Quando você diz que não gosta de política, quem decide por você?

Por Michelle Silvestre

“Eu não gosto de política.”
“Não quero me envolver com política.”
“Meu voto não vai fazer diferença.”

Mas será que é possível ficar realmente fora da política?

Ela está muito mais presente na nossa vida do que muitas vezes percebemos. Está no funcionamento do posto de saúde, na escola dos nossos filhos, no transporte, na segurança, na creche, no salário e em tantas outras decisões que fazem parte do nosso cotidiano.

Por isso, o voto não deve ser encarado apenas como uma obrigação. Ele também representa uma forma de participação cidadã e um dos caminhos pelos quais a população escolhe quem irá representá-la e tomar decisões públicas nos próximos anos.

E é justamente por isso que a escolha merece atenção.

Antes de votar, é importante conhecer quem pede o nosso voto. O que essa pessoa defende? Qual é sua trajetória? O que já fez na vida pública? Quais são suas propostas? E de que maneira essas decisões podem impactar a vida da população?

O voto não deve ser tratado como moeda de troca por favor, promessa ou benefício. É uma escolha que merece informação, reflexão e responsabilidade.

Dizer que não gosta de política não significa estar fora dela. Podemos não gostar de partidos, não acompanhar todos os debates ou não querer discutir política diariamente. Ainda assim, as decisões tomadas por representantes eleitos continuarão produzindo efeitos sobre a nossa vida.

Por isso, antes de ir às urnas, vale pesquisar, comparar informações e refletir sobre cada escolha.

Neste domingo, participe do processo eleitoral com consciência e informação. O voto é uma das formas de exercer a cidadania e participar das decisões sobre os rumos do país.

Michelle Silvestre é assistente social e podóloga. Por meio da escrita, propõe reflexões sobre direitos das mulheres, saúde emocional e desafios enfrentados pelas mulheres no cotidiano.

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