O TEXTO A SEGUIR É PARTE DE UMA EDIÇÃO ESPECIAL EM PARCERIA COM A AFABE E O BEZERROS HOJE, PELA COMEMORAÇÃO AO MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA.

Minha mãe naquela época a quase 60 anos atrás era fã do filme Robin Hood, mulher simples dona de casa . Sonhava que realmente eu seria uma princesa, não entendia que Mileide é uma forma de tratamento as damas da nobreza. Assim que nasci foi me dado este nome, que por sinal gosto muito dele . Hoje sim, ressoa com a força e a garra de uma mulher negra guerreira.
Minha jornada é um testemunho de resiliência inabalável diante das adversidades. Desde cedo, tive que erguer a cabeça e usar minha voz contra as barreiras covardes do racismo e do preconceito. Principalmente na infância e na adolescência.
Minha cor e a majestade do cabelo Black ou como muitos dizem de pixaim— símbolos de minha ancestralidade e identidade — foram, lamentavelmente, alvos de ignorância e discriminação. No entanto, eu transformei cada olhar de desaprovação e cada palavra cruel em combustível para lutar não apenas por mim, mas por todos os que se veem em minha história.

Mileide Santos
Eu não me dobrei; ao invés disso, usei minha experiência para florescer, inspirando e abrindo caminhos. Eu sou a prova viva de que a dignidade e o poder de uma mulher estão muito além do que qualquer preconceito possa tentar diminuir.
EU SOU FORÇA, EU SOU LUTA !
Por que sempre tive um Deus a me guiar e me proteger .
Falar sobre Consciência Negra, é falar de um sentimento de orgulho e gratidão pelo sangue derramado de meus ancestrais, gratidão pela luta em busca da tão sonhada LIBERDADE.
Mileide Santos.
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