Fogo Cruzado- por Inaldo Sampaio

Contra o novo redesenho da Ferrovia Transnordestina

O governador Paulo Câmara escreveu bom artigo ontem nesta Folha sobre o novo cronograma da Transnordestina apresentado pelo concessionário que tem a responsabilidade de concluir as obras, que se arrastam vagarosamente. Todo tipo de apoio já foi oferecido pelo governo federal a este concessionário (Transnordestina Logística S/A) e a obra não termina nunca, apesar de sua importância estratégica para a nossa região, que ficaria totalmente interligada por ferrovias, barateando o custo da produção e do seu escoamento. O governador foi direto ao assunto, sem, naturalmente, querer nenhum tipo de briga com seu colega cearense Camilo Santana, que vem de uma reeleição consagradora: 80% dos votos válidos. Câmara não acha lógico, nem justo nem racional que a ferrovia chegue primeiro ao Porto de Pecém, no Ceará, que ao Porto de Suape, em Pernambuco, apesar de o nosso estar mais perto 80 km da jazida de ferro do Piauí, de onde partirá, e com 41% de suas obras prontas em território pernambucano. Além disso, diz ele, tendo em vista o retorno de Suape ao rol dos portos sob controle estatal, não justifica que fique em plano inferior em relação a Pecém, que é um porto privado. Todos os argumentos são robustos, no entanto não se pode deixar também de considerar que falta força política a Pernambuco para resolver uma parada desse porte. E não vale alegar “discriminação política” porque o governador do Ceará é do PT e, igualmente ao nosso, votou em Haddad para presidente da República.

O paraíso das férias

Mesmo com o dólar a quase R$ 4,00, milhares de brasileiros continuam viajando aos EUA para passar férias. O ex-vereador Sérgio Magalhães, que chegou de lá no domingo, encontrou tantos patrícios, num show, em Miami, que a apresentação era feita em inglês, espanhol e português.

Na transição – Tucano de bico grosso, pertencente ao PSDB de Pernambuco, está na comissão de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro. Se vai para algum cargo técnico ainda não se sabe. O convite não partiu diretamente do presidente eleito, mas teve o aval de Paulo Guedes.

A troca – Com Priscila Krause (DEM) na liderança da oposição na Assembleia Legislativa, a bancada, mesmo menor, tende a ser mais efetiva politicamente falando. A deputada fiscaliza o governo, globalmente, a partir de dados simples: o Orçamento e o Portal da Transparência.

Tá errado – Em tempos em que volta à tona o debate sobre a independência do Banco Central para gerir a política monetária e cambial do país, vale recordar Miguel Arraes: “O presidente da República presta contas ao povo e os dirigentes do BC não prestam contas a ninguém? Tá errado!”.

Bom time – Estudioso do liberalismo, o professor da Faculdade de Direito da UFPE, Marcos Nóbrega, gostou da equipe econômica de Bolsonaro. Diz que ela tem “coerência ideológica” e craques como Mansueto Almeida e Joaquim Levy. Não conhece Roberto Campos Neto (BC), mas já leu as memórias do avô: “Lanterna na popa”.

À reeleição – Tudo está caminhando até agora para que Eriberto Medeiros (PP) seja reconduzido à presidência da Assembleia. Além de contar com a simpatia da Frente Popular, ele tem uma qualidade que agrada muito ao governador: é calmo, sereno, e dá-se bem com todos.

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Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Paulo Câmara não deve esperar ajuda de Bolsonaro para resolver problemas de Pernambuco

Governadores eleitos ou reeleitos pleiteiam uma nova reunião em Brasília com o presidente Jair Bolsonaro, antes da posse, em busca de ajuda para os seus estados. Outra perda de tempo monumental. Não se pode cobrar e muito menos esperar nada do presidente eleito, em curto prazo, porque ele sequer sabe como irá encontrar as contas públicas. A lógica e o bom senso recomendam que o ministro Paulo Guedes deve assumir primeiro o comando da economia junto que os ex “Chicago Boys”, que recrutou no mercado e na academia, para depois saber o que pode ser feito com as dívidas estaduais (só Minas deve 90 bilhões à União). Em princípio, não há solução à vista porque essas dívidas foram renegociadas no governo Dilma e continuou tudo na estaca zero. E o presidente da República, logicamente, dará prioridade ao ajuste fiscal da União, e não ao dos estados e municípios. Impressiona, todavia, o grau de amadorismo como os novos governadores tratam essa questão, entre eles João Doria (eleito em São Paulo) e Camilo Santana (reeleito no Ceará), que teriam sido os proponentes das reuniões anteriores. Salvo raras exceções, os governadores parecem perdidos, no mato sem cachorro, à caça indo por um lado e eles por outro. Oxalá Paulo Câmara não entre nessa e se dê conta rapidamente de que não deve esperar ajuda da União para resolver problemas de Pernambuco, pelo menos em curto prazo.

Dinheiro curto

Diferentemente de 2014, as promessas de campanha de Paulo Câmara em 2018 foram genéricas e isso lhe dá flexibilidade para admitir que o Estado mantém certos programas que não cabem mais no seu orçamento. Um deles é o FEM, que está em atraso há quatro quatros. Por que não extinguir logo esse programa em vez de ficar prometendo recursos que não tem de onde tirar?

O porta voz – Em conversa recente com um amigo de Pernambuco, Bolsonaro reafirmou seu propósito de governar sem porta-voz. Seria algo novo na história do país. No regime militar, todos os presidentes tiveram porta-vozes. O de Costa e Silva foi o jornalista Carlos Chagas.

Fica a PF – Diversos governadores eleitos, entre eles João Doria (SP) e Wilson Witzel (RJ), escolheram generais para a Secretaria de Segurança. Em Pernambuco, a segurança continua sob comando de um policial federal desde o governo de Jarbas Vasconcelos e deve continuar assim.

A escassez – Os futuros secretários do governo Paulo Câmara já estão cientes de que irão administrar a escassez. A prioridade não é a construção de novas obras e sim concluir as atuais. As mais urgentes são as obras hídricas, que dependem da boa vontade do governo federal.

Sem dívidas – s regras eleitorais da campanha deste ano contribuíram efetivamente para torná-las mais baratas. Até agora, é pequena a “chiadeira” de prefeitos em relação a deputados estaduais e federais com os quais celebraram acordos. No geral, todos receberam o acordado.

Discurso fácil – Sílvio Costa Filho (PRB), líder da oposição na Alepe, acha que o governo deveria extinguir secretarias e cargos comissionados, para economizar gastos, em vez de aumentar impostos. Tipo do discurso fácil. Ainda que todos os cargos comissionados fossem extintos, isso representaria uma economia de 2%.

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POSTOS DE BEZERROS REDUZEM PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS

Na última semana, a Petrobrás divulgou que a gasolina nas refinarias estava em R$ 1,5556 – contra R$ 2,2514 na segunda quinzena de setembro. No mesmo período, dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio da gasolina na bomba foi de R$ 4,696 a R$ 4,614. Isso se deve aos impostos e a margem de lucro que incidem sobre o valor.

Em Bezerros a semana termina com um reflexo de baixa nas bombas, embora ainda haja espaço para queda, pois os empresários costumam segurar mais a margem de lucro.  O preço do litro da gasolina está sendo vendido entre R$ 4,17 a R$ 4,29 nos postos da cidade. O reflexo de  baixa também atinge o litro do álcool. “Abasteci a R$  2,99 em um dos postos da BR 232”, atesta um internauta.

Para um economista, os preços nos postos devem começar a cair mais e, assim, ter impacto na inflação do ano que vem”.

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Fogo Cruzado- por Inaldo Sampaio

Magalhães propõe a implantação do voto distrital para aprimorar o nosso sistema eleitoral

Roberto Magalhães acaba de escrever um pequeno grande livro sobre o Brasil dos séculos passados e os desafios do século XXI. Deveria ser leitura obrigatória para estudantes pernambucanos que perdem várias horas por dia se comunicando pelas redes sociais. Ele releu praticamente tudo que se publicou em nosso país sobre o descobrimento, os governos gerais, a invasão holandesa, as lutas contra a escravidão negra, o primeiro e o segundo reinados, a queda da monarquia, o início da República Velha, a Revolução de 30, a agitação nos quarteis nas décadas de 50 e 60, etc. Tudo devidamente checado com fontes da induvidosa credibilidade. Já tendo chegado aos 85 após passar pelo Governo do Estado, a Prefeitura do Recife e a Câmara Federal, imaginava-se em casa, dedicado apenas à leitura, aos netos e à sua assessoria jurídica. Mas, por ser um eterno otimista em relação ao Brasil, resolveu fazer essa releitura, focando episódios gloriosos da história pernambucana como a Confederação do Equador, a Revolução Praieira, a expulsão dos holandeses e a perda da Comarca de São Francisco para o Estado da Bahia por ato ditatorial do imperador Pedro I. Leitura fácil, leve, agradável, de quem se revela, depois de tanta idade, um apaixonado pela nossa história. Ao final, para dar contemporaneidade ao seu trabalho, apresenta várias sugestões para o aprimoramento do nosso sistema eleitoral, entre elas o voto distrital misto nos moldes do modelo alemão.

Admirador do novo ministro

Sérgio Moro já tinha um fã de carteirinha em Pernambuco antes mesmo de ser convidado por Bolsonaro para o Ministério da Justiça: Roberto Magalhães. O ex-governador ficou tão feliz com o trabalho dele na Lava Jato que transcreve em seu livro as suas 42 primeiras operações dizendo que elas constituem a “mais contundente ação contra o crime organizado” no Brasil.

Fim de mundo – A escassez de verbas de custeio no Governo do Estado começa a assustar os pernambucanos. Quem se der ao trabalho de circular pelo TIP, pelo Expresso Cidadão do Cordeiro e pela sede do Sassepe em Arcoverde se surpreenderá com o estado de degradação.

O líder – Está claro que falta um líder do Nordeste para comandar o bloco de governadores que não votou em Bolsonaro. Em passado recente tivermos Marco Maciel, Roberto Magalhães, Arraes, Eduardo Campos, ACM, Tasso Jereissati e Ciro Gomes. Hoje não há ninguém.

E nós? – Após ver o DEM de ACM Neto e Mendonça Filho ser contemplado por Bolsonaro com três ministérios, o PSL de Luciano Bivar resolveu cobrar isonomia ao presidente eleito. O problema é que os quadros do partido são fracos para ocupar cargos no primeiro escalão.

A mudança – Não será fácil para Paulo Câmara montar um “governo novo” com “peças velhas”. O problema não é a configuração da máquina e a sim falta de recursos para tocá-la. O dinheiro “azul e branco” está escasso e o do governo federal ninguém sabe se virá.

A baixa – Por não ter superado a cláusula de barreira, a Rede de Marina acaba de perder para o PPS o senador que elegeu em Sergipe: delegado Alessandro Vieira. Os depois partidos já estão conversando sobre possível fusão, que tem o apoio dos pernambucanos Roberto Freire e Daniel Coelho.

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Fogo Cruzado – Por Inaldo Sampaio

Conclusão da Transposição e da Ferrovia Transnordestina seria de bom tamanho para a região

Governadores do Nordeste estão perdidos sobre como buscar um modo de convivência civilizado com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Já houve em Brasília, semana passada, uma reunião atabalhoada convocada pelo paulista João Doria, que não rendeu absolutamente nada. É justo, necessário e racional que os nordestinos apresentem uma pauta de reivindicações ao novo presidente, mas qual o conteúdo dessa pauta? Nesse primeiro momento, os governadores querem mais recursos para enfrentar suas despesas de toda ordem, incluindo a de pessoal, e isso a União não pode oferecer. Além disso, o futuro presidente deseja imprimir ao país uma economia mais liberal, contrastando com a linha que nos foi imposta até agora pelos dois governos de FHC, os dois de Lula e os dois de Temer, incluindo a interinidade de Michel Temer. E não se muda uma linha de política econômica do dia para a noite. Bolsonaro pretende imprimir esse pensamento ao seu governo sob orientação do economista Paulo Guedes, que nunca trabalhou no setor público e de cuja capacidade para carregar esse fardo muitos duvidam e o fato de ter perdido a eleição em todos os estados nordestinos não deve ser motivo de intimidação para os governadores. No entanto, os pedidos têm que ser feitos com lógica e moderação. Para o ano de 2019, por exemplo, estaria de bom tamanho a conclusão das obras de transposição do São Francisco e da Ferrovia Transnordestina, que são estratégicas para a região. O governo vai precisar de tempo para organizar-se ao modelo prometido na eleição e isso obviamente demandará tempo

No comando do TCU

Pela 1ª vez, em sua história, o TCU terá, simultaneamente, o presidente e o vice de Pernambuco: José Múcio e Ana Arraes, respectivamente. A posse será dia 11/12 e contará com a presença do presidente do TCE-PE Marcos Loreto. Especula-se que após sair da vice-presidência, em 2020, a filha de Miguel Arraes poderia retornar à política, mas ele não fala sobre isto.

Nó de todos – Pode parecer mentira mas não é. São Paulo, mais rico Estado da Federação, tem 266 municípios sem delegado de polícia. Pernambuco tem algumas dezenas sem uma autoridade policial, mas nada que se compare ao Estado que possui 40% do PIB nacional.

O homem – Bolsonaro apressou-se a esclarecer que a escolha do 3º deputado federal do DEM para o seu ministério – Luiz Henrique Mandetta, do MS – não teve nada a vez com o partido e sim com a formação técnica do indicado.  Aguarda-se que um político provinciano do Centro-Oeste mostre pelo menos 20% da competência técnica que Serra mostrou no governo FHC.

O atraso – Muitas prefeituras de Pernambuco estão observando chegar dezembro com duas e até três folhas em atraso e sem perspectiva de pagar o 13º aos seus servidores. Esta foi, aliás, a causa da queda de votação de muitos deputados no interior: o apoio de prefeitos desgastados.

O protagonismo – O PT apressa-se a avaliar o resultado da eleição presidencial – como fez ontem no Recife – para não perder o espaço da oposição ao governo Bolsonaro. Outros partidos de esquerda desejam caminhar longe dos petistas, a exemplo do PSB, o PDT e do PCdoB.

Boa vizinhança – O Partido Comunista Chinês convidou oficialmente o PSL, partido que tem como presidente o deputado Luciano Bivar (PE), para uma visita a Pequim. No governo Collor de Mello, o maior entusiasta dessa relação era o então senador pernambucano Ney Maranhão.

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Fogo Cruzado – Por Inaldo Sampaio

Major Ferreira insere nome de Pedro Jorge na lista de mártires

Foi sepultado ontem no Recife o corpo do ex-major José Ferreira dos Anjos, protagonista de um crime que abalou o país no dia 3 de março de 1982 (3 de março foi também o dia do assassinato, só que em 1945, do líder estudantil Demócrito de Souza Filho, que lutava contra a ditadura do Estado Novo). Ferreira, tido como corajoso e exímio atirador, teria prestado à ditadura militar os serviços mais sujos. E pagou caro por sua ousadia ao transformar-e no autor intelectual da morte do primeiro procurador da República assassinado no exercício de suas funções: o alagoano Pedro Jorge de Lima e Silva, então com 35 anos de idade. De formação católica, o procurador investigava um escândalo na agência do Banco do Brasil, em Floresta, onde o major era pessoa influente, da qual se tirava dinheiro para plantar mandioca e nada se plantava. Porém, apesar de sua reconhecida valentia, o major não praticou o crime com as próprias mãos. Contratou um pistoleiro para fazê-lo, pelo que também pagou caro porque todos foram condenados a mais de 30 anos de prisão. Em decorrência da condenação, teve a patente cassada pelo então governador Roberto Magalhães, porém 40 dias após a prisão, com a ajuda de colegas da própria PM, fugiu do Batalhão de Cavalaria Dias Cardoso e foi viver escondido nos cafundós da Bahia até ser recapturado em 1996. Isso pode parecer banal, mas não é: o crime nem compensa para ocultar investigações nem tampouco para enriquecimento ilícito. Que o digam Joesley, Lula, Palocci, Maluf, Eduardo Cunha e outros ex-bacanas que estão na prisão. Sem os crimes de que são acusados, poderiam estar esperando de outra forma a chegada do governo Bolsonaro.

Pernambuco desertificado

Até quem nasceu no Sertão fica assustado com a desertificação de Pernambuco nas regiões Agreste e Sertão. Nelas, em se plantando nada se colhe, por absoluta falta d’água até para matar a sede dos animais. Daí a obra mais importante de Pernambuco, na atualidade, ser a conclusão da Adutora do Agreste, que se arrasta a passo de cágado desde a gestão da Dilma Rousseff.

E depois? – Para fazer média com a CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Temer assinou decreto criando um comitê para fazer um “acerto de contas” entre as prefeituras e o INSS. Pura perda de tempo, pois sem o aval de Paulo Guedes esse comitê não servirá de nada.

Pra frente! – O Congresso tem que tirar de pauta, com urgência, todo tipo de projeto que envolva “caixa dois” para o Brasil poder caminhar. Ficar discutindo quem recebeu ou não “dinheiro não contabilizado” para suas campanhas eleitorais, 10 anos depois, é idiotice.

Algo mais – Sérgio Moro vai priorizar no Ministério da Justiça o “combate à corrupção” na linha dos procuradores da Lava Jato, mas isso não pode ser programa de governo. No máximo, complemento. Corrupção sempre existiu, e existirá, apesar do desejo do MPF de exterminá-la.

A inversão – Dói saber que o governo estadual insiste na construção de 4 novos hospitais no interior, apesar da deficiência dos atuais A prioridade deveria ser assistir aos pacientes que precisam de hemodiálise e o reabastecimento da farmácia básica do Estado. O resto pode esperar.

Em bloco – Antes de marcar seu primeiro encontro com Bolsonaro, a bancada nordestina de governadores fará uma reunião preliminar para combinar a pauta. O pastor e amigo presidente, Silas Malafaia, diz que ele trará tecnologia israelense para acabar com a seca e dizimar o PT na região.      

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Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Governador eleito de Minas promete não nomear nenhum deputado para o seu secretariado

Romeu Zema, governador eleito de Minas Gerais, empresário do ramo varejista com mais de uma centena de lojas em seu Estado, foi a grande novidade política no Brasil no segundo turno da eleição. Deixou para trás o governador Fernando Pimentel, que nem ao segundo turno foi, e o senador Antonio Anastasia, que já tinha passado pelo Palácio da Liberdade como sucessor de Aécio Neves. Zema também surpreeendeu os brasileiros ao declarar, ainda na noite do primeiro turno, que não convidaria nenhum deputado estadual ou federal para a sua equipe. Formaria um governo exclusivamente com técnicos para sepultar no segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 850 municípios e uma tradição de alternância de poder que teve início no Estado Novo, a prática do “toma lá dá cá”. Zema é um jovem empreendedor que se elegeu por um partido (NOVO) que não tem sequer um único representante na Assembleia Legislativa. Embalou-o a força arrebatadora do bolsonarismo, que na reta final de campanha mandou Pimentel ir para a casa e não quis a volta ao governo de alguém ligado a Aécio Neves, cujo desgaste político dispensa comentários. É preciso, pois, dar um crédito de confiança às suas promessas, mesmo sabendo que elas estão mais para não serem cumpridas do que o contrário.

A montagem do time

De volta das férias, Paulo Câmara vai tirar os próximos 10 dias para montar seu novo time. Mudanças bruscas não haverá. O novo time será “político” assim como é o atual. Será aberto espaço no 1º escalão para o PT e o PCdoB terá seus espaços ampliados. A dúvida é saber se o PP de Eduardo da Fonte e o PSD de André de Paula continuarão com os espaços que têm hoje.

A exceção – Até agora, o único nordestino na equipe econômica de Bolsonaro é Mansueto Almeida, cearense formado pela UFCE. Ele continuará na Secretaria do Tesouro. Aliás, sob a batuta de Paulo Guedes, só os “chiques” com doutorado em Chicago terão vez na economia.

A volta – Após 8 anos afastado da Câmara Municipal do Recife, o ex-vereador João Arraes (PSB) estará de volta àquela Casa na próxima 5ª (22), às 16h, para assistir à entrega da medalha José Mariano, projeto de sua autoria, ao corregedor Fernando Cerqueira (Tribunal de Justiça).

A sucessão – Luciano Bivar vai reunir-se amanhã com os 4 senadores e os 52 novos deputados do PSL, partido que voltou ao seu comando, para falar sobre a sucessão na Câmara e no Senado. Ele tem interesse na vaga de Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas Bolsonaro quer que seja outro.

A captura – Em sua última conversa com Sérgio Moro para tratar da transição, o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) deu-lhe uma notícia preocupante. Todos os presídios do Brasil estão sob controle de facções criminosas (70) e quem entra lá tem que fazer parte de uma delas.

A mudança – Caso se confirme sua eleição para presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo terá que iniciar por Pernambuco o seu trabalho de reconstrução. Aqui o partido elegeu apenas um deputado estadual. Se a mudança de fato acontecer, é sinal de que seus fundadores (FHC, Serra, Aloysio Nunes, Alberto Goldman, etc.) não têm mais interesse no partido.

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Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Bolsonaro está conseguindo montar o ministério sem recorrer ao toma lá dá cá

Sempre se diz que o Brasil há excesso de partidos e que isso dificulta a governabilidade. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai começar a provar desse veneno. Prometeu na campanha que não faria concessões aos partidos fisiológicos, escolhendo ministros na base do “toma lá dá cá”, mas ainda é cedo para se saber que a promessa será ou não cumprida. Não por sua própria vontade e sim pela realidade que impera no Congresso, à exceção da época do presidente Itamar Franco, que conseguiu montar uma maioria sem recorrer a esse tipo de expediente. A formação de maioria no Congresso poderia ser feita com mais simplicidade e racionalidade se tivéssemos menos partidos representados naquela Casa. Mas a partir de fevereiro serão 30. Tudo bem que a oposição a Bolsonaro deverá juntar num bloco de 150 parlamentares. Mas é preciso organizar também os outros 350 e isso dificilmente se fará sem cargos e emendas parlamentares. O Brasil tentou enfrentar isto em 2007 pela aprovação de uma correta cláusula de barreira – é livre a criação de partidos, mas a representação no Congresso dependeria de votos mínims obtidos em pelo menos 1/3 dos estados, etc. No entanto, o Supremo Tribunal Federal considerou essa exigência inconstitucional, deixando o país na mesma zorra em que se encontrava antes. Sob o argumento de que a cláusula de barreira provocaria o “massacre das minorias”, não se levou em conta que sua não exigência provocaria o “massacre das maiorias”, que penam para dar uma básica sólida de sustentação ao futuro presidente da República. Bolsonaro fez escolhas boas para o ministério sem recorrer a esse tipo de troca, mas vamos ver lhe isso lhe dará a almejada governabilidade.

Um tsunami anunciado

O ministro Raul Jungmann, que já foi vereador no Recife pelo PPS, prevê um “tsunami” na Câmara Municipal nas eleições do próximo ano. É que os partidos hoje lá representados só terão direito a fundo partidário e a tempo de TV se tiverem recebido ao menos 1,5% dos votos válidos nas eleições de 2018 para a Câmara Federal, distribuídos em pelo menos 1/3 dos Estados.

Pra onde? – Com apenas 33 cadeiras na Câmara Federal a partir de fevereiro, o MDB nunca esteve tão franco num início de governo como agora. Seu único representante de Pernambuco, Raul Henry, quer o partido na oposição a Bolsonaro, mas a bancada ainda não firmou posição.

Muita luta – Caso seja confirmado para substituir Geraldo Alckmin na presidência nacional do PSDB, Bruno Araújo terá um trabalho duro pela frente, que tem que começar por Pernambuco onde o desempenho do partido foi um fiasco. Não elegeu nenhum deputado federal. E, no Brasil, apenas 29.

A influência – Sob o comando da dupla Ciro Nogueira (PI) e Eduardo da Fonte (PE), o PP teve muita força nos governos de Lula, Dilma e Temer, mas no de Bolsonaro não será assim. O partido elegeu apenas 37 deputados federais e até em Pernambuco deverá perder espaços no governo Paulo Câmara.

Fica ele – Eriberto Medeiros (PP) está construindo as condições políticas para permanecer na presidência da Alepe. Dá-se bem com todo mundo e o jeito com que conduz a Casa, literalmente na base do diálogo, agrada bastante o governador Paulo Câmara e seus seguidores.

Risco fiscal – A Lei de Responsabilidade está em perigo e quem a colocou foram os estados ricos como RS, RS e MG. Ou alguém esquece que Aécio Neves, quando governador de Minas, entregou uma secretaria a cada um dos partidos que o apoiavam (14) e foi morar no RJ. A farra foi completa.

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Fogo Cruzado- Por Inaldo Sampaio

Como disse o presidente Michel Temer na véspera do feriado de 15 de novembro, o processo eleitoral passou a cabe agora aos brasileiros de boa vontade torcerem para que o presidente eleito Jair Bolsonaro acerte o passo. A maioria dos brasileiros o escolheu sabendo exatamente quem ela era. Um ex-militar de convicções democráticas pouco consistentes, defensor da prática de tortura, saudosista do golpe militar de 64 e a favor da revogação do Estatuto do Desarmamento para que o cidadão possa ter uma arma em casa para sua defesa pessoal. Sendo assim, resta-nos curvar-nos à vontade da maioria, torcer para que o governo dê certo (afinal, estamos todos no mesmo barco) e fiscalizá-lo democraticamente e sem nenhum tipo de preconceito. Até agora, apesar de ter dito muitas bobagens sobre a nossa política externa, Bolsonaro fez coisas positivas. À exceção talvez de Paulo Guedes, está acertando o passo na escolha dos membros da equipe econômica. Além disso, convidou uma ruralista para o Ministério da Agricultura, um astronauta formado no ITA para Ciência e Tecnologia, um político para a Casa Civil e um juiz federal para o Ministério da Justiça. Seu maior gol de placa, contudo, seria Viviane Senna aceitar o convite para o Ministério da Educação não por ser irmã de Ayrton Senna e sim pelo notável trabalho que faz nessa área desde a morte trágica do irmão.

O toma lá dá cá ainda resiste

Pelas contas dos seus assessores, Bolsonaro iniciará em governo em 1º de janeiro com apoio de 350 deputados federais e 55 senadores. Ele teria conseguido formar essa maioria sem o “toma lá dá cá”, cumprindo uma de suas promessas de campanha. Resta ainda saber se o “centrão” dará apoio eterno ao governo sem nada receber troca.

A desfiliação – O profissional de educação física Lúcio Beltrão, eleito recentemente conselheiro efetivo do Conselho Regional de Educação Física da 12ª região/Pernambuco, pediu desfiliação ao PSDB para ficar longe da política partidária.

Homenagem – Natural do Crato (CE), o engenheiro Carlos Augusto Costa (PV) vai receber o título de cidadão recifense próximo dia 19, às 18h, no plenário da Câmara Municipal, por proposição do vereador Romero Albuquerque. Ele se formou em Engenharia Eletrônica no RJ e 1986 e veio para o Recife trabalhar na Chesf.

Distribuição – A Conab vai distribuirá 55 mil cestas básicas a famílias indígenas e quilombolas de Pernambuco até janeiro do próximo ano. No total, mais de 1.200 toneladas de alimentos serão doadas, beneficiando aproximadamente 25 mil famílias.

Avanço aéreo – A companhia Air Europa anunciou ontem na Espanha que lançará dois novos voos semanais de Fortaleza para Madrid. O governador reeleito Camilo Santana (PT), que está de férias na Europa, prestigiou o anúncios dos novos voos.

Demissão 1 – Futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro pediu demissão ontem do cargo de juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba. A demissão foi assinada pelo desembargador Thompson Flores, presidente do TRF da 4ª Região (Porto Alegre).

Demissão 2 – “Destaco meu orgulho pessoal de ter exercido durante 22 anos o cargo de juiz federal e de ter integrado os quadros da Justiça Federal brasileira, verdadeira instituição republicana”, diz em sua carta o ex-juiz, que a partir de 2021 estará no STF.

Sonho vive – O deputado eleito Luciano Bivar (PSL) voltará a conversar com Jair Bolsonaro sobre a mesa diretora da Câmara Federal. Ele acha que tem amplas condições de se eleger, embora o presidente eleito tenha inclinação pela reeleição de Rodrigo Maia.

Novos amigos – Impressiona a quantidade de “novos amigos” que Bolsonaro arranjou depois de eleito. Na Câmara Federal, não tinha mais que dois amigos: os deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Alberto Fraga (DEM-DF). Com o resto nunca trocou sequer um aperto de mão.

Agora é a minha – Do prefeito de Itapetim, Adelmo Moura (PSB), assim que se confirmou a reeleição do governador Paulo Câmara no dia 7 do mês passado. “Bem, a eleição do governador está resolvida e agora vou cuidar da minha”. E saiu imediatamente para uma reunião na zona rural para conversar sobre 2020.

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Fogo Cruzado – por Inaldo Sampaio

Jungmann deverá sair do Governo Temer sem esclarecer a morte de Marielle Franco

Prestes a deixar o governo Michel Temer, o ministro Raul Jungmann já teve a primeira conversa com o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, para acertar detalhes da transição. Jungmann informou ao ex-juiz da Lava Jato que o atual governo deixará para o próximo um legado importante na área de segurança, a exemplo de uma política para o setor e recursos garantidos da Loteria Esportiva. Ele teve o cuidado de pesquisar como a União tratou a questão da segurança em nossas Constituições e concluiu que em todas elas (da de 1824 à de 1988) jogou-se essa responsabilidade para as costas dos estados, que não têm condições de arcar sozinhos com esse peso. O atual ministro é admirador confesso de Sérgio Moro, que julgou os processos da Lava Jato até recentemente, mas tem dúvidas sobre se a junção da Pasta da Segurança Pública com a da Justiça será um bom negócio para o país. Ele gostaria que não houvesse essa fusão porque as atribuições da nova pasta ficarão muito amplas, com receio de que o novo ministro não consiga desincumbir-se bem de suas múltiplas responsabilidades. Porém, a decisão já foi tomada pelo presidente eleito e não há mais nada a lamentar. Jungmann sairá do governo convencido de que fez tudo que esteve ao seu alcance para que o Brasil tivesse uma política de segurança, mas algo que não conseguiu fazer o frustra bastante: esclarecer o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, mais por conta do Ministério Público, diz ele, que nunca quis a presença da Polícia Federal no caso, do que da pasta ora seu comando.

Pobre explicação

A vice-governadora eleita Luciana Santos (PCdoB) tinha todo o direito de não participar da reunião dos novos governadores com Bolsonaro, anteontem, no DF, substituindo Paulo Câmara, que estava no exterior, mas a justificativa para a ausência foi pífia. Alegou que a reunião teria “conotação política” como se fosse possível tirar a “política” de uma reunião desse porte.

Despedida – Morreu ontem em Caruaru o jornalista Antônio Miranda. ex-colaborador dos jornais “Vanguarda” e “Diário de Pernambuco”. Em nota, a prefeita Raquel Lyra (PSDB) afirmou que a imprensa pernambucana acaba de perder um dos seus grandes colaboradores.

O sangue – Roberto Campos Neto, futuro presidente do Banco Central, não será um “estranho no ninho” no governo Bolsonaro como foi o avô famoso, diplomata e ex-senador pelo MT, no início da Nova República. Roberto Campos era um genuíno liberal e o neto pensa como ele.

Carnificina – Pelas contas do professor José Maria Nóbrega (UFPB), houve em Pernambuco mais de 20 mil assassinatos entre 2013 e 2107, o que equivalente às populações de Tuparetama e Brejinho. Por isso, diz, não há motivo para comemorar e queda de crimes ocorrida no Estado em outubro deste ano.

Investigação – O Ministério Público e o TCE já estão investigando o suposto desvio de recursos do Fundef (R$ 8 milhões) na prefeitura de Catende. O dinheiro entrou nos cofres da prefeitura por um precatório e não se sabe ainda o destino dele. O vice-prefeito Fausto da Farmácia já foi avisado por seus advogados de que deverá substituir o atual Josibias Cavalcanti (PDT).

Calma, doutor! – Acostumado a tratar com desdém o juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula foi surpreendido pela dureza da juíza Carolina Hardht na 1ª audiência do processo sobre o sítio de Atibaia. Quando ela o advertiu que baixasse o tom, sob pena de dar-se mal, Lula calou.

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FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

José Paulo Cavalcanti Filho foi secretário geral do Ministério da Justiça no governo Sarney

O advogado José Paulo Cavalcanti Filho foi proibido de estudar Direito em Pernambuco durante a ditadura militar devido às atividades políticas que exercia como líder estudantil. Nem por isso deu o braço a torcer aos golpistas. Foi estudar em Harvard, mas voltou a tempo de concluir o curso no Recife. Aos 35 anos, já advogado famoso, foi convidado pelo então futuro ministro da Justiça, Fernando Lyra, para ser o secretário-geral da pasta, que teria entre suas atribuições sepultar o “entulho autoritário”. Quis o destino, contou o advogado ao programa “Roda Vida Pernambuco”, na última terça-feira, que o desfile de 7 de setembro de 1985, em Brasília, ao lado do então presidente José Sarney e de outras autoridades, tenha lhe dado a chance de acertar as contas que tinha com os militares. Convenceu-se de que o Brasil retornara à democracia e de que os “anos de chumbo” eram coisa do passado. Tempos depois foi nomeado por Dilma Rousseff para a Comissão Nacional da Memória e da Verdade, cuja finalidade era apurar os casos de violação aos direitos humanos durante o regime de exceção. Aos colegas da Comissão disse ter a impressão de que ela investigaria a “guerra suja” dos dois lados, ou seja, quem torturou e quem foi torturado. Mas depois se convenceu de que a história dos vencedores já tinha sido contada porque a versão deles jamais foi submetida a qualquer tipo de censura. Era preciso contar agora a história dos vencidos, e isto a Comissão fez com equilíbrio e isenção, garante. Por isso não liga para versões de aliados de Bolsonaro de que a Comissão foi muito mais “da mentira” do que “da verdade”. Afirma que no regime democrático cada um tem o direito constitucional de expressar o que pensa, embora reconheça também que deve ter perdido alguns amigos por não ter votado no PT nas últimas eleições. No entanto, inclui também nesta contabilidade a decepção que teve com o partido, após votar nele várias vezes, por ter-se transformado num antro de corrupção. E vai tocando a vida alegre e feliz, como “quase biógrafo” do poeta português Fernando Pessoa.

Ligação com o Sudeste

Apesar de o Aeroporto Internacional dos Guararapes ter entrado na lista dos que poderão ser privatizados, isso não está tendo interferência na expansão de sua malha viária. A partir de fevereiro do próximo ano, a capital pernambucana terá vôo direto para Vitória (ES), interligando-se com todas as capitas da região Sudeste. A rota será operada pela Azul.

Recurso – O Ministério Público Federal decidiu recorrer ao STJ contra decisão do TRF da 5ª Região de liberar a construção de imóveis na área do Cais José Estelita. A área é, sabidamente, uma das mais degradadas do Recife, mas, segundo o MPF, falta ainda a licença do IPHAN.

O adeus – Por meio de nota, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), lamentou ontem a morte do empresário Ivan Nunes, que tinha negócios em Agrestina e outros municípios da região. O empresário era pai do atual prefeito de Agrestina, Thiago Nunes, filiado ao MDB.

Também quero – Serviu de nada a reunião de governadores eleitos em Brasília, ontem, com o presidente eleito Jair Bolsonaro, para discutir a crise fiscal dos estados. Bolsonaro resumiu em poucas palavras o significado da reunião: “Se eles querem dinheiro, eu quero também”.

Menos médicos – O fim do programa “Mais médicos”, pelo menos com profissionais cubanos, terá implicações na assistência básica em dezenas de municípios pernambucanos. Em vários deles há médicos cubanos que não custam nada às prefeituras, salvo hospedagem e alimentação.

Crise ética – Catende está sem sorte com seus prefeitos. O anterior, Otacílio Cordeiro (PSB), foi afastado do cargo por corrupção. E contra o atual, Josibias Cavalcanti (PDT), que é promotor aposentado, pesa a acusação de não ter prestado contas de R$ 8.120.471,60 que recebeu adicionalmente do Fundef. O prefeito tem 90 anos e não estaria mais dando as cartas na prefeitura. O vice Fausto da Farmácia está na expectativa de assumir.

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