Fogo Cruzado- Por Inaldo Sampaio

Bolsonaro escolheu alguns ministros de grande prestigio nacional e outros altamente polêmicos

O deputado Daniel Coelho – que já passou pelo PV, o PSDB e hoje pertence ao PPS – está convencido de que sob o governo de Jair Bolsonaro o Brasil iniciará um novo ciclo. Que nada tem a ver com o ciclo de Collor, FHC, Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer. Esse novo ciclo começou a nascer, diz o parlamentar, ainda em 2016 quando o povo saiu às ruas para reclamar o impeachment de Dilma e a melhoria dos serviços públicos, especialmente, transporte, saúde, segurança e educação. A chegada de Bolsonaro ao governo representaria o sepultamento de toda aquela pauta velha defendida pelo PT, o PSDB e o MDB, numa clara demonstração de que o Brasil queria eleger um presidente de ruptura, sem qualquer compromisso político com os partidos tradicionais. Se o novo governo dará certo ou não ainda não sabemos, porém está nascendo duplamente legitimado. Primeiro, pelos 57 milhões de votos dados ao presidente e, em segundo lugar, pelo fato de 75% dos brasileiros, segundo o Ibope, acharem que Bolsonaro está no caminho certo. O futuro presidente escolheu para seu ministério figuras de grande prestígio nacional como Sérgio Moro (Justiça) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e também figuras altamente polêmicas como Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Damares Alves (Direitos Humanos) e Ricardo Velez (Educação). Foi uma jogada de risco que somente um presidente de ruptura teria coragem de fazer. E não adianta dizer que a nação está certa ao reprovar essas escolhas, e o presidente errado, pois quem recebeu os votos para governar foi precisamente ele.

Paranaense de nascimento

Alguns órgãos de imprensa chegaram a divulgar que a futura ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, teria nascido em Sergipe, garantindo a presença de pelo menos um nordestino no ministério de Jair Bolsonaro. Ela na verdade nasceu em Umuarama (PR) e morou em Sergipe quando criança. Assim, dos 22 futuros ministros, nenhum deles nasceu nesse pedaço de Brasil.

A queda – Não foi apenas em Arcoverde que os eleitores deram baixa votação aos candidatos da terra. Em Limoeiro, o deputado federal Ricardo Teobaldo (Podemos) obteve 14.900 votos em 2014 e apenas 6.283 em 2018. Já seu irmão, José Humberto (PTB), deputado estadual, caiu de 6 mil para 2.801.

Falsidade – O Instituto de Criminalística de Pernambuco confirmou ser falsa assinatura de Telma da Silva Passos num processo de alienação de um veículo de sua propriedade. Ela teria assinado o documento depois de morta num acidente de carro em Petrolândia. Para obter esse laudo do ICP os familiares de Telma, que residem em Itapetim, aguardaram 1 ano pela boa vontade do delegado.

A volta – É grande o time de ex-prefeitos pernambucanos ensaiando a volta ao poder em 2020 – Fernando Urquiza (Sirinhaém), Tony Gel (Caruaru), Severino Ninho (Igarassu), Jorge Alexandre (Camaragibe), Zeca Cavalcanti (Arcoverde) e João Paulo (Recife).

Na muda – Em que pese ter apoiado Jair Bolsonaro em Olinda, o ex-prefeito José Arnaldo não tem interesse em fazer parte da equipe de transição. Interessa-lhe, isto sim, disputar a prefeitura pelo PSL, apoiado pelo presidente, contra Renildo Calheiros ou Luciana Santos (PCdoB).

E Bruno? – João Doria, governador eleito de SP, chamou seis ministros de Temer para o seu secretariado, entre eles Henrique Meirelles, Sérgio Sá Leitão, Alexandre Baldy e Rossieli Soares. Esqueceu, porém, do pernambucano Bruno Araújo, que tem o seu apoio para presidente nacional do PSDB.

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