Parabólica – Sua Coluna Regional

Em Vitória, filiação de Paulo Roberto ao MDB reúne lideranças políticas

O ato de filiação partidária de Paulo Roberto ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) reuniu, na noite desta quinta-feira (5), lideranças políticas de Vitória de Santo Antão e região. Pré-candidato à prefeitura do município, o empresário do setor da educação e desportista teve a ficha abonada pelo presidente estadual do partido, o deputado federal Raul Henry, e pelo presidente do diretório municipal, o industrial Alexandre Ferrer.

O evento, realizado no Clube Abanadores- O Leão, contou com a presença do deputado federal Augusto Coutinho (SD), do deputado estadual Joaquim Lira (PSD), dos ex-prefeitos de Vitória Elias Lira e Demétrius Lisboa, do vice-prefeito de Pombos, Pedro Monteiro, do presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, além de vereadores de Vitória e municípios vizinhos e representantes de movimentos sociais.

“Esperamos que a luta de todas as pessoas que estão aqui seja uma luta humanitária, de pessoas que encarem esse desafio, porque nada é impossível para os movimentos sociais. As dificuldades vocês têm que superar como se fossem degraus, pois somos um povo aguerrido. Dificuldade se vence com talento. Vitória de Santo Antão é berço do sentimento nativista do povo brasileiro, pois aqui os lusos-brasileiros se uniram para defender a nossa pátria. Tudo isso graças ao povo dessa cidade, de mulheres fortes, de homens destemidos”, disse Paulo Roberto.

Destacando a trajetória do MDB com Ulysses Guimarães e o ex-prefeito de Vitória, José Augusto, o presidente do diretório municipal, Alexandre Ferrer,  deu as boas-vindas aos novos quadros. “É uma honra muito grande estar aqui recebendo a filiação no nosso partido de pessoas dignas e honradas de nossa terra, as quais saúdo através do conterrâneo Paulo Roberto Leite de Arruda, este grande vitoriense que tem uma folha de serviços prestados a Vitória de Santo Antão”, afirmou.

Presidente estadual, Raul Henry frisou o histórico do MDB de Pernambuco, que conta em seus quadros o senador Jarbas Vasconcelos, e destacou a conduta do novo vitoriense filiado. “Com serviços prestados ao município de Vitória de Santo Antão, sobretudo na área de educação, ele chega para ampliar as perspectivas de crescimento do nosso partido e fortalecer a sigla emedebista”, disse.

Em 2016, Paulo foi candidato a prefeito de Vitória de Santo Antão pelo PSD, com o apoio do então prefeito Elias Lira, e obteve mais de 30 mil votos. Em 2018, foi candidato a deputado federal, obtendo em seu município natal a maior votação, 17.232 votos. (Fonte: Blog Ponto de Vista)

Túlio Gadelha: “Por mais homens que chorem, que expressem seus sentimentos e falem o que precisa ser dito”

O deputado federal Tulio Gadelha usou seu perfil no Instagram para falar sobre a repercussão da notícia de que teria chorado depois de perder a liderança da maioria na Câmara para um colega de legenda, o cearense André Figueiredo. 

Gadelha se disse assustado com a repercussão de seu choro. Entretando, o que repercutiu realmente não foi o choro, não são incomuns as manifestações chorosas de políticos, mas a revelação de que a perda da liderança teria levado Gadelha a renunciar à sua pré-candidatura à Prefeitura do Recife, tema, esse sim, relevante, mas sobre o qual o deputado disse que só se pronunciará na proxima segunda-feira, numa coletiva de imprensa.

Leiam a Nota na íntegra;
“Estou assustado com a repercussão que as lágrimas de um homem podem alcançar. Queria aproveitar e informar que isso não é coisa de outro mundo. E que sim, homens choram. Agora, diferentemente da associação que fizeram, o motivo das lágrimas não tem a ver com a candidatura no Recife, mas com a disputa da liderança do bloco e minha decepção com meus colegas de bancada do PDT.

O fato é que havia conversado com 23 (vinte e três) dos meus colegas deputados e 21 (vinte e um) deles, me garantiram o voto. Mas no momento da votação, que se deu de forma aberta, não me contive porque alguns deles decidiram apresentar um voto diferente. Fizeram muitos elogios a mim, mas votaram em outro candidato. Dos 21 votos, tive 3 (três). Mas não guardo nenhuma, nenhuma mágoa.

Entendo e sei que isso aconteceu porque o núcleo nacional do meu partido – as pessoas que definem a destinação de fundo eleitoral, de fundo partidário, a consolidação das alianças e definição das direções partidárias nos estados – escolheu outro nome, que aceitou disputar contra mim, naquele mesmo dia.

Meus colegas de bancada não estão errados, errada está a legislação eleitoral que nos torna parte, e ao mesmo tempo, reféns dos nossos próprios partidos. A intervenção dos partidos naquilo que não for programático, é, e sempre será, um erro. Por mais homens que chorem, que expressem seus sentimentos e falem o que precisa ser dito. Ah, sobre o tema da candidatura, falarei na segunda-feira, em coletiva de imprensa, aqui no Recife. (Fonte: Blog do Mário Flávio)

Coluna do Sábadão – Magno Martins

Oposição refém de Marília

O bloco de oposição no Recife anda, hoje, a reboque do PT, dependendo da decisão que o partido tomará quanto à tese da candidatura própria. Se Marília Arraes for de fato confirmada no páreo, os pré-candidatos Daniel Coelho (Cidadania) e Mendonça Filho (DEM) serão obrigados a materializar o acordo previamente acertado, de um abrir para o outro. Caso o PT se componha com o PSB, descartando Marília, a oposição terá que adotar a estratégia das múltiplas candidaturas para forçar o segundo turno.

Neste cenário, Mendonça e Daniel disputam em faixa própria e contam também com a candidatura da delegada Patrícia Domingos, do Podemos, para garantir o segundo turno. Quem fizer a melhor campanha e cair no gosto popular galvanizando o sentimento de mudança que será posto nas ruas pela sociedade tem passaporte carimbado para o segundo turno com o apoio dos demais.

Isso, claro, raciocinando com a hipótese de que o pré-candidato do PSB, João Campos, tem lugar garantido na batalha final, não pela densidade eleitoral nem ser imbatível, mas pela força das duas máquinas que moerão em seu favor: a do Estado e a da Prefeitura do Recife, ambas nas mãos de aliados socialistas, o governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Júlio, respectivamente.

Ainda sobre o cenário de Marília candidata, mesmo a oposição construindo uma só candidatura entre Mendonça e Daniel, as chances da eleição ser polarizada entre a petista e João são muito grandes, reduzindo também o poder de fogo da delegada Patrícia Domingos, vista como uma azarona. Esta polarização tem um ingrediente pelo meio que merece outra reflexão: o comportamento do grupo petista de Humberto Costa e dele próprio ao longo da campanha.

Dá para acreditar? – Quanto a isso, Humberto garante que se a direção nacional do PT fechar pela candidatura de Marília fará a campanha dela, descartando qualquer possibilidade de cruzar os braços ou adotar a postura do corpo mole. Resta saber se o seu grupo, que detém 400 cargos no Estado e na Prefeitura do Recife seguirá a mesma cartilha, não conspirando contra a petista e pedindo às escondidas voto para João Campos. “Não temos tradição de corpo mole, não é do nosso feitio”, antecipa Humberto, adiantando que vai trabalhar até o fim pela manutenção da aliança do PT com o PSB.

Na reta final – O affair Marília pode ter um desfecho no final da próxima semana, segundo uma fonte candanga do PT. A direção nacional só estaria à espera da volta do ex-presidente Lula, que foi pedir o perdão dos seus pecados ao Papa e depois receber uma homenagem na França. A pré-candidata tem reclamado da perda de tempo para definir a estratégia de sua campanha, fase importante para colocar o nome nas ruas, como já vem fazendo há muito tempo o pré-candidato do PSB, João Campos, até em atos oficiais da Prefeitura do Recife.

Entrou na ata – O chorão Túlio Gadelha, que consumiu todos os pacotes de lenço que estavam à disposição do PDT na eleição que levou Wolney Queiroz à liderança do partido na Câmara, cuidou de espalhar a versão de que o presidente nacional da executiva, Carlos Lupi, com quem bateu de frente tentando derrotar o seu candidato na disputa pela liderança das Minorias, não teria registrado em ata o seu pedido de desistência da pré-candidatura à Prefeitura do Recife. Segundo deputados ouvidos pelo blog, Lupi fez o devido registro, mesmo sabendo que Gadelha estava fora de si.

Razão da briga – Enquanto o chorão teve apenas dois votos para líder das Minorias, o novo líder do PDT na Câmara, Wolney Queiroz, saiu consagrado das urnas internas da bancada, com a unanimidade dos 28 parlamentares. Gadelha e Wolney não se bicam. A animosidade é antiga, desde o tempo em que o seu pai, deputado estadual José Queiroz, na condição de presidente da executiva em Pernambuco, confiou a ele uma missão partidária que acabou sendo desviada em benefício dele próprio, no caso o namorado de Fátima Bernardes.

CURTAS

CAFÉ MAIS DOCE – O deputado Alberto Feitosa tem alertado o presidente do seu partido, o Solidariedade, Augusto Coutinho, para a necessidade de uma candidatura própria no Recife. Na última quarta-feira, eles trocaram um longo telefonema. Feitosa coloca seu nome à disposição do SD para entrar na sucessão municipal e mostra, com um raciocínio lógico, que para o futuro do partido no Recife e no Estado apostar na sua candidatura seria mais negócio, com chances de fazer, inclusive, a sua própria bancada de vereadores. Mas o café palaciano parece ser mais doce para Coutinho.

MUDANÇA – O deputado Eduardo da Fonte, principal liderança do PP no Estado, perdeu o controle do Metrô do Recife. Na construção de uma solução mediada pelo coordenador da bancada federal, Augusto Coutinho, o sucessor foi indicado pelo deputado Silvio Costa Filho, na cota do Republicanos. Trata-se do advogado Thiago Pontes, servidor de carreira do órgão, técnico qualificado. Já a CBTU, a quem o Metrô é vinculado, permanece sem mudanças, sob o comando de José Marques, o manda-chuva do pedaço, ligado ao ministro Rogério Marinho.

SANTA MARIA – Por falar em PP, o presidente Eduardo da Fonte abona, hoje, a ficha de filiação de George Duarte, irmão do ex-prefeito de Santa Maria da Boa Vusta, Leandro Duarte, às 17 horas, no espaço de eventos Nossa Casa, próximo a Igreja Comunidade da Graça. Contará com a presença também do próprio Leandro e da deputada estadual Roberta Arraes, além do presidente do diretório municipal do Recife, Jorge Miranda. George sai candidato a prefeito em Santa Maria com chances reais de vitória.

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