros na base do “toma lá dá cá”, mas ainda é cedo para se saber que a promessa será ou não cumprida. Não por sua própria vontade e sim pela realidade que impera no Congresso, à exceção da época do presidente Itamar Franco, que conseguiu montar uma maioria sem recorrer a esse tipo de expediente. A formação de maioria no Congresso poderia ser feita com mais simplicidade e racionalidade se tivéssemos menos partidos representados naquela Casa. Mas a partir de fevereiro serão 30. Tudo bem que a oposição a Bolsonaro deverá juntar num bloco de 150 parlamentares. Mas é preciso organizar também os outros 350 e isso dificilmente se fará sem cargos e emendas parlamentares. O Brasil tentou enfrentar isto em 2007 pela aprovação de uma correta cláusula de barreira – é livre a criação de partidos, mas a representação no Congresso dependeria de votos mínims obtidos em pelo menos 1/3 dos estados, etc. No entanto, o Supremo Tribunal Federal considerou essa exigência inconstitucional, deixando o país na mesma zorra em que se encontrava antes. Sob o argumento de que a cláusula de barreira provocaria o “massacre das minorias”, não se levou em conta que sua não exigência provocaria o “massacre das maiorias”, que penam para dar uma básica sólida de sustentação ao futuro presidente da República. Bolsonaro fez escolhas boas para o ministério sem recorrer a esse tipo de troca, mas vamos ver lhe isso lhe dará a almejada governabilidade.

Um tsunami anunciado

O ministro Raul Jungmann, que já foi vereador no Recife pelo PPS, prevê um “tsunami” na Câmara Municipal nas eleições do próximo ano. É que os partidos hoje lá representados só terão direito a fundo partidário e a tempo de TV se tiverem recebido ao menos 1,5% dos votos válidos nas eleições de 2018 para a Câmara Federal, distribuídos em pelo menos 1/3 dos Estados.

Pra onde? – Com apenas 33 cadeiras na Câmara Federal a partir de fevereiro, o MDB nunca esteve tão franco num início de governo como agora. Seu único representante de Pernambuco, Raul Henry, quer o partido na oposição a Bolsonaro, mas a bancada ainda não firmou posição.

Muita luta – Caso seja confirmado para substituir Geraldo Alckmin na presidência nacional do PSDB, Bruno Araújo terá um trabalho duro pela frente, que tem que começar por Pernambuco onde o desempenho do partido foi um fiasco. Não elegeu nenhum deputado federal. E, no Brasil, apenas 29.

A influência – Sob o comando da dupla Ciro Nogueira (PI) e Eduardo da Fonte (PE), o PP teve muita força nos governos de Lula, Dilma e Temer, mas no de Bolsonaro não será assim. O partido elegeu apenas 37 deputados federais e até em Pernambuco deverá perder espaços no governo Paulo Câmara.

Fica ele – Eriberto Medeiros (PP) está construindo as condições políticas para permanecer na presidência da Alepe. Dá-se bem com todo mundo e o jeito com que conduz a Casa, literalmente na base do diálogo, agrada bastante o governador Paulo Câmara e seus seguidores.

Risco fiscal – A Lei de Responsabilidade está em perigo e quem a colocou foram os estados ricos como RS, RS e MG. Ou alguém esquece que Aécio Neves, quando governador de Minas, entregou uma secretaria a cada um dos partidos que o apoiavam (14) e foi morar no RJ. A farra foi completa.

Leia o Blog do Inaldo Sampaio aqui

Share

Fogo Cruzado- Por Inaldo Sampaio

Como disse o presidente Michel Temer na véspera do feriado de 15 de novembro, o processo eleitoral passou a cabe agora aos brasileiros de boa vontade torcerem para que o presidente eleito Jair Bolsonaro acerte o passo. A maioria dos brasileiros o escolheu sabendo exatamente quem ela era. Um ex-militar de convicções democráticas pouco consistentes, defensor da prática de tortura, saudosista do golpe militar de 64 e a favor da revogação do Estatuto do Desarmamento para que o cidadão possa ter uma arma em casa para sua defesa pessoal. Sendo assim, resta-nos curvar-nos à vontade da maioria, torcer para que o governo dê certo (afinal, estamos todos no mesmo barco) e fiscalizá-lo democraticamente e sem nenhum tipo de preconceito. Até agora, apesar de ter dito muitas bobagens sobre a nossa política externa, Bolsonaro fez coisas positivas. À exceção talvez de Paulo Guedes, está acertando o passo na escolha dos membros da equipe econômica. Além disso, convidou uma ruralista para o Ministério da Agricultura, um astronauta formado no ITA para Ciência e Tecnologia, um político para a Casa Civil e um juiz federal para o Ministério da Justiça. Seu maior gol de placa, contudo, seria Viviane Senna aceitar o convite para o Ministério da Educação não por ser irmã de Ayrton Senna e sim pelo notável trabalho que faz nessa área desde a morte trágica do irmão.

O toma lá dá cá ainda resiste

Pelas contas dos seus assessores, Bolsonaro iniciará em governo em 1º de janeiro com apoio de 350 deputados federais e 55 senadores. Ele teria conseguido formar essa maioria sem o “toma lá dá cá”, cumprindo uma de suas promessas de campanha. Resta ainda saber se o “centrão” dará apoio eterno ao governo sem nada receber troca.

A desfiliação – O profissional de educação física Lúcio Beltrão, eleito recentemente conselheiro efetivo do Conselho Regional de Educação Física da 12ª região/Pernambuco, pediu desfiliação ao PSDB para ficar longe da política partidária.

Homenagem – Natural do Crato (CE), o engenheiro Carlos Augusto Costa (PV) vai receber o título de cidadão recifense próximo dia 19, às 18h, no plenário da Câmara Municipal, por proposição do vereador Romero Albuquerque. Ele se formou em Engenharia Eletrônica no RJ e 1986 e veio para o Recife trabalhar na Chesf.

Distribuição – A Conab vai distribuirá 55 mil cestas básicas a famílias indígenas e quilombolas de Pernambuco até janeiro do próximo ano. No total, mais de 1.200 toneladas de alimentos serão doadas, beneficiando aproximadamente 25 mil famílias.

Avanço aéreo – A companhia Air Europa anunciou ontem na Espanha que lançará dois novos voos semanais de Fortaleza para Madrid. O governador reeleito Camilo Santana (PT), que está de férias na Europa, prestigiou o anúncios dos novos voos.

Demissão 1 – Futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro pediu demissão ontem do cargo de juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba. A demissão foi assinada pelo desembargador Thompson Flores, presidente do TRF da 4ª Região (Porto Alegre).

Demissão 2 – “Destaco meu orgulho pessoal de ter exercido durante 22 anos o cargo de juiz federal e de ter integrado os quadros da Justiça Federal brasileira, verdadeira instituição republicana”, diz em sua carta o ex-juiz, que a partir de 2021 estará no STF.

Sonho vive – O deputado eleito Luciano Bivar (PSL) voltará a conversar com Jair Bolsonaro sobre a mesa diretora da Câmara Federal. Ele acha que tem amplas condições de se eleger, embora o presidente eleito tenha inclinação pela reeleição de Rodrigo Maia.

Novos amigos – Impressiona a quantidade de “novos amigos” que Bolsonaro arranjou depois de eleito. Na Câmara Federal, não tinha mais que dois amigos: os deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Alberto Fraga (DEM-DF). Com o resto nunca trocou sequer um aperto de mão.

Agora é a minha – Do prefeito de Itapetim, Adelmo Moura (PSB), assim que se confirmou a reeleição do governador Paulo Câmara no dia 7 do mês passado. “Bem, a eleição do governador está resolvida e agora vou cuidar da minha”. E saiu imediatamente para uma reunião na zona rural para conversar sobre 2020.

Share

Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Jungmann deverá sair do Governo Temer sem esclarecer a morte de Marielle Franco

Prestes a deixar o governo Michel Temer, o ministro Raul Jungmann já teve a primeira conversa com o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, para acertar detalhes da transição. Jungmann informou ao ex-juiz da Lava Jato que o atual governo deixará para o próximo um legado importante na área de segurança, a exemplo de uma política para o setor e recursos garantidos da Loteria Esportiva. Ele teve o cuidado de pesquisar como a União tratou a questão da segurança em nossas Constituições e concluiu que em todas elas (da de 1824 à de 1988) jogou-se essa responsabilidade para as costas dos estados, que não têm condições de arcar sozinhos com esse peso. O atual ministro é admirador confesso de Sérgio Moro, que julgou os processos da Lava Jato até recentemente, mas tem dúvidas sobre se a junção da Pasta da Segurança Pública com a da Justiça será um bom negócio para o país. Ele gostaria que não houvesse essa fusão porque as atribuições da nova pasta ficarão muito amplas, com receio de que o novo ministro não consiga desincumbir-se bem de suas múltiplas responsabilidades. Porém, a decisão já foi tomada pelo presidente eleito e não há mais nada a lamentar. Jungmann sairá do governo convencido de que fez tudo que esteve ao seu alcance para que o Brasil tivesse uma política de segurança, mas algo que não conseguiu fazer o frustra bastante: esclarecer o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, mais por conta do Ministério Público, diz ele, que nunca quis a presença da Polícia Federal no caso, do que da pasta ora seu comando.

Pobre explicação

A vice-governadora eleita Luciana Santos (PCdoB) tinha todo o direito de não participar da reunião dos novos governadores com Bolsonaro, anteontem, no DF, substituindo Paulo Câmara, que estava no exterior, mas a justificativa para a ausência foi pífia. Alegou que a reunião teria “conotação política” como se fosse possível tirar a “política” de uma reunião desse porte.

Despedida – Morreu ontem em Caruaru o jornalista Antônio Miranda. ex-colaborador dos jornais “Vanguarda” e “Diário de Pernambuco”. Em nota, a prefeita Raquel Lyra (PSDB) afirmou que a imprensa pernambucana acaba de perder um dos seus grandes colaboradores.

O sangue – Roberto Campos Neto, futuro presidente do Banco Central, não será um “estranho no ninho” no governo Bolsonaro como foi o avô famoso, diplomata e ex-senador pelo MT, no início da Nova República. Roberto Campos era um genuíno liberal e o neto pensa como ele.

Carnificina – Pelas contas do professor José Maria Nóbrega (UFPB), houve em Pernambuco mais de 20 mil assassinatos entre 2013 e 2107, o que equivalente às populações de Tuparetama e Brejinho. Por isso, diz, não há motivo para comemorar e queda de crimes ocorrida no Estado em outubro deste ano.

Investigação – O Ministério Público e o TCE já estão investigando o suposto desvio de recursos do Fundef (R$ 8 milhões) na prefeitura de Catende. O dinheiro entrou nos cofres da prefeitura por um precatório e não se sabe ainda o destino dele. O vice-prefeito Fausto da Farmácia já foi avisado por seus advogados de que deverá substituir o atual Josibias Cavalcanti (PDT).

Calma, doutor! – Acostumado a tratar com desdém o juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula foi surpreendido pela dureza da juíza Carolina Hardht na 1ª audiência do processo sobre o sítio de Atibaia. Quando ela o advertiu que baixasse o tom, sob pena de dar-se mal, Lula calou.

Leia o blog do Inaldo Sampaio aqui aqui

Share

FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

José Paulo Cavalcanti Filho foi secretário geral do Ministério da Justiça no governo Sarney

O advogado José Paulo Cavalcanti Filho foi proibido de estudar Direito em Pernambuco durante a ditadura militar devido às atividades políticas que exercia como líder estudantil. Nem por isso deu o braço a torcer aos golpistas. Foi estudar em Harvard, mas voltou a tempo de concluir o curso no Recife. Aos 35 anos, já advogado famoso, foi convidado pelo então futuro ministro da Justiça, Fernando Lyra, para ser o secretário-geral da pasta, que teria entre suas atribuições sepultar o “entulho autoritário”. Quis o destino, contou o advogado ao programa “Roda Vida Pernambuco”, na última terça-feira, que o desfile de 7 de setembro de 1985, em Brasília, ao lado do então presidente José Sarney e de outras autoridades, tenha lhe dado a chance de acertar as contas que tinha com os militares. Convenceu-se de que o Brasil retornara à democracia e de que os “anos de chumbo” eram coisa do passado. Tempos depois foi nomeado por Dilma Rousseff para a Comissão Nacional da Memória e da Verdade, cuja finalidade era apurar os casos de violação aos direitos humanos durante o regime de exceção. Aos colegas da Comissão disse ter a impressão de que ela investigaria a “guerra suja” dos dois lados, ou seja, quem torturou e quem foi torturado. Mas depois se convenceu de que a história dos vencedores já tinha sido contada porque a versão deles jamais foi submetida a qualquer tipo de censura. Era preciso contar agora a história dos vencidos, e isto a Comissão fez com equilíbrio e isenção, garante. Por isso não liga para versões de aliados de Bolsonaro de que a Comissão foi muito mais “da mentira” do que “da verdade”. Afirma que no regime democrático cada um tem o direito constitucional de expressar o que pensa, embora reconheça também que deve ter perdido alguns amigos por não ter votado no PT nas últimas eleições. No entanto, inclui também nesta contabilidade a decepção que teve com o partido, após votar nele várias vezes, por ter-se transformado num antro de corrupção. E vai tocando a vida alegre e feliz, como “quase biógrafo” do poeta português Fernando Pessoa.

Ligação com o Sudeste

Apesar de o Aeroporto Internacional dos Guararapes ter entrado na lista dos que poderão ser privatizados, isso não está tendo interferência na expansão de sua malha viária. A partir de fevereiro do próximo ano, a capital pernambucana terá vôo direto para Vitória (ES), interligando-se com todas as capitas da região Sudeste. A rota será operada pela Azul.

Recurso – O Ministério Público Federal decidiu recorrer ao STJ contra decisão do TRF da 5ª Região de liberar a construção de imóveis na área do Cais José Estelita. A área é, sabidamente, uma das mais degradadas do Recife, mas, segundo o MPF, falta ainda a licença do IPHAN.

O adeus – Por meio de nota, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), lamentou ontem a morte do empresário Ivan Nunes, que tinha negócios em Agrestina e outros municípios da região. O empresário era pai do atual prefeito de Agrestina, Thiago Nunes, filiado ao MDB.

Também quero – Serviu de nada a reunião de governadores eleitos em Brasília, ontem, com o presidente eleito Jair Bolsonaro, para discutir a crise fiscal dos estados. Bolsonaro resumiu em poucas palavras o significado da reunião: “Se eles querem dinheiro, eu quero também”.

Menos médicos – O fim do programa “Mais médicos”, pelo menos com profissionais cubanos, terá implicações na assistência básica em dezenas de municípios pernambucanos. Em vários deles há médicos cubanos que não custam nada às prefeituras, salvo hospedagem e alimentação.

Crise ética – Catende está sem sorte com seus prefeitos. O anterior, Otacílio Cordeiro (PSB), foi afastado do cargo por corrupção. E contra o atual, Josibias Cavalcanti (PDT), que é promotor aposentado, pesa a acusação de não ter prestado contas de R$ 8.120.471,60 que recebeu adicionalmente do Fundef. O prefeito tem 90 anos e não estaria mais dando as cartas na prefeitura. O vice Fausto da Farmácia está na expectativa de assumir.

Visite o blog do Inaldo Sampaio aqui 

Share