Luiza Melo (PCB) obteve em Bezerros 857 votos (2,73%) nas eleições para Deputada Estadual.
Luiza Melo, que foi candidata a Deputada Estadual nas eleições gerais de 2022, revelou disputa interna no seu partido que culminaram na sua expulsão da sigla. Decisão que considera ilegal e que deve seguir na luta. “O partido está em disputa, continuo na defesa da Reconstrução Revolucionária do PCB. A atuação política enquanto célula comunista em Bezerros segue firme independente de qualquer coisa”, declarou.
Abaixo, desabafo divulgado nas redes sociais no final de semana:

Sobre a minha expulsão do PCB e de toda a militância do Agreste.
Camaradas, é com muita indignação que informo que ontem à noite recebemos circular interna que informou a minha expulsão das fileiras do PCB. Uma decisão da Comissão Política Regional (CPR), sem processo disciplinar, sem oitiva nenhuma e desrespeitando o nosso estatuto e toda a nossa militância. Uma gigantesca arbitrariedade onde simplesmente fui retirada dos grupos. Para aumentar a indignação fui expulsa junto com “dissolução” das células do Agreste (Bezerros e Caruaru), células arduamente construídas onde venho construindo minha militância comunista sem nenhum apoio do Comitê Regional, sem nenhuma política de interiorização, contando apenas com o trabalho de alguns militantes que se doaram na criação da célula comunista no Agreste. A circular também informa a expulsão de praticamente ⅓ dos dirigentes do PCB (Cauê, Rosa, Maxuel e eu), assim como dirigentes da UJC ( Victoria, Venâncio, Euclides e Marcello) e a dissolução da Coordenação Regional da UJC PE.
Uma medida absurda e sem legitimidade, afinal o CC e o CR não têm a legitimidade com a base da militância. Questiono inclusive se a militância de Pernambuco sabe o nome dos dirigentes que sobraram no CR. Questiono também se a direção estadual sabe o nome dos militantes que expulsou do Agreste, afinal não a conhece e não fez nenhum esforço para que ela existisse.
Não vou aqui tomar tempo e fazer uma grande análise da minha história militante, de tudo que aprendi ou das minhas cicatrizes do processo, quem me conhece e acompanha sabe que dediquei os últimos 5 anos da minha vida à luta no PCB. Com destaque para a tarefa de candidata a Deputada Estadual ano passado, onde fui literalmente largada no Agreste, sem o mínimo apoio. Se não fosse minha família, amigos e a célula do Agreste, a campanha não teria acontecido. Os que tiveram iniciativa própria de contribuir na campanha a na interiorização também foram expulsos. Todo esse processo, que vou detalhar com mais calma depois, me deixou totalmente quebrada no pós eleição.
(….)