O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou o programa Alerta Mulher Segura, que prevê o uso de um relógio de monitoramento para mulheres vítimas de violência doméstica capaz de emitir alerta em tempo real caso o agressor se aproxime, violando a medida protetiva.

O dispositivo será integrado à tornozeleira eletrônica do agressor e acionará também as autoridades de segurança.
Segundo a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, “a iniciativa busca tornar mais eficaz a proteção concedida pela Justiça”.
Em entrevista à Globonews, ela afirmou que o sistema permitirá acompanhar simultaneamente o agressor e a vítima.
De acordo com a secretária, quando o agressor ultrapassar a distância mínima determinada pela Justiça, o dispositivo emitirá alertas automáticos. A notificação será enviada à vítima, às autoridades de segurança pública e às viaturas mais próximas.

O dispositivo para a vítima será um smartwatch desenvolvido com tecnologia brasileira, semelhante a modelos comerciais, com o objetivo de não estigmatizar a usuária.
Segundo o ministério, o equipamento não depende de conexão com a internet e pode ser utilizado mesmo fora da residência. Já a tornozeleira eletrônica do agressor será mais avançada tecnologicamente e não exigirá recarga frequente na tomada.
O governo federal informou que investirá cerca de R$ 25 milhões na iniciativa, com capacidade inicial para atender até 5 mil mulheres a priori.

A tecnologia será oferecida aos Estados, responsáveis pela implementação do sistema no âmbito da segurança pública, e deverá começar a funcionar ainda no primeiro semestre deste ano. O programa integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio.
Segundo o ministério, após o fim da necessidade de monitoramento da vítima, o equipamento poderá ser reaproveitado para outros casos.
Reprod. DP.
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