Stress, benéfico ou maléfico em nossas vidas? O que fazer?

Laíse Gomes Leal Novaes Cantarelli

O stress tem sido um termo comumente utilizado nos dias de hoje. No ano de 1936, Hans Selye definiu o termo “stress” como: “o resultado inespecífico de qualquer demanda sobre o corpo, seja de efeito mental ou somático”. Para ele o stress era o índice de todo o desgaste causado pela vida.

Chama-se de estressor ou fonte de stress aquilo que causa o desequilíbrio, o stress. São inúmeros os tipos de fontes, os quais estão sempre presentes, de uma forma ou de outra, na vida de todo ser humano, cada um com sua particularidade. É muito difícil, podendo até pensar que impossível, evitar ou fugir de tais fontes. Até os momentos bons causam um tipo de stress à medida que exigem de nós uma adaptação e mudança de comportamento ou atitude, sendo estas fontes positivas de stress.

Podemos pensar em estressores de duas formas: estressores externos trazidos pelo meio, e o sujeito não tem como evitar, pois advêm de fora do seu organismo, como problemas profissionais, financeiros, expectativas da sociedade, dentre outros; e estressores internos, que são desencadeados de dentro do próprio sujeito, do modo como ele vê o mundo, a si e ao próximo, decorrentes de suas crenças e valores. Sabendo assim que um influencia o outro.

Na atualidade, sabe-se que o stress é um fator favorável ao desenvolvimento de uma série de doenças. Tendo ele, uma influencia direta na vida do ser humano.

É importante salientar as alterações internas ocorridas no sujeito acometido pelo stress, como baixos níveis de anticorpos, produção excessiva do cortisol, da testosterona e de catecolaminas, que potencializa algumas dificuldades ao organismo humano, bem como a influência do stress na hipertensão arterial, acrescidos de outros fatores já observados cientificamente.

Em geral quando falamos em stress as pessoas já associam a algo de impacto negativo em suas vidas. Mas o que muitos não sabem é que o stress “em dose baixa” torna-se necessário em muitos momentos da vida do ser humano, já que o mesmo é uma etapa de desenvolvimento para que o sujeito se prepare para lutar ou fugir de alguma situação que o ponha em perigo. Em muitas situações ele tem a função protetora e adaptadora.

Mas quando falamos em stress patológico, aquele que prejudica a saúde do sujeito. O que fazer?

Para se traçar um tratamento ou mesmo a possibilidade de convivência com o sujeito acometido pelo stress, tem-se que levar em consideração não apenas a definição de tal, mas principalmente de que tipo de sujeito se está falando. Compreendendo assim que algumas pessoas têm o que alguns autores chamam de “tendência a se estressar”, pessoas estas que apresentam distorções cognitivas, ou seja, uma maneira inadequada de pensar e observar situações de sua vida.

Cada sujeito é um, dentro de suas histórias e singularidades. Olhar para um sujeito acometido por tal condição emocional obriga o profissional a avaliar não apenas se este tem ou não uma tendência mais tênue de estar estressado, mas também poder observar quem é esse sujeito, quais vivências o mesmo carrega arraigadas em suas crenças e concepções.

O ser humano é um ser completo, indissociável; assim, é preciso olhar para ele como um todo, buscando suas particularidades, já que a relação “trabalho-familia-stress” faz parte desse conjunto. Não é possível tratar uma parte do ser e deixar a outra para um momento posterior; tem-se que tratar o todo para se obter um resultado favorável para o sujeito.

Existe uma relação direta entre corpo e mente, transformando as experiências de vida em fatores a se acrescentar na condição de ser do sujeito. Sendo assim, existe uma interação de extrema importância entre o “pensar, sentir e as reações físicas” do sujeito. Tomando como exemplo, pode-se observar que, a partir do momento em que o indivíduo vê determinada situação de forma negativa ou deturpada, ele vai se sentir angustiado, com medo, ansioso, gerando para si reações como taquicardia, sudoreses, alteração na pressão arterial, dentre outras.

Pode-se separar crise de stress e stress recorrente. A crise de stress é algo pontual, um episódio pelo qual todo e qualquer ser humano está sujeito a passar, decorrente também de outras fontes de stress. Já o stress recorrente são episódios que se repetem de diversas maneiras, sempre gerando um nível elevado de estresse, contribuindo assim para uma fragilidade crônica do sujeito diante das demais situações da vida; enquadram-se aí aquelas pessoas que estão constantemente estressadas ou predispostas a tal.

Não podemos fugir das emoções, elas estão presentes na vida de todos os sujeitos. O que precisamos avaliar é a maneira a qual se tem enfrentado tais emoções, a forma como reagimos a elas é que tem um impacto diferenciado em nossas vidas. Nem todos conseguem lidar com situações adversas da melhor maneira, e quando se percebe tal dificuldade chegou a hora de buscar ajuda profissional.

A terapia vai ajudar a pessoa a melhorar sua relação com o mundo, com as pessoas, com as situações inesperadas e consigo mesmo. Diferente do que muitos pensam, buscar ajuda de um psicólogo não se refere apenas a doenças aparentemente mais graves, mas a toda situação a qual não estamos conseguindo conviver da melhor forma. É a ajuda que nos faz melhorar nossa condição emocional, relacional e consequentemente melhorar nossa saúde física, quando a mesma está interligada à problemas emocionais.

Laíse Gomes Leal Novaes Cantarelli

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