Em 12 de outubro de 2025, há exatos 365 dias, uma volta ao sol, nos deixava José Flávio de Melo, fundador do Sistema Bezerros Hoje de Comunicação.

Um apaixonado por Bezerros, pelo Carnaval, pela cultura e por Alceu Valença. Politizado que só ele! Dono de uma sabedoria ímpar, de uma mente rápida, inquieta e visionária, capaz de enxergar possibilidades onde ninguém mais conseguia ver.
Um filho apaixonado por seus pais, que honrava suas raízes e sempre recordava a infância e as dificuldades enfrentadas, mas com leveza e gratidão. Costumava dizer: “Somos sortudos por ter nossa família.”
Um irmão que transmitia segurança e proteção, sempre disponível quando alguém precisava. Um tio que se comportava como pai. Um primo que era como irmão. Um amigo prestativo, crítico, encrenqueiro, sim, mas dono de uma alma imensamente generosa.
Partiu um ser humano inigualável, inesquecível, daqueles que não passam pela vida sem deixar marcas profundas.
E foi justamente no Dia das Crianças que ele nos deixou. Talvez uma das coincidências mais simbólicas de sua história, pois José Flávio carregava consigo a essência de uma eterna criança: a capacidade de sonhar, de acreditar em dias melhores e, sobretudo, de desejar um futuro melhor para todos. Porque, para ele, nada era apenas individual. Tudo tinha um sentido coletivo.
Aquele que, durante 22 anos, foi voz e escrita de Bezerros, que contou histórias, registrou acontecimentos e fez da comunicação uma extensão do seu amor pela cidade, partiu num domingo, no início da aurora. De surpresa, silenciosamente, e tão rapidamente se tornou notícia aquele que dedicou a vida a noticiar.
Dessa vez, a notícia mais difícil de escrever era sobre quem sempre soube encontrar as palavras.
José Flávio deixou um legado que permanece vivo e seguirá atravessando gerações. Porque há pessoas que não se despedem por inteiro. Permanecem nas histórias, nos ensinamentos, nas lembranças e em tudo aquilo que ajudaram a construir.
E esta que vos escreve, que teve o privilégio de chamá-lo de irmão, chora todos os dias. Chora pela ausência, pela saudade, pelas conversas que não acontecerão mais e por tudo aquilo que ainda gostaria de compartilhar.
Mas, acima de tudo, agradece a Deus pelo privilégio de ter caminhado ao seu lado, de ter aprendido tanto e de ter encontrado em você um norte, uma referência de coragem, inteligência, generosidade e amor pela família.
Um ano sem sua presença. Uma vida inteira com seus ensinamentos.
Até um dia, querido e amado José Flávio de Melo!
Com amor, saudade e eterna gratidão, sua irmã, sua aprendiz.
Aquela que segue seus passos, carrega seus ensinamentos e encontra em seu legado a força para continuar.