PROFESSORES DE BEZERROS: UMA HOMENAGEM E UMA TRISTE REFLEXÃO

POR CARLOS FRANCISCO

Primeiro, eu gostaria de parabenizar os professores de todo Brasil e de minha querida cidade por esse dia.Sonho com um novo tempo de verdade, em que vocês não precisem de uma data no ano para serem lembrados e valorizados. Dirigindo-me, em especial, aos professores de Bezerros, eu queria fazer algumas considerações.

No final de 2012, quando a ex-prefeita foi afastada do mandato e eu, na condição de vice-prefeito, assumi a prefeitura em caráter excepcional, deparamo-nos com uma aberração administrativa.

Alguns professores que desempenhavam função técnico-pedagógica na secretaria de educação recebiam valores referentes a aulas excedentes, como se estivessem desempenhando função de docência, diretamente com os alunos.

A situação sempre foi fruto de muitas críticas por parte do sindicato.

Pois bem, a nossa primeira atitude diante daquela situação foi solicitar um parecer da Procuradoria Municipal.

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CONVOCAÇÃO À MILITÂNCIA DE DILMA

Companheiros, mobilizemo-nos!
O PSDB e as demais forças conservadoras do nosso país estão unidos para promoverem um golpe de mesma dimensão e consequências do golpe militar de 1964, que submergiu o Brasil em 21 anos de ditadura.
A direita, a grande mídia, os institutos de pesquisas e a classe média alta vão fazer de tudo para voltar ao poder por não admitirem mais que o Brasil seja conduzido pela classe trabalhadora, contrariando seus interesses neoliberais.
Aqui em Bezerros, o PSB e diversas lideranças políticas também tomaram o rumo da direita e apoiam Aécio Neves para presidente.
Não podemos assistir a esse golpe anunciado de braços cruzados!
Essa causa não é do PT somente. É minha, sua, dos nossos filhos e futuras gerações.
Vamos à luta.
A partir de amanhã, iniciaremos um ciclo de debates em prol da nossa companheira Dilma por toda cidade.
Nosso primeiro ato será no distrito de Sapucarana, a partir das 15 horas.
Estaremos lá eu, o vereador Eugênio Barboza, o presidente do PCdoB local Mikhail Gorbachiov, o deputado federal Pedro Eugênio e muitas outras lideranças que querem que o Brasil continue mudando com Dilma Presidente.
Junte-se a nós.
Daqui até o dia 26 não vamos parar um segundo sequer.

Por Carlos Francisco da Silva

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A política do medo – Imposição da repressão

Eu nunca presenciei e acompanhei tão fortemente uma campanha eleitoral de perto como tenho feito agora. E posso dizer que já presenciei coisas arrasadoras e afirmações “inverdadeiras” numa guerra que chamo de intolerância a liberdade e opinião do outro.
Até que ponto vamos chegar? Não é mais cabível que se aceite o direito do outro? O da escolha. É com enorme tristeza que anuncio aqui que nossos colegas estão sendo reprimidos e forçados ideologicamente a não colocar de forma livre e expor suas visões sobre a política.
E com um pensar grande, um LUTO e uma decepção acho inútil atribuir à Dilma a gestão de Lula, pois anteriormente votamos em Dilma para ela continuar com os programas e projetos que ganharam força na gestão de Lula. Contudo, ela não fez jus a essa atividade. Ou seja, Lula foi uma coisa e Dilma é outra. Ela será a primeira presidente a entregar o país pior do que encontrou. Não houve mudanças com Dilma e sim recessão. Precisamos de alguém que coloque o país nos trilhos do crescimento.
A interiorização das universidades ocorreram com Lula. Com Dilma não foram construída nenhuma universidade e nem tão pouco ampliação de vagas em cursos superiores, nos mestrados e nos doutorados. Sou aluno de um programa de Lula e não de Dilma e não vou ficar com medo de declarar meu voto, imprimir minha opinião e destilar a verdade da mentira.
Eu não tenho medo! Não devo favor a político nenhum, tudo que conseguimos nessa caminhada foi através de conquistas e direitos. Quem deve favores a políticos são os que têm cargos comissionados, que se alimentam da máquina pública de forma indevida e aqueles que estão sugando nossos dinheiros e sonhos. Um governo que permite tantos enriquecimentos ilícitos, que promove a roubalheira e controla os órgãos públicos não deve continuar de forma ditatorial como tem sido. PT, devolvam o país aos brasileiros. Só peço isso. Devolvam meus sonhos. Nossa entrada na universidade foi certa (embora para poucos, infelizmente), a continuação poucas veze dependeram de nós e a entrada nos cursos de mestrados ou doutorados é mais incerto ainda e para poucos. Precisamos de ampliação dos direitos.
Fui nas ruas junto com multidões reivindicando mudanças e insatisfeito com tudo isso que está aí. Eu não vou retroceder. Com Dilma o país só vai continuar como está, com Aécio teremos mudanças ousadas. Se você quer continuar como está vote em Dilma, se você acha que a propaganda dela é verdadeira em dizer que vivemos em um país de primeiro mundo, vote Dilma, se você acha que as roubalheiras não houveram sem que ela soubesse, vote Dilma e mais se você é mais um que acredita que vamos ter destinação de dinheiro do Petróleo, vote Dilma. Caso você não compactue com tudo isso, promova a mudança. Coragem e força.
Libertem-se! Vamos pelos ideais de mudanças. Acredito sempre na alternância de poder como forma limitada que temos de mudar. Pernambuco já disse que sabe votar, não elegeu nenhum dep. Federal do PT.
Eu, gratuitamente e sem interesses próprios, voto 45! Aécio a força que o Brasil precisa. Pelas alianças formadas. Pela força política que tem para promover mudanças aprovando projetos e leis e não emendas como tem feito o PT.
45!

Por: Jefferson David

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O SUS EM BEZERROS, POR ANDERSON TORREÃO

Anderson TorreãoConforme tenho colocado várias vezes em pronunciamentos públicos, a organização do SUS em Bezerros está longe de um ideal, do que desejamos e do que a nossa população merece. Foi justamente a partir do reconhecimento desses problemas que, ouvindo a população através de uma conferência, construímos um plano de saúde que tem a intenção de, nos próximos anos, “recolocar nos trilhos” a trajetória do SUS em Bezerros, com foco na busca pelo respeito e qualidade que o cidadão tem direito. Dessa forma, nós não temos o hábito de “empurrar a poeira pra baixo do tapete”, pois partimos justamente do reconhecimento da existência dessa “poeira”. Mas, há que se entender que a “poeira” acumulada durante tantos anos, por falta de compromisso, transparência e profissionalismo na gestão, não pode ser totalmente retirada em alguns anos. Precisaremos fazer isso juntos, governo e população, construindo o sistema de saúde que desejamos a partir daquele que temos.
Uma coisa é certa: será impossível fazer tudo ao mesmo tempo porque os recursos são limitados. Daí a importância de termos um planejamento, mas não um planejamento somente para o nosso governo, mas sim para o SUS. Dessa forma, precisaremos priorizar algumas questões, sendo que escolhemos, dentre as principais, a questão da infra-estrutura das unidades de saúde do município que é incompatível com o que podemos considerar respeitoso para o cidadão, prejudicando também a qualidade do serviço prestado pelos trabalhadores. Foi por essa razão que colocamos em nosso planejamento a busca por recursos para que possamos revitalizar e reorganizar todas as nossas unidades. Começamos a entregar à população algumas novas estruturas que se configuram como um espaço digno aos cuidados em saúde, tanto para o cidadão como para o trabalhador. Dentre elas, podemos citar a Clínica da Mulher e as unidades básicas de Gameleira e de Sapucarana. Mas ainda há muito o que se fazer. Iniciamos as obras para implantação da UPA e do novo Centro de Reabilitação. Está programado para iniciarmos nos próximos dias a obra do Laboratório público 24h, cuja licitação já está concluída. Além disso, captamos os recursos (o dinheiro já está em conta) para iniciarmos as seguintes obras: construção da unidade básica do Santo Amaro, reforma das unidades básicas de Serra Negra, Cajazeiras e Areias, implantação do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e a reforma e ampliação da Unidade Mista São José. Tais investimentos nessas unidades representam um montante de 6 (seis) milhões de reais, o que demonstra o alto grau de prioridade que nossa gestão tem dado à revitalização dos serviços de saúde.

Entretanto, mais do que investir na revitalização dos serviços de saúde, precisamos priorizar com firmeza o aumento de qualidade do atendimento, que é influenciada também por essa estrutura, mas envolve outras variáveis importantes. Dentre elas é preciso citar três que considero mais essenciais: 1) a consolidação de uma gestão focada em resultados e na meritocracia; 2) a efetiva participação social; e 3) um financiamento compatível com a adequada manutenção do sistema em nível local. Em que pese a dura crise de financiamento que abateu o SUS em todo o país, e que por si só seria tema para uma reflexão bastante aprofundada, gostaria de explorar mais nesse momento os dois primeiros pontos. Não alcançaremos níveis maiores de qualidade no sistema de saúde se insistirmos num modelo de gestão que não se preocupa em compartilhar as responsabilidades com os trabalhadores, construíndo pactos em torno de resultados efetivamente percebidos pela população e, preferencialmente, mensuráveis. Da mesma forma, somente avançaremos se o modelo de gestão possuir o mérito como forma de valorização desses servidores (criando políticas de remuneração variável ou de reconhecimento público ao servidor que executa bem o seu trabalho), e ainda se criarmos as condições de ouvir sistematicamente a população usuária do sistema de saúde, considerando as efetivas contribuições que possam nos ajudar a melhorar o trabalho dos nossos profissionais.

E o que estamos fazendo nesse sentido? Bom, temos feitos avanços que considero importantes nesses aspectos, aperfeiçoando nossa condição de monitorar e avaliar os resultados alcançados por nossa rede de saúde. Para não me estender excessivamente em esclarecimentos técnicos que não vêm ao caso neste momento, é suficiente afirmar que esse aperfeiçoamento tem a ver com mudanças no modo de fazer gestão, e que essas mudanças têm nos permitido alcançar alguns números significativos como resposta de nosso SUS:

– 9.000 consultas médicas realizadas a cada mês;
– 45.000 unidades de medicamentos distribuídos gratuitamente a cada mês;
– 2.500 atendimentos odontológicos a cada mês;
– 20.000 visitas domiciliares de ACS e ACE a cada mês;
– 120 atendimentos do SAMU a cada mês;
– 4.000 unidades de vacina aplicadas a cada mês;
– 200 ações de vigilância sanitária a cada mês;
– 40 animais que representam risco à saúde apreendidos a cada mês;
– 300 usuários com acesso garantido ao tratamento fora de domicílio (TFD) a cada mês;

Essa é uma pequena amostra do que esse enorme sistema de saúde faz a cada mês. E não estamos contando aqui os milhares de procedimentos ambulatoriais (aplicação de medicamentos, nebulização, curativos, entre outros) que são ofertados diariamente nas unidades de saúde. Nosso novo modelo de gestão tem permitido que busquemos fazer mais e com mais qualidade a cada dia. Dizer que isso é o beabá, rotina ou coisa semelhante é esquecer-se que há bem pouco tempo atrás a maioria desse elenco de ações não estavam sendo regularmente ofertados, com interrupção dos serviços essenciais, justamente por falta de uma gestão compromissada e qualificada.

Mas, é impossível que um sistema que possui toda essa dimensão, com mais de 600 (seiscentos) funcionários, mais de 20 estabelecimentos de saúde, alguns deles abertos 24 horas por dia e 7 (sete) dias da semana, funcione permanentemente sem falhas. Seria ingenuidade imaginar tal situação, mesmo que um dia cheguemos a ter o melhor modelo de gestão possível. É preciso que a população seja nossa parceira, participando efetiva e construtivamente desse processo. Para tanto, estamos ampliando os canais de diálogo com a população (ouvidoria, redes sociais, conselhos de bairro, relacionamento com a imprensa), criando espaços dentro dos quais o usuário possa nos alertar do inadequado funcionamento de algum serviço, visando as correções necessárias. Entretanto, faz-se necessário que essa participação seja qualificada, com vistas à construção e não à destruição. Boa parte da crise que o SUS vive hoje diz respeito à desvalorização que nós, cidadãos, estamos lhe conferindo na medida em que alimentamos a propagação dessas ideias destrutivas. Se você deseja um sistema melhor, contribua com isso através de críticas construtivas. Nós iremos ouvir, com toda certeza.

Por fim, não posso deixar de registrar que me causa muito estranhamento o fato de que alguns políticos e lideranças comunitárias que ocuparam posições importantes na gestão municipal nos últimos anos estejam agora fazendo críticas através de redes sociais, rádios, blog’s ou eventos políticos sobre a situação do nosso SUS… Penso que se estamos com tantos problemas agora é porque durante anos o enfrentamento desses problemas foi negligenciado ou, no mínimo, foram enfrentados com amadorismo. Acho até interessante que alguns escrevam reflexões em redes sociais com soluções mágicas para todos os nossos problemas ou com indignações antes inexistentes, como se esses problemas fossem recentes. Porém, mais interessante ainda é a estranha coincidência que o momento seja tão oportuno para o aparecimento de tais reflexões e indignações, afinal o momento político-eleitoral tem que ser “aproveitado”. Para mim, esse tipo de conduta se apresenta como hipocrisia refinada, regada a politicagem, muito longe de ser uma real preocupação com a política pública de saúde. A essas pessoas, que diga-se de passagem nunca procuraram a Secretaria de Saúde para apresentar ideias construtivas, a nossa mensagem é a seguinte: preocupem-se menos em querer mostrar para as pessoas que vocês estão indignados ou preocupados com nosso sistema de saúde ou que são os detentores da soluções “mágicas” para o SUS… preocupem-se mais em contribuir efetivamente com quem apresentou um planejamento sério, transparente e focado na melhoria progressiva do SUS em nosso município. Estamos abertos a ouvi-los, mesmo que não pareça que seu interesse seja movido pelo espírito público. E se, por ventura, vocês não concordem com nossas ideias e propostas, sempre haverá espaço e tempo adequado para que possam apresentar suas próprias ideias à população e solicitar uma oportunidade para colocá-las em prática. Estas sim representam as boas práticas políticas numa sociedade democrática.

Anderson Torreão – Secretário de Saúde de Bezerros

(Rede Social)

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“Porquanto, me sinto ápto, para exercer a minha cidadania”

Me preparando para participar da mais importante festa da democracia brasileira. eleger através do voto, os nossos representantes nos Poderes Executivo e Legislativo, em níveis Federal e Estadual;elegeremos aqueles que terão a grande responsabilidade de elaborar as Leis que direta e indiretamente influenciarão no nosso cotidiano, bem como,aqueles, que terão por missão e grande responsabilidade, atender por intermédio da implementação de políticas públicas,as necessidades da nossa população: da criança, do jovem,do adulto,do idoso, do homem,da mulher, do trabalhador, do estudante, das minorias sociais, pessoas com deficiência, público LGBT, população negra, a citar; em fim, daqueles que necessitam do apoio de um Estado forte, inclusivo e desenvolvimentista.
O voto não tem preço, tem consequência. O voto não é homenagem nem favor, voto é direito, é responsabilidade para com o País,o Estado e o Município, voto é compromisso para com as pessoas, para com o próximo; voto é cidadania, é Poder popular, voto é força, é democracia, é inclusão social.
Porquanto, me sinto ápto, para exercer a minha cidadania, depositando meu voto e conferindo o meu apoio, aqueles que entendo estarem prontos e preparados para seguir com as transformações as quais o Brasil, Pernambuco e Bezerros tanto necessitam.
Viva o Brasil, viva Pernambuco e viva Bezerros; viva a democracia, viva o povo brasileiro!!!
Viva o voto direto, secreto, universal, livre e soberano!!!

Por Diego França

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SEM LEI SECA NESTAS ELEIÇÕES

O TRE-PE decidiu que este ano não baixará portaria para proibir a comercialização e consumo de bebida alcoólica durante as eleições em Pernambuco, por tanto não haverá lei Seca neste Domingo, esperamos então que tenhamos bom senso, primeiro a obrigação depois comemoração ou curtição e respeito a vontade do próximo, afinal amanha que prevaleça a democracia e a vontade da maioria afinal a liderança esta nas mãos de cada um de nós.Viva a democracia, Viva o Brasil. Viva a vontade do povo Brasileiro.

Gilvan Jr. (Comunicador-radialista)

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ORÇAMENTO PARTICIPATIVO/ COMUNITÁRIO DE BEZERROS

BEZERROS -PE.- OCORREU NESTA SEMANA NO AUDITÓRIO “ZEZINHA VASCONCELOS” DA ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL – LOCALIZADO NO BAIRRO SANTO AMARO II,   SESSÃO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA, INSTALADA PELA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL, VISANDO, PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA, ABRIR ESPAÇO A POPULAÇÃO PARA ANUIR A RESPEITO DOS GASTOS DE VERBAS E SUAS DEVIDAS APLICAÇÕES. PORÉM, NEM TODAS AS ENTIDADES SOCIAIS ESTIVERAM PRESENTES. PARTICIPARAM: – CÂMARA DOS DIRIGENTES LOJISTAS, ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DE BEZERROS – AFABE-, ASSOCIAÇÃO DOS  ADVOGADOS DE BEZERROS  E ADJACÊNCIAS. E, POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, ESTANDO PRESENTE REPRESENTANTES DE TODOS OS CONSELHOS, SOMENTE O CONSELHO MUNICIPAL DE DIREITOS DOS IDOSOS APRESENTOU PROPOSTA, POR ESCRITO, PARA A INCLUSÃO NO REFERIDO ORÇAMENTO DE 2 015. DENTRE AS PROPOSTAS – COMPRA DE ÔNIBUS PARA O TRANSPORTE DE IDOSOS. A CONTRATAÇÃO DE MÉDICO GERIATRA, E A INSTALAÇÃO DA “FARMÁCIA MUNICIPAL  24 HORAS” PARA ATENDER A POPULAÇÃO EM GERAL E EM ESPECIAL O IDOSO DE BAIXA RENDA.  VÁRIAS FORAM AS OUTRAS PROPOSITURA DOS IDOSOS, TODAS ORÇADAS, APROVADAS EM ATA DO CMDI,  PASSANDO DE 1  MILHÃO DE REAIS, PARA ATENDER OS 8.500 IDOSOS DE NOSSO MUNICÍPIO. É DE SE LAMENTAR A FALTA DE CIDADANIA, INTERESSE PÚBLICO E COMPREENSÃO POR PARTE DA MAIORIA DAS LIDERANÇAS  DE QUE O ORÇAMENTO MUNICIPAL E  A LOA – LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL, É A PEÇA FUNDAMENTAL PARA  A GERÊNCIA PÚBLICA. QUEM DEVE DIRECIONAR OS INVESTIMENTOS SÃO OS CIDADÃOS,   ATRAVÉS DAS ENTIDADES SOCIAIS, INCLUINDO A CÂMARA MUNICIPAL. O PREFEITO,  SOMENTE GERE, COMO GESTOR  PÚBLICO EM NOME DA POPULAÇÃO.  A MAIOR  EMPRESA DO MUNICÍPIO,    – “ A PREFEITURA ” -, TEM  TODOS NÓS COMO COTISTA MAJORITÁRIOS. ESTIVERAM PRESENTES, Dr. SEVERINO OTÁVIO RAPOSO MONTEIRO – PREFEITO MUNICIPAL,  DR. FLÁVIO HENRIQUE  SOUZA DOS SANTOS – PROMOTOR PÚBLICO, Dr. NIVALDO SANTINO DOS SANTOS – CÂMARA MUNICIPAL, VEREADORES, GABEIRA, MI, E ALEXSANDRO; JOSÉ CÍCERO DE LIMA, – CDL,  DR. GILVAN CAVALCANTI, CESPAM ( PALESTRANTE CONVIDADO), DR. ANDERSON TORREÃO – SECRETÁRIO DA SAÚDE, PAULA YONARA – SECRETÁRIA DE FINANÇAS, SENHOR BARTOLOMEU PIMENTEL- SECRETÁRIO DE GOVERNO, ASSESSORIAS: – ROSA SOARES E  SIMONE FURETTI; PAULO LEITE, LUIZ AUGUSTO,  E  MUITOS OUTROS REPRESENTANTES DAS DIVERSAS SECRETARIAS. O EVENTO CONTOU COM MAIS DE 150 PESSOAS, SENDO A MAIORIA FUNCIONÁRIOS E COMISSIONADOS DA MUNICIPALIDADE. (EDLIFE- DRT-RJ-14.585)

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PENSANDO O CARNAVAL 2015

Prezado, Gostaria que esta mensagem chegasse ao conhecimento da equipe organizadora desse grandioso carnaval e do Prefeito do Município de Bezerros. Diante de tantos fatos observados na folia de momo do ano de 2014, gostaria de comentar alguns que acho importante serem observados, falo como conterrâneo e folião desta terra tão amada ao qual morei tantos anos e do seu carnaval que com assiduidade aproveito com a família todos os anos, viajando de Curitiba no Paraná até a Terra querida Altaneira. Percebo que a Cidade acolhe muitos turistas, mas nos últimos anos houve uma diminuição no número de pessoas vindas de outras cidades e estados, vamos ser realistas. Onde está o problema? Será que na programação? Será que na falta de uma forte divulgação? Apesar que o carnaval de Bezerros é conhecido em todo Território Nacional, mas será que a Prefeitura, o Governo do Estado não poderia agregar mais valores com apresentações nacionais de peso? Logicamente não tirando o foco da nossa cultura, mas entre um espaço e outro inserir nomes conhecidos que chamassem a atenção do público de fora e da própria cidade, fazendo com que as pessoas da cidade não precisassem procurar outros pontos de folia fora do Município, permanecendo e aproveitando no 3º Maior Pólo Carnavalesco do Estado de Pernambuco. Sobre a decoração, isto é sempre um espetáculo, mas notei que foram aproveitadas decorações de anos passados, estava claro para todos que participaram de outros carnavais. Acredito que também deveria ser investido mais, e porque não dizer muito mais. A quantidade de fotografias existentes em sites de diversas localidades do Brasil do Carnaval de Bezerros é incontável, belas imagens que retratam uma festa cultural, irreverente e familiar. Quero esclarecer que essas foram opiniões de um folião apaixonado pelo carnaval da minha Bezerros, espero que analisem os fatos e que tenhamos um abençoado e maravilhoso carnaval. Agradeço o espaço e até fevereiro de 2015.

José Fernando Moreira da Silva

fernandomore85@gmail.com

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CONEXÃO CIDADÃ EM BEZERROS E PERNAMBUCO

A Secretaria de Ciência e Tecnologia, na gestão do Marcelino, estudou várias formas de levar a Inclusão Digital pra população. Até que chegamos ao modelo que foi apresentado ao governador Eduardo: Uma parceria com uma empresa de telefonia e internet com um objetivo: priorizar as localidades com no mínimo 1000 habitantes sem nenhum sinal de celular. As empresas se apresentaram e a VIVO ofereceu a maior cobertura. Em três etapas:15 em janeiro, 45 até abril, e 67 até junho.127 torres já estão construídas, uma delas é a de Sapucarana. Agora estamos trabalhando em novas 200 localidades. A segunda parte da inclusão é a inauguração de Espaços de Conexão Cidadã, que já foram entregues mais de 20. A torre leva o sinal de celular 3G para o distrito. E o ECC conecta uma escola do local em banda larga. A torre de Sapucarana está ligada e funcionando. Precisamos de um espaço pra ser o ECC, pode ser uma escola estadual no distrito, ou escola municipal, ou sede de um sindicato ou associação com estrutura, com no mínimo 5 computadores e lugar seguro com responsável pelos modens.

Sitio dos Remédios e Cajazeiras devem vir na na 2ª etapa.

Por Mikhail Gorbachiov

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DEFENDEMOS A PAUTA DO POVO

A importância do bezerroshoje para Bezerros é inquestionável, prova disso é a pauta que o veículo tem defendido ao longo dos anos. Projetos como a PE 97, Estrada de Serra Negra, UPA 24h, Escola Técnica do Santo Amaro (que seria construída em São Bento do Una), iluminação na BR-232, protesto em defesa de Bezerros em relação a Jovem Pan (a rádio que diz ser de Caruaru), mais profissionalização do nosso carnaval, realização dos concursos 2004 e 2013, divulgação dos talentos locais, divulgações de matérias oficiais (MPE/TCE/Prefeitura), em fim..Uma pauta do povo de Bezerros. Além disso, o veículo disponibiliza canais direto para a participação de qualquer pessoa, seja através do Mural de Recados, e-mail, redes sociais.

Flávio Melo – Diretor-Presidente

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BEZERROS IMPLANTA SUA LEI GERAL EM PERNAMBUCO

Ao abrir meu e-mail hoje a noite tive uma surpresa, me deparei com a seguinte notícia: O 46º município a implementar a Lei Geral em Pernambuco é Bezerros!!! 
Em junho de 2013 participei do curso básico de Agente de Desenvolvimento realizado pelo SEBRAE, foi ai que iniciou a batalha para que o município, que já tinha a Lei Geral regulamentada através de um Decreto, fizesse parte dos municípios com Lei Geral Implementada, a referida Lei favorece as micro e pequenas empresas, além dos Empreendedores Individuais, possibilitando um tratamento diferenciado, dessa forma, permitindo aos “pequenos” disputarem de forma mais justa com os concorrentes de porte mais avançado.
Muita batalha, o esforço foi grande para correr atrás de evidências que apontassem as ações que são realizadas desburocratizando o sistema desde o processo de a abertura de empresas até a participação nas compras governamentais, mas ai está o resultado e posso dizer daqui a 10, 20 anos que, como Agente de Desenvolvimento Local, fiz parte dessa conquista.
Como já foi dito por outros colegas AD’s isso é só o começo. Ainda tenho muito trabalho pela frente, mas fico feliz em começar a colher os frutos, o simples fato de ver no ranking da Lei Geral o município figurando entre os que tem Lei Implementada parece um troféu, acredito que os outros AD’s também tiveram essa sensação. Vou aproveitar para agradecer a paciência e o empenho do consultor Erandy Silva que acompanhou por mais de um ano, mesmo sabendo das dificuldades sempre esteve me motivando e o atual consultor Bruno Santana . Agora é continuar batalhando.

Por Sueli Silva

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BRANQUINHO SOLUCIONA TRANSPORTE PARA HEMODIÁLISE

NO MES DE MARÇO DO ANO PASSADO, NA TARDE DE UM DOMINGO,  ESTIVERAM REUNIDOS OS INTERESSADOS NA SOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE PESSOAS PARA A REALIZAÇÃO DE PROCESSO DE HEMODIÁLISE  NA CIDADE VIZINHA DE CARUARU. NO ATO DA REUNIÃO ESTIVERAM PRESENTE OS REPRESENTANTES DA ASSOCIAÇÃO  DOS CADEIRANTES E CEGOS DE BEZERROS  PROF. LUZENILDO ROBERTO DA SILVA E DR. EDGAR LINO FERREIRA, COM A PRESENÇA DO CONVIDADO ESPECIAL  DR. SEVERINO OTÁVIO RAPOSO MONTEIRO – BRANQUINHO. O ASSUNTO DA PAUTA GIROU E TORNO DA INSTALAÇÃO DA FARMÁCIA MUNICIPAL  24 HORAS, PARA A TENDER A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA QUE NA REALIDADE NÃO POSSUEM CONDIÇÕES DE ADQUIRIR REMÉDIOS PARA SUAS NECESSIDADES, PRINCIPALMENTE NOS FINAIS DE SEMANA E FERIADOS PROLONGADOS, OCASIÃO EM QUE A FARMÁCIA PERMANECE FECHADA LITERALMENTE AO ATENDIMENTO  PÚBLICO. A LUTA JÁ VEM DA GESTÃO ANTERIOR SEM QUE A SOLUÇÃO SEJA DEFINITIVA EM FAVOR DOS MAIS NECESSITADOS. O OUTRO ASSUNTO GIROU EM TORNO DO TRANSPORTE DE PESSOAS QUE DEVEM REALIZAR CESSÃO DE HEMODIÁLISE, DIA SIM DIA NÃO NA CIDADE DE CARUARU.  O FATO QUE VEM OCORRENDO COM FREQUÊNCIA E HABITUALIDADE,  JÁ HÁ MAIS DE DOIS ANOS É QUE OS VEÍCULOS SÃO TERCEIRIZADOS E DE PÉSSIMAS CONDIÇÃO DE TRANSPORTE, E GERALMENTE APROVEITADOS SEM SUAS VIAGENS TAMBÉM NO MESMO ATO POR CONDUZIR PESSOAS QUE VIAJAM A CARUARU PARA COMPRAS.  A RECLAMAÇÃO DOS MEMBROS DA EQUIPE PRESENTE E SUSTENTADO POR LUZENILDO É QUE O MUNICÍPIO, NÃO POSSUINDO O EQUIPAMENTO PARA AS SESSÕES DE HEMODIÁLISE DEVE TOMAR PROVIDENCIA PARA O A SOLUÇÃO SEJA FINDA E O PROBLEMA RESOLVIDO, POR SER DE  GRANDE RELEVÂNCIA EM TERMOS DE SAÚDE PÚBLICA. NA OPORTUNIDADE DA REDAÇÃO DESTA MATÉRIA HOUVE A INFORMAÇÃO POR PARTE DO PROF. LUZENILDO DE QUE PREFEITO SOLUCIONOU A PENDÊNCIA ADQUIRINDO UM VEÍCULO PARA ESTE TRANSPORTE EXCLUSIVAMENTE. NO ENTANTO, NOS DIAS EM QUE SÃO TRANSPORTADO APENAS DOIS OU TRES PESSOAS, A SECRETARIA DISPONIBILIZADO VEÍCULOS  DE SUA FROTA, PARA O DESEMPENHO DA FUNÇÃO, DA MESMA FORMA COMO ANTERIORMENTE, EM PÉSSIMO ESTADO DE USO, SEM FREIOS DE MÃO ATIVO, BANCO QUEBRADOS E COM AMORTECEDORES VENCIDOS. COM CERTEZA, ADIANTOU LUZENILDO, O PREFEITO  NÃO DEVE ESTAR SABENDO DESTA SITUAÇÃO QUE VEM SENDO  TOMADA PELO SECRETARIO DA SAÚDE DR. ANDERSOM TORREÃO. 

POR EDGAR LINO FERREIRA

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A contrarreforma do futebol brasileiro

foto jornal
Vital Belarmino Pontual é jornalista e autor do livro “Escobar Júnior e a cobertura da VEJA aos atentados de 11 de setembro de 2001

Depois da catastrófica participação na Copa do Mundo, a primeira coisa a se pensar foi a de realizar uma reforma profunda no futebol brasileiro. Foi-se embora Felipão e companhia para alívio de muita gente. Mas que assumiria o seu lugar? Era necessário alguém que tivesse o mesmo impulso do técnico anterior. Talvez outro gaúcho. Por que não? Então chamaram o turrão Dunga. Na semana seguinte ele já procurou acalmar os ânimos. Deu uma exclusiva à tevê Globo no Fantástico. Ali estava o Dunguinha paz e amor? Em parte sim. A ver.

Quem assistiu à entrevista, logo percebeu que o novo técnico e ex-capitão da Seleção não abriu de todo a guarda. Disse que em algum momento os jogadores precisam de privacidade. Isso foi indiretamente um breve recado à tevê dos Marinhos. Todos sabem do que falo, mas nunca é demais repetir que a Globo fez da Granja Comary uma extensão dos seus estúdios. Logo no início da Copa, escrevi aqui neste espaço que eu estava vendo a Copa da Alemanha se redesenhando. Foi exatamente isso que aconteceu. Só que agora o desfecho foi muito mais melancólico. Levamos sete.

Pois então… Voltamos a tal “reforma”. Incrível o mau-caratismo dos cartolas brasileiros! A CBF, os clubes e a Rede Globo mostram por que é tão difícil fazer a mudança que deveria ser realizada. Essas entidades se mobilizaram (ou fingiram fazê-lo) para deixar tudo como está, ou seja, razoável para elas e péssimo a jogadores, torcedores e jornalistas. A CBF não deixou dúvidas sobre o seu desprezo a respeito das críticas que se realizaram à seleção após o vexame sofrido na Copa.

 O torcedor está cansado de apanhar e ser humilhado nos estádios. Somente a título de informação, em São Paulo o metrô do governador Alckmin está a serviço da Globo.  A diretoria do Corinthians nem chegou a falar com os Marinhos. Buscou o governo do Estado que logo aceitou estender até mais tarde a circulação do metrô em dias de jogos. Há décadas que os horários das partidas transmitidas pela Vênus platinada massacram a vida daqueles que vão assistir aos jogos nos campos. Esse horário das 22h inexiste, por exemplo, em países civilizados como Inglaterra, Alemanha, França, etc, onde o futebol ainda é levado a sério. Aqui uma emissora de televisão é que dita as regras e segue arrojada.

Segundo o crítico de tevê Daniel Castro, nesta semana começaram reuniões com os vinte clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, tendo à frente a Globo. Ela vai exigir melhor qualidade do futebol e fará uma alerta: se os espetáculos não melhorarem e a audiência não subir, dentro de alguns anos o esporte deixará de ser interessante à TV aberta. Ainda segundo o jornalista, a emissora do Jardim Botânico fará uma série de reuniões a pedido dos próprios clubes.

As agremiações pediram o adiantamento das cotas pela transmissão e também reclamaram que a emissora paga muito a clubes como Corinthians e Flamengo, enquanto aos demais de menor torcida, pouco. Com isso a Globo tem nas mãos os times a ela presos. Ela exige investimentos no futebol pelas agremiações e que também se preocupem com a formação de jogadores. É no mínimo estranha essa preocupação. Aliás, quem realmente achou estranho mesmo foram os cartolas. Eles argumentam não ser do campo de atuação da Globo discutir a formação de jogadores.

A seguir assim, não veremos nenhuma transformação substancial na paixão nacional. Até o momento a CBF e a Globo têm apenas demonstrado que as investidas das duas atendem aos seus interesses escusos e não trazem melhoria aos torcedores e a seus clubes do coração.

Em tempo: segundo notícias que circulam na internet, a Globo vai deixar de transmitir a F1 em 2015. O ibope anda baixo. As coisas já não caminham como antes nas Organizações.

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Órfãos;

foto jornal
Vital Belarmino Pontual é jornalista e autor do livro “Escobar Júnior e a cobertura da VEJA aos atentados de 11 de setembro de 2001

Aos poucos vamos perdendo nossas melhores cabeças pensantes. Sempre é doloroso se trabalhar com as perdas. Há quem diga que perdemos aqui e ganhamos ali, mas a dor é quase inevitável assim como a morte. Talvez tudo isso seja o preço que se tem de pagar quando se passa por este mundo e por essa vida. Para quem acredita em outra, morrer não se torna algo tão desesperador tanto para quem vai quanto para quem fica. A fé uma espécie de remédio que consola. E depois é demasiadamente duro não crer.

A verdade factual é que em menos de uma semana perdemos três preciosos nomes brasileiros. Ainda na sexta-feira dia dezoito, morreu o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro, vítima de uma embolia pulmonar. Um dia após o falecimento do autor de Viva o Povo Brasileiro, também se foi o educador, psicanalista e escritor Rubem Alves. Quarta-feira dia vinte e três nos deixou o “Dom Quixote” do Sertão Ariano Suassuna. Foram para o andar de cima antes do combinado. A nossa literatura ficou mais pobre e seus leitores mais tristes, sem dúvida.

É quase impossível não nos sentirmos tomados por uma tristeza em um momento como esse. Em pouco espaço de tempo se perde muita genialidade. Eram gênios naquilo que faziam e cumpriram muito bem o papel que desempenhavam dentro de uma sociedade nem sempre talhada e educada para assimilar seus pensadores. Cada um a seu jeito nos falava de temas importantes e relevantes ao pensamento atual. Através de seus textos sempre impecáveis, os seus leitores conseguiam enxergar mais além e talvez quem sabe dar mais liberdade a sua forma de seguir adiante.

Rubem Alves costumava dizer que um livro eram pedaços dele espalhados como sementes. Sonhava em ter tempo para aprender a vagabundear. Era um homem simples. Gostava mesmo era de lidar com as palavras. Tinha intimidade com elas. Em tudo que escrevia podia se ver uma sensibilidade poética. “Dentro de mim mora um palhaço e um poeta”, escreveu certa vez. Acho que Deus estava necessitando de uma pessoa sensível ao seu lado e resolveu levá-lo para ditar-lhe alguns poemas e algumas crônicas. Mas talvez sua viagem à outra dimensão foi com intuito de trabalhar ao lado do Criador no jardim divino. “Deus é jardineiro”, disse tentando se autodefinir ao seu leitor em um dado momento.

Vejo em Rubem e Ariano dois palhaços que nos deixaram rindo de nós mesmos. Acho que os dois eram sempre sábios quando escreviam e falavam. Nunca me lembro de vê-los mal-humorados com relação à vida que levavam. Em tudo viam uma beleza para transmitir aos seus leitores, quando não uma graça. Não levavam o cotidiano muito a sério. Contam que certa vez Ariano fora convidado para uma homenagem que se fazia a ele no Palácio do Governo da Paraíba. Lá chegando um dos guardas, provavelmente não o reconheceu, tentou barrá-lo à entrada, dizendo que ele estava sem gravata e, portanto, não poderia entrar. Ao que ele respondeu do alto de seu bom humor: eu já entrei aqui nu e não é por causa de uma gravata que vou deixar de entrar. Que tirada fantástica!

É melhor que se fique com uma frase, dentre tantas, maravilhosa do Mestre Ariano: “arte para mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte para mim é missão, vocação e festa”. É dessa arte que ficamos todos órfãos e sem muita perspectiva. Contudo, é sempre

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Ainda sobre a Copa…

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Vital Belarmino Pontual é jornalista e autor do livro “Escobar Júnior e a cobertura da VEJA aos atentados de 11 de setembro de 2001

Chegou-se, enfim, ao final do Campeonato Mundial. Venceu a equipe da Alemanha com muito mérito, isso é indiscutível, embora a Argentina tenha tido aquilo que faltou ao Brasil: raça e amor à camisa. Tudo correu bem fora de campo, exceto dentro dele para os brasileiros como já sabemos. É sempre bom lembrar e nunca esquecer da humilhação que sofremos.

Talvez esse doloroso vexame sirva de alerta para começar a se pensar na próxima que deverá realizar-se na Rússia. Quando escrevo, leio em um desses nossos jornais, que Felipão e sua comissão técnica pediram para sair. Que se vão e nunca mais voltem. Eles com certeza não deixarão saudades. É bem provável que Parreira retorne como comentarista da tevê do oba-oba e do nacionalismo exacerbado e cafona. Felipão, bom, esse já não tem mais a amizade do “Narrador-Mor” Galvão Bueno.

Vale deixar aqui registrado a maneira com a qual a maior parte dos nossos jornais tratou da vitória alemã um dia após a final. Boa parte da nossa imprensa não tem nenhum pejo em espinafrar a Argentina, sentindo-se jubilosa com a derrota de “los hermanos”. Era como se dissesse: “a gente não conseguiu, mas também vocês não levaram”. Isso mostra bem como os sabujos do jornalismo brasileiro se comportam diante dos acontecimentos.

Acho que de todos os jornais diários, foi a Folha de Pernambuco que se superou em sua chamada de capa. Quem a leu na segunda-feira, lá estava escrito com letras garrafais: “Valeu, Alemanha!” Tem-se a certeza de que ali naquele jornal todos eram alemães desde pequeninos. Como eles conseguem ser cafonas e cara de pau! E o pior é que a mídia brasileira propaga por aí afora que faz jornalismo com isenção. Claro que não somos tolos a ponto de acreditar em isenção pura no fazer jornalístico. Isso é uma quimera ou um delírio, mas agindo assim já se está desviando o avião de rota.

Tenho a impressão de que na CPF nada mudará. Afinal, sai Marin e entra Del Nero. Pensamento de um é cabeça do outro. Assim será também na organização do futebol. Não se pode esperar grande coisa daqui em diante, embora seria por demais interessante haver mudanças urgentíssimas. A reforma do futebol no Brasil esbarra em interesses de seus dirigentes e nos de uma emissora de televisão que há muito dita as regras do jogo, sem deixar aqui de responsabilizar os clubes, também cúmplices das negociatas que praticam.

A Globo não está preocupada em servir o esporte e sim se servir dele. Alguém nesse governo teria coragem de intervir no futebol, contrariando a tevê dos Marinhos? Pago dobrado se isso acontecer. O PT fala fino com a Vênus Platinada, porque dela tem medo.

Agora é esperar que nossos bebês-chorões se restabeleçam dessa derrota vexatória e voltem aos gramados novamente. Até porque o que temos é isso aí, nada melhor do que isso. Talvez na próximo copa não levaremos o Loro José, Luciano Huck e nem o Jornal Nacional para o local de treinamento. Longe desse povo, a seleção ficará menos carregada e os jogadores se tornarão menos Narciso.

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“Era pra acabar com cargos de contrato e de concurso, bom seria que toda mão de obra fosse terceirizada”

O brasileiro é assim quando passa em um concurso público ou quando é indicado para um cargo de confiança fica folgado, se achando que é dono, Bezerros não e diferente, quando algumas pessoas assumem um cargo de confiança, ficam querendo ser dono, não atendem ninguém, bem até parece que tem um rei na barriga,quem é concursado fica cheio de direito, porque não pode ser mandado embora do emprego. Continue lendo aqui

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Somos um fracasso

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Vital Belarmino Pontual é jornalista e autor do livro “Escobar Júnior e a cobertura da VEJA aos atentados de 11 de setembro de 2001

Em outros tempos já fomos bons nisso, hoje porém, mostramos nossa fraqueza perante os olhos do mundo. Em 1950, quando perdemos a Copa dentro de casa para o Uruguaio, a realidade à nossa volta era outra. Ainda tínhamos o melhor futebol do planeta e quase ninguém demonstrava a intimidade com a redonda como nós. Surfávamos na crista da onda, embora tivéssemos perdido. Faz parte do jogo.

Perdemos o posto de melhores e já não encantamos mais. Jogamos um futebol ultrapassado, sem nenhuma criatividade. Um esquema tático carcomido. Temos uma seleção de uma defesa que não defende. De um meio de campo que não combate e de um ataque que não faz gol. Perdemos dentro do campo e fora dele. Quando dizemos “fora dele”, estamos a falar dos nossos nobres dirigentes que mandam e desmandam no meio futebolístico. Esses merecem todas a críticas.

Somente o Sobrenatural de Almeida, personagem de Nélson Rodrigues, poderia explicar melhor o que aconteceu na terça-feira passada à nossa seleção, mas é bem provável que se se fizer uma análise mais acurada do que acontece agora no futebol brasileiro, chegar-se-á logo a uma conclusão não muito favorável aos dirigentes da CBF e a seus apaniguados. Todos têm culpa no cartório, inclusive alguns setores da mídia tupiniquim, inseridos nela aqueles jornalistas “amigos da seleção”.

O que se viu ao longo da Copa foi a exibição de um nacionalismo exacerbado e ridículo da maior parte da imprensa, que o diga a Rede Globo, incapaz de tecer uma crítica à seleção e aos mandachuvas do futebol nacional. Também pudera! Ela sempre carregou consigo uma parcela de culpa desse tenebroso fracasso em que se encontra o futebol hoje no Brasil. Só os incautos ainda acreditam nas boas intenções desse jornalismo canalha e cafajeste que se pratica por aqui.

Quem em si traz um grão de senso crítico, percebia que o time de Felipão tinha enormes limitações em sua constituição. Contudo, o meio conservador do jornalismo esportivo fazia vista grossa quanto às críticas. A hora é de se perguntar: a quem eles estavam querendo agradar? Jogar toda a responsabilidade aos jogadores é no mínimo ser incoerente. Claro está que eles também têm uma parcela de culpabilidade por esse vexame, mas outros culpados estão por aí às solta, rindo de tudo isso e já pensando na outra Copa e em seus dividendos.

Precisamos com urgência reformular o futebol no Brasil. Há muito que necessita de uma boa faxina, a começar pela CBF. Não bastou sair Ricardo Teixeira e entrarem José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Trocaram seis por meia dúzia. Esses dois terminarão de piorar aquilo que já não prestava. Chegou o fim da era Felipão e Parreira. Não que os dois sejam maus caracteres, mas a filosofia de ambos acerca do futebol já está démodé. Os demais, que vão ao diabo, inclusive boa parte da mídia brasileira.

Em tempo: quem assistiu ao jogo entre a Argentina e a Holanda, há de ter percebido que o narrador Cléber Machado, da Globo, torceu durante toda a partida pela derrota dos argentinos. Esse é o nosso jornalismo. Viva o Brasil.

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CALÇADAS – PÚBLICAS OU PRIVADAS?

“A CALÇADA É UM BEM PÚBLICO DE USO COLETIVO PARA O USO A QUALQUER HORA PELO CIDADÃO NO SEU  EXERCÍCIO DE IR E VIR PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E DEVE SER CONSTRUÍDA E ZELADA PELO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL MAIS PRÓXIMO, OBEDECENDO AS NORMAS TÉCNICAS ESTABELECIDAS PELO PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO”.   SE PERGUNTAREM A UM BRITÂNICO, FRANCÊS, ALEMÃO, PAULISTA, CARIOCA OU PESSOAS DE OUTROS PAÍSES EVOLUÍDOS : – QUAL É MAIS IMPORTANTE PARA O CIDADÃO – A RUA OU A CALÇADA ?  A RESPOSTA SERÁ : A CALÇADA. CLARO QUE O MEIO DE MOBILIDADE URBANA QUE DEVE SER PRESERVADO PARA QUE TODOS POSSAM SE LOCOMOVER COM DIGNIDADE MÍNIMA  – É A CALÇADA!  POR ESTA RAZÃO, JAMAIS ELA DEVE SER CONSIDERADA PATRIMÔNIO PESSOAL DOS DONOS DA CASA QUE A CONSTRUIU. A LEGISLAÇÃO É CLARA NESTE SENTIDO. QUANDO OCORRER DE UM CIDADÃO CAIR EM UMA CALÇADA POR MOTIVOS VÁRIOS: – POSSUIR DEGRAUS E RESSALTOS, TER DESNÍVEL, TER BURACOS, TER REVESTIMENTO LISO E OUTROS ACABAMENTOS QUE CAUSEM ACIDENTES, ELE TERÁ DIREITO DE PROPOR AÇÃO JUDICIAL E COBRAR DANOS MATERIAIS ( HOSPITALARES, PRÓTESES, DIAS PARADOS, ETC.) E ATÉ DANOS MORAIS, DO PROPRIETÁRIO E DA PREFEITURA.   AS CALÇADAS DEVEM TER NO MÍNIMO 1,50 METROS, NA SUA LARGURA, PARA QUE SEJA UTILIZADA COM A DEVIDA SEGURANÇA, CONFORTO E ATÉ MESMO PARA O LAZER. ” NUNCA DEVERÁ SER LUGAR PARA USO EXCLUSIVO DE QUEM QUER QUE SEJA, COM METRALHAS, RESTOS DE CONSTRUÇÃO,  MATERIAIS DE USO COMERCIAL. AS CIDADES MAIS EVOLUÍDAS, SOMENTE AUTORIZAM OS  LOTEAMENTOS MODERNOS COM  CALÇADAS POSSUINDO  O MÍNIMO  3,00 METROS DE LARGURA. A INTENÇÃO É QUE NESTAS CALÇADAS SEJAM PLANTADAS ÁRVORES, EXISTAM ABRIGOS DE ÔNIBUS, LOCAL PARA SER COLOCADO O LIXO DOMICILIAR. PORÉM A ÁREA DE CIRCULAÇÃO DOS PEDESTRES DEVE SER SEMPRE LIMPA, PLANA,  LIVRES E LARGAS. O RESPEITO AO CIDADÃO EM UMA CIDADE É NOTADO  QUANDO OBSERVAMOS AS CALÇADAS LARGAS, LIMPAS E LIVRES! EM NOSSA CIDADE INFELIZMENTE NÃO SÃO OBSERVADAS ESTA NORMAS MÍNIMAS DE CONDUTA POR PARTE DOS PROPRIETÁRIOS DE IMÓVEIS E PELO PODER PÚBLICO. A CADA DIA QUE PASSA NOTAMOS O SURGIMENTO DE NOVAS AGRESSÕES AMBIENTAIS EM RELAÇÃO AS CALÇADAS. PRÉDIOS NOVOS  E LINDOS, COM GRANDE PROJETO ARQUITETÔNICO, ASSINADO POR ARQUITETOS E ENGENHEIROS DE RENOME E NO ENTANTO POUCA IMPORTÂNCIA DÃO AO ACESSO DESTES EMPREENDIMENTOS – “A CALÇADA”.  O CONTROLE URBANO É INSTITUÍDO POR LEI, NOS MUNICÍPIOS JUSTAMENTE PARA COIBIR OS ABUSOS DOS INCAUTOS, AQUELES QUE SE JULGAM DONOS DO MUNDO. OS FISCAIS DA PREFEITURA SÃO OS OLHOS DO PREFEITO QUE POR SUA VEZ REPRESENTAM A POPULAÇÃO. SÃO ELES É QUE DEVEM IMPOR  FORÇA DA LEI EM BENEFÍCIO DA MAIORIA DA POPULAÇÃO . ELES DEVEM SER BEM REMUNERADOS  PARA EXERCER ESSA FUNÇÃO E TEM DE SE PREOCUPAR 24 HORAS POR DIA COM O BEM ESTAR DA POPULAÇÃO E VIGILANTES  DAS NORMAS ESTABELECIDAS PELA  LEI QUE REGE ESTE SETOR. NÃO DEVE EXISTIR O JEITINHO BRASILEIRO. O FISCAL NÃO PODE  FAZER VISTAS GROSSAS SÓ  PORQUE  A OBRA NOVA É DE UM  AMIGO DO PREFEITO, DO PADRE, DO JUIZ OU DO VEREADOR  QUE ESTÁ EXERCENDO A FUNÇÃO ATUAL. NÃO SE PODE ESTABELECER A LEI DO “QUEBRA GALHO”.  TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI. OS NOVOS LOTEAMENTOS  DEVEM SER AUTORIZADOS SOMENTE  COM CALÇADAS DE 3 METROS OU MAIS, COM LUZ, ÁGUA E ESGOTO,  POR REPRESENTAR QUALIDADE DE VIDA.  JUSCELINO KUBITSCHEK, NIEMEYER E LÚCIO COSTA,  QUANDO PROJETARAM BRASÍLIA – DISTRITO FEDERAL, CAPITAL DA REPÚBLICA,  NA DÉCADA DE 1950, JÁ COLOCARAM NO PLANO URBANÍSTICO BÁSICO,   AS CALÇADAS BEM LARGAS, TODAS PLANAS, ARBORIZADAS. PORTANTO HÁ 60 ANOS ATRÁS JÁ SE PREVIA A QUALIDADE DE VIDA E O DIREITO DO CIDADÃO.  PORQUE NÓS AGORA DEVEREMOS RETROCEDER NO TEMPO E VOLTAR AO MODELO ANTIGO QUE REPRESENTAVA O ATRASO?  ESTAMOS NA ERA DA MOBILIDADE E DA ACESSIBILIDADE, POIS ESTES PEQUENOS DETALHES REPRESENTAM  A “FORÇA O DIREITO” DO CIDADÃO, PRINCIPALMENTE AQUELES COM MOBILIDADE REDUZIDA –  OS CADEIRANTES, OS QUE TEM DEFICIÊNCIA VISUAL E OS IDOSOS. ( ESTA MENSAGEM TEM ORIGEM NO CONSELHO MUNICIPAL DO DIREITOS DOS IDOSOS DE BEZERROS)

– EDLIFE – DRT- RJ 14.585 .

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A Maternidade, a UPA e a desvalorização do parto normal em Bezerros

Enviado por Carlos Francisco da Silva, ex-vice prefeito e prefeito de Bezerros.

Em 2002, pra cada 100 nascidos vivos em Bezerros, 26 nasciam de parto cesáreo. Em 2012 esse número subiu absurdamente. Naquele ano, 79% dos partos realizados em nossa cidade foram cesarianas.

A taxa de partos cesáreos recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 15%. Ou seja, pra cada 100 partos, pelo menos 85 deveriam ser normais, e 15 cesáreos.

O DATASUS ainda não disponibilizou os dados de 2013, mas, em visita “in loco” à maternidade, eu pude observar que acontecem muito mais cirurgias cesarianas do que partos normais. As estatísticas irão confirmar o que aponto aqui.

Bezerros está na contramão do que recomenda a OMS. Mais partos cesáreos do que partos normais reflete, entre outras coisas, os baixos investimentos na atenção básica e o beneficiamento da rede hospitalar. Hospitais e médicos ganham com isso, enquanto mães e bebês sofrem sérios riscos à saúde.

E o pior, não vejo nenhuma ação para vencer esse ultrapassado modelo de atenção à saúde.

A construção de uma UPA onde hoje é a maternidade de Bezerros agrava a situação e representa grave erro que deve ser evitado por mobilização da sociedade e do Conselho Municipal de Saúde.

Sempre defendi que a maternidade deveria se transformar em um Hospital Materno Infantil, e que a UPA deveria ser construída em Encruzilhada de São João, às margens da BR 232, o que possibilitaria um melhor acesso às comunidades de Encruzilhada, Boas Novas, Sapucarana e sítios vizinhos.

A decisão de construir a UPA onde hoje funciona a maternidade reflete a intenção da gestão de “se livrar” de um problema crônico de nossa cidade chamado “assistência obstétrica e pediátrica”, quando a atitude, na verdade, deveria ser de enfrentamento da carência desses dois importantes serviços da qual o povo de Bezerros sempre padeceu.

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Sarney se vai

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Vital Belarmino Pontual é jornalista e autor do livro “Escobar Júnior e a cobertura da VEJA aos atentados de 11 de setembro de 2001

O senador José Sarney anunciou sua saída da vida parlamentar. Ao contrário de muitos políticos de sua época, que o diga o baiano Antônio Carlos Magalhães, ele nunca se apresentou ao público como um coronel truculento. Sempre usou da urbanidade para manter-se no poder e no controle da política no Maranhão. Agora sai de sena, mas não se enganem os incautos, permanece fazendo política.

Serviu à ditadura com fidelidade canina. Ao longo de sua longa carreira política fez aliança com todos os partidos sem pestanejar. Onde via vantagens, lá ia com seu jeito sorrateiro e ladino de juntar-se à classe que pensava o Brasil como ele. Em nome da tal governabilidade usou e abusou do poder, aliás, hoje em nome dela, no país, os políticos fazem a festa. Pode-se dizer que o legado político deixado por ele foi simplesmente desastroso e nefasto.

O estado onde manda há quase cinquenta anos tem um dos piores IDHs, segundo dados da ONU, perdendo apenas para Alagoas. Utilizando-se da mesma violência política, embora aplicando métodos diferentes, a família Sarney conseguiu levar o estado do Maranhão a índices vergonhosos de desenvolvimento humano. Que pensar de um político que deixa seu eleitorado e sai candidato ao Senado Federal por outro estado? Vale lembrar que ele é dono de uma das maiores fortunas de seu estado natal. Atuou como senador por trinta e seis anos.

Quando presidente da Nação, usou o cargo para distribuir meios de comunicação como barganha política. Foi no seu governo que houve a distribuição de mais de mil concessões públicas de rádio e tevê, basicamente comerciais e com uma agravante: sem licitação. Sabe-se que a família do clã maranhense é dona de várias emissoras e de jornais impressos no estado. Mas suas façanhas não estão apenas no meio político. Ele também se arvorou nas letras.

Ao lado da carreira política construiu uma vida literária, ainda que sem expressividade. Escreveu contos, crônicas, ensaios, romances e poesia. No ano de 1980 foi eleito para Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira 38 e sucedendo ao escritor José Américo de Almeida.

Está claro que sua literatura não lhe dera fortunas como a política. Se dependesse das letras com certeza não disporia do patrimônio nem do prestígio de que desfruta no cenário nacional. O meio literário respira aliviado, já o político…

Em tempo: quando se fala das tramoias de políticos, é sempre bom lembrar que o brasileiro também não respeita as normas estabelecidas à boa convivência em sociedade. No Banco do Brasil de Bezerros, aonde vou sempre pagar minhas contas, percebe-se gente relativamente nova pegar senha de prioridade. Outras, embora tenham em mão senhas normais, usam a velha esperteza de pedir um favorzinho ao outro que espertamente burlou a lei: “pague essa minha conta porque estou apressado”. É por isso e por outras que estamos onde estamos. Agindo assim, estamos distantes de ser um País sério e civilizado. Depois não adianta falar da desonestidade da classe política dominante. Uma coisa puxa a outra.

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