“…olho para minha estante, vejo – com certo orgulho -, o meu longo caminhar em defesa da cultura bezerrense”

Um momento de reflexão, justamente quando a noite cai lentamente, com uma pequena mostra de chuvisco, a brisa amenizando o calor, olho para minha estante, vejo – com certo orgulho -, o meu longo caminhar em defesa da cultura bezerrense, mesmo sabendo de uma minoria que não dá valor a literatura, mas sem influenciar o meu modesto trabalho.Na esquerda, “NA PRAÇA DA MATRIZ”, resultado das minhas crônicas na Divulgadora de Anúncios Bandeirante, com José Soares e José Jordão, anos diversos, com edição do livro em 1981, com prefácio do mestre Ernani Souto Andrade;; No centro, o livro “ESTRO”, poesias sem poeta, 1987, tendo o luxo do prefácio com o poeta Rafael dos Santos Barros; Na direita, o livro “ALTER EGO”, 1996,com orgulho, mais uma vez com prefácio do Mestre Ernani Souto Andrade. Com coragem penetrei no mundo obscuro da historiograia municipalista, pesquisas e mais pesquisas, que tiveram início em 1954, e hoje chego ao ponto final com a conclusão de nossa tarefa, BEZERROS, SEUS FATOS E SUA GENTE, Volumes, I, II e III.Toda documentação relacionada a Bezerros foram consultadas, Arquivo da Prefeitura do município dos Bezerros,Arquivo Público de Pernambuco – Recife, Arquivo do Judiciário de Pernambuco, e outros enumerados nos livros publicados.

Por Ronaldo Souto Maior

Professor e historiador

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Há sete anos garantíamos o réveillon de Bezerros

O réveillon de 2012 foi garantido em Bezerros graças a uma parceria do Bezerros Hoje, Máxima Comunicação e Tok Designer. Naquele ano, a ex-prefeita Bete, derrotada nas eleições para o atual prefeito, não realizou o evento na cidade. A parceria do Bezerros Hoje garantiu a apresentação de shows na noite do dia 31 e também uma pequena queima de fogos para marcar a passagem de ano. O que seria um grande fato triste transformou-se em um ato de solidariedade e satisfação permitindo  a continuidade da tradição que, infelizmente, vem decaindo ano após ano. “Quem esteve no centro da cidade viu uma simples mas bonita queima de fogos e  muita gente foi ao centro da cidade assistir aos shows e se confraternizar com amigos”, lembra Flávio Melo diretor do site.

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SEMPRE HÁ UMA EXPECTATIVA QUANTO A ILUMINAÇÃO DE FINAL DE ANO DA IGREJA MATRIZ

A tradição das festividades de final de ano já não é mais como em décadas passadas, mesmo assim sempre há uma expectativa quanto a iluminação de final de ano da Matriz de São José. Homens já estão nos trabalhos para deixar um dos mais belos patrimônios do estado devidamente iluminado para a época tão especial, que  é o Natal e ano novo. O registro é do Sérgio Leão.

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EREM Cônego Alexandre Cavalcanti, um marco na educação bezerrense

Na história da educação de Bezerros, está obrigatoriamente inserido o nome da Escola de Referência no Ensino Médio Cônego Alexandre Cavalcanti, um educandário formador de cidadania, por onde já passaram centenas de grandes vultos da nossa história, e até hoje continua sendo uma referência para os discentes que dão seus passos para o futuro. Atualmente a EREM Cônego Alexandre Cavalcanti, é dirigida pela educadora Lucinda Torres e conta com 23 salas, sendo 12 salas de aulas e outras 09, onde estão distribuídos os departamentos da escola: salas de gestão, coordenação, professores, secretaria, grêmio, banda marcial (BAMCAC), cozinha, informática, biblioteca e ainda um auditório, quadra  esportiva,  um refeitório e uma pequena gruta, onde é possível  se fazer orações. Em seu amplo espaço físico ainda está visivelmente preservada uma arborização cinquentenária, que torna o ambiente bem mais aconchegante e belo.

Há dois anos a escola passou a ter aulas em regime integral, que conta com 150 alunos dos 1º e 2º anos do ensino fundamental, e mais 304 nos 3º, 8º e 9º anos do ensino fundamental regular, num total de 454 alunos, nos turnos da manhã e tarde; existem ainda dois educadores para 08 alunos portadores de necessidades especiais, inclusive com aulas em Libras, para deficientes auditivos. O corpo docente dispõe de 24 professores, sendo que 17 deles estão em regime de regência.  No âmbito dos esportes a escola está sempre conquistando troféus e medalhas em jogos escolares e recentemente o aluno José Josivaldo Mendes, do 2º ano B, integral, foi selecionado pelo intercâmbio Programa Ganhe o Mundo; a Banda Marcial Cônego Alexandre Cavalcanti (BAMCAC) tem sido destaque nos desfiles cívicos enquanto a
Semana da Química e da Matemática foi instituída e já teve alguns de seus trabalhos expostos na Conferência Estadual de Educação.

Este educandário foi incialmente denominado de Grupo Escolar Cônego Alexandre Cavalcanti, uma homenagem ao sacerdote que foi pároco por um longo período em Bezerros, e foi construído na gestão do então Prefeito, Romeu de Góes, que a edificou com muito esforço durante a vigência do seu mandato, e a sua esposa Carmem de Góes foi à primeira diretora, permanecendo por 25 anos a frente da gestão. O hino da escola foi feito por alunos do 2º ano do ensino médio em 2005, a partir de versos construídos pela então diretora Maria Aparecida Aleixo (Cida) e em sua gestão também foi escrito um livro contando a história do educandário. Em seu calendário estão fixadas participações em eventos cívicos, passeata da fraternidade, passeata natalina, jogos escolares, movimentos estudantis e ainda há a disponibilização do seu espaço para reuniões do Grupo de Apoio aos Alcoólicos  Anônimos; por algum tempo  também em seu espaço funcionou o Colégio Desembargador Felismino Guedes (Municipal). A participação e o apoio a instituições preocupadas com o saber, caráter pedagógico, ético e solidário rendeu honrarias como: Selo Escola Solidária e Certificado Escola Solidária, pela realização do Projeto Agasalhar, em 2005, ainda como Escola Estadual Cônego Alexandre Cavalcanti (EECAC).

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Museu Maria Dulce Gomes da Silva. Uma viagem na nossa história

Localizado na Estação da Cultura, na cidade de Bezerros-PE, o Museu Maria Dulce Gomes da Silva, é uma atração imperdível para os visitantes e os próprios moradores da cidade, onde se encontram expostas mais de mil peças, que retratam parte da nossa história. Logo na entrada do museu um sax do músico bezerrense, Aurino Derinalvo, o Aurino do Sax. Ao lado uma homenagem ao rei do baião, Luiz Gonzaga, com fotos, sanfona, LP vinil, vitrolinha, biografia e uma talha do artesão Venceslau.  Também  na entrada, cadeiras que fizeram parte do Cine Alvorada na década de 60 e fotos de alguns prefeitos bezerrenses; seguindo a viagem pelo recinto, podemos ver escrivaninhas, cristaleiras, pratarias, mobiliários e vestuários de membros da sociedade local, em mais de 100 anos de história.

Fundado em 21 de junho de 1992, o museu inicialmente recebeu o nome de Museu da Cidade, mas em 2006, por inciativa do artista plástico Robeval Lima, passou a se chamar Maria Dulce, uma professora bezerrense que foi homenageada ainda em vida; já recebeu mais de 100 mil visitantes, em seus 26 anos, de acordo com livros de visitas que apresentam nomes de grandes bezerrenses, como Lucas Cardoso, prefeito e fundador do espaço e Glória Cardoso, primeira dama a época.  Livros de Ronaldo Souto Maior, historiador, e parte da biblioteca da professora Maia Dulce também fazem parte do ambiente. Máquina de fazer rolete de cana, moinho de milho, birro de fazer renda e corrimboques são peças bem interessantes, pois há muito estão desaparecidas;  num dos espaços mais visitados estão a batina e o chapéu do Monsenhor José Florentino de Oliveira, pároco por muitos anos da Matriz de São José dos Bezerros.

Outros espaços que chamam atenção são os da Rede Ferroviária Federal (REFFESA), com telegrafo, telefone de manivela, urna, farol, bilheteria e carimbador ou o local onde ficam as primeiras tvs, radiolas e rádios do povo bezerrense, inclusive a primeira TV, doada ao museu pela família Neri, tradicional na década de 60.  Utensílios como ferros de passar a brasa, selas para montar, placa da Ponte do Comércio, peças rurais, máquinas de cortar cabelos e até palmatórias, objetos utilizados para punição de alunos desobedientes. Uma máquina de datilografia da escola do professor Antônio Sabino, uma bolsa do advogado Lucas Soares Cardoso, um missário escrito em latim, do Monsenhor Florentino e muitas outras peças relíquias que foram doadas pela população engradecem o Museu Maria Dulce Gomes da Silva.

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Hino de Bezerros – 148 anos de emancipação política

Salve terra querida e altaneira
Que se ergue através do passado
Salve solo onde feliz nasci
Oh! Bezerros meu berço sagrado

Nas margens do rio Ipojuca
Estás em teu berço a cismar
Num futuro de pleno progresso
Tanto quanto se possa almejar
Desfraldando a tua bandeira
Conclamamos teu povo a marchar

Já soaram os clarins da vitória
Tua história se pode escrever
Antevemos teus dias de glória
Que a teus filhos se irá estender

Neste Estado fulgura uma estrela
Entre outros rincões a brilhar
Inflamando com uma centelha
O ideal que fará levantar
Terras outras que logo ao vê-la
Buscarão o progresso alcançar.

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Iluminação da Matriz de São José deve começar após licitação

A tradicional iluminação da Matriz de São José  referente as festividades de natal e final de ano depende do processo de licitação marcado para acontecer hoje em Bezerros. O Secretário Vando Dias reconfirmou a  informação adiantada em entrevista à TV Imprensa, na semana passada, quanto da iluminação da igreja. Como já estamos praticamente em meados do mês de dezembro, há muitas indagações por parte dos internautas sobre a continuidade da tradição.

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Celebração dos 212 anos da Paróquia de São José acontecerá na próxima quarta (22)

Na próxima quarta (22) a Matriz de São José em Bezerros receberá seus fiéis para uma missa às 16h em ação de graças pelos seus 212 anos, o convite a população foi feito expressamente pelo o Padre Luiz Antônio. A Igreja muito reflete a história do município que tem São José como padroeiro, no contexto histórico a Matriz de São José aparece em uma das três versões da história da cidade que conta que um dos filhos da família Bezerra se perdeu na reserva florestal no dia 18 de Maio, diante disto teria sido feita uma promessa a São José que sendo a criança encontrada com vida, ergueria-se uma capela ao pé de uma árvore hoje onde é o altar, a criança apareceu dois dias após seu sumiço ou seja, no dia 20 de Maio, ao pé de frondosa árvore onde foi erguida uma Capela sob a invocação de São José dos Bezerros. (PH Bezerros)

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BANDEIRA DE BEZERROS PASSA POR MUDANÇA IMPORTANTE

Através de um projeto de lei de autoria do vereador Cáca (PSD), aprovado por unanimidade no legislativo municipal e sancionado pelo prefeito Branquinho (PSB), a bandeira de Bezerros passa a ganhar uma informação importante, a identificação do município que representa. Havia uma certa sensação de desinformação principalmente quando os grupos folclóricos viajam divulgando a cultura da cidade. O governo municipal já está se adequando as mudanças.

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91 anos de Sapucarana

Uma comunidade não existe sem sua própria história. É preciso retornar ao passado para religar a dimensão do futuro. É necessário reconstruir a trama que foi esquecida. Parabéns Sapucarana pelos seus 91 anos de lutas e conquistas sociais!

Luíza Melo e Ítalo Sampaio (Coordenadores do projeto Raízes).

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TEMPOS SOFRIDOS…

Em 1999 o Sistema Brejão veio ao colapso total. Bezerros era abastecida por trem d´água que vinha da capital através da rede da REFESA. Na época, começou a tão falada transposição das águas do Rio Serinhaém. Bezerros volta a viver o colapso do sistema de Brejão, a diferença é que ainda há água do manancial que alimenta o sistema de chafarizes. A população aguarda ansiosamente o acionamento da transposição que já teve as obras concluídas. Imagem (Antônio Monteiro).

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A MOSKA QUE ‘ZUMBIA’ PARA O BEM EM BEZERROS

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O Enéas Nunes, que foi nosso diagramador do jornal impresso Bezerros Hoje, fez uma publicação para relembrar a edição comemorativa de um ano do jornal A Moska, que circulou até meados dos anos 2000. Era um jornal poético com elevado tom crítico e tinha na juventude vários leitores assíduos. O periódico era editado pelo jovem Dailson Mutuca que, infelizmente, perdeu a vida vítima de afogamento.

O povo fala de esperança como se fosse uma porção magica que alimenta a alma.
Como posso ter esperança se li no jornal que não tem emprego pra mim por tenho mais de 40 anos?
Como posso ter esperança quando Fernandinho Beira-Mar está preso, mas continua aterrorizando meu país?
Como posso ter esperança ao ver na tevê que não tem emprego para meu filho porque ele não tem experiência?
Como posso ter esperança se o povo elegeu outra vez Antônio Carlos Magalhães, Fiúza, Etc..?
Como posso ter esperança se no meu país ser honesto é coisa do passado?
Como posso ter esperança se onde a maior arma do homem (o voto) é trocado por um saco de cimento?
Como posso ter esperança se o prefeito da minha cidade só dá emprego aos seus familiares ou a quem não precisa?
Como posso ter esperança se ao sair de casa não sei se volto porque a cidade está cheia de balas perdidas?
Como posso ter esperança se no meu país se mata mais que na guerra da ambição do Estado Unidos com o Iraque?
Ah! Eu posso ter esperança em Deus.

Dailson Mutuca! 07/06/2003

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Semana de Emancipação: Riqueza cultural e arquitetônica de Bezerros mostrada em documentário

SAM_6010 SAM_6041 SAM_6091Sendo a cidade de Bezerros uma das mais ricas em cultura, de Pernambuco, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes, aliou a isto a riqueza arquitetônica que o município possui, com alguns dos prédios mais antigos da cidade, que além de preservados também retratam parte da história política, religiosa e cultural, e realizou o projeto Bezerros Riqueza Cultural e Arquitetônica, através de um documentário, com a gravação de um DVD, que foi lançado oficialmente nesta segunda feira, dia 16 de maio, no auditório da Escola Técnica Estadual Maria José de Vasconcelos (ETE), no bairro Santo Amaro II.

O auditório da ETE foi totalmente tomado por alunos da rede de ensino do município, funcionários, gestores, professores e convidados da cidade e região, que assistiram a exibição do documentário, em evento cultural bastante disputado, que mostra em 20 minutos, parte do nosso casario: Estação da Cultura, Igreja Matriz de São José, Casarão do Capitão Pedro Pereira, Colégio Nossa Senhora das Dores e a residência do decorador Paulo Medeiros no centro da cidade,  onde aconteceram grandes momentos da política local, no passado. No documentário, participações de religiosos, funcionário de museus, moradores dos casarões e do historiador Ronaldo Souto Maior, com depoimentos que atestam os importantes momentos ocorridos em todos estes monumentos retratados no DVD, que será distribuído em toda rede escolar e também estará a disposição na rede internet.

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