Mulheres em Pauta

27 de Abril – Dia de Luta Nacional das Trabalhadoras Domésticas

Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.

Olá pessoal! Tudo bem? O Texto dessa semana nos desperta a lembrar da luta das mulheres trabalhadoras domésticas, na verdade temos muito o que comemorar?
Vocês sabiam que as mulheres domésticas, desde antes da ditadura militar de 64 que estavam organizadas em associações? Não? Pois bem, apesar de viverem resistindo desde esse tempo as duras injustiças da sociedade elas formam a única categoria trabalhista que não teve seus direitos reconhecidos na Constituição de 1988. Dá pra acreditar?
A gente se pergunta porque não foi por muito tempo um trabalho reconhecido como todos os outros, não é isso? Este mês a PEC que equipara o serviço doméstico aos outros, completa 5 anos de sua promulgação e também se comemora o Dia de Luta Nacional das Trabalhadoras Domésticas.
Apesar da legislação ter sido um grande passo para se estabelecer parâmetros mínimos de igualdade na relação empregatícia e em relação às outras profissões, não temos muito para festejar.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio, há mais de 6 milhões de mulheres empregadas como trabalhadoras domésticas no Brasil, sendo que apenas 20,4% são contratadas legalmente. Isso quer dizer que, menos de 1/3 da categoria tem acesso aos direitos estabelecidos pela PEC, como o 13º salário, férias, aviso-prévio, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o seguro acidente de trabalho, a regulamentação da jornada de trabalho, das horas extras e adicional noturno.
A presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) e dirigente do Sindicato das Domésticas de Pernambuco, Luiza Pereira, alerta em diversos sites sobre a preocupação com as mulheres mais velhas que estão trabalhando neste setor. Ela explica que esta é uma área que tem problemas muito sérios de empregabilidade de acordo com a faixa etária e enfatiza que com a crise, as oportunidades de trabalho para as mulheres diminui.
Isso nos mostra questões reais sobre as desigualdade de gênero, de classe e de raça no país. Não podemos esquecer que é uma categoria formada majoritariamente por mulheres e quem tem acesso a esse tipo de serviço é uma classe média que, ao invés de fazer a divisão do trabalho doméstico de maneira igual entre mulheres e homens, repassa a tarefa de cuidado com a casa para uma outra mulher.
A informalidade que continua nessas relações de trabalho, através de negociações e acordos entre patroas e empregadas no cotidiano fogem às leis e comprovando desigualdade. Ainda há um parêntese que precisa ser aberto, que é a desigualdade de raça da nossa herança colonial brasileira que impera nesse meio.
As antigas amas de leite e mucamas hoje são as cozinheiras, governantas, lavadeiras e babás da classe média branca. A situação nunca foi boa e naquela época era bem pior, pois antigamente as trabalhadoras moravam na casa dos patrões, ninguém tinha folga, trabalhava de domingo a domingo.
Portanto, reconhecer e dar o devido valor as trabalhadoras domésticas, é um enorme desafio e reponsabilidade de todos e todas, até mesmo daqueles e daquelas que não são trabalhadores e trabalhadoras domésticas.
Principalmente nós mulheres, precisamos entender que enquanto uma mulher for explorada, agredida e violentada pelas amarras da sociedade nenhuma de nós será livre.
Não serei livre enquanto alguma mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas – Audre Lorde.

Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta

FONTE:
Tempo do trabalho das empregadas domésticas
Disponível em: http://bit.ly/tempodotrabalho

Reflexões Feministas sobre a informalidade do trabalho doméstico
Disponível em: http://bit.ly/refelxoesfeministas_informalidadetrabdomestico

Trabalho remunerado e trabalho doméstico: uma tensão permanente
http://bit.ly/trabdomestico-tensaopermanente

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LIBERDADE AINDA QUE TARDIA!

Pena de morte. Enforcamento em praça pública, mas não só isso, decapitação e esquartejamento. A cabeça encravada na Villa Rica, em praça Pública. E o resto do corpo? Foi espalhado em uma via que ligava o estado de Minas Gerais ao do Rio Janeiro.

A função pedagógica da pena foi cumprida. A Corte estava bradando: “Este é o fim para aqueles que ousarem ao mesmo pensamento”. Que pena tão severa! Que morte tão cruel! Quem era o criminoso? E qual era o crime?

O executado era Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. O crime imputado ao mesmo era tipificado como “inconfidência”, o crime político mais grave daquela sociedade.

Mas o que de fato este senhor fez para uma imputação tão grave?
Se agrupou à uma parcela de mineradores das Minas Gerais que não mais suportavam a desarrazoada taxação sobre o ouro que mineravam. Vinte por cento do que extraíam eram pagos de impostos, ou seja, 1/5 de tudo que mineravam. A Corte denominava o imposto de “quinto”, dada a fração que era retirada do ouro extraído. Os mineradores, ao seu turno, preferiam chamar de o “quinto infernos”.

Mesmo com a queda na extração do ouro, os mineradores ainda eram taxados pelo imposto denominado de “derrama”.

Toda essa situação gerou o sentimento de revolta, já que a taxação incidia sobre a única fonte de renda daqueles trabalhadores. E é nesse contexto que surge a figura do Tiradentes. Bom orador e comunicador que liderou os inconfidentes, na tentativa de livrar os mineiros das abusivas cobranças dos portugueses, finalização a implantação de uma Nova República.

A história transformou Tiradentes. De criminoso inconfidente à herói nacional.

Pois é, nos dias atuais ainda travamos batalhas semelhantes. Tiradentes foi condenado sumariamente à pena de morte por pensar diferente do Poder instituído. E hoje, nada mudou!

Basta uma rápida navegação nas redes sociais que podemos visualizar os que defendem a exclusão dos que pensam diferentes. Talvez magoados com o sistema político brasileiro, movido por ondas de corrupção, o que é bem compreensível até certo ponto, estes exorbitam suas mágoas, esbravejam, espumejam, destilando seu ódio contra os que pensam diferente.

Quem não ouviu os que defenderam metralhar os seus opositores, quem nunca leu comentários de exclusão e humilhação dos que se posicionam contrário ao seu posicionamento político, querendo tipificar como crime o espectro político dos seus opositores? E como fazer isso?

Lançando um olhar para história, fica fácil a resposta. Um golpe contra o Estado Democrático de Direito. Uma intervenção militar. A publicação de um Ato Institucional, tal qual o AI-5 e com ele a lesão à preciosos direitos constitucionais.

Dessa forma, talvez não enforcaremos os opositores, mas conseguimos sufocar a sua liberdade de expressão, decapitar seus pensamentos revoltosos e metralhar os “inimigos”, excluindo os que pensam diferente.

Hoje é, portanto, um dia de reflexão. E a reflexão gira em torna da palavra LIBERDADE. Esse foi o lema da Inconfidência Mineira, estampada até hoje na bandeira do estado de Minas Gerais. A liberdade, sempre tolhida em regimes ditatoriais, é defendida na nossa Constituição e odiada pelos autocratas.

É nesse contexto que deve surgir um clamor nacional, capaz de apaziguar a infantil e inútil polarização política no Brasil, que passa necessariamente pela defesa intransigente da liberdade, um ideal iluminista que está em voga até hoje. É com mais democracia e não com menos democracia que vamos vencer as crises na saúde e na economia.

Sem temer o enforcamento ou da exclusão social, ainda que virtual, o momento é de suplicar “Libertas Quae Sera Tamen”, liberdade ainda que tardia.
….

Weslley Nascimento
Advogado
Conselheiro da OAB Caruaru
Líder Municipal do Movimento Acredito
Formado pelo RENOVABR

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RESENHA HISTÓRICA NA CAPITAL DO BOLO E DOCE – “TERRA DO PAPANGU”

  PREFEITURA -1-  VERSUS  CÂMARA -0-

Não pode passar batido na história  do município, o fato degradante do momento, queda de braço entre  a Prefeitura e a Câmara municipal.

    A disputa ocorreu recentemente, não foi no campo de futebol, e sim na sociedade, no meio politico, e nas lides da esperteza. Logo que a atividade forense mudou de endereço com a construção e inauguração do NOVO FORUM de Bezerros, a PRESIDENCIA DA CÃMARA MUNICIPAL DE BEZERROS  com apoio de advogado bem relacionado com a presidência do Tribunal de Justiça passaram a manter contatos vários para que o prédio que seria desocupado passasse para o domínio e posse da Casa de Leis do Município, o mais alto poder legislativo da localidade…. Tudo caminhava bem até que o ex prefeito Marcone Borba ( pelo que se comenta – dirige o município nos bastidores)  tomando conhecimento através de contato informal com o advogado que prestava assessoria a Câmara voluntariamente, afirmou que : “Os vereadores pelo pouco que fazem deveriam permanecer no mesmo prédio  local”. A partir dai varias foram as atividades a municipalidade junto ao governo estadual para destinar o tal prédio para o uso do município e  não para a Câmara Municipal. Comentários surgiram dando informações confidenciais que naquele prédio seria instalada uma policlínica. Por final a prefeitura cujo Chefe do Executivo  – Breno Borba -,  ligado ao partido político  do Governador Paulo conseguiu virar o quadro contra a  Câmara,  correndo atrás conseguiu a posse daquele prédio. Desprestigiando um poder do qual depende diretamente.  Ato e atividade a revelia da Câmara, sabendo por fartas  matérias jornalísticas, o empenho e total intenção daquele poder legislativo. Todo mundo já sabia e os vereadores comemoravam a transferência para um novo prédio mais bem aparelhado para as atividades legislativas, estacionamentos, gabinetes individuais  e maiores vantagens referente o espaço.  Resumindo sobre resenha da disputa disfarçada, porem bem evidente pela população:

A PREFEITURA COM  PRÉ CANDIDATO AO PROXIMO PLEITO – “1” –   A CÃMARA COM UM PRÉ  CANDIDATO TAMBÉM CONCORRENTE  – “0” .

 NESSA DISPUTA,  DESTA VEZ A PREFEITURA GANHOU A PARADA E POR CONSEQUENCIA OS SENHORES VEREADORES , “ TODOS “ LEVARAM A PIOR. CONTINUARÃO USANDO UM PREDIO DOADO PELO CORONEL SALVIANO MACHADO PARA SER CENTRO SOCIAL E CULTURAL, INDEVIDAMENTE.  PERDERAM A PARADA. MAIS UMA RESENHA HISTÓRICA NA CAPITAL DO BOLO E DOCE…..TERRA DO PAPANGU!!!!!!!

  ( EDLIFE – Jor. Rep. Fot. DRT-RJ 14.585)

Edgar Lino Ferreira

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Mulheres em Pauta

Não é a falta de trabalho que ocasiona a violência contra as mulheres. É o patriarcado e o machismo enraizados!

Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.

Imaginem um problema social gritante como é o caso da violência contra as mulheres ser justificado. Você acha que existe justificativa para violência? Pois bem, o homem que está governando essa nação externou esses dias a seguinte afirmação: “Tem mulher apanhando em casa. Por que isso? Em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”.
Parece simples, mas não é. Destino de morte para as mulheres e o não julgamento dos agressores, que até ganharam uma nova justificativa. Gente isso é muito sério, usar um dado real, para contar mentira e diminuir o agravamento da violência contra as mulheres no Brasil. É como se a origem das brigas entre os casais fosse apenas dificuldades por alimento, e vocês não fazem ideia do quanto uma simples frase reproduz práticas que revitimizam as mulheres, pior de tudo sendo fortalecidas por um governo que já deixou claro que não mete a colher. É assombroso.
Recentemente compartilhamos, que o isolamento social para evitar a propagação do coronavírus poderia levar a um aumento significativo do número de casos de agressões de mulheres, como já previam alguns movimentos feministas e organizações internacionais a exemplo da ONU – Organização das Nações Unidas, e no decorrer dos dias esses dados foram se confirmando. O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos registrou um crescimento no número de ligações do Ligue 180, o disque denúncia nacional, e países como a China e os Estados Unidos também confirmaram aumento nas denúncias.
Isso quer dizer que o fim do isolamento social seja a solução para o problema? De forma nenhuma, muito pelo contrário. Não é a falta de pão, nem falta de renda, nem falta de trabalho que acarreta a violência contra as mulheres. Mas as relações de poder enraizadas no patriarcado e o machismo, elementos históricos que fazem com que muitas mulheres que vivem num ambiente (com ou sem coronavírus) enfrentem o medo e o sofrimento das violências dentro de sua própria casa, porque este é o local onde elas são atacadas.
O contexto atual é muito claro, o Brasil é o 5° país no mundo que mais mata mulheres vítimas de violência doméstica, quando essas não cumprem com os seus papéis sociais de gênero definidos culturalmente pela sociedade. A realidade nos mostra que no combate a pandemia onde o isolamento é a principal forma de enfrentá-la, significa que, como órgão de Estado, o governo brasileiro precisa criar estratégias de enfrentamento a violência, seja na efetividade de políticas públicas que atendam essas vítimas, seja aumentando e qualificando os canais de denúncia ou nas redes de atendimento às mulheres.
No momento o que mais as mulheres precisam é de apoio, pois estão distantes de suas redes de proteção. Seja um mulher que fortalece outras mulheres. Empatia também passa por orientar, compartilhar, e serem solidárias umas com as outras. Portanto se você encontra-se ou conhece alguma mulher em situação de violência não se cale.
Seguem números de atendimento:

  • Ligue 180, o Disque Denúncia;
  • Ouvidoria da Mulher de PE – 0800 081 8187;
  • Delegacia de Bezerros – 81 3728-6671/6672/6673 e 6674;
  • Equipe Técnica da Coordenadoria da Mulher – 81 99457-7862, 81 9939-8049 e 81 99656-1259.
    Por fim algumas estratégias para escapar da violência doméstica.
  • Evite discutir na cozinha (há objetos pontiagudos que podem virar arma) ou no quarto (a porta pode ser trancada e a mulher fica presa);
  • Se houver um início de discussão buque ambientes mais abertos;
  • Deixe a porta de casa aberta e pegue a chave;
  • Combine com vizinhas, amigas, sinais de que está sendo vítima. Você pode bater panelas, bater na parede ou mesmo gritar e pedir socorro;
  • Deixe roupas na casa de uma pessoa de confiança para o caso de uma emergência de você precisar fugir.
    Espero ter contribuído, o momento é difícil, mas caminhamos na certeza de que JUNTAS sempre seremos mais fortes. COMPARTILHA! Você pode estar salvando uma vida.

Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.

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CONTRA A SUSPENSÃO DE CONTRATOS DA PREFEITURA DE BEZERROS

Luiza Melo, militante do PCB

Diante do cenário de pandemia a gestão bezerrense decidiu ir de encontro a vida dos trabalhadores e trabalhadoras contratados que prestam serviços ao município. A gestão municipal, por meio do o Decreto Nº 2335 de 01 de abril de 2020, decidiu suspender os contratos temporários daqueles que não prestam serviços ligados diretamente a área da saúde. Nesse sentido, o poder municipal simula sensibilidade com a questão da pandemia, mas ao mesmo tempo se nega a manter a renda de diversos trabalhadores da região, atitude que é fundamental para a manutenção da vida dessas pessoas como de seus familiares.

A atitude citada a cima não se mostra isolada quando observamos as movimentações promovidas pelo governo federal. Usando como justificativa a conjuntura da pandemia do COVID 19, o governo de Bolsonaro e o Congresso Nacional atacam a classe trabalhadora ao fazer um pacote contra os e as trabalhadores/as através da MP 927, que inicialmente AUTORIZAVA a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses sem a obrigatoriedade de pagar o salário do profissional, que teve um artigo suspenso APÓS FORTE PRESSÃO POPULAR. Outra medida que se somou a essa lógica foi a PEC 10/2020 que propõe a redução de salário dos servidores públicos das três esferas. O que todas essas medidas nos demonstram é que as saídas propostas para a superação da crise serão à custa dos trabalhadores, atacando-se de forma brutal a sua fonte da sobrevivência, o salário.

Nesse momento, o PCB se solidarializa com os/as trabalhadores/as assalariados, com o micro e o pequeno empreendedor local e entende que a superação da crise não consiste na penalização desses pelo governo Bolsonaro. Entendemos que esses citados já vivem o dia a dia convivendo com situações adversas como os altos índices de desemprego e subemprego, com as condições precárias de moradia e a absurda desigualdade social presente na sociedade brasileira. Repudiamos e denunciamos a suspensão dos contratos e nos colocamos ao lado das/dos trabalhadores/as na mobilização política e no processo de organização dos trabalhadores com os meios disponíveis para denunciar e lutar pela defesa dos salários.

Sendo assim, entendemos que as saídas para a crise passam pela revogação da EC-95 que congelou os investimentos na saúde pública por 20 anos e revogação do Decreto Nº 2335/2020. Somado a isto reforçamos o isolamento social que é de profunda importância para a redução do número de mortos no Brasil, a testagem de pessoas em larga escala, a produção e distribuição de máscaras, luvas, álcool em gel e equipamentos diversos, como os respiradores, além da montagem de hospitais para o tratamento dos infectados em situação de risco. Nenhum direito a menos, por um mundo onde a vida esteja acima do lucro!

PELA REGOVAÇÃO DO DECRETO Nº 2335/ 2020 e a EC 95!
NÃO ÀS DEMISSÕES E AO CORTE DOS SALÁRIOS!
EM DEFESA DO SUS 100% ESTATAL, PÚBLICO, GRATUITO E UNIVERSAL!

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🚩 CONTRA A SUSPENSÃO DE CONTRATOS DA PREFEITURA DE BEZERROS 🚩 Diante do cenário de pandemia a gestão bezerrense decidiu ir de encontro a vida dos trabalhadores e trabalhadoras contratados que prestam serviços ao município. A gestão municipal, por meio do o Decreto Nº 2335 de 01 de abril de 2020, decidiu suspender os contratos temporários daqueles que não prestam serviços ligados diretamente a área da saúde. Nesse sentido, o poder municipal simula sensibilidade com a questão da pandemia, mas ao mesmo tempo se nega a manter a renda de diversos trabalhadores da região, atitude que é fundamental para a manutenção da vida dessas pessoas como de seus familiares. A atitude citada a cima não se mostra isolada quando observamos as movimentações promovidas pelo governo federal. Usando como justificativa a conjuntura da pandemia do COVID 19, o governo de Bolsonaro e o Congresso Nacional atacam a classe trabalhadora ao fazer um pacote contra os e as trabalhadores/as através da MP 927, que inicialmente AUTORIZAVA a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses sem a obrigatoriedade de pagar o salário do profissional, que teve um artigo suspenso APÓS FORTE PRESSÃO POPULAR. Outra medida que se somou a essa lógica foi a PEC 10/2020 que propõe a redução de salário dos servidores públicos das três esferas. O que todas essas medidas nos demonstram é que as saídas propostas para a superação da crise serão à custa dos trabalhadores, atacando-se de forma brutal a sua fonte da sobrevivência, o salário. (continua nos comentários)

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Pensamento do leitor…

Muitos internautas estão reclamando do cancelamento de contrato pela prefeitura de Bezerros, que baixou decreto extinguindo também gratificações e horas extras. O site foi o único veículo de imprensa a dá publicidade ao decreto publicado no site da AMUPE. A prefeitura alega previsão da queda da receita para justificar a medida. Clique na imagem e veja mais comentários.

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AGRESSÃO AO MEIO AMBIENTE EM BEZERROS

                                    

APESAR DE CAMPANHAS PARA A PRESERVAÇÃO DAS  POUCAS ÁRVORES QUE AINDA RESISTEM NOS BAIRROS E NO CENTRO DA CIDADE., MESMO ASSIM LAMENTAVELMENTE OBSERVAMOS A  IGNORANCIA DE CIDADÃOS QUE AGRIDEM ESTA NOSSA PROTETORA AMBIENTAL. É DE SE LAMENTAR QUE AINDA NÃO EXISTA POSTURA MUNICIPAL  QUE PROIBA ESTA PRÁTICA DANOSA AS NOSSAS CALÇADAS  E  AOS TRANSEUNTES QUE CIRCULAM EM NOSSAS RUAS. NÃO  EXISTE UMA PUNIÇÃO EM MULTAS E PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS  QUE INIBAM TAIS PRATICAS. O FATO MAIS DEPRIMENTE É QUE DETERMINADOS PROPRIETÁRIOS TENHAM A CONCEPÇÃO DE QUE A ÁRVORE  QUE ESTÁ EM FRENTE SUA CASA  LHE PERTENÇA EXCLUSIVAMENTE.  ASSIM PENSANDO MANDAM CORTA-LAS  A SEU BEL PRAZER E VONTADE, POREM É  PRECISO QUE A FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL  E O CONTROLE URBANO E OS PRÓPRIOS CIDADÃO  DO BEM  COIBAM TAL PRATICA PUNINDO AS PESSOAS QUE EXERCEM ESTA PROFISSÃO  AMBULANTE: DE CORTADOR DE ÁRVORES DAS RUAS. E QUE SEJAM RESPONDABILIZADOS OS MANDANTES DE  TAL PRATICA.               

Edgar Lino Ferreira

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Por que não estamos tirando fotos das quase 300 famílias que já receberam cestas básicas do Grupo de voluntários FOME NÃO?

Estamos passando por um momento novo, delicado e até assustador para esse momento da nossa história. Outros momentos pandêmicos foram enfrentados pela humanidade, contudo, isso só ficou registrado nos livros para grande parte da população mundial.

Sabemos que parte da humanidade utiliza dessas desgraças para tirar algum proveito. Imagino que a diferença social já existente passará a ser maior, pois os que detém do capital financeiro vão explorar àqueles que precisariam gastar seus recursos para poder continuar existindo.

Estamos ainda no início da pandemia no Brasil, porém já soube de casos assustadores de familias desesperadas, ao ponto de uma mulher colocar à venda sua casa por 15 mil reais para assim poder comprar comida e alimentar seus filhos aqui em Bezerros.

Também chega ao meu conhecimento de pessoas que antes não precisavam receber auxílio financeiro do governo federal, e entrou na conta das familias que serão assistidas.

Sabendo da morosidade, e do valor insuficiente, alguns amigos e eu nos juntamos em prol de recolher e doar alimentos à essas familias desfavorecidas socialmente, ou que entraram em estado de calamidade por falta de recurso financeiro para compra de alimentos.

Temos consciência desses pontos, dentre outros, e assim, pensamos juntamente que não iríamos divulgar os nomes, muito menos fotografar as entregas das cestas básicas para preservar a identidade, moral e cidadania dos beneficiados. Imagino o constrangimento de uma família com boa formação escolar, que estava trabalhando dignamente, mas de uma hora para outra passou a não poder fazer mais, ou de qualquer outra pessoa.

Diante de todos esses fatos, automaticamente, todos os participantes ficaram proibidos de fotografar e divulgar essas pessoas pelas redes sociais, ou outros veículos de informação.

Tendo consciência que a caridade deve ser feita em sigilo. Seguiremos combatentes de toda e qualquer pratica de favorecimento político/ empresarial. Nosso grupo segue alinhado a esse pensamento.

Cordialmente;
Grupo voluntário Fome NÃO.

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Sem controle, Serra Negra vira destino de muita gente

Relatos de moradores da Serra Negra sobre a movimentação de turistas nesta final de semana chegam à redação do Bezerros Hoje. A preocupação é que os turistas acabem trazendo consigo o coronavirus para a região que até o momento não apresenta casos da doença.

“Procurei informação e foi dito por fonte segura que a secretaria ja está vendo a possibilidade de bloquear os pontos turisticos. E que o fluxo de pessoas em sua maioria, tem casa no local. O que dificulta o bloqueio. A cobrança nesse caso, seria da prefeitura montar um plano estratégico para barrar pessoas que tem casa para fim de semana. Nao permitindo essa ligação de cidade para outra cidade nos finais de semana. Se foi bloqueado praias, por que nao ponto turistico? Mesmo para proprietarios que nao reside no local. Tem que proibir sim”, diz um dos relatos.

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Ex-secretário de Saúde fala sobre o SUS

Diante do debate sobre leitos de UTI no município, o ex-secretário de Saúde de Bezerros, Anderson Torreão, foi as redes sociais aprofundar o debate sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).

Esclarecimento aos bezerrenses:

1 – O SUS não é um sistema em cada município. Ele é uma rede de serviços do Brasil, portanto, não existe essa coisa de posse ou não sobre leitos de UTI, independente da sua localização.

2 – A rede de serviços de SUS é composta por serviços públicos e privados conveniados, como é o caso do Hospital Jesus Pequenino que tem hoje 10 leitos conveniados.

3 – Os 10 leitos de UTI do referido Hospital estão disponíveis à rede SUS por força de convênio, e como tal, destinarão 100% de sua capacidade ao SUS.

4 – Os serviços de urgência e emergência do SUS atendem gratuitamente qualquer cidadão brasileiro ou até mesmo estrangeiros que estejam no pais, sendo que não há exclusividade para atendimento aos cidadãos de um município, mesmo que esses leitos estejam localizados em um município.

5 – Portanto, os leitos de UTI da rede SUS atendem a qualquer cidadão brasileiro ou estrangeiro em trânsito no país, sendo o critério para ocupação definido por algumas variáveis (tipo de leito, disponibilidade, proximidade, condição clínica do paciente, etc).

6 – Nesta pandemia, o poder público pode estabelecer que até mesmo leitos não conveniados ao SUS sejam destinados ao atendimento de pacientes do SUS, em função do interesse público.

7 – Para ter leitos exclusivamente destinados a sua população, o município deve investir recursos próprios não contabilizados no Fundo Municipal de Saúde para aquisição da estrutura e sua manutenção. Isso significa: equipamentos caros, mão de obra cara e insumos caros. Dificilmente um município como Bezerros (que depende quase que exclusivamente de repasses federais) teria condições de fazer isso.

8 – Além de ser inviável financeiramente, seria uma “deseconomia” de escala, uma vez que a rede SUS tem condições de realizar tal investimento de forma muito mais eficiente olhando para uma escala regional.

A desinformação e o desconhecimento trabalham em desfavor da população. Precisamos trabalhar para tomar decisões racionais e eficazes, e isso requer informação correta e conhecimento.

Anderson Torreão

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Mulheres em Pauta

MULHERES em tempos de pandemia: Dicas para enfrentar os desafios e Lutas!


Sabemos que em tempos de pandemia do COVID – 19 nós mulheres acumulamos muitas tarefas, não diferente do que vivenciamos no cotidiano, porém com mais desafios e as lutas a serem enfrentadas.
Para além da nossa luta diária, com o isolamento social o movimento da nossa casa aumenta, como via de consequência aumentam os cuidados com a família (crianças, idosos/as, gestantes e outros), a maior atenção com os procedimentos de higienização, o enfrentamento da fome já que muitas estão em situação de trabalho informal e está tudo parado e ainda o medo e a incerteza do amanhã.
Cuidar é um trabalho intenso, árduo, exigente, tenso, que sobrecarrega muito mais as mulheres do que os homens na sociedade patriarcal em que vivemos. Por isso, a nossa situação atual nos coloca mais do que nunca, diante da necessidade de mais sororidade e união. Precisamos fazer com que essa experiência da quarentena traga menos impactos negativos para nossa saúde mental.
Pensando em nos fortalecer que o Mulheres em Pauta gostaria de apresentar 10 dicas de como enfrentar essa somatização de responsabilidades. Nessa perspectiva, o que norteia este material é, antes de tudo é um incentivo e um apelo ao sentimento de COLETIVIDADE, mesmo que a quarentena possa parecer uma atividade isolada, individual e solitária.

  1. Compreensão da necessidade da quarentena e a responsabilidade de conversarmos com nossa família sobre o coronavírus – o medo, a insegurança, e outros sentimentos podem surgir com o isolamento social e é preciso estar atentas as notícias, porém devemos buscar informações de fontes seguras e oficiais. Evitar consumir e compartilhar materiais das redes sociais que não tenham respaldo científico, para evitar a propagação das Fake News;
  2. Compartilhamento do espaço coletivo no lar – procure reservar momentos em parceria com quem esteja dividindo o mesmo teto. Lembrem de atividades como filmes, jogos, brincadeiras, usem e abusem da criatividade é uma ótima oportunidade de se reconectar com as pessoas que convivemos. É importante estabelecer acordos de convivência e dividir as tarefas de casa;
  3. Vivenciando a culinária com a famílias – mesmo sendo algo em que fazemos todos os dias, podemos ensinar as pessoas que convivemos e que não tem o hábito de cozinhar bem como podemos tentar receitas diferente e mais saudáveis;
  4. Busque a criança que existe em você – quem tem crianças compartilhando o mesmo lar, não deixe de aceitar o convite para experimentar um pouco de seu mundo. Faça parte da brincadeira, seja a brincadeira! Sinta a criança que existe dentro de você e apresente-a às outras crianças;
  5. Atenção as pessoas idosas – compartilhe momentos e atividades, façam eles e elas se sentirem úteis, peçam conselhos e relatos de experiências, conversem sobre histórias antigas e compartilhem novas, a escuta é essencial, mostrem atenção e carinho;
  6. Quem puder, liguem para amigos/as, familiares e colegas de trabalho – ao invés de ficarem trocando mensagens de texto, tentem realizar ligações para ouvirem a voz de pessoas de sua convivência em tempo real, fortaleçam os vínculos;
  7. Leituras e discussões – leia livros, revistas, mas também proponha espaços de leituras para todos e todas do convívio, estimule a leitura e contação de histórias;
  8. Ouçam músicas, cantem, dancem – Ligue som, escutem suas músicas favoritas, mas também permita-se conhecer outras, soltem a voz e aproveitem o ritmo;
  9. Busque cursos on-line – quem tiver acesso à internet, busquem temas de seu interesse e aproveitem o tempo para adquirir conhecimento;
  10. Nós temos como fazer tudo isso e ainda mais um pouco – Não seria legal a gente sempre fortalecer a palavra sororidade se a gente não colocar em prática, se estamos em uma situação de privilégio, muitas mulheres não estão e somente através de nossa solidariedade e empatia podemos modificar um pouco algumas realidades. A décima dica é criar processos de organização e redes de solidariedade. Articulando e mobilizando nosso povo, porque a fome não espera e muitas chefes de família estão precisando de nossas iniciativas.
    Façam via telefone e redes sociais, rifas, campanhas, vaquinhas virtuais, ações, viralizem boas notícias, experiências exitosas, o momento exige coragem, cuidado e criatividade.

A força tarefa é responsabilidade de todos e todas, pois infelizmente, enfrentar o coronavírus passa por enfrentar o abismo social das desigualdades de classe, gênero e raça.
Não ESTAMOS sozinhas, temos umas às outras e juntas sempre seremos mais fortes.


Michelle Silvestre
Mulheres em Pauta

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Sanitarista bezerrense reforça recomendação da OMS: FIQUEM EM CASA!

Não me mate PRESIDENTE!

Mais um dia em que acordo cedo, me preparo e vou trabalhar. Trabalho em um serviço essencial, no mais essencial nesse momento de crise, que é no serviço de saúde. Tenho acordado cedo e dormido tarde já há vários dias, tenho me exposto ao risco de adoecer, trabalho num ambiente contaminado, tenho dois filhos para criar mas sei que tenho um compromisso profissional e cidadão. O povo brasileiro e as instituições investiram dinheiro e esforço para me formar sanitarista e agora é minha hora de dar o retorno. A única coisa que pedimos a sociedade é: FIQUEM EM CASA. Aí vem a autoridade máxima do país e diz que tudo isso é besteira, que a OMS, pesquisadores renomados, organismos internacionais, Presidentes de outros países afetados, seu próprio Ministro da Saúde, governadores e prefeitos estão todos errados e que o isolamento social deve acabar. Todo nosso esforço, nossa entrega e o risco que estamos correndo de nada serve. Só o que tenho a pedir a vocês é que não escutem o presidente, não nos façam adoecer e morrer, respeitem quem estudou para se tornar especialista e gestor da saúde, respeitem as recomendações das autoridades sanitárias, respeitem os profissionais que estão na linha de frente arriscando suas vidas. Não é uma gripezinha, não mata só idosos e se mesmo assim matasse só idosos, valeria a pena toda a prevenção possível em respeito a eles que construíram esse país com as suas mãos lá atrás. NÃO NOS MATE, PRESIDENTE.

João Carlos Batista

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Por Reinaldo Azevedo

Itália e Espanha evidenciam que “imunização do rebanho” mata o rebanho…

Caminhões do Exército, num roteiro de horror, passam por cidades da Itália recolhendo corpos para cremação. Parece que há gente querendo testar por aqui essa possibilidade... - Reprodução/Twitter
Caminhões do Exército, num roteiro de horror, passam por cidades da Itália recolhendo corpos para cremação. Parece que há gente querendo testar por aqui essa possibilidade…Imagem: Reprodução/Twitter

Há gênios por aí que resolveram defender que se pratique a tal “imunização do rebanho”. Decreta-se uma espécie de toque de recolher para os idosos, e o vírus que role solto. Em que será que dá?

Bem, a Itália quase chegou lá. Com os resultados conhecidos. Não ousou tanto. Mas o vírus se espalhou pelo país. Havia ontem 60 mil infectados documentados. Estima-se que sejam, na verdade, pelo menos 600 mil. Com espantosas 5.400 mortes.

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Mulheres em Pauta

“Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida.” (Simone de Beauvoir)

Diante da atual situação de pandemia devido à doença infectocontagiosa COVID-19 (doença do coronavírus), e das medidas oficiais de quarentena. Não é novidade para nós mulheres, que nossos problemas são cotidianos e que deveremos ser vigilantes todo tempo, porém vale refletir esse momento que nos acomete, pois sempre somos nós que cuidamos e nos colocamos na linha de frente. O intuito desse texto é refletirmos juntas as várias situações que nos afetam nesse novo contexto.
De acordo com a ONU Mulheres – Globalmente, as mulheres representam 70% das pessoas que trabalham no setor social e de saúde e são responsáveis pelos cuidados não-remunerados em casa três vezes mais do que os homens.
Com o agravamento dos sistemas de saúde, a suspensão temporárias das creches e escolas, as tarefas de cuidado doméstico, a responsabilidade de cuidar de familiares doentes, pessoas idosas e crianças recaem principalmente sobre as mulheres, são as mais afetadas quando se trata do trabalho não remunerado.
As mulheres sempre conseguiram transformar as dificuldades das crises com luta e perseverança, com a redução das atividades econômicas que as afetam, em primeira instância, trabalhadoras informais tem perdido de imediato os meios de sustento, e pior, sem nenhuma rede ou possibilidade de substituir a renda diária em geral.
Outra situação importante da qual não podemos esquecer são as trabalhadoras domésticas que sofrer os seguintes desafios: o aumento da carga de cuidados devido ao aumento do trabalho não remunerado, em seus lares e no trabalho doméstico, como também as responsabilidades de perda de renda quando, por motivos de saúde, são solicitadas a parar de trabalhar porque consideram um risco de contágio para as famílias com as quais trabalham, ou ainda, quando são obrigadas a ir trabalhar sofrendo riscos de patroas e patrões contaminados e que por não terem a mesma condição de vida, perderem suas vidas bem antes que eles/elas.
Precisamos lembrar das mulheres e meninas que estão em situação de violência, é visível que os riscos de vida aumentam, especificamente as que sofrem violência doméstica e abuso sexual. Se as mulheres precisam ficar isoladas, as mesmas não conseguirão enfrentar obstáculo para fugir e situações agressivas e muito menos facilidade em acessar a rede de proteção. Com essa afirmação não quero incentivar a desobediência das restrições da quarentena, de forma alguma, o momento é de empatia nessa luta coletiva e precisamos ficar em casa sim, porém não podemos negar a triste realidade que muitas de mulheres vivenciam com os agravantes desse momento.
Em relação aos conflitos econômicos da pandemia, surgem riscos de aumento de exploração sexual para fins comerciais, devido à escassez de direitos básicos como alimentação.
Precisamos reconhecer o impacto que o COVID-19 exerce na vida das mulheres
e meninas, pensar juntas e coletivamente em como podemos garantir respostas que atendam às necessidades das nossas companheiras, da nossa comunidade e cobrar de todos e todas o fortalecimento, esforços e reponsabilidades nas estratégias de prevenção, resposta e recuperação a esta situação tenebrosa que vivenciamos.
Tenho visto várias postagens de solidariedade e empatia, que esse espírito de coletividade ecoe em vários espaços, não podemos deixar que isso seja algo isolado, ou seja um pensamento de um/uma ou outro/outra, precisamos fortalecer e nos mobilizar para o bem comum. Todos esses relatos nos mostram como o lucro vem primeiro que a vida, podemos reconstruir um país, porém jamais podemos reverter a morte.
Uma coisa é certa, na luta coletiva e na dor compartilhada. Juntas sempre seremos mais fortes!


Michelle Silvestre – Mulheres em Pauta.

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“Parece que nós bezerrenses somos imunes”

Vejo com muita preocupação o comportamento de algumas pessoas de nossa cidade. Parece que nós bezerrenses somos imunes. É triste ver, que mesmo diante de tantos apelos das autoridades apesar de uma ampla divulgação de todos os meios de comunicações as pessoas continuam como se nada estivesse acontecendo. Fui trabalhar e fiquei pasmo com o que observei. As casas lotéricas cheias de gente, mercados, lojas cheias, a noite vares cheios. Meu Deus, gente estamos a 30 km de Caruaru, onde já existem casos confirmados; onde temos diversas pessoas que trabalham lá. E que, a qualquer momento teremos noticias de casos em nossa cidade. Não sabemos de onde vem a contaminação, ou seja, não temos como controlar. São Paulo, Rio de Janeiro e PERNAMBUCO. Faço um apelo a todos os Bezerrenses, leve a sério o que estamos passando. Depois de um ente querido nosso estiver contaminado por nossa irresponsabilidade, como ocorreu na Itália seremos incapazes de fazer alguma coisa, o município será incapaz, o estado será incapaz e talvez pela proporção o país também será. Que Deus tenha misericórdia de todos nós amém!

Everaldo França – Presidente do Debetrans

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NÃO PODEMOS DEIXAR UM MEDO TORNAR-SE REAL

Espero que não, mas confesso que tenho medo do meu medo vencer. E inegavelmente esse medo me assusta agora, pois tenho medo de no futuro sentir saudades de pessoas que hoje fazem parte dos meus dias e da minha história. Tenho medo e não nego, e nem devo ignorar tal temor, porque tenho medo de chegar em um momento que eu tenha apenas lembranças, lembranças das minhas vivências, das minhas convivências, das coisas que fiz compartilhadas com tantas pessoas, lembranças das vezes que rimos juntos, que visitamos uns aos outros, que saímos para comermos, para conversarmos, para nos divertirmos, lembranças de quando a gente ficava horas no telefone conversando, ou que se encontrava na rua e se cumprimentava com cheiros e um caloroso abraço. Tenho medo e isso é fato, tenho um medo absurdo de lá na frente ao voltar a andar despreocupada pelas ruas eu sinta um vazio enorme dentro do peito, pela ausência de algumas pessoas que não mais poderei ver, nem tocar, muito menos reencontrar. Tenho medo de ter num futuro próximo apenas lembranças de tudo o que vivi com minhas pessoas, e que não mais poderei reviver, guardando apenas a frustrada sensação de que eu poderia ter aproveitado mais ao lado delas. Eu realmente tenho medo de quando tudo isso acabar eu tenha que contabilizar quem já não mais aqui está.
Mas esse medo ao mesmo tempo que me apavora também me fortalece, pois é por senti-lo que eu creio que devo tentar impedir a perda humana, buscando prevenir e proteger, pois essa é a melhor maneira de me manter aqui e de manter vivas as minhas pessoas, para que elas continuem fazendo parte da minha vida como sempre fizeram.

Eu me recuso a perder pessoas, e vou lutar até o fim fazendo a minha parte! E você?

Por: Mariana Helena de Jesus)

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Coluna- Direita Bezerros

“Não vão” mas o povo foi

Apesar da recomendação do presidente para que as pessoas não fossem as manifestações desse domingo 15/03 por conta do Covid-19, muitas cidades registraram atos pró governo, segundo os organizadores e a mídia independente foram 259 cidades que tiveram atos em apoio ao governo de Bolsonaro.

As hashtags #BolsonaroDay e #DesculpeJairMasEuVou estiveram entres os trending topics dos assuntos mais comentados no Twitter. Os líderes do congressos de certo comemoraram quando o governo “desmotivou” os atos, todavia, não contavam com AUDÁCIA e CORAGEM do brasileiro em sair às ruas mesmo com o alerta de Pandemia do Coronavirus (covid-19) dos órgãos de saúde mundial e nacional.

O povo não se deixou vencer pelo medo e o terrorismo midiático para que as pessoas evitassem aglomerações. O presidente Jair Bolsonaro chegou a sair do isolamento e participou inclusive do ato em Brasília. Muitos manifestantes pelo Brasil compareceram de máscaras muitas delas temáticas com as cores do Brasil e com faixas com os dizeres: “O que mata é a corrupção” outra dizia: “corrupção vírus mortal” além de outros cartazes que também dizia “fora Maia”.

Alguns apoiadores mais devotos chegaram a afirmar que o presidente não deveria ser contrariado na sua recomendação eles esqueceram no entanto, que esse ato não era do presidente e sim um ato do povo para o presidente em favor do governo e em desfavor do congresso que quer travar o governo federal com a velha artimanha da “articulação”. Os manifestantes de hoje fizeram valer o artigo primeiro parágrafo único da constituição que diz: “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou DIRETAMENTE, nos termos desta constituição.” Registre-se aqui nossa admiração e respeito a todos aqueles que saíram de suas casas nesse dia para dizer que quem manda no Brasil é o povo.

Coluna Direita Bezerros

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Por que os vereadores já não aprovam o novo salário já de agora?

Simplesmente, caro leitor, porque a Constiuição Federal proíbe que os vereadores votem matéria sobre os seus próprios vencimentos durante o mandato. Todo projeto de lei nesse sentido deve valer sempre para a próxima legislatura. Por lei, os atuais vencimentos de oito mil reais estão dentro da lei. A Constituição federal estabelece que o subsídio não ultrapasse 75% do que ganha o deputado estadual. A redação resolveu apoiar a matéria porque vislumbra oportunidade única no sentido de afastar do legislativo pessoas que fazem do mandato carreira de negócio. Com isso, acreditamos na melhor representação política no legislativo Municipal.

Prefeito e vice- Bezerros paga ao prefeito e ao vice-prefeito 16 e 8 mil reais, respectivamente. Quem aprova também essa matéria são os vereadores obedecendo sempre o que rege a constituição. Não seria também a hora de por em discussão esses respectivos valores? Lembrando que passaria a valer também só no próximo ano para o novo prefeito e vice eleitos.

Continue compartilhando a nossa campanha aqui.

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CAMPANHA #EUAPOIO

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Votado por unanimidade em primeira votação, a Câmara de Vereadores de Bezerros vai apreciar novamente a matéria na próxima terça-feira (17). A diminuição salarial dos vereadores vai contribuir para elegermos este ano uma Câmara Municipal mais comprometida com o município, pois desestimulará aqueles que procuram fazer carreira na política. O Bezerros Hoje ver oportunidade única e que vai exigir de todos um esforço mínimo para que a Câmara de Vereadores aprove a medida a qual será válida para a próxima legislatura (2021/2025). Marque o seu vereador como forma de agradecimento na primeira votação e recomende novamente o voto para na próxima terça-feira. Demonstre que você também apoia a medida clicando na imagem e compartilhando em suas redes sociais. O Bezerros Hoje conclama a todos veículos de imprensa do município a fazerem coro em apoio a essa importante e justa medida.

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