Há 20 anos o Brasil perdia a alegria do fenômeno Mamonas Assassinas

mamonas-assassinas-748x410Já era quase meia-noite no dia 2 de março de 1996 quando o jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, chocou-se contra a Serra da Cantareira, em São Paulo. Numa tentativa frustrada de arremetida, o fenômeno Mamonas Assassinas foi dizimado. Na manhã do domingo, a notícia acordou o Brasil. Em casa, milhares de pais enfrentaram a dura responsabilidade de explicar que Dinho, Samuel, Sérgio, Júlio e Bento tinham morrido para crianças que, de tão novas, sequer compreendiam a profundidade da morte. Naquele dia o riso virou choro. A Brasília Amarela fechara as portas. “Eu tinha seis anos, morava na casa da minha vó. Quando entrou o plantão da Globo e confirmaram que estavam todos mortos, ela me tirou da sala”, recorda a jornalista Íris Garbuglio, 26 anos. “As imagens dos destroços eram muito fortes. Lembro de ter chorado muito”, diz.

Apesar das letras de duplo sentido e do tom escrachado, a banda paulista cativou grande a criançada dos anos 90. “Eu cantava sem nem saber o que era. Tipo: ‘Comer tatu é bom, que pena que dá dor nas costas’. Não entendia o nexo que tinha em comer alguma coisa e ficar com as costas doendo”, lembra a radialista Élida Freitas, 26 anos. Continue lendo aqui.

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