Resultado mostra que apoio cresceu em relação ao tema, já que, em uma sondagem de dezembro de 2024, 64% disseram ser a favor da redução da jornada de trabalho.

De acordo com a análise, 71% dos entrevistados defendem que o número máximo de dias de trabalho semanais no Brasil deveria ser reduzido, enquanto 27% afirmam que não deveria. Apenas 3% não responderam.
O número mostra que o apoio à redução da jornada de trabalho cresceu em comparação ao resultado de uma pesquisa realizada entre 12 e 13 de dezembro de 2024, quando 64% disseram ser favoráveis ao fim da escala nesses moldes, enquanto 33% disseram ser contra.
O Datafolha fez as perguntas entre os dias 3 e 5 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O fim da escala 6×1 defende uma redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário. A nova escala seria de cinco dias de trabalho e dois de descanso, o que vem sendo chamado de escala 5×2.
O tema é tido como prioridade pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua potencial popularidade social, especialmente em um ano eleitoral. Em seu pronunciamento do Dia das Mulheres, Lula afirmou que a redução da jornada de trabalho pode ajudar principalmente as mulheres trabalhadoras, que muitas vezes acumulam a jornada profissional com tarefas domésticas.
O debate ganhou força após declarações públicas favoráveis de ministros, como o chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
A Câmara dos Deputados realizou, na última terça-feira (10), uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para discutir propostas de alteração do modelo da jornada de trabalho. A aprovação da matéria no colegiado é o primeiro passo para que o tema avance no Legislativo.
Reprodução: O Globo
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