A Copa da Alemanha se desenha na Globo

foto jornal
Vital Belarmino Pontual é jornalista e autor do livro “Escobar Júnior e a cobertura da VEJA aos atentados de 11 de setembro de 2001.

Meu telefone toca. Do outro lado da linha ouço uma voz estranha. Pergunto quem é.

– Sou Garrincha, responde.

– Garrincha!!! Meu Deus!

– Não precisa ter medo. Sei que você não me viu jogar, mas com certeza se lembra de mim. Pode me chamar de Mané. Era assim que me chamavam. Sempre gostei muito dessa pronúncia. O povo é sábio.

– Mas por que você me escolheu? Sou apenas um foca. Deveria ter ligado ao Pedro Bial, afinal ele entende de futebol e adora fazer crônicas sobre o tema.

– Aí é que está, meu nobre jornalista. Foi o primeiro nome que me viera à cabeça, mas quando o chamei, ele me disse que estava escrevendo o balé mágico que fazem as pernas de Neymar em campo. Certamente ele não conheceu as minhas, modéstia à parte, embora fossem tortas.

– Ah, que pena! Mas o homem é poeta, Mané.

– Indubitavelmente um poeta menor.

– E o Galvão? Por que não o Galvão?

– Depois do Bial, liguei a ele.

– E?

– Mandou dizer-me pela secretária, que estava em sua banheira de hidromassagem e não podia me atender. Aquele homem calado é outro poeta

– Provavelmente se preparando para transmitir os jogos da seleção…

– Tenho quase certeza que sim. Agora você chegou ao ponto que eu queria discutir.

– Discutir o quê, Mané?

– Ora, a Copa do Mundo!

– Vai haver Copa?

– Por que não haveria de haver, menino? Começo a ficar preocupado. Aliás, esse é o motivo pelo qual resolvi falar com você.

– Então vamos, Mané, diga o que o deixa aflito.

– O que me deixa aflito é o que a Globo começa a fazer.

– Por exemplo…

– Agora deu de transmitir ao vivo o treino da seleção. Assim como fizera na Alemanha. Domingo pela manhã tive o desprazer de ver isso.

– Eu também Mané.

– Você assiste à Globo? Porque que eu saiba você tem sido um crítico ferrenho das Organizações.

– Às vezes vejo um ou outro programa.

– Você viu que havia um repórter da emissora carioca transmitindo o treino? O rapaz estava empolgadíssimo.

– Sim, vi com os próprios olhos.

– Que redundância engraçada, nobre jornalista.

– O que você, Mané, achou da administração de Ricardo Teixeira e João Havelange?

– Acabo de receber aqui das mãos de Nelson Rodrigues o livro O Lado Sujo do Futebol. É um primor. Não que eu desconhecesse as facetas desses dois por você citados, mas agora lendo as páginas recheadas de bom jornalismo investigativo, sinto-me mais à vontade para dizer com todas as letras o que verdadeiramente penso de ambos.

– E o que pensa, Mané?

– Acho que eles e a Globo têm tudo a ver. São a corda e a caçamba. Lembro-me que no dia em que Ricardo Teixeira deixou a CBF, a Globo prestou no Jornal Nacional uma extensa homenagem a ele.

– Embora houvesse um momento em que a Globo quisesse destruí-lo, contudo não conseguiu. Você há de recordar-se.

– É verdade. Acompanhei aqui de longe.

– E esse outro senhor que assumiu no lugar dele?

– Acho que trocaram seis por meia dúzia. Esse Marim é do mesmo naipe que o Teixeira.

– Você está confiante na seleção de Felipão?

– Acho que o Brasil se encontra entre as melhores seleções que estão no mundial

– Então seremos campeões?

– Espere um pouco. Vamos devagar com andor.

– Alguém já disse que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

– Quero um palpite seu para o primeiro jogo.

– É melhor perguntar ao Galvão. Ele sim poderá responder com entusiasmo. Adeus, meu rapaz.

– Adeus, Mané.

 

Share

É tolice barulhenta

Segundo a enciclopédia livre, Reinaldo Azevedo é um jornalista brasileiro. Ele também se aventura a ser colunista da Folha de São Paulo. Notadamente é um sujeito inserido no campo da direita liberal democrática, como costuma se declarar. Percebe-se pelos textos que escreve. Desde a primeira linha até a última, dispara sua metralhadora em direção aos políticos do PT. Toda pessoa é um ser político. Pode escolher esse ou aquele partido pelo qual nutre uma certa admiração. A escolha é quase sempre ideológica, sabemos. Tem todo o direito de fazê-lo.

foto jornal
Vital B. Pontual é jornalista e autor do livro Escobar Júnior e a Cobertura da VEJA aos Atentados

Em seu blog, hospedado no sítio da revista Veja, costuma atirar insultos a tudo e a todos. Ao longo de sua curta carreira, já acumulou (e há de seguir acumulando) muitos desafetos. O homem late pela boca e transborda pelos cotovelos. Não se está aqui a dizer que o jornalista que um dia pertenceu à “esquadra abriliana”, não possa escrever aquilo que lhe dê na telha, contudo é sempre bom usar um pouco da urbanidade. Afinal, quem assina o jornal dos Frias, geralmente é a gente intelectualizada. Esse pessoal não gosta de ter os ouvidos feridos e detesta quem trata mal o vernáculo.

Na sua última coluna na Folha, soltou frases odiosas contra a presidenta Dilma, aliás, como costumeiramente faz quando escreve. Nota-se que o rapaz redige seus textos com extremo desejo de esganar os membros do partido que se autoafirma ser de esquerda. Digo isso porque vejo que o PT hoje não tem quase nada da esquerda. Se é que algum dia teve em sua essência algo que lhe merecesse esse qualificativo. Contudo, ainda sigo enxergando que o Partido dos Trabalhadores com todos os defeitos que traz consigo, é o menos letal aos brasileiros. Vejo na presidenta uma mulher honesta, embora ainda inexperiente politicamente.

Reinaldo é um seguidor de Olavo de Carvalho. Ultraconservador ao extremo. Não é à toa que foi contratado pelo jornal paulistano para destilar sua raiva visceral contra os petistas. Recentemente em sua coluna, fez questão de dizer que Dilma é a responsável pela baderna atual no país, entre outros impropérios. O leitor percebe facilmente que lhe falta discernimento para dissertar sobre questões que de uma maneira ou de outra afrigem o Brasil. O homem está ensandecido. Quer porque quer que o PT deixe o poder. Conservadorismo demais acaba nisso.

É até compreensível que o colunista da Folha e ex-integrante do “jornalismo” de Veja se expresse com esse ímpeto. Como já disse, é um indivíduo conservador e até preconceituoso. Quem lê seus textos sabe do que estou falando. A crítica é sempre bem-vinda e deve fazer parte do pluralismo político e prevalecer em qualquer seguimento de uma sociedade que quer avançar. Sem ela não haveria progresso no campo das ideias. Ela está aí e deve ser exaltada com equilíbrio e boa-fé.

Mas ele não se encontra sozinho nessa empreitada. Ao lado dele, no mesmo jornal, está outro fiel escudeiro, cujo principal objetivo é espinafrar o governo dos companheiros. Ele se chama Demétrio Magnoli, doutor em geografia humana e especialista em política internacional, segundo a Folha. Foi ele que, quando da vitória de Dilma, disse que ela foi eleita pelos votos dos nordestinos. Obtuso rapaz!

É do mesmo naipe do católico Reinaldo. Contém-se um pouco mais quando escreve. Os dois se equivalem. Sabe-se apenas que o jornal para o qual escrevem está bem servido. Porque afinal, é “um jornal a serviço do Brasil”.

Share

INTERNAUTA SUGERE ATRAÇÕES PARA SÃO JOÃO DE SERRA NEGRA

Bom Dia!

Venho por meio deste veículo de imprensa bastante eficaz e comunicativo para a população de Bezerros e Região, fazer um questionamento e dar uma opinião sobre São João da Serra Negra e Cidades Vizinhas!

Creio que já deve está fechada a Programação de quase todas cidades, porém bem que a Prefeitura de Bezerros, poderia convidar para participar do evento e abrilhantar ainda mais, artistas locais e regionais que foram totalmente excluídos dos principais polos juninos, Artistas como: Flávio José, Petrúcio Amorim, Alcimar Monteiro, Entre outros! Também incluiria nomes como Santana e Geraldinho Lins. Alguns Não aparecem em nenhuma grade de programação! Outros Modestamente.

É uma vergonha cidades como Caruaru e Gravatá deixarem de fora cantores como estes, que são a raiz do Forró e procedentes do Glorioso Luiz Lua Gonzaga. Preferem pagar cerca de 500 mil a artistas como Jorge e Mateus e Luan Santana, Nada contra eles, gosto e curto ambos, porém foi uma falta de respeito com alguns desses artistas.

Vendo estas coisas acontecerem sente-me triste em saber que não vou ver no São João tais artistas por aqui por perto!

Bem que a Prefeitura de Bezerros poderia fazer alegria de muita gente e incrementar nomes do tipo, pois está devendo com a população no quesito evento público, pois realizou um Carnaval tímido em quesito de atrações, tendo em vista que cidades vizinhas colocaram mais opções de artistas renomeados. E também tendo em vista que não ocorreu o Aniversário da cidade, por motivos superiores, nem tampouco ocorreu Semana Santa na Serra Negra este ano.

Talvez estes artistas não tenham mais agenda, porém não custa procurar saber ou tentar contratar algum!

Então vamos esperar e ver quais atrações irão se apresentar na Serra Negra este ano, fica a opinião modesta de um mero internauta e Bezerrense.

 

Atte: Diovane Silva

Share

Pobre do futebol brasileiro!

foto jornal
Vital B. Pontual é jornalista e autor do livro Escobar Júnior e a Cobertura da VEJA aos Atentados de 11 de Setembro de 2001. Emeio: vital.bel@bol.com.br

Será lançado na próxima sexta-feira dia vinte e três de maio, na Livraria Cultura em São Paulo, o livro O Lado Sujo do Futebol pela Editora Planeta dos jornalistas Amaury Ribeiro Jr. – autor de Privataria Tucana (Geração Editorial), Leandro Cipoloni, Luiz Carlos Azenha e Tony Chastinet.

Também esta semana a revista Carta Capital abordou a questão e trouxe um capítulo adicional sobre como João Havelange e Roberto Marinho eram amicíssimos. Ainda segundo a revista, a Fifa anunciou detalhes da festa de abertura da Copa do Mundo 2014 que acontecerá dia doze de junho entre Brasil e Croácia no estádio do Corinthians em São Paulo.

O “show” vai acontecer com a apresentação de mais de seiscentos bailarinos. Uma bola de oito metros com milhares de lâmpadas LED irá se movimentar durante o espetáculo, com a apresentação do rapper Pitbull e das cantoras Cláudia Leite e Jeneffer Lopez. Como se percebe, o luxo vai ser grande. E sabe o leitor quem é a executiva que está organizando essa festinha? A filha de Ricardo Teixeira.

Ao longo de todo esse tempo, a Globo e a CBF conseguiram afundar ainda mais o futebol brasileiro. Quem não há de lembrar da homenagem prestada pela emissora dos Marinho a Ricardo Teixeira quando da saída dele da CBF? O Bezerros Hoje presenteia o seu leitor com um trecho do livro acima citado, extraído do Conversa Afiada do corajoso jornalista Paulo Henrique Amorim. Veja como Roberto Marinho era assim e assim com os mandachuvas do futebol no Brasil:

Quando Ricardo Teixeira assumiu a CBF, em 1989, a TV Globo já mandava no futebol. E no País. No final daquele ano, a emissora conseguiu manipular a primeira eleição presidencial após a redemocratização do Brasil. Ao longo da campanha, favoreceu o candidato Fernando Collor de Mello, sócio da Globo em Alagoas, onde tinha sido governador. Com apoio da grande imprensa e do empresariado, Collor foi ao segundo turno contra o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva. No dia seguinte ao debate final da campanha, transmitido pela emissora, a direção determinou que o “Jornal Nacional”, principal telejornal do país, exibisse uma edição favorável a Collor. O “caçador de marajás”, como o político era conhecido em Alagoas, foi eleito

Ao neófito cartola, portanto, era prudente fazer a política de boa vizinhança – ou, em português claro, rezar a cartilha da família Marinho. O mais importante, àquela altura, era não mexer na galinha dos ovos de ouro: os direitos de transmissão dos jogos da seleção brasileira. Desde 1978, quando deu aquela mãozinha para João Havelange na transmissão do Mundial da Argentina, a Globo detinha os jogos da Copa do Mundo. O sogro já havia instruído seu pupilo de que a parceria com a família era antiga – e deveria ser cuidada com carinho. A aproximação havia começado dois anos antes, no início de 1976, para tratar da transmissão da Copa. A pedido de Havelange, Roberto Marinho e o seu então superintendente de Produção e Programação, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, receberam o presidente da Fifa para um almoço na sede da emissora, no Rio. Em sua biografia, Havelange descreve Marinho como “um homem de personalidade e palavra”. A recíproca desse carinho ficou marcada na memória do cartola por um episódio que ocorreu muitos anos depois. Em 1994, um amigo de Havelange e Boni foi preso: o bicheiro Castor de Andrade. Acusado de contravenção, Castor esteve foragido até ser preso no meio do Salão do Automóvel de São Paulo, disfarçado com bigode postiço e peruca preta.

Naquela época, o diretor da Globo e o presidente da Fifa eram mais que amigos: “Tenho no Boni um irmão mais novo”, definiu o cartola. Os três viviam grudados. Boni ficou próximo deCastor pelo samba – o bicheiro, morto em abril de 1997, foi patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel e ajudou a criar a Liga das Escolas de Samba do Rio. Havelange conheceu Castor no futebol, como já contamos, como patrono do Bangu – e se tornaram amigos do peito: reportagem do próprio jornal “O Globo”, de 9 de abril de 1994, chamou o presidente da Fifa de “avalista moral de Castor” e lembrou que, segundo o Ministério Público, o cartola apareceu na lista de propinas do bicheiro – que andava com um “atestado de idoneidade” assinado de próprio punho pelo presidente da Fifa. Quando o bicheiro foi preso, a dupla foi ao presídio prestar solidariedade. “Doutor Roberto” descobriu, pela imprensa, a visita de seu diretor a um contrabandista num presídio e ficou incomodado. No livro sobre a vida de Havelange o episódio é narrado assim: “Assim que soube, Roberto Marinho chamou Boni à sua sala, no décimo andar da sede da TV Globo: – Boni, eu estou muito aborrecido com o fato de você ter ido visitar o Castor. – Mas, doutor Roberto…

– Não precisa explicar, não. Eu sei que você foi lá por causa do Carnaval. – Eu não fui lá por causa do Carnaval, não, doutor Roberto. Eu fui pra lá por causa do João Havelange. – Bom, então pelo menos nós temos aí uma boa desculpa pra eu não me zangar com você. Eu adoro o João Havelange.”

Foi nesse ambiente do “tudo junto e misturado” que o cartola Ricardo Teixeira foi formado. Ganhou blindagem de todos os lados. Era protegido, bajulado, paparicado. Até o dia em que mexeu onde não devia. Já seguro de si, com mais de uma década no comando da CBF, resolveu crescer os olhos sobre os direitos de transmissão da seleção brasileira.

Share

A nossa justiça é um crupiê

Juca Chaves acertou na mosca quando escreveu em mil novecentos e setenta e cinco a letra da música Políticos de Cordel. Ali ele descreve com muito propriedade o que verdadeiramente somos, a começar pela nossa justiça.

Fala-se muito da isenção da nossa Suprema Corte, contudo, a julgar pelas decisões que vem tomando, ela não é tão isenta assim. Nosso maior escritor, Machado de Assis, disse certa vez que o maior pecado depois do pecado é a publicação do pecado. Como se percebe, a questão da neutralidade já não existe mais. Publicou-se, então, o pecado maior.

Em entrevista recente a uma rede de tevê portuguesa, o ex-presidente Lula disse que oitenta por cento do julgamento do mensalão foi político e os outros vinte se usou o critério jurídico. Pode-se perfeitamente discordar dessa afirmação, porém não se pode discordar de que os juízes se pautaram muito mais pela política do que pela justiça.

Nem vou aqui entrar no mérito das prisões dos envolvidos no Mensalão. Não tenho bagagem jurídica para fazê-lo. Deixo isso para os juristas e especialistas no assunto. Entretanto, cabe uma pergunta: por que Genoíno está preso e Daniel Dantas dono do Banco Opportunity solto? Em dois mil e oito, na Operação Satiagraha da Polícia Federal, Dantas chegou a ser preso duas vezes e em seguida liberado pelo ministro Gilmar Mendes.

Não é necessário ir muito além para se ver que foi um julgamento político do começo ao fim. A não ser que você seja um desses colunistas antipetistas que vivem a gritar insultos nas páginas do jornal e da revista nos quais escrevem. O que se viu foi o STF fornecer à mídia aquilo que ela mais desejou: a oportunidade de massacrar os envolvidos.

É de se perguntar também se essa mesma mídia não informou mal seus leitores e telespectadores em nome de uma pretensa liberdade de imprensa e de interesses afins. Mas há quem diga que tanto os meios de comunicação quanto o STF cumpriram seu papel e fizeram isso como muita isenção e profissionalismo, sobretudo a imprensa. Acreditamos, senhores.

Maior absurdo jurídico foi o que aconteceu com o ex-ministro José Dirceu. Ele foi condenado ao regime semiaberto, mas até o momento cumpre prisão no fechado. Mais uma vez aqui não se está discutindo se Dirceu deve ou não estar preso. Se houve uma condenação, acredita-se que também tenha havido um crime. Embora juristas renomados afirmem que o ex-ministro tenha sido condenado sem provas cabais, mas isso é uma outra história e nela não existem santinhos.

Em outras situações semelhantes não se aplicou a lei com o mesmo vigor. Veja-se o caso de Eduardo Azeredo do PSDB de Minas, que percorreu a vereda jurídica normal e os réus do Mensalão seguiram direto à Suprema Corte, sem importunidade, por conseguinte, de outras instâncias. Usaram-se dois pesos e duas medidas. Existiria aí alguma perseguição política? Ao longo do tempo se descobrirá.

Precisamos não apenas reformar a justiça no Brasil e sim reinventá-la. Talvez assim a façamos melhor e mais justa a todos os cidadãos de que dela necessitem.

Vital B. Pontual é jornalista e autor do livro Escobar Júnior e a Cobertura da VEJA aos Atentados de 11 de Setembro de 2001. Emeio: vital.bel@bol.com.br

Share

O crepúsculo do Jornal Nacional/POR VITAL BERLARMINO

Quem viveu nos anos oitenta, tinha o Jornal Nacional como principal fonte de informação confiável. À noite, depois do jantar, era comum as famílias se reunirem no sofá da sala para assistir ao telejornal. Todos esperavam com expectativa o boa noite inicial do apresentador. A Globo soprava ventos perfumados sobre a ditadura… Talvez seja esse o motivo por que muita gente ainda hoje sinta nostalgia daquele tempo…

Tem-se notícias de que nas redações de alguns jornais e revistas, o pessoal do meio jornalístico também se parava para ver o noticiário e só se retomavam os trabalhos quando acontecia o boa noite de encerramento. Quem nos diz isso é o jornalista Paulo Nogueira, jovem repórter à época da Veja. O Brasil todo parava. O JN tinha então setenta por cento de audiência , em média. Como se percebe, os Marinhos gozavam de um grande prestígio no jornalismo.

Na época da ditadura eu era uma criança e, portanto, não tenho muitas lembranças daqueles tempos não ditosos. A idade não me permitia discernimento dessas questões. Hoje raramente assisto ao JN, mas comumente tenho conversado com pessoas que viveram aquele momento de chumbo da história brasileira e elas são unânimes em dizer que a televisão dos Marinhos exibia uma país paradisíaco. Agora eles mostram um país em frangalhos. Como se percebe, eles são demasiadamente coerentes, para não dizer o contrário.

Já escrevi aqui outro dia que a audiência do JN vem caindo de maneira acentuada. Aí está a máxima: quem semeia vento colhe tempestade. Não é à toa que seus repórteres não conseguem mais fazer coberturas no chão com o microfone da emissora à mostra. Recentemente, pressionado, o Globo, jornal também da família Marinho, em editorial, disse que foi um erro ter apoiado a ditadura e pediu desculpas. Difícil é saber se alguém vai aceitá-las. É bem provável que mais adiante façam o mesmo com as bobagens que hoje falam e espalham país fora.

 Talvez fosse o caso de argumentar aqui a qualidade técnica do JN que deixa a desejar faz tempo, porém não é apenas essa a razão do seu declínio. Em seu horário de exibição, muita gente está plugada à internet e isso muito provavelmente tem contribuído para sua audiência diminuir. Aos poucos a internet mata as outras mídias. Ela não se integra às demais, como era comum acontecer na história do jornalismo.

O fracasso do JN se assemelha à revista Veja. A “esquadra abriliana” gradativamente começa a definhar em circulação e prestígio. Vem perdendo em publicidade, influência. São poucos aqueles que ainda acreditam nas suas páginas, assim como no jornalismo global e em seus delicados apresentadores. O que salva a Globo é a publicidade. Ela leva para si sessenta por cento do bolo publicitário brasileiro. Que tempos safados, esses!

Vital B. Pontual é jornalista e autor do livro Escobar Júnior e a Cobertura da VEJA aos Atentados de 11 de Setembro de 2001. Emeio: vital.bel@bol.com.br

Share

SAUDOSISMO?

POR ELINALDO XAVIER 

O Caramanchão da Praça Duque de Caxias era o cartão postal de Bezerros.
No reforma da praça em 1968, deixei intacto com seus bancos originais, conservei a Burguerville, árvores ornamental; que servia de inspirações para os poetas daquela época, tornei ainda mais linda revestindo suas quatro colunas com pedaços de azulejos de várias cores, no seu teto existia pérgulas, observei que na época da chuva não podíamos ficar em baixo, então construir um laje; sem danificar o que era de mais preciosa à planta, que a natureza germinou e cresceu, barbaridade – destruíram.
O Ibama foi omisso não fiscalizou.
É ridículo não foi preservada é triste. Falta de cultura, quem faz o projeto da Praça é cúmplice.
A foto revela que era a realidade de um postal fantástico do nosso acervo patrimonial.
Quanto despreparo existe no modernismo.
Pergunto? Isto é Progresso, alguém de bom senso responde que não.
Quantos patrimônios destruídos na terra de São José dos Bezerros. Até sua origem foi cassada que vergonha.
Basta entrar na Igreja Matriz e vê no altar-mor, o verdadeiro nome de nossa cidade, cuja promessa dos fazendeiros: os irmãos Zenóbio e Tarciano Torres, secundados mais tarde pelos irmãos José e Francisco Bezerra, com o progresso acentuado do lugarejo, sob o invocação de São José o nosso Padroeiro, foi construída uma capela, onde ainda hoje se firma a Matriz do Município originado São José dos Bezerros- o Nome certo da cidade.

Elinaldo Xavier Costa.
Bezerros, 23/04/2014

Share

O QUE ELES ANDAM DISCUTINDO EM NOSSO MURAL DE RECADOS

 O Mural de Recados é, talvez, o espaço mais democrático do site. Através dele, usando as redes sociais, os internautas expõe seus pensamentos, sem qualquer interferência da redação.

“O problema é que tem muitas pessoas, que foram aprovadas no concurso, que não residem em Bezerros, e por não residirem no município de Bezerros, elas tem como único meio de informações que pode conceder informações do concurso, o Jornal Bezerros Hoje. Por esse motivo que as pessoas continuam apelando ao Bezerros Hoje”

José Ramos

Visite o Mural de Recados e faça seus reclames. 

Share

A Vênus Platinada

 Fiquei sabendo esses dias que a presidenta Dilma andou se queixando do Jornal Nacional a João Roberto Marinho, o segundo dos três filhos de Roberto Marinho, e responsável pelo conteúdo editorial das Organizações Globo. Faz sentido isso? Talvez sim e talvez não. Quem assiste todos os dias ao Jornal Nacional talvez entenda que a investida da presidenta faça algum sentido. De maneira absurda, a Globo apoiou irrestritamente os militares e no governo do PT tomou uma direção oposta. Não se pede à emissora carioca que apoie aquele ou esse governo. Melhor faria se procurasse ser imparcial nas suas coberturas diárias, mas não consegue, embora queira que o espectador acredite.

A Globo é o que foi e sempre será: sabota os governos de cunho popular que buscam fazer algo pelo povo e intimida o mundo político para não perder os seus privilégios. Fez-se durante a ditadura quando deu apoio a ela. Ainda hoje a verba publicitária que recebe do governo federal é de meter inveja. Certo está que o governo gasta com publicidade para se comunicar. Negar dinheiro a esse ou aquele veículo somente porque o critica, não estaria correto, contudo o setor de comunicação governamental deveria olhar melhor para outras mídias. A internet, por exemplo. Em dez anos, a tevê dos Marinhos levou seis bilhões de reais, embora haja uma queda notável de audiência na emissora.

Mesmo depois do período de chumbo e com a abertura política no Brasil, ela seguiu dando as cartas como sempre fazia. Quando da eleição entre Lula e Collor, Roberto Marinho atuou fortemente nos bastidores até que conseguiu eleger o “caçador de marajás” das Alagoas. À época abusou de usar seu poder e o de sua emissora de televisão para convencer os brasileiros de que o candidato do PT não passava de um embuste à nação, enquanto exibia Collor como o mais bem preparado para conduzir o país. Basta lembrar da manipulação pela Globo do debate antes da eleição entre os dois candidatos. Algo que deixa qualquer um sem palavras. Sucedeu-se que um dia a tevê do Jardim Botânico se voltou contra a criatura.

Alguém importante da música brasileira disse um dia que assistia ao Jornal Nacional não para saber o que aconteceu, mas sim para saber o que o jornal queria que ele pensasse que aconteceu, apesar de hoje ter se tornado uma espécie de fiel escudeiro dos filhos de Roberto Marinho. Aliás, o telejornal da emissora vem caindo sua audiência a cada medida do IBOPE. Na última medição, ficou abaixo dos vinte pontos. São poucos os que ainda acreditam nesse falso jornalismo travestido de neutralidade. Os bons tempos estão indo embora. Talvez seja esse o motivo por que as Organizações andem tão preocupadas com a blogosfera.

Recentemente o ex-presidente Lula chamou os blogueiros ao seu Instituto para conceder-lhes uma entrevista. Bastou isso para que o jornal o Globo resolvesse se preocupar e entrevistar meus colegas Rodrigo Vianna, do blogue Escrevinhador e repórter da Rede Record, e Conceição Lemes do Viomundo. Queriam até saber se os jornalistas eram filiados a algum partido. Conceição descascou o verbo. Na visão das Organizações, eles não deveriam ser chamados à entrevista. E a Globo ainda tem a desfaçatez de falar em liberdade de expressão.

Vital B. Pontual é jornalista e autor do livro Escobar Júnior e a Cobertura da VEJA aos Atentados de 11 de Setembro de 2001. Email: vital.bel@bol.com.br

Share

COMERCIANTE FALA SOBRE AS CÂMERAS DE SEGURANÇA

E muita coincidência, após questionar ontem, na Bezerros FM, o monitoramento do município mandam imagens de um acidente, porque não dos roubos e assaltos que vem ocorrendo na cidade, assim como da minha moto na última sexta-feira, que foi roubada em frente a minha loja, e de outras tantas pessoas que foram vítimas? Será que só acidentes são importantes para segurança do município?  No local, existem pessoas monitorando para que se previna antes que aconteça os assaltos e roubos no município? Fica a pergunta!

Fernando Máximo-Comerciante

Share

Os tempos são outros

Uma vez por semana, às terças-feiras à noite, mais precisamente às nove horas, costumo sintonizar a televisão na Tevê Aparecida. Trata-se de uma tevê católica com fins lucrativos. Ou não? Afinal, nem só de reza vivem os homens no mundo moderno. Ali existe um padre apresentador de um programa sertanejo. É difícil passar despercebido do expectador, medindo seus quase dois metros de altura, vestido de caubói. Acredito que provoca suspiros na nova safra de mulheres que ainda não se “casaram” com Jesus. Apresentam-se naquele palco duplas de um legado musical às vezes interessante. O padre além de apresentar, também canta.

Alessandro Campos é o nome dele. Tem vinte e nove anos. Segundo até onde sei, é natural da cidade de Guaratinguetá, interior de São Paulo. Foi naquela cidade que nasceu o primeiro santo brasileiro. É bom não desdenhar do pároco. Embora seja um padre moderno, usando calças jeans apertadas e relógio Bulgari no pulso, não se separa de sua camisa com gola clerical. O telespectador enche os olhos com o figurino dele. Do jeito que a coisa vai, logo lançará uma butique com seus produtos. Para ser sincero com o leitor, acho a ideia válida. Sou até capaz de comparar e tenho bastantes amigos que comprariam. Vá que depois de usá-los me tornarei famoso também?

Procura distribuir simpatia entre os convidados. Ler passagens bíblicas e tece conselhos muitas vezes à moda apostolo Valdemiro. Aos poucos vai se tornando conhecido do público, se já não for. Ao fim do programa, exibe quadros com apelo fortemente social. Dia desses se vestiu de mendigo. Isso tem cheiro de Gugu. Como na televisão brasileira nada se cria e tudo se copia, o Aparecida Sertaneja gradativamente vai se transformando em um circo mambembe. Para preenchê-lo, existem os novos palhaços da igreja moderna: os padres cantores. Ainda não presenciei por lá a figura de um padre Marcelo Rossi. Talvez ainda não o tenham convidado. Quero vê-lo lá cantando. Isso me tornaria um expectador menos amargo e mais feliz…

Além de encantar o seguimento católico como padre, também parece fazer secesso como cantor. Em seu último programa, deu uma notícia que lhe pareceu muito boa. Seus “shows” para este ano pelo país estão quase esgotados. Dentro de dois meses, segundo ele, vai abrir sua agenda já para o ano de dois mil e quinze. Para este ano só restam mais vinte “shows”. Como se pode perceber, a tevê cristã lhe está proporcionando alguns pilas. Pena que ele esteja um pouco afastado do eixo Rio São Paulo. O padre Alessandro atua em uma paróquia em Brasília.

Vital B. Pontual é jornalista e autor do livro Escobar Júnior a Cobertura da VEJA aos Atentados de 11 de Setembro de 2001. Foi correspondente do jornal Bezerros Hoje ainda quando de versão impressa.

Email: vital.bel@bol.com.br

Share

PRESIDENTE DO PAPANGUARTE FALA SOBRE NOMEAÇÕES NO GOVERNO

MARQUESParabéns Eduardo Ferreira, meu amigo Dudu e sua irmã Simone Furetti pela acertada indicação do querido prefeito Branquinho aos seus novos desafios. São duas pessoas maravilhosas que conheço há mais de 19 anos e desde o dia em que a conheci pela primeira vez comecei a amá-los. Amar no sentido mais amplo da palavra. Pelo carinho que me receberam quando pisei pela primeira vez em Bezerros para fazer uma apresentação de Mateus a convite do inesquecível prefeito Lucas Cardoso e depois como alunos do Papanguarte, esse balé que me inspira a cada dia e, do amor incondicional que tenho por essa pátria chamada Bezerros. Durante sua passagem pelo grupo aprendi a amar a história desta terra, me vestir de Papangu a mergulhar no universo da poesia popular e da xilogravura de J.Borges, nas máscaras de Lula Vassoureiro, Sivonaldo, Murilo, Gilmar, Jorge Salvador e Roberval. Nos entalhos das belas placas, ou melhor, obras de arte de Venceslau. Nas pinturas de Robeval, Leide e Ana Dias, Marisa Lacerda. Nos saberes do mestre Ronaldo Souto Maior. Nos conselhos de Socorro Silva, Dona Glorinha, Dona Nice (seu Waldomiro), Diacuí, Alexandre Filho, da minha costureira Zeza, do meu mestre em sonoplastia e das novas mídias, Gordinho da rádio, enfim, de toda essa pátria, chamada Bezerros dos Papangus. Sem falar nos seus personagens anônimos e rico em saberes que são o seu povo. Foram eles que me ensinaram a conhecer, descobrir e amar tudo isso. Dudu com seu jeito sereno e calmo gostava de escutar a minha voz quando falava para ele sobre a riqueza do folclore pernambucano e da cultura brasileira. Já Simone mais centrada e questionadora, as vezes, fazia algumas intervenções a respeito do que eu estava falando e enriquecia a minha fala com fatos e personagens da história da sua cidade. Porém, um personagem que ela nunca esqueceu até hoje foi a Jovelina, nome dado a nossa calunga do Maracatu e que ela, com muita maestria, carregava divinamente. Eles também foram os responsáveis pelo sucesso que é hoje o Papanguarte para a região do agreste e do nosso Pernambuco. Foram os primeiros a me intimidar e a levar o grupo a participar dos festivais de dança fora do Estado. São esses exemplos/ações que carrego deles: a ética, a transparência e o respeito que me faz ter a certeza de que suas ações perante as duas pastas serão de sucesso e da construção de uma nova era na história da educação e cultura em Bezerros. Desta terra que a cada dia, eu a amo, amo, amo. Que o Deus: das Artes, da Beleza e do Saber sejam os seus cajados de luta nos momentos mais difíceis e principalmente naquelas horas onde agente pensa que não tem solução e resposta para o problema.
Muita Luz e Axé para vocês meus amigos/alunos brilhantes e para seus pais que tiveram a benção de gerar dois seres humanos tão iluminados. A minha aluna e hoje Secretária de Educação, Ladjane Torres, que está sendo presenteada com dois talentos maravilhosos. Ao prefeito e amigo cultural, Severino Otávio, pela acertada indicação e ousadia em acreditar nesta força jovem e talentosa da cidade. Saudações Papanguarteanas, Carlos Marques e todos do Papanguarte – o balé popular criado por vocês meus amores

Share

92 anos fecundos – Partido Comunista do Brasil

Por  Sorrentino,

Homenagear os 92 anos do Partido Comunista do Brasil é necessário para saudar a democracia brasileira, conquistada a duras penas. Sempre que foram perseguidos os comunistas, foi a democracia a ser sacrificada. Os comunistas deram até seu sangue pelas liberdades no país.

Homenagear os 92 anos do Partido Comunista do Brasil é saudar a Política, a grande política transformadora de caráter estratégico, a qual nunca faltou aos comunistas. Das nobres causas da reforma agrária, direitos e renda dos trabalhadores, da autonomia e desenvolvimento nacional soberano os comunistas sempre extraíram um eixo para um projeto estratégico de nação. Com erros e acertos, eles pensaram e pensam o país, sempre. Educaram assim gerações sucessivas de brasileiros para o patriotismo, a democracia e os direitos do povo, para uma autoconsciência nacional mais afirmativa.

Homenagear os 92 anos do Partido Comunista do Brasil é saudar o espírito de um partido político de atividade perene, não apenas em eleições, como também na luta cotidiana do povo trabalhador, na luta cultural, científica e artística do país, nascido que foi dos eventos críticos da modernidade do país nos anos 1920. Isso valoriza o sistema político, vilipendiado por um rebaixamento de horizontes e por uma guerra política permanente dos setores conservadores com seus grandes poderes financeiros, midiáticos e ideológicos. O PCdoB resistiu e resiste a isso, com seu exemplo.

Homenagear os 92 anos do Partido Comunista do Brasil é saudar sua militância e seus quadros, trabalhadores, mulheres, jovens e intelectuais, cujo trabalho incessante construiu essa instituição quase secular, sustentou-a nos anos de chumbo, elevou sua reputação e influência, desfraldou as bandeiras de novo estágio civilizatório para o Brasil. Isso valoriza a política como forma mais elevada da consciência social, aquela que se faz indispensável para uma sociedade fraterna, justa e de desenvolvimento avançado, socialista.

Homenagear os 92 anos do Partido Comunista do Brasil é dar continuidade a essa trajetória, num tempo de grandes e fecundas transformações da humanidade, marcadas entretanto pelo signo do velho e putrefato que não quer sair de cena. É insistir nessa coerência e identidade, tornando contemporâneos caminhos e meios de alcançar sua causa. É agir com base em um programa definido, manter lado definido e princípios definidos, como tem sido até aqui, e atualizado para os tempos contemporâneos.

Para os comunistas, homenagear os 92 anos do Partido Comunista do Brasil é cotidianamente cuidar bem do Partido, seus efetivos, suas organizações, desenvolver linhas avançadas para se dirigir ao povo. Antes de tudo, a missão do PCdoB é organizar politicamente o povo brasileiro, artífice maior da luta por um Brasil livre, independente e avançado.

São homenagens que não provêm apenas dos próprios comunistas, como também de extensos estratos do povo brasileiro e de suas instituições. Neste 2014, elas coincidem com os 50 anos do golpe militar no Brasil, período dos mais atrozes para a democracia e para a esquerda brasileira. Ela se foi e é condenada até hoje pela desfaçatez de aplicar a doutrina imperialista de declarar o inimigo interno – o povo – como o principal perigo ao Estado brasileiro. Reclamar o direito à verdade é fazer o resgate integral desse período negativo que marcou o Brasil e o continente latino-americano.

Mas, também, 2014 desafia a nós comunistas, e amplos setores da sociedade brasileira, a dar passos mais amplos e profundos, reunir clareza, coragem e determinação, para seguir adiante na jornada de governos baseados nas forças populares, alcançados em 2002. Aos 92 anos, o PCdoB tem claro um projeto, sabe o que é necessário para vencer, tem mais influência e reúne a mesma determinação de sempre para propor aos brasileiros a constituição de amplo bloco político e social assentado em torno do aprofundamento de reformas democráticas estruturantes, para aprofundar as mudanças iniciadas em 2003. Como sempre, o PCdoB tem lado e tem programa para tanto. A luta continua, pois, por uma quarta vitória presidencial das forças populares.

 Sugerido por Mikhail Gorbachiov

Share

Artigo – Dia Internacional da Síndrome down‏

Nesta sexta-feira, dia 21 de março, é vivenciado o Dia Internacional da Síndrome de Down. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, de cada aproximadamente 800 nascimentos, uma criança tem síndrome de Down, independentemente de etnia, gênero ou classe social.

Por muitas vezes, as pessoas com síndrome de down, mesmo estando na idade adulta, são infantilizadas, comportamento que não é compatível com o modelo de deficiência, pautado pela dignidade da pessoa humana, garantia de direitos e protagonismo da pessoa com deficiência, afirma o Superintendente de Assuntos Relativos à Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Bezerros, Diego França.

A luta pela efetivação dos direitos de quem tem síndrome de down é diária e constante, no entanto, uma data dedicada a vivenciar tal especificidade humana, tem a finalidade de aprofundar o debate, dentre outros,  sobre a atenção a saúde, o processo educacional de tais cidadãos, bem como, tornar a sociedade   parte na discussão no que diz respeito a vida e a inclusão das pessoas com síndrome de down; completa o Superintendente.

Diego França
Superintendência Municipal de Assuntos Relativos à Pessoa Com Deficiência

Share

INTERNAUTA FALA SOBRE PARQUE DA CIDADE

Prezado Editor.

No final de semana passada foi inaugurado no município vizinho de Gravatá o Parque da Cidade. Trata-se de uma belíssima área de lazer (cerca 04 hectares) equipada com diversos equipamentos culturais e esportivos, tais como: pistas de cooper, de skate e de bicicross; espelho d´água; anfiteatro para 1.500 pessoas; praça das artes; biblioteca; além de posto de enfermagem, lojas e estacionamento. A referida ação teve um aporte financeiro da ordem de R$ 6.400.000,00 por parte do Governo do Estado de Pernambuco, sendo a obra executada pela Secretaria de Turismo de Pernambuco – SETUR/PE. Vendo esta matéria na edição de hoje do Diário Oficial do Estado (Ano XCI • Nº 50), não tive como não me lembrar da “época áurea” do nosso Parque Municipal, ainda na saudosa gestão do “Dr. Luquinhas”. Aspiro nisto uma oportunidade ímpar de nossa Gestão Municipal, já tão bem alinhada à Gestão Estadual, tentar angariar um aporte similar frente à SETUR/PE, para realizar uma revitalização de nossa única área de lazer, a qual, diga-se de passagem, mesmo após outros investimentos (quadra poliesportiva, piscinas e arquibancadas), vem sendo deteriorada e cada vez mais desprezada ao longo dos anos. Além de promover mais qualidade de vida à população, seria também uma ótima forma de promover um maior desenvolvimento dos extremos dos bairros de Santo Amaro I e II, o que viria a somar com a implantação da Escola Técnica Estadual Zezinha Vasconcelos, inaugurada recentemente. Atenciosamente,

Geraldo Júnior

gfs.jr@bol.com.br

Share

DEFENSORIA DE BEZERROS PASSA A CONTAR COM NOVO PRÉDIO PARA ATENDIMENTO

Nesta semana, a cidade de Bezerros passou a contar com novo prédio para o atendimento ao público na área da justiça gratuita, com localização na rua José Américo Torres, nº 31, bairro de São Sebastião. A defensor Pública Geral – Dra. Marta Maria de Brito Alves Freire, esteve presente ao ato da inauguração, cujo ato fora coordenado pelo  Dr. José Fabrício Silva de Lima, defensor público chefe do núcleo de Bezerros.  A solenidade contou com inúmeros participantes, lideranças ativas da sociedade, dentre eles, Dr. Marcos Antonio Alves Baihé, procurador municipal, Dr. Paulo Alves de Lima, Juíz de Direito da comarca local, Dr. Almir  Pessoa, Dr. Edgar Ferreira, Bartolomeu Pimentel, secretário de governo, representando o prefeito municipal. Desta forma a cidade já pode contar com a defensoria pública  plena para o atendimento aos cidadãos que tenham seus direitos prejudicados ou vilipendiados.  Assim  sendo, todos podem procurar este serviço público,  onde serão assistidos pelo corpo de servidores, composto de vários defensores públicos, estagiários de direito, num ambiente saudável e acolhedor, com os implementos básicos para que o direito do cidadão seja preservado. Este fato vem a completar o rol de outras atividades de atendimento ao público com mais qualidade, representando o progresso de nossas necessidades do dia a dia, no tocante ao atendimento prioritário para a solidez da cidadania.

EDLIF

Share

ALUNOS DENUNCIAM QUE A CASA DO ESTUDANTE É ASSALTADA EM RECIFE

Os moradores da CEUB- Casa dos Estudantes universitários de Bezerros, vem através deste importante veículo de comunicação, externar à toda população bezerrense, a situação de descaso, por parte do poder público, que se encontra a mesma.

Na noite de ontem, por volta das 22h, dois elementos, portando um revolver e uma faca, entraram na Casa do Estudante rendendo o funcionário e alguns estudantes, roubando em seguida 3 notebooks; 4 celulares; uma carteira; uma bolsa; e a quantia em espécie de R$ 60,00. A bolsa serviu de local de armazenamento dos pertences roubados. Alguns universitários que encontravam-se em seus quartos ao perceber que algo de muito estranho acontecia na casa, entraram em contato com familiares através de mensagens para que a Polícia Militar fosse acionada. A mesma chegou ao local após 15 minutos do ocorrido.

Diante deste fato o coletivo de estudantes residentes na Casa resolveu tornar público o descaso com que a mesma esta sendo tratada pela Gestão Municipal, e aproveita o ensejo para solicitar apoio de todos os munícipes quanto às reivindicações que os mesmos fazem para a Casa, como: Segurança, transporte e um efetivo e eficiente serviço prestado à mesma.

A busca deste veículo de comunicação para tal, se deu por não se ter obtido êxito em diversas reivindicações, nas escassas oportunidades em que a gestão Municipal, através da Secretaria de Educação, esteve presente na Casa. E com o principal objetivo de transparecer para toda a população bezerrense, bem como àqueles que preterem uma vaga na Casa, como estão sendo tratados os estudantes que aqui residem.

Nossa maior indignação é que somos tratados como pessoas que devemos agradecer por termos esta casa, como que se fosse um favor morarmos aqui. O problema que enfrentamos não é de hoje e perpassa por gestões e gestões. Gostaríamos de receber o apoio de toda população para que juntos possamos ter mais segurança, e mais conquistas durante o espaço de tempo em que pretendemos concluir a nossa graduação!

 Ass: Todos os estudantes moradores da CEUB

Share

Secretário de Infraestrutura de Bezerros faz relato sobre viagem com o Prefeito ao Rio Grande do Sul

downloadA viagem acompanhando o prefeito Severino Otávio ao Rio Grande do Sul (de 17 a 19 de fevereiro) me permitiu observar e constatar as grandes possibilidades de crescimento e melhorias que chagarão ao município de Bezerros. No primeiro momento da viagem fizemos uma visita técnica a empresa e pátio de desenvolvimento e montagem da Usina Lixolimpo, de destinação final de resíduos sólidos, nosso objetivo foi buscar a solução para o lixão de Bezerros, em parceria com alguns municípios circunvizinhos, que através de seus prefeitos já se mostraram bastantes interessados ao saber sobre algumas questões e possíveis soluções da qual tratamos.Sabemos o quanto são os problemas causados pelo lixão, e que atinge todos nós em se tratando da nossa saúde e da agressão ao nosso meio ambiente, por isso a nossa preocupação e desdobramento em tentar resolver o quanto mais rápido possível essa situação tão agravante, que não ocorre apenas aqui, mas na maioria das cidades do país.

No segundo momento da viagem a agenda do prefeito foi dedicada a visita ao Grupo Herval, na cidade de Dois Irmãos–RS, empresa que já se encontra em fase de expansão e instalação em nosso município, na construção da Herval Nordeste, que será destinada a produção de colchões, estofados e espumas. Ficamos realmente impressionados com a dimensão da Herval, fomos muito bem recebidos, e levados a apreciar cada setor de produção, assim como, conhecer um pouco mais sobre essa empresa de grande porte, que já está no mercado há 55 anos, possuindo em sua carteira de serviços, indústria e varejo, mais de 20 empresas, atuando também no mercado internacional. Saímos de lá satisfeitos, horados e esperançosos pelas oportunidades de emprego que nossa população deverá ter com a instalação da Herval em Bezerros, sem dúvida alguma essa conquista trata-se de um sonho que há muito tempo vem sendo sonhado por todos,e será um marco para o desenvolvimento de nosso município e oportunidades profissionais imperdíveis para muitas pessoas. Voltamos dessa viagem mais comprometidos ainda com os projetos que traçamos para nosso município.

É dessa maneira que a administração municipal vem buscando trabalhar para melhorar ainda mais a cidade que tanto amamos e que tanto queremos ver crescer.

Josevânio de Miranda Lima

Secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos

Share

PARA INTERNAUTA, CELPE QUER APENAS APARECER…

Prezado Editor, Ref.: Matéria sobre a CELPE. INDIGNAÇÃO: Assim como a COMPESA (a qual tenho a nítida impressão de que “não deixa” faltar água durante o Carnaval em nossa cidade) agora a CELPE vem, ao que me parece, fazer de nosso renomado período momesco, uma vitrine para demonstrar a sua eficiência técnico/operacional. Passo a EXPLICAR o motivo da minha indignação: Há mais de 30 dias os moradores do quarteirão formado pelas ruas Gercino Ferreira da Silva, Profª Maria Ana e Samuel Figueiredo (todas próximo à Praça Centenária) vêm sofrendo com o “apagão” de 07 postes (cuja disposição é praticamente em série), inclusive já protocolei (sob o nº 8039688022), junto à referida companhia energética, a comunicação do supramencionado problema de iluminação pública (aliás, ainda ontem já havia entrado em contato com a CELPE novamente – desta feita por e-mail – para saber sobre o andamento da solicitação, pois no atendimento deram-me um prazo de, não me lembro, se de 48 ou 72 horas para resolução). Bem… Passados, no mínimo, cerca de 10 (dez) dias (ou se preferir 240 horas) – pois acredito que outros moradores também tenham o feito – do conhecimento do fato pela CELPE, os moradores daquela localidade continuam penando na “escuridão” e receosos com os problemas de segurança pública decorrentes desta inércia. Ah! Que bom seria se os diretores desta companhia (CELPE e, por extensão deste comentário, também a COMPESA) tivessem esse desvelo para com a nossa cidade não apenas na festa de momo, mas sim no decorrer de todo o ano, pois nossa contribuição com a iluminação pública é mensal. Ademais, é dever legal das prestadoras de serviços públicos delegado prestarem um serviço repleto de eficiência e efetividade durante todo o período contratual. Bom, pelo menos fico contente que a CELPE finalmente irá, aparentemente, resolver a falta de iluminação pública na região da Praça Centenária, a qual, por sinal, é um dos palcos do corredor da folia bezerrense. Grato!

Geraldo Jr
E-Mailgfs.jr@bol.com.br
Share

“Já está em tempo de Serra Negra ter segurança 24h”, diz internauta

Que triste ligar o rádio no programa de Olho na Cidade, na Bezerros FM, e ouvir que em Serra Negra teve vários assaltos aos turistas e moradores, um lugar que muitos vão para curtir o clima frio e ver a bela paisagem, aí se deparam com esses meliantes para tirar seu sossego. Infelizmente, não temos mais o direito de nos divertir, em todos os lugares está assim.  Já está em tempo das autoridades junto ao nosso prefeito Severino Otávio Raposo Monteiro( Branquinho) providenciarem um posto policial pra a localidade, com a demanda que temos por lá de turistas e que é um point nos finais de semana muito conhecido, nada mais justo que termos segurança 24 horas. Nós moradores da SERRA NEGRA – Bezerros – PE pedimos por segurança. Fica meu apelo em nome de todos!

Por Jacira Melo

Share