A Folha de Pernambuco traz, na edição desta sexta-feira (7), um panorama das articulações políticas para as eleições de 2026, destacando declarações de João Campos e Raquel Lyra, além da divisão entre partidos e lideranças da base governista em torno das candidaturas ao Senado.

Na reportagem sobre João Campos, candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular, o jornal destaca que ele afirmou que seus aliados poderão contar com sua parceria não apenas na eleição deste ano, mas também nos pleitos de 2028, 2030 e 2032.
Durante entrevista à Rádio Triunfo FM, no Sertão, João sinalizou que pretende manter uma relação próxima com os prefeitos e demais lideranças que integram sua aliança política.
Segundo a Folha, o candidato também defendeu uma gestão voltada ao diálogo com os municípios, inclusive com administrações comandadas por grupos que estejam em campos políticos diferentes. João citou ainda a trajetória do pai, o ex-governador Eduardo Campos, ao falar sobre construção e manutenção de alianças políticas.
Durante a passagem pelo Sertão, o candidato apresentou propostas, entre elas a criação de um centro de formação profissional voltado ao turismo em Triunfo e a construção do Hospital Regional de Itaparica. Conforme a publicação, o plano de governo apresentado à Justiça Eleitoral reúne 178 propostas distribuídas em 15 eixos estratégicos.

Já em relação à governadora Raquel Lyra, candidata à reeleição, a Folha destaca as declarações dadas pela gestora em entrevistas ao SBT News e à CNN Brasil. Raquel afirmou que sua base permanece unida e reforçou que os nomes de sua chapa para o Senado são Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha.
Ao ser questionada sobre a candidatura de Mendonça Filho, lançada pelo PL, a governadora reconheceu a legitimidade da candidatura, mas deixou claro que o ex-ministro não integra sua composição oficial. Raquel também descartou a existência de um racha em sua base e reafirmou que sua chapa majoritária está formada com Priscila Krause como candidata a vice-governadora, além de Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha para as duas vagas ao Senado.

Apesar da declaração da governadora, outra reportagem da Folha de Pernambuco mostra que os apoios ao Senado entre partidos, prefeitos e lideranças ligados à base governista não seguem uma única direção.
O jornal cita, por exemplo, o Podemos, que anunciou apoio a Mendonça Filho e também a Eduardo da Fonte. O Novo igualmente declarou apoio à candidatura de Mendonça, sem deixar de apoiar a candidatura de Raquel Lyra ao Governo do Estado.
Outro movimento destacado envolve o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, que declarou apoio à reeleição do senador Humberto Costa, integrante da chapa adversária, ao mesmo tempo em que mantém aliança com Túlio Gadêlha.
A reportagem também menciona as movimentações envolvendo o grupo político dos Coelho e a Federação União Progressista. Enquanto integrantes do grupo sinalizaram apoio a Mendonça Filho, a federação confirmou Eduardo da Fonte como seu candidato ao Senado.
O cenário apresentado pela Folha de Pernambuco mostra, portanto, duas movimentações simultâneas na disputa estadual: enquanto João Campos busca reforçar a ideia de continuidade das alianças para além de 2026, Raquel Lyra procura demonstrar unidade de sua coligação. Na corrida pelas duas vagas ao Senado, porém, os apoios entre lideranças que compõem ou se relacionam com a base governista aparecem distribuídos entre diferentes candidaturas.
Informações com base em reportagens publicadas pela Folha de Pernambuco, edição de 7 de agosto de 2026. Texto adaptado pela redação do Bezerros Hoje Imagens| Reprodução Folha.