FOGO CRUZADO- POR INALDO SAMPAIO

O Congresso tratou os municípios de Joinville e Ingazeira como se fossem a mesma coisa

Prefeitos da diretoria da Amupe, à frente o presidente José Patriota, levaram ontem uma pauta com nove itens para ser discutida com os conselheiros do Tribunal de Contas de Pernambuco. A pauta trata do “Pernambuco real”, ou seja, do cotidiano das prefeituras que são obrigadas a cumprir dezenas de leis aprovadas pelo Congresso como se todos os municípios do Brasil fossem iguais. Não se levou em conta, quando da aprovação dessas regras, que Joinville (SC) é diferente de Ingazeira (PE), que Novo Hamburgo (RS) é diferente de Itapetim (PE) e que Volta Redonda (RJ) é diferente de Santa Filomena (PE). As regras são as mesmas para todos, o que num país continental como o nosso é uma grande burrice. Ou estupidez política. Os prefeitos foram pedir ao TCE que flexibilize sua interpretação sobre Lei de Responsabilidade Fiscal (limite de gastos com pessoal), previdência própria, substituição de “lixões” por aterros sanitários, contratação de escritórios de advocacia por inexigibilidade de licitação, gastos constitucionais com educação, realização de eventos festivos, etc. Conversa madura, franca, republicana, atentamente ouvida pelo presidente Marcos Loreto e os conselheiros João Campos, Ranilson Ramos e Dirceu Rodolfo, a quem coube dizer aos prefeitos que, como órgão de controle, o TCE pode até colaborar, mas não pode fazer tudo que eles querem. Tem obrigação de cumprir suas atribuições constitucionais. Em todo caso, foi um debate altamente produtivo que certamente influenciará futuras decisões do TCE não para permitir o descumprimento da lei e sim para inseri-las num contexto em que também se leve em conta a questão da justiça e a realidade desses entes conforme determina a Nova Lei de Introdução às Normas do Direito.

O subfinanciamento

Todos os programas criados pelo governo federal para ajudar os municípios são subfinanciados, daí a crise que se abate sobre as prefeituras que sobrevivem apenas do FPM. A União repassa R$ 11 mil por cada equipe de PSF, que custa às prefeituras pelo menos R$ 20 mil. Além disso, congelou a tabela do SUS há mais de 10 anos e não repassa o que deve pelo transporte escolar.

O reajuste – Mesmo as prefeituras que vão conseguir pagar o décimo terceiro salário aos seus servidores terão um novo abacaxi para descascar a partir de janeiro – o reajuste do salário mínimo e o piso salarial dos professores. Isto será um peso financeiro que muitas não irão suportar.

O calote – O prefeito de Tabira, Sebastião Dias (PTB), já se viu numa situação como esta. Ao se deparar com o aumento do salário mínimo e o reajuste dos professores, veio direto ao TCE para fazer esta consulta – o dinheiro que tenho não dar para pagar tudo e alguém vai ficar sem receber.

A sulanca – Por conta das festas de final de ano, o Moda Center de Santa Cruz do Capibaribe está abrindo suas portas nos finais de semana. Domingo agora, pelo menos 400 ônibus de vários estados do Brasil passaram por lá para comprar sulanca. A dinheirama corre na cidade, que é uma das mais progressistas do interior de Pernambuco.

A conversa – Paulo Câmara ainda não chamou o deputado Eduardo da Fonte (PP) para conversar sobre o novo governo. Mas presume que o fará na próxima semana porque o PP elegeu uma bancada de 10 deputados estaduais. Nunca, em Pernambuco, de 1990 para cá, um partido que não o do governador elegeu uma bancada com tanta gente.

O suplente – Sivaldo Albino (PSB), primeiro suplente de deputado estadual da Frente Popular, vai assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa. Ele caiu nas graças de Paulo Câmara porque como candidato impediu que Armando Monteiro (PTB) ganhasse de lavada em Garanhuns, cidade governada pelo petebista Izaías Régis.

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Fogo Cruzado- Por Inaldo Sampaio

Filhos de Bolsonaro interferem no governo do pai antes mesmo de sua instalação

Jair Bolsonaro teve três filhos do primeiro casamento e os colocou todos na política. Um foi campeão de votos em São Paulo para a Câmara Federal, outro se elegeu senador pelo Rio de Janeiro e o terceiro é vereador na capital fluminense. Nada demais que filhos queiram seguir a carreira do pai, que ainda é deputado federal pelo RJ e está eleito presidente da República. O problema é a interferência desses filhos no governo que sequer se iniciou. Um foi para os Estados Unidos encontrar-se com assessores de Trump como se fosse o ministro das Relações Exteriores, outro dá pitaco na bancada do PSL dizendo quem pode e quem não pode ser o futuro presidente da Câmara Federal, o terceiro convida pessoas para participar do governo do pai como se fosse ele próprio o sucessor de Temer, e por aí vai. Evidente que isso está errado e pode comprometer o governo que ainda vai se instalar daqui a 21 dias. Bolsonaro tem que enquadrar logo esses “garotos” (é assim que ele se refere aos filhos), sob pena de frustrar as expectativas dos seus 57 milhões de eleitores. Para completar essa fase ruim de seu pré-governo, vaza um relatório do Coaf que deixa mal na fita um de seus filhos e a futura primeira dama Michele Bolsonaro. O presidente eleito poderia estar dando entrevista hoje sobre o novo ministro do Meio Ambiente mas em vez disto vai colher pelo menos uma semana de notícias negativas sobre um de seus filhos. Se aprender com isto, ótimo. Se não, ai do Brasil!

O papel de Bivar

Como presidente nacional do PSL, o deputado pernambucano Luciano Bivar pode ter um papel importante no governo Bolsonaro, mas precisa ser mais proativo. Evidente que não tem como “enquadrar” os filhos do presidente eleito. Mas pode encaminhar, satisfatoriamente, a posição do partido diante do governo e da eleição das duas mesas do Congresso Nacional.

Posse – O ministro José Múcio, que assumirá amanhã a presidência do TCU, pretende priorizar, na fiscalização, concessões e privatizações, além de obras inacabadas. Como não há auditores suficientes para fiscalizar todas, serão priorizadas as que já consumiram milhões de reais.

A sopa – O ex-presidente FHC definiu bem o quadro partidário brasileiro na atualidade: não há partidos políticos com programa e ideologia definidos, e sim “sopa de letras”. Excetuam-se o PCdoB e mais uns três ou quatro. O resto são siglas que, se não existissem, não fariam falta.

A estrela – O deputado Bruno Araújo é um dos poucos políticos do PSDB que nasceram com uma estrela na testa. Apesar de sua pouca idade, já foi líder da bancada na Câmara e ministro de estado. E agora recebeu o apoio de João Doria, governador eleito de SP, para presidir o partido.

O núcleo – Paulo Câmara está montando o segundo governo cujo núcleo será formado pelo PSB, PCdoB, MDB e PT. Esse quarteto dará sustentação ao governo e isso é o que interessa ao governador. Partidos como PP, PR, SD e PDT terão participação, mas não no nível de hoje.

Da pesada – Quadrilhas daqui e de outros estados continuam explodindo bancos nos sertões nordestinos e as polícias estaduais têm sido impotentes para enfrentá-las. O próprio ministro Raul Jungmann (Segurança) reconhece que facções criminosas comandam esses assaltos de dentro das prisões.

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Fogo Cruzado – Por Inaldo Sampaio

Do secretário executivo da Casa Civil do Governo do Estado, André Campos, a coluna recebeu este comunicado sobre o fechamento da Delegacia de Polícia de São José do Egito e sua transferência para Afogados da Ingazeira, conformou informou por ofício o delegado local à Câmara Municipal de Vereadores: “A Polícia Civil de Pernambuco informa que os trabalhos investigativos desenvolvidos pela PCPE no município de São José do Egito serão mantidos, não havendo qualquer prejuízo para a população. A nova sede da delegacia no município está sendo viabilizada, com máxima urgência, e estará em plena atividade a partir do dia 17 de dezembro, quando se encerra o contrato de locação do imóvel onde atualmente funciona”.

“A Polícia Civil afirma ainda que não há atrasos no pagamento do aluguel do referido imóvel. Os valores estão quitados até o mês atual, dezembro de 2018. O proprietário da casa escolheu por não continuar o alugando o imóvel onde funciona atualmente a DP, cancelando o contrato unilateralmente. Por fim, a PCPE vem adotando uma política de devolver imóveis alugados por locais próprios, gerando economia aos cofres públicos e melhores condições de atendimento à população e de trabalho aos policiais. Em 2018, 17 delegacias foram transferidas para imóveis que pertencem ao Estado ou adquiridos por meio de parcerias, seja com o Poder Judiciário, prefeituras ou iniciativa privada, o que gerou uma economia de R$ 1,5 milhão por ano aos cofres públicos”.
“Também é importante ressaltar que, nos últimos anos, a Polícia Civil de Pernambuco vem expandindo e reforçando seus serviços no Estado, a partir da contratação de mais de 800 policiais (entre delegados, agentes e escrivães) aprovados em concurso público e da inauguração de novas delegacias. Esse trabalho tem contribuído para a redução significativa de índices de criminalidade tanto no município como na região”.

“Em São José do Egito, os homicídios diminuíram em 60% entre janeiro e outubro de 2018, quando se compara com o período equivalente em 2017. Em toda a AIS 20, que engloba São José do Egito e outros 11 municípios do Sertão, a redução foi de 46%. Quanto aos roubos, a diminuição em São José do Egito foi de 6%, passando de 65 para 61 registros entre janeiro e outubro. A mesma tendência de queda se verifica nos Crimes contra o Patrimônio, que englobam os roubos”.

Caixa dois de novo?

O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, não aguenta mais ser questionado sobre caixa dois. Ontem, em São Paulo, irritou-se com perguntas dos jornalistas e abandonou uma coletiva de imprensa após participar de um almoço com empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), entidade fundada pelo governador eleito João Doria (PSDB).

Sem padrinho – Foi-se o tempo em que Gonzaga Patriota (PSB) era consultado sobre a nomeação do superintendente da Polícia Rodoviária Federal. Ontem, o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, anunciou que Adriano Marcos Furtado vai ocupar o cargo e a única pessoa que consultou foi Jair Bolsonaro.

Mais um – A coluna esqueceu de citar ontem que Ouricuri elegeu um deputado estadual nessas eleições: Antonio Fernando, que tem parentesco com a mulher do ex-prefeito e ex-deputado Antonio Coriolano.

Enquadramento – O senador eleito Major Olímpio (PSL-SP) detonou ontem a deputada federal eleita Joice Hasselman (PSL-SP) chamando-a de desagregadora. Ela se coloca como candidata a líder do partido na Câmara, mas, segundoo major, sua chance é zero.Luciano Bivar (PE) gostou da bancada.

O agregador – O ex-governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), que morreu anteontem de um enfarte fulminante e foi sepultado ontem em Boa Vista, tinha perfil agregador. Um de seus melhores amigos era o pernambucano Ionilson Sampaio, que, como deputado estadual, fez oposição aos dois governos dele.

Vassourada – Sem dinheiro para fechar as contas deste ano, o prefeito de Escada, Lucrécio Gomes (PSB), iniciou ontem um festival de demissões. A “vassourada” atingiu, inclusive, velhos correligionários do prefeito.

Divisão – A eleição para a nova mesa diretora da Câmara Municipal de Santa Cruz do Capibaribe provocou uma rearrumação de forças na cidade. O ex-prefeito José Augusto Maia (PROS) elegeu um filho para presidente com apoio do deputado Diogo Moraes (PSB), que havia rompido com o prefeito Édson Vieira (PSDB).

Novo modelo – Até agora, apenas um governador eleito promete gerir os negócios do Estado como empresa privada: Romeu Zema (NOVO), de Minas Gerais. Vamos ver se conseguirá. Mas, se conseguir, sairá mitificado.

Vai, João! – Se o deputado federal eleito João Campos (PSB) consultar velhos amigos do seu pai, vai embora para Brasília exercer seu mandato na Câmara Federal. Uma secretaria no governo Paulo Câmara não lhe acrescentará absolutamente nada.

Congresso – O PR marcou para 19 de janeiro uma reunião para decidir se fica ou não na base de apoio a Jair Bolsonaro. Se ficar, Sebastião Oliveira deve ceder a presidência do partido em Pernambuco ao prefeito Anderson Ferreira (Jaboatão dos Guararapes).

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Coluna Fogo Cruzado- por Inaldo Sampaio

O tema “caixa dois” deve ser tirado de pauta para que a agenda de Bolsonaro seja conhecida

“Caixa dois” sempre existiu no Brasil desde que eleição é eleição. Funcionava mais ou menos como o jogo do bicho, que é contravenção penal mas nem por isso o povão deixou de jogar. O “caixa dois” é dinheiro não contabilizado, para usar uma expressão de Delúbio Soarees, e o partido que disser que nunca fez uso dessa prática está mentindo. Empresários doavam “por fora” porque não queriam que seus nomes fossem expostos e os partidos ocultavam os doadores porque não tinham interesse em tornar público suas identidades. Agora, que há um presidente eleito querendo olhar para o futuro, o Congresso Nacional deveria celebrar um acordo para anistiar logo os beneficiários de “caixa dois”, de 2016 para trás. Ou será que vamos ficar eternamente discutindo se Serra, Alckmin, Humberto Costa, Michel Temer, Gilberto Kassab, Ônix Lorenzoni e outros mais receberam dinheiro de empreiteiras para suas campanhas e não prestaram contas à Justiça Eleitoral? Este assunto já saturou o povo brasileiro, que está muito mais interessado, presume-se, em conhecer as primeiras medidas do governo Bolsonaro para tirar o país da crise, e por isso deve ser retirado de pauta imediatamente. É chegada a hora de o Brasil debruçar-se sobre outra agenda porque essa não constrói absolutamente nada. “Caixa dois” é coisa do passado, e se tiver que se manter em pauta, que seja a partir de 2020.

Homem macho, sim senhor!

Governava a Paraíba o ex-deputado João Agripino quando o governo militar pôs o jogo do bicho na ilegalidade. O valente governador, nascido em Catolé do Rocha, foi ao general de plantão, Arthur da Costa e Silva, e disse: “Na Paraíba o jogo não fecha, a menos que o senhor arranje emprego para 150 mil pais de família que vivem dessa atividade”. E não fechou mesmo não.

Que vergonha! – A partir do dia 17, São José do Egito, no Pajeú, também conhecida como “terra de poetas”, não terá mais Delegacia de Polícia. Ela será transferida para Afogados da Ingazeira porque a SDS não paga o aluguel há dois anos e o dono do imóvel entrou com ação de despejo. O comunicado foi feito pelo próprio delegado Paulo Henrique de Medeiros.

Um marco – Além de Henrique Queiroz (PR), só houve um deputado estadual em Pernambuco com 10 mandatos consecutivos: Felipe Coelho, nascido em Ouricuri e conhecido nas rodas políticas como “O tigre do Araripe”. Era um sertanejo bravo e dirigiu a Alepe em três ocasiões.

Só uma – Houve tempo em que Ouricuri, Salgueiro, Araripina, Belém do São Francisco e Floresta tinha seus próprios representantes na Assembleia Legislativa. A partir de fevereiro, a bancada sertaneja encolherá: Rodrigo Novaes, Fabrízio Ferraz (Floresta) e Roberta Arraes (Araripina).

Peso grande – Pernambuco gastará em 2019 quase R$ 2 bilhões com sua folha de inativos mas é como se nada estivesse ocorrendo. É preciso que o Governo do Estado tenha um olhar responsável sobre essa matéria, sob pena de, em médio prazo, estarmos nivelados ao RJ, MG e RS.

As portarias – Goiana não vive propriamente um clima de paz desde que o prefeito Osvaldo Rabelo Filho (MDB) tirou licença para tratamento de saúde. O juiz mandou tornar sem efeito todos os atos do Poder Executivo de 2 de agosto a 8 de outubro mas o vice, Eduardo Honório, revalidou por meio da portaria 492/2018.

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Fogo Cruzado- Por Inaldo Sampaio

Joaquim Francisco e Bruno Araújo representam o PSDB regional no time de Jair Bolsonaro

O ex-governador Joaquim Francisco, em entrevista ao “Roda Viva Pernambuco”, anunciou que o PSDB, ao qual está filiado há cerca de dois anos, resolveu mandar às favas os escrúpulos de consciência e estará na base de apoio ao presidente eleito Jair Bolsonaro. A linguagem do candidato do PSL nada teve a ver com a linguagem de Geraldo Alckmin, que foi o candidato tucano a presidente da República. Muito pelo contrário, Alckmin chegou a compará-lo ao coronel Hugo Chávez, da Venezuela, que produziu o que há de mais atrasado no país vizinho: o presidente Nicolas Maduro. Nada obstante, já no segundo turno da eleição, os três candidatos do PSDB que venceram eleição para governador declararam apoio a Bolsonaro: João Doria (São Paulo), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), contrariando a opinião do ex-presidente FHC e do senador José Serra, que pregaram a neutralidade. Bolsonaro não reservou nenhuma de suas 20 pastas para os tucanos, mas nem precisou. O partido entrou de corpo e alma no governo, abdicando definitivamente de sua história e do seu passado de legenda que nasceu de uma costela do MDB para defender a social democracia. Joaquim e o deputado Bruno Araújo comandam o pelotão bolsonarista em Pernambuco, que até agora está contemplado apenas na equipe de transição do futuro governo.

Transição republicana

Coube ao empresário Gilson Neto, sobrinho do ex-deputado Gilson Machado, recentemente falecido, indicar Joaquim Francisco e o publicitário Osvaldo Matos para a equipe de transição de Bolsonaro. Joaquim está satisfeito com a indicação e diz que o ambiente no Centro Cultural do Banco do Brasil, no DF, onde Bolsonaro monta o governo, é o mais “republicano” possível.

Duas bandas – A entrada do PSDB no governo Bolsonaro dividirá o partido em duas bandas. Uma liderada pelo governador eleito de SP, João Doria, e outra pelo senador José Serra. O ex-presidente FHC e presidente de honra do partido, contrário à adesão, vai dedicar-se a palestras.

O atraso – Ainda não se cogita no governo Paulo Câmara acordo com os grandes contribuintes de ICMS de Pernambuco para permitir que o Estado possa pagar até o próximo dia 20 o 13º salário dos servidores. O governo Jarbas fez isto em 1999 para pagar folhas em atraso deixadas por Arraes.

O dono – O deputado federal eleito Sílvio Costa Filho (PRB) já é presença garantida na base de apoio a Bolsonaro, apesar de seu pai, Silvio Costa, que não se elegeu senador, ser oposição. Silvinho não reza pela cartilha dele e nem do pai, e sim da Igreja Universal que é a dona do partido.

Sem briga – Até o primeiro governo Lula, era grande a briga nos partidos governistas pela indicação de dirigentes de cargos de 2º escalão na região Nordeste: Chesf, Codevasf, Dnocs, Sudene e BNB. Bolsonaro é presidente eleito há 40 dias e ninguém toca neste assunto.

Desaparelhar – Um dos maiores desafios do presidente eleito Jair Bolsonaro é “desaparelhar” a máquina pública federal que o PT “aparelhou” nos 14 anos de governos Lula e Dilma. Quem pensa que isso será fácil aguarde o resultado. O PT colocou gente sua em todos os escalões governamentais.

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Fogo Cruzado- Por Inaldo Sampaio

Pernambuco tem capacidade de endividamento mas o governo federal não dá o aval

Joaquim Levy ainda era ministro da Fazenda do governo Dilma quando o governador Paulo Câmara solicitou-lhe aval para contrair um empréstimo externo a fim de investir o dinheiro na infraestrutura de Pernambuco, que está péssima. Levy enrolou, enrolou, enrolou, e saiu do governo sem dar a autorização. Tinha mais força no governo que a própria Dilma, tanto que a presidente foi afastada por um processo de impeachment e ele está de volta ao núcleo financeiro do governo Bolsonaro como presidente do BNDES. Levy alegou na ocasião que Pernambuco não tinha saúde financeira para bancar o empréstimo, mas não era verdade. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o Estado pode dever até duas vezes e meia a sua receita anual de ICMS e Pernambuco está longe disto. Poderia, sim, contrair o empréstimo solicitado (algo em torno de 475 milhões), sem sacrificar seu equilíbrio fiscal. Toda essa introdução foi para dizer que o presidente Michel Temer encaminhou mensagem ontem ao Senado pedindo que seja autorizada uma “operação de crédito” entre a prefeitura de São Paulo e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, com garantia da República Federativa do Brasil. São Paulo é o município que mais deve à União – R$ 57 bilhões. Mas tem força política, apertou Temer e obteve autorização para contrair o empréstimo. Quem não tem é Pernambuco, que vai passar por dias difíceis no governo Bolsonaro por falta de líderes e de interlocução com o governo federal.

O PCdoB está de volta

Único sobrevivente da eleição de Olinda, o deputado federal eleito, Renildo Calheiros (PCdoB), já está se preparando para cumprir nova tarefa partidária: disputar outra vez a prefeitura em 2020. Vai enfrentar o atual prefeito, Lupércio (SD), e o presidente reeleito da Câmara, Jorge Federal (PSL), que mandou espalhar outdoors nas ruas com Luciano Bivar e Jair Bolsonaro.

Nada certo – Os candidatos que perderam a eleição para deputado, em Olinda, ainda não sabem o que fazer da vida: José Arnaldo (PSL), André Siqueira (Patriota), Cláudia Cordeiro (SD), Antônio Campos (Podemos) e Izabel Urquiza (PSC). Todos estão em compasso de espera.

O núcleo – O núcleo do segundo governo Paulo Câmara será formado por quatro partidos: PSB, PCdoB, MDB e PT. São, respectivamente, os partidos do governador, da vice Luciana Santos e dos senadores eleitos Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa. O resto terá presença secundária.

A salvação – Indicado ontem para a Secretaria Nacional de Segurança Pública, o general Guilherme Teóphilo foi o candidato de Tasso Jereissati (PSDB) ao governo cearense em 2018. Obteve apenas 11,3% dos votos válidos, ante 79,96% do governador Camilo Santana (PT).

O pacto – Nunca se falou tanto em “pacto federativo” como na eleição deste ano, embora a maioria dos brasileiros não saiba o que é isto: estados e município querendo uma redivisão do bolo tributário, para que peguem uma fatia maior, e a União sem querer abrir mão de nada.

O controle – Pelo menos até agora, o prefeito Geraldo Júlio (PSB) está com o controle de sua sucessão. Não há “insubordinados” no partido tentando atropelá-lo. Isso facilitará a montagem de uma chapa com o PSB na cabeça e o PT na vice. O PCdoB já teve sua vez em 2012 e 2016.

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Fogo Cruzado – Por Inaldo Sampaio

O MDB não fará oposição a Bolsonaro, mas também não fará parte da base governista

Pela primeira vez, desde a inauguração da Nova República em 1985, o MDB não estará na base de apoio ao presidente da República. O senador Romero Jucá informou ontem que o partido vai manter uma “independência ativa” em relação ao futuro governo, embora sua bancada federal esteja liberada para reunir-se hoje com Jair Bolsonaro a fim de saber o que ele quer. Esse encontro, marcado para as 15h, em Brasília, foi agendado pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a quem cabe construir a maioria governista no Congresso Nacional. Entretanto, se dependesse apenas de Bolsonaro, provavelmente não aconteceria. O presidente eleito já deixou claro que não porá em prática o “presidencialismo de coalizão” em que os partidos políticos indicavam os ministros e o presidente da República apenas os ratificaria. Daí não poder-se esperar nada de novo das reuniões que Bolsonaro terá hoje com as bancadas do MDB e do PRB. O primeiro promete ficar “independente”, embora já tenha garantido um ministro para cuidar dos interesses do partido: Osmar Terra, deputado federal pelo Rio Grande do Sul. E o segundo é o partido da Igreja Universal, cujo fundador e líder espiritual, Edir Macedo, declarou apoio a Bolsonaro no segundo turno da eleição. Seja como for, será engraçado ver o MDB fora do governo após mais de três décadas de poder, incluindo a presidência do Senado e às vezes da Câmara. Será o primeiro grande teste para um partido que deixou se de ser oposição há 43 anos.

Se entrarem, eu saio!

FHC foi curto e grosso em sua entrevista às páginas amarelas da revista “Veja” desta semana: “Se o PSDB virar uma sublegenda do governo, tô fora!”. O encontro da bancada federal do partido com Bolsonaro está marcado para amanhã às 16h30 no escritório de transição, em Brasília. Apesar do alerta do ex-presidente, o deputado Bruno Araújo (PE) já é governista.

Novo líder – A única coisa sensata na resolução do PT, aprovada sábado, sobre as causas da derrota do partido para Bolsonaro é o reconhecimento de que Haddad, a partir de agora, passa a ser o grande líder nacional da legenda após ter obtido 47 milhões de votos nas últimas eleições.

O dilema – Lula tem seguidores fanáticos dentro PT como o senador Humberto Costa (PE) e a deputada eleita Gleisi Hoffmann (PR). Esses vão demorar a reconhecer a liderança de Haddad e apostar, enquanto for possível, na campanha “Lula livre” que não tem mais apelo popular.

O risco – O que mais se vê hoje nas câmaras municipais do interior é aliança de vereadores da oposição com o governo, e vice-versa, deixando prefeitos com as mãos na cabeça. Muitos prefeitos vão perder a maioria que têm nessas casas porque não têm como segurar os aliados.

Tá certo – A garantia de que Paulo Câmara vai pagar o 13% salário dos servidores públicos estaduais “rigorosamente em dia” foi dada ontem por André Campos, secretário-adjunto da Casa Civil. Ele diz que o dinheiro está guardado e irá para o bolso do servidor, oportunamente.

Haja grana – Nenhum prefeito de Pernambuco, de 2017 para cá, arrancou mais verbas federais para o seu município do que Miguel Coelho (DEM), de Petrolina, graças ao pai, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), que soube tirar proveito de sua aliança com Michel Temer.

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COLUNA FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

Prefeitos penam para não descumprir a Lei Fiscal

Levantamento feito pelo TCE constatou que a maioria das prefeituras de Pernambuco está descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal no tocante a gastos com a folha. Elas podem gastar até 54% de sua receita corrente líquida com pessoal, mas não conseguem se manter dentro deste percentual. Uns por incapacidade de gestão e outros pelo desejo de entupir a máquina pública com afilhados políticos deles e também de seus vereadores. De acordo com o TCE, 108 dos 184 municípios não estão cumprindo a LRF (59%), 19 a cumprem literalmente e o restante está no limite prudencial. Em relação a 2017, são 31 novos municípios na lista dos que não estão cumprindo a Lei. Surpreendentemente, o município mais desenquadrado do Estado é Nazaré da Mata, um dos mais antigos de Pernambuco, que está gastando 83% de sua RCL com o pagamento dos seus servidores, sendo que outros seis estão acima dos 70%: Brejo da Madre de Deus, Camaragibe, Lagoa de Itaenga, Lagoa do Carro, Ribeirão e Santa Maria da Boa Vista. Qual a solução para este problema, continuar cobrando o cumprimento da Lei, que veio para pôr ordem nas contas públicas, ou flexibilizá-la nos termos ora em discussão no Congresso Nacional? Claro que é o cumprimento da Lei, dado já ser um absurdo que uma prefeitura gaste mais de 50% de sua receita só para o pagamento de seus servidores.

O do Juazeiro vai junto

O governo federal publicou ontem o edital do leilão para a concessão de 12 aeroportos, entre eles o do Recife (Internacional dos Guararapes). Agora, quem ficar com o da capital pernambucana tem que levar também outros cinco, entre eles o de Juazeiro do Norte (CE), terra do padre Cícero Romão Batista, que é altamente deficitário.

A transição – Já se sabia que o empresário Gilson Neto, que se autodefine como um dos representantes da “direita pernambucana”, estava na equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro. Mas somente ontem é que se soube que ele indicou também para fazer parte dela um publicitário e um ex-deputado pernambucano.

É política – Garante o presidente da Compesa, Roberto Tavares, que Petrolina é o 12º município do Brasil com cobertura de água e esgotamento sanitário. Ainda assim, quer tirar a Compesa do município para entregar esses serviços a uma empresa privada.

O convidado – Temer levou para a Argentina, para a reunião do G-20, alguns deputados do MDB, entre eles Tarcísio Derondi (RS) que não foi reeleito, amigo do vice-governador Raul Henry.

A bagagem – Todos os militares que Bolsonaro convidou para o seu ministério têm currículo profissional impecável. Resta agora torcer para que acertem o passo, dado que não fácil o relacionamento com um Congresso onde 30 partidos estarão representados.

A sucessão – O PT já está à procura de um presidente para substituir Gleisi Hoffman, eleita deputada federal pelo Paraná. Ele foi indicação de Lula mas não deve sair por causa disto, e sim por ser despreparada. A bola da vez é o senador eleito Jaques Wagner (BA).

O líder – Isaltino Nascimento deve continuar na liderança do governo na Assembleia Legislativa, mas o partido procura também um “espaço nobre” para Aluísio Lessa, que é um dos melhores deputados da bancada. Quem sabe, um lugar na mesa diretora.

E as provas? – Rodrigo Janot acusa o “quadrilhão do PT” de ter embolsado dos cofres púbicos R$ 1,4 bilhão. Evidente que isso não é verdade, pois, se for, será a completa desmoralização dos órgãos de controle (Banco Central, Coaf, etc.). Esse dinheiro foi pra onde?

Mão estendida – Tadeu Alencar, líder do PSB na Câmara Federal, já avisou que não fará “oposição pela oposição” ao governo Bolsonaro como querem o PT e o PCdoB. Quer o entendimento pelo bem do país, cada qual mantendo os seus pontos de vista.

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Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Bancadas ruralistas, da saúde e do turismo emplacaram ministros no governo Bolsonaro

Bolsonaro prometeu na campanha que reduziria de 29 para 15 o número de ministros e que não negociaria a indicação deles para o seu governo com base em fisiologismo. Só para refrescar a memória dos leitores, os partidos que derrubaram Dilma no impeachment de 2016, para substituí-la por Michel Temer, ocuparam as pastas rapidamente. E só a Pernambuco couberam quatro: Educação (Mendonça Filho), Cidades (Bruno Araújo), Minas e Energia (Fernando Filho) e Defesa Social (Raul Jungmann). Bolsonaro deseja sepultar esse tipo de prática para instalar no Brasil governo novo e totalmente livre desse tipo de amarras. Antes, o ministro era do presidente mas batia continência para o partido que o indicara. O presidente eleito quer fazer diferente, mesmo ser ter a força necessária para abolir o grau de influência política do Congresso nas indicações. Por exemplo: ele pediu à bancada ruralista que indicassem alguém para a Agricultura e daí surgiu a deputada Teresa Cristina (DEM-MS). A bancada da saúde indicou o deputado Luiz Fernando Mandetta (DEM-MS), a do turismo o deputado Marcelo Álvaro (PSL-MG), e por aí vai. Da cabeça do presidente saíram até agora Onyz Lorenzoni (Casa Civil), Sérgio Moro (Justiça), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), general Heleno (Segurança Institucional), general Azevedo e Silva (Defesa), Gustavo Bebianno (Secretaria Geral) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura). Vamos ver no que isso vai dar.

Todos em Brasília

Em seu 1º governo, Paulo Câmara convidou 4 deputados federais para secretários a fim de abrir vagas para suplentes: Danilo Cabral, André de Paula, Sebastião Oliveira e Felipe Carreras. Todos foram reeleitos e desejam permanecer na Câmara. Os suplentes beneficiados foram Augusto Coutinho (SD), Cadoca (PCdoB), Raul Jungmann (PPS) e Fernando Monteiro (PP).

À luta – Diante da insegurança de Luciano Bivar (PSL-PE), que não decidiu ainda se deve disputar ou não a presidência da Câmara Federal, surgiu outro concorrente na bancada do PSL: Júnior Bozella (SP), deputado de primeiro mandato eleito com apenas 78.712 votos (54º lugar).

Menos mal – Bolsonaro parece ter ouvido o grito do Nordeste e decidiu criar um Ministério que pode ser importante para a região: Desenvolvimento Regional (fundindo Integração Nacional e cidades). O ministro é bom (Gustavo Canuto) e conhece todos os pleitos hídricos da Compesa.

A trombada – A missão do ministro Tarcísio Vieira, segundo ele próprio, será “destravar” concessões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. Pernambuco reivindica a autonomia do Porto de Suape e não concorda com o modelo de concessão do Aeroporto dos Guararapes.

Ao lixo – Assim que essa história de “Escola sem partido” chegou ao Maranhão, o governador reeleito Flávio Dino (PCdoB) editou um decreto proibindo proibir que professores façam uso de salas de aula para trocar opiniões com seus alunos sobre as grandes questões nacionais.

A decana – Luíza Erundina (PSOL-SP), que hoje completa 84 anos, marcou presença na inauguração da galeria dos ex-líderes da bancada do PSB na Câmara Federal. 27 deputados passaram por lá nos últimos 30 anos, entre eles Ana Arraes, Eduardo Campos e Tadeu Alencar.

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Fogo Cruzado- Por Inaldo Sampaio

Guru de Bolsonaro chama de “absolutamente ridículo” o projeto que institui a Escola sem partido

O deputado Cleiton Collins (PP), um dos representantes da bancada evangélica na Assembleia Legislativa, resolveu assumir ser o autor de um dos projetos mais idiotas dos muitos que foram apresentados naquela Casa em 2016: o que institui a “Escola sem partido” nos estabelecimentos de ensino de âmbito estadual. O projeto é inspirado em evangélicos, que se acham no direito de doutrinar seus “irmãos” no interior dos cultos, de pedir votos para cargos eletivos e de recomendar candidatos até a presidente da República como fizeram como Bolsonaro nas últimas eleições. No entanto, como conceber um ambiente escolar sem a livre discussão política de ideias entre alunos e professores? Isso é de um absurdo sem tamanho. Suponha-se, por exemplo, Fernando Henrique Cardoso sendo proibido na USP, de onde é professor emérito, de fazer a defesa da social democracia ou Luiz Pinto Ferreira impedido de exaltar o socialismo na Faculdade de Direito do Recife. Cada professor, se tiver bagagem para isto, deve apresentar aos seus alunos as correntes políticas em que o mundo se divide e as vantagens e desvantagens de cada uma. E, com o passar do tempo, cada qual forma a sua opinião. Imaginar que as escolas estão cheias de “marxistas” (90% dos professores não sabe nem o que é isto) só porque um professor desavisado vestiu uma camisa do “Lula livre” é confundir o Brasil com uma republicana africana da pior espécie. A propósito, vale conferir o disse o filósofo conservador Olavo Carvalho, um dos gurus de Bolsonaro, sobre esse projeto de lei indecente que também está em discussão na Câmara Federal: “Não começar propondo um projeto de lei absolutamente ridículo. Os fundadores da Escola Sem Partido são meus amigos, pessoas pelas quais tenho muito respeito e carinho, mas é preciso ser um amador para tentar vencer uma guerra cultural com um projeto de lei. Uma guerra cultural se vence no campo cultural, chamando os caras para a briga, demonstrando que são uns bananas, uns coitados, calando a boca deles com argumento”.

Cabeça policial

Durante os governos militares, o Brasil teve ministros da Justiça oriundos da política que se dedicavam unicamente aos assuntos políticos. Armando Falcão (governo Geisel) e Petrônio Portela (governo Figueiredo) foram os mais destacados. Tancredo continuou nessa linha com o deputado Fernando Lyra (PE), até que Lula assumiu e colocou um criminalista: Márcio Thomaz Bastos.

À Justiça – Bolsonaro resolveu apostar num magistrado para gerir a pasta da Justiça e Sérgio Moro já se cercou de tantos delegados da Polícia Federal que não tem o direito de errar. Quer bater de frente com o “crime organizado” e reduzir a corrupção no Brasil a índices aceitáveis. É tarefa de leão.

A palavra – Eduardo da Fonte (PP), durante visita de cortesia a Inocêncio Oliveira (PR), no escritório político deste, lembrou um fato de que poucos recordam. Sempre que estava presidindo a mesa da Câmara Federal, Inocêncio nunca negou a palavra a Bolsonaro, que era tido como “baixo clero”.

Time fardado – Já são cinco os militares de alta patente no futuro ministério de Bolsonaro, incluindo Secretaria de Governo, Defesa, Ciência e Tecnologia, e Gabinete de Segurança Institucional. Todos têm elevada qualificação técnica e profissional. Vamos ver como se relacionarão com o Congresso.

A carta – Terminou ontem em São Caetano do Sul (SP) a 74ª reunião da Frente Nacional de Prefeitos, entidade que já foi presidida pelo pernambucano João Paulo. Ao final, enviou-se carta a Bolsonaro com 6 pedidos, entre eles uma reforma tributária com manutenção do ISS e mais recursos para a saúde. Os prefeitos alegam que têm obrigação de investir 15% em saúde e investem 31%.

Peito lavado – O pernambucano Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Sena, acabou enriquecendo seu currículo após ter sido vetado pela bancada evangélica para ser ministro de Bolsonaro (Educação). Todos os grandes acadêmicos reconhecem que ele seria melhor na pasta que o futuro ministro Ricardo Vélez Rodrigues, sobre quem 99% dos brasileiros nunca tinham ouvido falar.

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Ė fake a notícia de premiado da Mega Sena em Bezerros

Virou uma febre nas redes sociais o compartilhamento de uma notícia, supostamente do portal G1 da Globo , mencionando uma aposta de Bezerros vencedora no último concurso da Mega Sena. Não é difícil constatar a veracidade da informação, pois o mesmo link direciona para uma imagem onde aparece a palavra pegadinha. Mesmo assim o conteúdo tem sido replicado repetidamente, o que pode representar um risco para os aparelhos uma vez que esse tipo de link geralmente vem acompanhado de programa maliciosos.

Ganhador de Bezerros- Segundo o site Foco em Loterias, a cidade de Bezerros possui 1 ganhador(es) na Quina que levou a quantia de R$ 216.364,43. O sorteio se deu em  14/12/2009 no concurso 2171.

 

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Fogo Cruzado – Por Inaldo Sampaio

Deputado Fernando Monteiro critica Bolsonaro pela falta de nordestinos no ministério

Partiu de um deputado federal pernambucano de primeiro mandato, Fernando Monteiro, da bancada do Partido Progressista, o primeiro questionamento preciso, duro, consistente, sobre a montagem do futuro ministério pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. Ele não questiona o prestígio popular do novo presidente, tampouco a sua competência constitucional para nomear quem bem entender. Mas pergunta se realmente está correto ele não ter escolhido até agora nenhum ministro do Nordeste, mesmo tendo perdido para Fernando Haddad em todos os estados da região. O deputado afirma que o futuro ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, é um político gaúcho que não conhece esta região. Que a futura ministra da Agricultura, deputada Tereza Cristina, pode até ser desenvolta sobre o agronegócio, dado que é natural do Mato Grosso do Sul, mas não conhece os projetos de irrigação do São Francisco nem a zona canavieira nordestina. Monteiro não defende nordestino no ministério apenas para olhar suas bases eleitorais como fizeram muitos nos últimos governos, e sim para simbolizar a presença da nação dentro do governo. Por isso ele acha que o presidente eleito até errando na montagem do seu time, que não expressa a representação do povo brasileiro no Congresso Nacional. O deputado gostaria de ver ministros com visão do país, já que uma das promessas do presidente eleito foi legar à população “Mais Brasil e menos Brasília”. O jovem parlamentar ainda não compreendeu bem o que significa isto, mas tem dúvida sobre sua eficácia sem nordestinos no ministério.

Intentona comunista

A “Intentona Comunista” de 1935, levante ocorrido em quarteis de Natal, Recife e Rio de Janeiro, sufocada pelos militares em 27/11 daquele ano, foi comemorada em Pernambuco pelo Comando Militar do Nordeste até o governo de Sarney. Havia solenidade no cemitério de Santo Amaro para a leitura dos nomes dos mortos. Hoje, a comemoração só se faz apenas nos quarteis.

É cedo – O governador Paulo Câmara está sem pressa para anunciar os nomes dos seus futuros secretários. E, pelo que se apurou até agora, não há deputados federais interessados em pedir licença do mandato para servir ao governo. Com isso, Milton Coelho (PSB) ficaria 1º suplente.

É certo – Dos deputados estaduais não reeleitos, apenas um está com cargo garantido no primeiro escalão – Nilton Mota (PSB) que foi o coordenador geral da campanha. Ou ele voltará para a Casa Civil ou irá para a pasta da Fazenda, seu grande sonho, já que é auditor licenciado.

Sem opção – O senador Cristovam Buarque (DF) disse ontem que não pretende sair do PPS porque não tem para onde ir. Mas considera algo sem sentido mudar o nome do partido para “Movimento”. Melhor seria, disse ele, tirar o “P” de popular e o “S” de socialista do que fazer essa troca besta.

O mágico – Isaltino Nascimento (PSB), líder do governo na Assembleia Legislativa, tem feito todo tipo de mágica verbal para tentar convencer os pernambucanos de que o “pacote fiscal” do governo é bom para o povo. Poderia economizar palavras dizendo simplesmente o seguinte: o governo precisa de dinheiro e, como não tem como emitir moeda, aumentou impostos.

O pagamento – Prefeitos que anteciparam para junho o pagamento de 50% do 13% salário dos seus servidores estão menos sufocados para pagar o restante agora em novembro. Os que não pagaram terão que pagar duas folhas em dezembro, o que não será fácil porque a receita caiu.

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Fogo Cruzado- por Inaldo Sampaio

Contra o novo redesenho da Ferrovia Transnordestina

O governador Paulo Câmara escreveu bom artigo ontem nesta Folha sobre o novo cronograma da Transnordestina apresentado pelo concessionário que tem a responsabilidade de concluir as obras, que se arrastam vagarosamente. Todo tipo de apoio já foi oferecido pelo governo federal a este concessionário (Transnordestina Logística S/A) e a obra não termina nunca, apesar de sua importância estratégica para a nossa região, que ficaria totalmente interligada por ferrovias, barateando o custo da produção e do seu escoamento. O governador foi direto ao assunto, sem, naturalmente, querer nenhum tipo de briga com seu colega cearense Camilo Santana, que vem de uma reeleição consagradora: 80% dos votos válidos. Câmara não acha lógico, nem justo nem racional que a ferrovia chegue primeiro ao Porto de Pecém, no Ceará, que ao Porto de Suape, em Pernambuco, apesar de o nosso estar mais perto 80 km da jazida de ferro do Piauí, de onde partirá, e com 41% de suas obras prontas em território pernambucano. Além disso, diz ele, tendo em vista o retorno de Suape ao rol dos portos sob controle estatal, não justifica que fique em plano inferior em relação a Pecém, que é um porto privado. Todos os argumentos são robustos, no entanto não se pode deixar também de considerar que falta força política a Pernambuco para resolver uma parada desse porte. E não vale alegar “discriminação política” porque o governador do Ceará é do PT e, igualmente ao nosso, votou em Haddad para presidente da República.

O paraíso das férias

Mesmo com o dólar a quase R$ 4,00, milhares de brasileiros continuam viajando aos EUA para passar férias. O ex-vereador Sérgio Magalhães, que chegou de lá no domingo, encontrou tantos patrícios, num show, em Miami, que a apresentação era feita em inglês, espanhol e português.

Na transição – Tucano de bico grosso, pertencente ao PSDB de Pernambuco, está na comissão de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro. Se vai para algum cargo técnico ainda não se sabe. O convite não partiu diretamente do presidente eleito, mas teve o aval de Paulo Guedes.

A troca – Com Priscila Krause (DEM) na liderança da oposição na Assembleia Legislativa, a bancada, mesmo menor, tende a ser mais efetiva politicamente falando. A deputada fiscaliza o governo, globalmente, a partir de dados simples: o Orçamento e o Portal da Transparência.

Tá errado – Em tempos em que volta à tona o debate sobre a independência do Banco Central para gerir a política monetária e cambial do país, vale recordar Miguel Arraes: “O presidente da República presta contas ao povo e os dirigentes do BC não prestam contas a ninguém? Tá errado!”.

Bom time – Estudioso do liberalismo, o professor da Faculdade de Direito da UFPE, Marcos Nóbrega, gostou da equipe econômica de Bolsonaro. Diz que ela tem “coerência ideológica” e craques como Mansueto Almeida e Joaquim Levy. Não conhece Roberto Campos Neto (BC), mas já leu as memórias do avô: “Lanterna na popa”.

À reeleição – Tudo está caminhando até agora para que Eriberto Medeiros (PP) seja reconduzido à presidência da Assembleia. Além de contar com a simpatia da Frente Popular, ele tem uma qualidade que agrada muito ao governador: é calmo, sereno, e dá-se bem com todos.

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Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Paulo Câmara não deve esperar ajuda de Bolsonaro para resolver problemas de Pernambuco

Governadores eleitos ou reeleitos pleiteiam uma nova reunião em Brasília com o presidente Jair Bolsonaro, antes da posse, em busca de ajuda para os seus estados. Outra perda de tempo monumental. Não se pode cobrar e muito menos esperar nada do presidente eleito, em curto prazo, porque ele sequer sabe como irá encontrar as contas públicas. A lógica e o bom senso recomendam que o ministro Paulo Guedes deve assumir primeiro o comando da economia junto que os ex “Chicago Boys”, que recrutou no mercado e na academia, para depois saber o que pode ser feito com as dívidas estaduais (só Minas deve 90 bilhões à União). Em princípio, não há solução à vista porque essas dívidas foram renegociadas no governo Dilma e continuou tudo na estaca zero. E o presidente da República, logicamente, dará prioridade ao ajuste fiscal da União, e não ao dos estados e municípios. Impressiona, todavia, o grau de amadorismo como os novos governadores tratam essa questão, entre eles João Doria (eleito em São Paulo) e Camilo Santana (reeleito no Ceará), que teriam sido os proponentes das reuniões anteriores. Salvo raras exceções, os governadores parecem perdidos, no mato sem cachorro, à caça indo por um lado e eles por outro. Oxalá Paulo Câmara não entre nessa e se dê conta rapidamente de que não deve esperar ajuda da União para resolver problemas de Pernambuco, pelo menos em curto prazo.

Dinheiro curto

Diferentemente de 2014, as promessas de campanha de Paulo Câmara em 2018 foram genéricas e isso lhe dá flexibilidade para admitir que o Estado mantém certos programas que não cabem mais no seu orçamento. Um deles é o FEM, que está em atraso há quatro quatros. Por que não extinguir logo esse programa em vez de ficar prometendo recursos que não tem de onde tirar?

O porta voz – Em conversa recente com um amigo de Pernambuco, Bolsonaro reafirmou seu propósito de governar sem porta-voz. Seria algo novo na história do país. No regime militar, todos os presidentes tiveram porta-vozes. O de Costa e Silva foi o jornalista Carlos Chagas.

Fica a PF – Diversos governadores eleitos, entre eles João Doria (SP) e Wilson Witzel (RJ), escolheram generais para a Secretaria de Segurança. Em Pernambuco, a segurança continua sob comando de um policial federal desde o governo de Jarbas Vasconcelos e deve continuar assim.

A escassez – Os futuros secretários do governo Paulo Câmara já estão cientes de que irão administrar a escassez. A prioridade não é a construção de novas obras e sim concluir as atuais. As mais urgentes são as obras hídricas, que dependem da boa vontade do governo federal.

Sem dívidas – s regras eleitorais da campanha deste ano contribuíram efetivamente para torná-las mais baratas. Até agora, é pequena a “chiadeira” de prefeitos em relação a deputados estaduais e federais com os quais celebraram acordos. No geral, todos receberam o acordado.

Discurso fácil – Sílvio Costa Filho (PRB), líder da oposição na Alepe, acha que o governo deveria extinguir secretarias e cargos comissionados, para economizar gastos, em vez de aumentar impostos. Tipo do discurso fácil. Ainda que todos os cargos comissionados fossem extintos, isso representaria uma economia de 2%.

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POSTOS DE BEZERROS REDUZEM PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS

Na última semana, a Petrobrás divulgou que a gasolina nas refinarias estava em R$ 1,5556 – contra R$ 2,2514 na segunda quinzena de setembro. No mesmo período, dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio da gasolina na bomba foi de R$ 4,696 a R$ 4,614. Isso se deve aos impostos e a margem de lucro que incidem sobre o valor.

Em Bezerros a semana termina com um reflexo de baixa nas bombas, embora ainda haja espaço para queda, pois os empresários costumam segurar mais a margem de lucro.  O preço do litro da gasolina está sendo vendido entre R$ 4,17 a R$ 4,29 nos postos da cidade. O reflexo de  baixa também atinge o litro do álcool. “Abasteci a R$  2,99 em um dos postos da BR 232”, atesta um internauta.

Para um economista, os preços nos postos devem começar a cair mais e, assim, ter impacto na inflação do ano que vem”.

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Fogo Cruzado- por Inaldo Sampaio

Magalhães propõe a implantação do voto distrital para aprimorar o nosso sistema eleitoral

Roberto Magalhães acaba de escrever um pequeno grande livro sobre o Brasil dos séculos passados e os desafios do século XXI. Deveria ser leitura obrigatória para estudantes pernambucanos que perdem várias horas por dia se comunicando pelas redes sociais. Ele releu praticamente tudo que se publicou em nosso país sobre o descobrimento, os governos gerais, a invasão holandesa, as lutas contra a escravidão negra, o primeiro e o segundo reinados, a queda da monarquia, o início da República Velha, a Revolução de 30, a agitação nos quarteis nas décadas de 50 e 60, etc. Tudo devidamente checado com fontes da induvidosa credibilidade. Já tendo chegado aos 85 após passar pelo Governo do Estado, a Prefeitura do Recife e a Câmara Federal, imaginava-se em casa, dedicado apenas à leitura, aos netos e à sua assessoria jurídica. Mas, por ser um eterno otimista em relação ao Brasil, resolveu fazer essa releitura, focando episódios gloriosos da história pernambucana como a Confederação do Equador, a Revolução Praieira, a expulsão dos holandeses e a perda da Comarca de São Francisco para o Estado da Bahia por ato ditatorial do imperador Pedro I. Leitura fácil, leve, agradável, de quem se revela, depois de tanta idade, um apaixonado pela nossa história. Ao final, para dar contemporaneidade ao seu trabalho, apresenta várias sugestões para o aprimoramento do nosso sistema eleitoral, entre elas o voto distrital misto nos moldes do modelo alemão.

Admirador do novo ministro

Sérgio Moro já tinha um fã de carteirinha em Pernambuco antes mesmo de ser convidado por Bolsonaro para o Ministério da Justiça: Roberto Magalhães. O ex-governador ficou tão feliz com o trabalho dele na Lava Jato que transcreve em seu livro as suas 42 primeiras operações dizendo que elas constituem a “mais contundente ação contra o crime organizado” no Brasil.

Fim de mundo – A escassez de verbas de custeio no Governo do Estado começa a assustar os pernambucanos. Quem se der ao trabalho de circular pelo TIP, pelo Expresso Cidadão do Cordeiro e pela sede do Sassepe em Arcoverde se surpreenderá com o estado de degradação.

O líder – Está claro que falta um líder do Nordeste para comandar o bloco de governadores que não votou em Bolsonaro. Em passado recente tivermos Marco Maciel, Roberto Magalhães, Arraes, Eduardo Campos, ACM, Tasso Jereissati e Ciro Gomes. Hoje não há ninguém.

E nós? – Após ver o DEM de ACM Neto e Mendonça Filho ser contemplado por Bolsonaro com três ministérios, o PSL de Luciano Bivar resolveu cobrar isonomia ao presidente eleito. O problema é que os quadros do partido são fracos para ocupar cargos no primeiro escalão.

A mudança – Não será fácil para Paulo Câmara montar um “governo novo” com “peças velhas”. O problema não é a configuração da máquina e a sim falta de recursos para tocá-la. O dinheiro “azul e branco” está escasso e o do governo federal ninguém sabe se virá.

A baixa – Por não ter superado a cláusula de barreira, a Rede de Marina acaba de perder para o PPS o senador que elegeu em Sergipe: delegado Alessandro Vieira. Os depois partidos já estão conversando sobre possível fusão, que tem o apoio dos pernambucanos Roberto Freire e Daniel Coelho.

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Fogo Cruzado – Por Inaldo Sampaio

Conclusão da Transposição e da Ferrovia Transnordestina seria de bom tamanho para a região

Governadores do Nordeste estão perdidos sobre como buscar um modo de convivência civilizado com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Já houve em Brasília, semana passada, uma reunião atabalhoada convocada pelo paulista João Doria, que não rendeu absolutamente nada. É justo, necessário e racional que os nordestinos apresentem uma pauta de reivindicações ao novo presidente, mas qual o conteúdo dessa pauta? Nesse primeiro momento, os governadores querem mais recursos para enfrentar suas despesas de toda ordem, incluindo a de pessoal, e isso a União não pode oferecer. Além disso, o futuro presidente deseja imprimir ao país uma economia mais liberal, contrastando com a linha que nos foi imposta até agora pelos dois governos de FHC, os dois de Lula e os dois de Temer, incluindo a interinidade de Michel Temer. E não se muda uma linha de política econômica do dia para a noite. Bolsonaro pretende imprimir esse pensamento ao seu governo sob orientação do economista Paulo Guedes, que nunca trabalhou no setor público e de cuja capacidade para carregar esse fardo muitos duvidam e o fato de ter perdido a eleição em todos os estados nordestinos não deve ser motivo de intimidação para os governadores. No entanto, os pedidos têm que ser feitos com lógica e moderação. Para o ano de 2019, por exemplo, estaria de bom tamanho a conclusão das obras de transposição do São Francisco e da Ferrovia Transnordestina, que são estratégicas para a região. O governo vai precisar de tempo para organizar-se ao modelo prometido na eleição e isso obviamente demandará tempo

No comando do TCU

Pela 1ª vez, em sua história, o TCU terá, simultaneamente, o presidente e o vice de Pernambuco: José Múcio e Ana Arraes, respectivamente. A posse será dia 11/12 e contará com a presença do presidente do TCE-PE Marcos Loreto. Especula-se que após sair da vice-presidência, em 2020, a filha de Miguel Arraes poderia retornar à política, mas ele não fala sobre isto.

Nó de todos – Pode parecer mentira mas não é. São Paulo, mais rico Estado da Federação, tem 266 municípios sem delegado de polícia. Pernambuco tem algumas dezenas sem uma autoridade policial, mas nada que se compare ao Estado que possui 40% do PIB nacional.

O homem – Bolsonaro apressou-se a esclarecer que a escolha do 3º deputado federal do DEM para o seu ministério – Luiz Henrique Mandetta, do MS – não teve nada a vez com o partido e sim com a formação técnica do indicado.  Aguarda-se que um político provinciano do Centro-Oeste mostre pelo menos 20% da competência técnica que Serra mostrou no governo FHC.

O atraso – Muitas prefeituras de Pernambuco estão observando chegar dezembro com duas e até três folhas em atraso e sem perspectiva de pagar o 13º aos seus servidores. Esta foi, aliás, a causa da queda de votação de muitos deputados no interior: o apoio de prefeitos desgastados.

O protagonismo – O PT apressa-se a avaliar o resultado da eleição presidencial – como fez ontem no Recife – para não perder o espaço da oposição ao governo Bolsonaro. Outros partidos de esquerda desejam caminhar longe dos petistas, a exemplo do PSB, o PDT e do PCdoB.

Boa vizinhança – O Partido Comunista Chinês convidou oficialmente o PSL, partido que tem como presidente o deputado Luciano Bivar (PE), para uma visita a Pequim. No governo Collor de Mello, o maior entusiasta dessa relação era o então senador pernambucano Ney Maranhão.

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