Olhar feminino, por Michelle Silvestre

A VIOLÊNCIA DIGITAL CONTRA AS MULHERES E A IMPORTÂNCIA DA DENÚNCIA.

A violência contra as mulheres não acontece apenas dentro de casa, nas ruas ou nos ambientes de trabalho. Ela também está presente nas redes sociais, nos aplicativos de mensagens e nos diversos espaços digitais que fazem parte do nosso cotidiano.

Dados recentes mostram que as denúncias de violência digital registradas pelo Ligue 180 cresceram 188,6% entre os cinco primeiros meses de 2025 e o mesmo período de 2026. O número passou de 5.795 para 16.725 registros, revelando uma realidade que exige atenção e enfrentamento.

À primeira vista, o aumento pode causar preocupação. No entanto, ele também evidencia um aspecto importante: cada vez mais mulheres estão reconhecendo essas situações como formas de violência e buscando ajuda por meio dos canais de proteção disponíveis.

Nos últimos anos, o Ligue 180 passou por melhorias que ampliaram sua capacidade de acolhimento e atendimento. O fortalecimento do serviço contribui para reduzir a subnotificação, permitindo que casos antes silenciados cheguem ao conhecimento da rede de proteção.

A violência digital pode ocorrer de diversas formas, incluindo ameaças, perseguições, divulgação indevida de imagens, invasão de perfis, chantagens e ataques de ódio. Embora aconteça em ambientes virtuais, seus efeitos são reais e podem comprometer a saúde emocional, a segurança e a dignidade das vítimas.

Por isso, é fundamental compreender que a internet não é uma terra sem lei. Os direitos das mulheres devem ser respeitados também nos espaços digitais. Informar, denunciar e fortalecer os mecanismos de proteção são passos importantes para enfrentar uma violência que acompanha as transformações da sociedade e das tecnologias.

Mais do que números, o crescimento das denúncias nos mostra que romper o silêncio continua sendo uma das ferramentas mais importantes no combate à violência contra as mulheres.

Michelle Silvestre é Assistente Social e Podóloga. Através da escrita, propõe reflexões sobre direitos das mulheres, saúde emocional e os desafios enfrentados pelas mulheres no cotidiano.

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Olhar Feminino, por Michelle Silvestre

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL TAMBÉM PODE PROTEGER MULHERES E COMBATER A DESINFORMAÇÃO

Quando se fala em inteligência artificial, muita gente ainda pensa apenas em tecnologia distante, difícil e restrita a grandes empresas. Mas a realidade já é outra. A IA também está sendo usada para proteger direitos, combater a violência e enfrentar a desinformação, especialmente quando se trata da vida das mulheres e de grupos historicamente vulneráveis.

No Brasil, já existem iniciativas que utilizam inteligência artificial com um propósito diferente daquele que normalmente aparece nas grandes plataformas digitais. Em vez de reforçar desigualdades, essas ferramentas são desenvolvidas com foco em direitos humanos, inclusão e enfrentamento à violência digital.

Essas tecnologias surgem em um cenário preocupante. Milhões de mulheres brasileiras relatam já ter sofrido algum tipo de violência no ambiente digital, como ameaças, perseguição, difamação e ataques de ódio nas redes sociais. Esse tipo de violência afeta a saúde emocional, a segurança e até a participação das mulheres na vida pública.

Diante dessa realidade, algumas iniciativas têm mostrado que a tecnologia também pode ser uma aliada. A Quitér.IA, por exemplo, monitora projetos de lei relacionados aos direitos das mulheres e de grupos historicamente vulnerabilizados. Já a Sentinela auxilia na identificação de padrões de violência política contra pessoas LGBTQIAPN+, enquanto o Chatbot Maria Valente oferece informações sobre direitos das mulheres de forma simples e acessível.

Mais do que ferramentas digitais, essas iniciativas representam novas formas de proteção, informação e participação social. Elas demonstram que a tecnologia pode ser utilizada para fortalecer direitos e ampliar o acesso ao conhecimento.

Por isso, discutir inteligência artificial também é discutir cidadania, inclusão e democracia. Em um mundo cada vez mais conectado, compreender essas ferramentas se torna fundamental para que mais pessoas possam participar das transformações que já estão acontecendo.

A tecnologia pode ser um espaço de exclusão, mas também pode ser um caminho de proteção, autonomia e fortalecimento de direitos. O desafio é garantir que ela esteja a serviço das pessoas e da construção de uma sociedade mais justa.

Michelle Silvestre é Assistente Social e Podóloga. Através da escrita, propõe reflexões sobre direitos das mulheres, saúde emocional e os desafios enfrentados pelas mulheres no cotidiano.

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Olhar Feminino, por Michelle Silvestre

O SABOR DAS FESTAS JUNINAS TAMBÉM TEM MÃOS DE MULHER

Quando penso nas festas juninas da minha infância, as primeiras lembranças que me vêm à mente não são apenas as bandeirinhas coloridas, a fogueira acesa ou o som do forró. Lembro também das mulheres da minha família, reunidas na cozinha, trabalhando para que tudo estivesse pronto a tempo da celebração.

Lembro da minha avó ralando milho para fazer canjica. Lembro da minha mãe preparando pamonha, bolo de milho e tantas outras comidas que davam às festas juninas um sabor especial. Havia alegria, conversa, afeto e tradição. Mas havia também muito trabalho.

Durante muitos anos, essa cena me pareceu natural. Afinal, era assim que as coisas aconteciam. As mulheres organizavam a comida, cuidavam dos detalhes, preparavam a mesa e garantiam que todos fossem bem recebidos. Enquanto isso, era comum ver os homens conversando, assistindo à televisão ou aguardando o momento da confraternização, enquanto tudo ficava pronto.

Hoje, quando olho para essas lembranças com mais atenção, percebo algo que talvez passasse despercebido para muitas famílias. Grande parte do trabalho necessário para que a festa acontecesse recaía sobre as mulheres.

Essa reflexão não diminui a beleza das nossas tradições. Não é uma crítica à canjica feita em casa, à pamonha preparada em família ou aos momentos de convivência que marcam o mês de junho. Pelo contrário. É justamente porque essas memórias são tão valiosas que vale a pena refletir sobre elas.

As festas juninas continuam sendo um dos momentos mais bonitos da cultura nordestina. Mas talvez possamos pensar em formas mais compartilhadas de manter essa tradição viva. Se todos desfrutam da festa, todos também podem participar da sua construção.

Os meninos podem aprender a ajudar na cozinha. Os homens podem dividir as tarefas domésticas que antecedem as comemorações. As novas gerações podem crescer compreendendo que cuidar, organizar e preparar uma celebração não são responsabilidades exclusivamente femininas.

A tradição não se perde quando as tarefas são compartilhadas. Na verdade, ela se fortalece. Porque aquilo que é construído coletivamente se torna mais leve, mais justo e mais capaz de atravessar gerações.

Talvez uma das maiores homenagens que possamos prestar às mulheres que vieram antes de nós seja reconhecer o trabalho que realizaram silenciosamente durante tantos anos. Um trabalho que alimentou famílias, preservou costumes e garantiu que muitas das nossas melhores lembranças existissem.

Afinal, por trás do sabor das festas juninas, existem histórias, cuidados e mãos de mulheres que ajudaram a manter viva uma tradição que continua fazendo parte de quem somos.

Michelle Silvestre é Assistente Social e Podóloga. Através da escrita, propõe reflexões sobre direitos das mulheres, saúde emocional e os desafios enfrentados pelas mulheres no cotidiano.

Bezerros Hoje 23 anos – Compromisso com a Notícia.

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Olhar Feminino, por Michelle Silvestre

Por que ainda questionam mulheres que entendem de futebol?

Nos últimos dias, um episódio envolvendo uma jornalista esportiva voltou a chamar a atenção para uma realidade que muitas mulheres enfrentam diariamente: a necessidade constante de provar sua competência em espaços tradicionalmente ocupados por homens.

Embora o futebol seja uma paixão nacional compartilhada por milhões de brasileiros e brasileiras, ainda é comum que mulheres que atuam na cobertura esportiva tenham seus conhecimentos questionados antes mesmo de serem ouvidas. Enquanto homens são reconhecidos como especialistas, mulheres frequentemente precisam demonstrar repetidas vezes que entendem do assunto para conquistarem o mesmo respeito.

Essa situação não afeta apenas jornalistas. Ela alcança comentaristas, árbitras, treinadoras, dirigentes e até mesmo torcedoras que, muitas vezes, escutam que “não entendem de futebol” simplesmente por serem mulheres.

O problema não está no esporte, mas em uma cultura que durante décadas associou determinados espaços exclusivamente ao universo masculino. Felizmente, essa realidade vem mudando. Hoje, as mulheres ocupam cada vez mais funções no futebol e contribuem para tornar o esporte mais diverso, democrático e representativo.

Questionar a presença feminina nesses ambientes não fortalece o futebol. Pelo contrário, limita seu crescimento. O conhecimento não tem gênero, assim como a paixão pelo esporte também não.

Em tempos de competições internacionais e grande mobilização dos torcedores, vale lembrar que futebol é lugar de quem gosta, acompanha, estuda, trabalha e vibra com o esporte. E isso inclui, sem qualquer dúvida, as mulheres.

Respeitar a presença feminina no futebol não é um favor. É reconhecer uma realidade que já existe e que merece ser valorizada.

Michelle Silvestre é Assistente Social e Podóloga. Através da escrita, propõe reflexões sobre direitos das mulheres, saúde emocional e os desafios enfrentados pelas mulheres no cotidiano.

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Olhar Feminino, por Michelle Silvestre

Neste Dia dos Namorados, um convite: namore-se!

Quando pensamos no Dia dos Namorados, geralmente imaginamos flores, presentes, declarações de amor e casais celebrando juntos. Mas hoje eu gostaria de fazer um convite diferente, especialmente às mulheres: que tal aproveitar esta data para fortalecer o relacionamento mais importante da sua vida, aquele que você tem consigo mesma?

Aprender a se amar não é uma tarefa simples. Na verdade, para muitas mulheres, é um desafio diário. Fomos educadas para cuidar dos outros, para acolher, proteger, compreender e colocar as necessidades alheias em primeiro lugar. Desde cedo, aprendemos a ser filhas dedicadas, esposas atenciosas, mães presentes, profissionais comprometidas. Mas raramente nos ensinaram a olhar para nós mesmas com o mesmo carinho e dedicação.

Muitas vezes, nos cobramos excessivamente, ignoramos nossos limites, adiamos nossos sonhos e deixamos nossos desejos para depois. Com o tempo, vamos nos acostumando a oferecer amor para todos ao nosso redor, enquanto esquecemos de reservar um pouco desse amor para nós.

Namorar-se é justamente resgatar esse cuidado. É aprender a respeitar seus sentimentos, reconhecer suas conquistas, acolher suas vulnerabilidades e compreender que você não precisa ser perfeita para ser valiosa. É entender que seu valor não depende da aprovação de ninguém, nem de estar em um relacionamento para se sentir completa.

Talvez esse seja um dos maiores desafios que enfrentamos: perceber que também merecemos receber de nós mesmas o carinho, a compreensão e o respeito que tantas vezes oferecemos aos outros.

Celebre o amor, sim. Mas não esqueça de celebrar também a mulher que você é. A mulher que enfrenta desafios, carrega responsabilidades, supera obstáculos e, muitas vezes, continua de pé mesmo quando ninguém vê suas lutas.

Feliz Dia dos Namorados para todas as mulheres que estão aprendendo, todos os dias, a cultivar o amor mais transformador de todos: o amor-próprio. Não é fácil, mas é possível. E, acima de tudo, não há pressa. Cada mulher tem sua própria história, suas dores, seus medos e o seu tempo.

O amor-próprio não nasce de uma decisão radical tomada da noite para o dia. Ele é construído aos poucos, em pequenos passos, em escolhas diárias, em descobertas e recomeços. Que você respeite o seu processo, honre sua trajetória e siga no seu ritmo. Porque florescer também é uma questão de tempo, e cada mulher merece viver essa transformação sem cobranças, mas com muito amor e gentileza consigo mesma.

Michelle Silvestre é Assistente Social e Podóloga. Através da escrita, propõe reflexões sobre direitos femininos, saúde emocional e os desafios enfrentados pelas mulheres no cotidiano.

Bezerros Hoje 23 anos- Compromisso com a Notícia.

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O QUE O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA REPRESENTA PARA MILHARES DE MULHERES BRASILEIRAS

Quando uma mulher recebe o Bolsa Família, muita gente ainda faz a mesma pergunta: “Será que ela não quer trabalhar?” Mas quase ninguém pergunta quantas jornadas ela já enfrenta antes mesmo do amanhecer.

Existe um preconceito antigo contra mulheres pobres, principalmente aquelas que dependem de políticas públicas para garantir o básico aos seus filhos e filhas. Como se receber auxílio fosse sinal de acomodação e não, muitas vezes, resultado da desigualdade, da ausência de oportunidades e da responsabilidade quase sempre concentrada sobre os ombros femininos.

O Programa Bolsa Família não representa riqueza. Não representa conforto. Representa sobrevivência. Para muitas mulheres, especialmente mães solo e chefes de família, o benefício significa comida na mesa, permanência dos filhos e filhas na escola, acesso à saúde e um pouco mais de segurança diante das incertezas da vida. Não resolve todos os problemas, mas impede que muitos lares afundem ainda mais na pobreza.

O programa prioriza mulheres justamente porque elas são, na maioria das vezes, as responsáveis pela gestão e pelo cuidado das famílias. Ainda assim, persiste um julgamento silencioso. Há quem enxergue o benefício como privilégio, esquecendo que nenhuma mulher escolhe a vulnerabilidade como projeto de vida.

Muitas trabalham na informalidade, enfrentam dupla ou tripla jornada e seguem tentando sustentar suas famílias com dignidade.

Estudos recentes, inclusive, apontam que o Bolsa Família não afasta as mulheres do mercado de trabalho, desmontando um discurso frequentemente repetido sem conhecimento da realidade. Talvez o problema esteja justamente aí: ainda há quem enxergue a pobreza como falha moral, e não como questão social.

Antes de julgar uma mulher beneficiária do Bolsa Família, talvez seja preciso perguntar menos se ela quer trabalhar e perguntar mais quais oportunidades, apoios e direitos lhe foram negados ao longo da vida.

Michelle Silvestre é Assistente Social e Podóloga. Através da escrita, propõe reflexões sobre direitos femininos, saúde emocional e os desafios enfrentados pelas mulheres no cotidiano.

Fontes consultadas: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e pesquisas sobre proteção social e mercado de trabalho feminino.

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A LEI MARIA DA PENHA MUDOU E MUITA GENTE AINDA NÃO SABE

Durante muito tempo, muitas mulheres acreditaram que violência era apenas agressão física. Mas a verdade é que a violência também acontece através do medo, da humilhação, do controle, das ameaças e da manipulação emocional.

Com o passar dos anos, a Lei Maria da Penha passou por mudanças importantes para ampliar a proteção às mulheres e acompanhar formas de violência que antes eram silenciosamente normalizadas dentro de muitos relacionamentos.

Hoje, por exemplo, a violência psicológica é reconhecida como crime. Isso significa que atitudes como controlar roupas, impedir amizades, humilhar, perseguir, ameaçar ou manipular emocionalmente também são formas de violência contra a mulher.

Outra mudança importante foi o fortalecimento das medidas protetivas. Em alguns casos, agressores podem ser monitorados por tornozeleira eletrônica e o descumprimento das medidas passou a ter punições mais severas.

Mas talvez o que muita gente ainda não saiba é que a Lei Maria da Penha não nasceu apenas da política. Ela nasceu da luta de mulheres que se recusaram a aceitar que violência doméstica fosse tratada como “pequena causa” ou resolvida com o pagamento de uma cesta básica.

A lei foi construída a partir da mobilização de movimentos de mulheres, juristas feministas e organizações que lutavam para que a violência contra a mulher fosse finalmente reconhecida como um problema grave e estrutural.

Mesmo com tantos avanços, muitas mulheres ainda permanecem em silêncio por medo, dependência emocional, financeira ou pela falta de apoio. Por isso, informação também é proteção.

A Lei Maria da Penha não é apenas uma legislação punitiva. Ela representa a tentativa contínua de proteger mulheres que, durante décadas, tiveram o medo silenciado dentro de casa.

Mais do que conhecer a lei, é preciso fortalecer a rede de apoio, acolher, escutar sem julgamentos e ajudar mulheres a compreenderem que violência nunca deve ser normalizada. Porque proteger mulheres também é uma responsabilidade coletiva.

Michelle Silvestre é Assistente Social e Podóloga. Através da escrita, propõe reflexões sobre direitos femininos, violência de gênero, saúde emocional e os desafios enfrentados pelas mulheres na vida cotidiana.

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Olhar Feminino, por Michelle Silvestre

Elas acordam cedo, resolvem problemas, cuidam da casa, dos filhos, filhas, do trabalho, da família e ainda tentam encontrar forças para sorrir. Dizem que elas são fortes. Guerreiras. Que dão conta de tudo.
Mas ninguém pergunta como elas estão.

Vivemos em uma sociedade que romantiza o cansaço feminino. Como se fosse natural que mulheres carregassem o peso do mundo nas costas sem reclamar. E quando elas finalmente não conseguem mais suportar, são chamadas de exageradas, perturbadas ou “surtadas”.

A verdade é que muitas mulheres estão adoecendo em silêncio. Ansiedade, exaustão emocional, insônia, irritação constante, sentimento de culpa, tristeza profunda e perda da própria identidade têm feito parte da rotina feminina de forma cada vez mais comum.

Enquanto os homens ainda são, em grande parte, ensinados a dividir responsabilidades, muitas mulheres continuam sendo cobradas para dar conta de tudo: trabalho, maternidade, casa, relacionamento, filhos, aparência, cuidado e até o próprio autocuidado. Como descansar, quando até o descanso vira obrigação?

Ninguém ensinou às mulheres que viver no automático também as afasta de si mesmas. Muitas seguem apenas sobrevivendo entre cobranças, responsabilidades e a necessidade constante de provar o próprio valor.

Mães atípicas, mulheres chefes de família, trabalhadoras que enfrentam jornadas exaustivas e mulheres emocionalmente sobrecarregadas convivem diariamente com a falta de apoio, a vulnerabilidade financeira e a ausência de tempo para si mesmas. E quando uma mulher adoece, toda uma rede ao seu redor também enfraquece.

A verdade é que muitas mulheres estão sobrevivendo, não vivendo. Porque passaram tanto tempo tentando sustentar tudo e todos, que esqueceram de olhar para a própria dor.

Talvez esteja na hora de parar de perguntar por que as mulheres estão tão cansadas e começar a refletir sobre tudo o que a sociedade espera que elas suportem caladas.

E fica a reflexão: será que estamos realmente descansando ou apenas recarregando energia para conseguir sobreviver à próxima semana?

Precisamos parar de aplaudir mulheres por suportarem tudo e começar a perguntar o que podemos fazer para que elas não precisem suportar tanto.

Michelle Silvestre é Assistente Social e Podóloga. Com trajetória marcada pela atuação nas políticas públicas e no cuidado humanizado, traz reflexões sobre direitos, saúde emocional, autocuidado e os desafios enfrentados pelas mulheres no cotidiano. Todas as quintas-feiras estará aqui compartilhando experiências, informação e acolhimento através de uma escrita sensível e comprometida com o universo feminino.

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Vitrine Criativa reuniu empreendedoras do nosso município para mostrar a força profissional das mulheres bezerrenses

No último domingo (15), uma ação da Vitrine Criativa reuniu mulheres empreendedoras de Bezerros numa exposição de seus produtos realizado na Praça São Sebastião.

O encontro e exposição e vendas dos produtos foi um momento muito convidativo, agradável e significativo pela celebração do Mês das Mulheres.

A Vitrine Criativa aconteceu em um cenário convidativo e casual, local de grande circulação de pedestres e fieis que frequentam a Igreja São Sebastião, atraindo olhares curiosos e outros já clientes fiéis dos produtos comercializados na ocasião.

Uma variedade de produtos artesanais estiveram à disposição de visitação e comercialização, entre licores, compostas e doces, bolos, chapéus pintados a mão e peças em Amigurumis.

A ação da Vitrine Criativa reforça a importância e protagonismo do empreendedorismo feminino em nosso município contribuindo com a economia local.

Empreendedoras participantes:
@solangesilva.sol
@atelie.da.sol_
@veraluciaartes
@povodoce_
@komkarinhoof 

Imagens: Bezerros Pe Oficial.

Bezerros Hoje 23 anos – Compromisso com a Notícia.

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Dia Internacional da Mulher: Vozes que encoam contra a Violência

Na semana em comemoração ao Dia da Mulher, o Bezerros Hoje apresentou histórias de superação, força e empoderamento de mulheres reais que fazem a diferença em nossa cidade.

Foram relatos que revelam coragem, dedicação e propósito, destacando mulheres que, mesmo diante das dificuldades e desafios, seguem transformando suas trajetórias e impactando positivamente a comunidade. Cada história compartilhada mostra que, por trás de grandes conquistas, existem lutas, sonhos e muita determinação.

Essas são as mulheres que movem Bezerros: inspiradoras, fortes e protagonistas de suas próprias vidas. Expandimos nossas homenagens a todas as bezerrenses e, também, às mulheres do mundo inteiro. A mulher merece respeito, dignidade e o direito de viver plenamente. Em pleno 2026, ainda enfrentamos números alarmantes de feminicídio. Não basta apenas unir as mulheres para cobrar respeito: é necessário que toda a sociedade — homens, mulheres, famílias e instituições — se comprometam com essa causa. Precisamos ensinar nossas filhas, amigas, primas, sobrinhas, vizinhas, a nunca aceitar o desrespeito e nossos filhos, amigos, irmãos, parentes, a nunca praticá-lo.

Unidos, podemos combater um crime inaceitável. A mulher é o caminho da vida, e proteger sua existência é proteger o futuro da humanidade.

No Brasil, os principais canais de denúncias sobre a violência contra a mulher são: Ligue 180, a Polícia Militar pelo 190, a Polícia Civil pelo 197 ou diretamente em qualquer delegacia, especialmente nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs).

8 de Março: Dia Internacional da Mulher! Nossa homenagem é também um grito de socorro por proteção!

Imagens: Internet.

Bezerros Hoje 23 anos – Compromisso com a Notícia.

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Estética com propósito: empreendendo soluções em saúde e bem-estar para transformar a autoestima

A estética vai muito além da aparência. Para mim, ela representa cuidado, acolhimento e transformação.

Empreender na área da estética é escolher todos os dias trabalhar com propósito, cuidado e o dom de ouvir. Ajudar pessoas a se reconectarem com sua própria beleza e fortalecerem sua autoestima

Ao longo da minha jornada, percebi que cada atendimento carrega uma história. Muitas pessoas chegam buscando melhorar algo externo, mas saem levando muito mais: confiança, bem-estar e um novo olhar sobre si mesmas.

É nesse momento que entendemos que estética também é saúde emocional.

Empreender nesse segmento significa estudar constantemente, buscar soluções seguras e oferecer tratamentos que realmente façam diferença na vida das pessoas. Não se trata apenas de procedimentos, mas de proporcionar experiências de cuidado e valorização.

Meu propósito é exatamente esse: usar a estética como ferramenta de transformação. Quando alguém se olha no espelho e volta a sorrir para si mesma, entendemos que nosso trabalho cumpriu sua missão.

A estética com propósito transforma não só a aparência, mas a forma como cada pessoa se sente, se posiciona e se valoriza no mundo.

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Resiliência e Protagonismo: O Poder da Persuasão Feminina em um Mundo de Expectativas Impostas

Nós mulheres enfrentamos muitos desafios em um mundo onde as expectativas são muitas vezes impostas por outros.

No entanto, a resiliência e o protagonismo feminino têm mostrado que é possível superar obstáculos e alcançar grandes coisas. Com a capacidade de se adaptar e de liderar, as mulheres têm provado que podem fazer a diferença em diversas áreas, quebrando barreiras e inspirando outras a fazer o mesmo.



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Mulheres que correm: o poder da cura nas ruas de Bezerros

Na semana em comemoração ao dia da mulher, o Bezerros hoje apresenta, ao longo destes  dias, histórias de superação e empoderamento de mulheres reais que se destacam diante das dificuldades. Conheça as mulheres que movem Bezerros.

Ser mulher não é sinônimo de fragilidade ou inferioridade, pelo contrário, é a marca perfeita de muita coragem e determinação.

Sou Erica Izabel, uma mulher que passou por desafios difíceis de ultrapassar, mas que sempre trilhou um objetivo em meio à fé em Deus para superar.

E assim sigo meu trajeto da melhor maneira possível, hoje sou mulher, agente comunitária de saúde de Serra negra, corredora, filha, e agora conhecendo a maternidade, gestando o maior presente que Jesus poderia me enviar, mas para conseguir chegar até aqui, em primeiro lugar, meu Deus, único e absoluto que me guia em todos os passos.

Porém, junto à fé, acumulo um estímulo que ajuda a curar a alma que é a corrida de rua. Conheci essa atividade física que ajuda na cicatrização de feridas, que cura a mente, que eleva a alta estima e possibilita alcançar caminhos difíceis de ultrapassar, além é claro do suporte físico e da saúde.

Hoje a corrida de rua é uma atividade crescente em Bezerros, e o que é mais especial, é encontrar pessoas que dizem “Comecei a correr inspirado (a) em você”! Isso é gratificante! Que nossas vivências inspirem outras mulheres!

A você mulher bezerrense, tudo podemos, nada é impossível, faça valer a pena, somos capazes de ocupar todos os lugares!

Agradeço imensamente essa oportunidade de falar um pouco sobre mim, obrigada ao Bezerros Hoje!

Bezerros Hoje 23 anos- Compromisso com a Notícia.

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A Ciência do Cuidado: A Herança das Parteiras e a Rede de Apoio ao Nascimento em Bezerros

Na semana em comemoração ao Dia da Mulher, o Bezerros Hoje apresenta, ao longo destes dias, histórias de superação e empoderamento de mulheres reais que se destacam diante das dificuldades. Conheça as Mulheres que Movem Bezerros.

Meu nome é Lucidalva, mas o povo me conhece por Meirinha Parteira. São 40 anos de dedicação à saúde, sendo que quase 38 deles foram vividos no sagrado ofício de ser parteira. Não sei informar quantas vidas ajudei a trazer ao mundo; foram milhares de choros que ouvi primeiro, milhares de rostos que vi nascer, tudo pelas minhas mãos, pelas mãos de Deus e força da mãe .

Há vinte anos, o mundo era outro. Naquela época, a gente era o porto seguro: tinha médico, mas quem ajudava nos partos, auxiliava as mãe e os bebês, éramos nós.

Hoje, sinto um aperto no peito ao ver como tudo mudou. As mulheres mal engravidam e já marcam a cirurgia, esquecendo a força que têm para o parto normal. Mas eu sigo aqui, firme, porque amo o que faço.

Minha caminhada é feito de estudos,conhecimento e dedicação . Sou técnica de enfermagem, instrumentadora, tenho curso de APH pelo SAMU e até me formei em contabilidade, mas meu coração sempre bateu mais forte pela área da saúde. Sou uma das 41 ‘parteiras raizautorizadas pelo Estado de Pernambuco, um grupo que hoje quase não existe mais, mas que tem a honra de acompanhar gestantes e realizar partos em casa com autorização e respeito.

Em todos esses anos, nunca houve um único dia em que eu acordasse e reclamasse de ir trabalhar. Para mim, ser parteira não é só uma profissão, é um prazer imenso, uma missão de vida que carrego com todo orgulho do mundo.

Bezerros Hoje 23 anos- Compromisso com a Notícia.

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Mulher na política: força e sensibilidade que transformam.

Ser mulher em um universo ainda majoritariamente masculino é um desafio diário, mas também é uma missão. A gestão feminina traz firmeza, organização, escuta e cuidado — qualidades que fazem a diferença na vida das pessoas.

Sou vereadora, mãe, esposa, dona de casa e técnica de enfermagem. Dou conta de mil afazeres porque aprendi que ser mulher é ter coragem, e determinação para equilibrar responsabilidades sem perder a essência.

Neste Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, data oficializada pela Organização das Nações Unidas, reafirmo: “lugar de mulher é onde ela quiser — inclusive na política”.

Seguimos ocupando espaços e fazendo história.

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Histórias de Superação – Mulheres de Fibra

Falar da mulher bezerrense é falar de resistência que não faz alarde, mas transforma realidades todos os dias. É falar de quem constrói futuro mesmo quando o presente exige coragem.

Sou professora por amor e gestora escolar da Escola Pequenos Vencedores por propósito. Minha trajetória sempre esteve ligada à educação, porque acredito que ensinar é um dos atos mais poderosos de transformação social. Construir e manter uma escola vai muito além de administrar um espaço, é formar vidas, acolher famílias, inspirar sonhos e sustentar responsabilidades que ultrapassam os muros da sala de aula.

Ser mulher à frente de uma instituição de ensino é enfrentar desafios constantes: liderar, decidir, organizar, ouvir, orientar e, muitas vezes, ser força para muitos quando também precisamos ser cuidadas. A rotina exige firmeza, sensibilidade e uma fé inabalável no que se faz.

Nos últimos tempos, a vida me apresentou um desafio ainda maior. Um processo que não é apenas físico, mas emocional e espiritual. Há dias difíceis, há fragilidades, mas há também uma força que se renova a cada amanhecer. E mesmo em meio ao tratamento, permaneço de pé, conduzindo, orientando, acreditando. Porque quando se vive com propósito, desistir nunca é uma opção.

Aprendi que ser mulher é suportar tempestades sem deixar de ser abrigo. É continuar educando enquanto também se cura. É transformar dor em exemplo e medo em .

Ser mulher no mercado de trabalho em Bezerros é isso: é ocupar espaços com competência, é liderar com humanidade, é mostrar que fragilidade não é sinônimo de fraqueza, é parte da nossa coragem.

Que nossa história inspire outras mulheres a não recuarem diante das adversidades. Que entendam que a força feminina não está na ausência de desafios, mas na capacidade de seguir apesar deles.

Porque ser mulher é ser raiz profunda e, ao mesmo tempo, flor que insiste em florescer.

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Mulheres Bezerrenses no Mercado de Trabalho

Falar sobre as mulheres bezerrenses no mercado de trabalho é falar sobre coragem, determinação e superação diária. Somos mulheres que empreendem, que lideram, que trabalham fora, que cuidam da casa, dos filhos, da família e que, mesmo diante dos desafios, seguimos firmes, construindo histórias e abrindo caminhos.
Eu sou empreendedora e estou à frente dedois empreendimentos: o La Creperie – Crepe Francês Artesanal, meu food truck, e também atuo como certificadora, na AS certificadora Digital. Desde muito nova sempre estive envolvida no comércio, mas nos últimos anos esse envolvimento se intensificou ao assumir a responsabilidade do meu próprio negócio.


Empreender já é um grande desafio. Empreender sendo mulher é ainda mais desafiador. Conciliar vida pessoal e profissional, dividir o tempo entre trabalho, tarefas domésticas e família exige equilíbrio, força emocional e muita organização. Muitas vezes nos sentimos sobrecarregadas, questionamos se vamos dar conta, se estamos fazendo o suficiente. Mas, ao mesmo tempo, há uma realização imensa em ver um sonho tomando forma, em perceber que somos capazes, em saber que nosso esforço gera frutos não só para nós, mas também para nossa família e para a nossa cidade.


Ser mulher no mercado de trabalho em Bezerros é representar tantas outras que vieram antes de nós e abrir portas para as que ainda virão. É mostrar que lugar de mulher é onde ela quiser estar: na liderança, no comércio, na gestão, no atendimento, na inovação.
Que neste Dia da Mulher possamos reconhecer nossa força, apoiar umas às outras e continuar construindo uma Bezerros mais justa, mais igualitária e com mais oportunidades para todas.
Porque ser mulher é ser resistência, é ser sensibilidade e, acima de tudo, é ser coragem todos os dias.

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