Olhar Feminino, por Michelle Silvestre

Seu voto pode salvar a vida de uma mulher.

Em ano eleitoral, refletir sobre o compromisso das candidaturas com políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher também faz parte do exercício da cidadania.

Estamos em um ano de eleições. Em meio aos debates, propostas e disputas políticas, uma pergunta merece reflexão: que tipo de sociedade queremos construir e quais vidas serão prioridade nas políticas públicas?

Quando falamos sobre a violência contra as mulheres, não tratamos de uma realidade distante. Muitas vítimas estão na família, na vizinhança, no ambiente de trabalho ou na escola. Em diversos casos, enfrentam a violência em silêncio e dependem de uma rede de proteção eficiente para romper esse ciclo.

Nesse contexto, o período eleitoral também é uma oportunidade para que o eleitor conheça as propostas e a trajetória das candidaturas relacionadas às políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

Mais do que observar discursos de campanha, é importante conhecer o histórico de atuação, as propostas apresentadas e o compromisso demonstrado com ações de prevenção, acolhimento e enfrentamento da violência de gênero.

Essa análise não deve estar relacionada ao gênero da candidatura, mas às políticas públicas defendidas, às iniciativas desenvolvidas e ao compromisso com a garantia de direitos.

Os dados oficiais mostram que o feminicídio e outras formas de violência contra a mulher continuam sendo desafios para o Brasil. Por trás de cada número existem histórias interrompidas, famílias impactadas e vidas perdidas.

Por isso, durante o processo eleitoral, é legítimo que a sociedade acompanhe os debates e conheça quais propostas cada candidatura apresenta para fortalecer a rede de proteção às mulheres, ampliar ações preventivas e garantir o acesso aos serviços públicos.

As escolhas feitas nas urnas influenciam diretamente a formulação e a continuidade de políticas públicas em diversas áreas, inclusive na proteção às mulheres.

Para muitas vítimas, políticas públicas eficazes representam acolhimento, acesso à justiça, proteção e a possibilidade de romper o ciclo da violência.

Conhecer propostas, acompanhar o debate público e exercer o voto de forma consciente também fazem parte da participação democrática.

Michelle Silvestre é assistente social e podóloga. Por meio da escrita, desenvolve reflexões sobre os direitos das mulheres, saúde emocional e os desafios enfrentados pelas mulheres no cotidiano.

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