Conclusão da Transposição e da Ferrovia Transnordestina seria de bom tamanho para a região
Governadores do Nordeste estão perdidos sobre como buscar um modo de convivência civilizado com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Já houve em Brasília, semana passada, uma reunião atabalhoada convocada pelo paulista João Doria, que não rendeu absolutamente nada. É justo, necessário e racional que os nordestinos apresentem uma pauta de reivindicações ao novo presidente, mas qual o conteúdo dessa pauta? Nesse primeiro momento, os governadores querem mais recursos para enfrentar suas despesas de toda ordem, incluindo a de pessoal, e isso a União não pode oferecer. Além disso, o futuro presidente deseja imprimir ao país uma economia mais liberal, contrastando com a linha que nos foi imposta até agora pelos dois governos de FHC, os dois de Lula e os dois de Temer, incluindo a interinidade de Michel Temer. E não se muda uma linha de política econômica do dia para a noite. Bolsonaro pretende imprimir esse pensamento ao seu governo sob orientação do economista Paulo Guedes, que nunca trabalhou no setor público e de cuja capacidade para carregar esse fardo muitos duvidam e o fato de ter perdido a eleição em todos os estados nordestinos não deve ser motivo de intimidação para os governadores. No entanto, os pedidos têm que ser feitos com lógica e moderação. Para o ano de 2019, por exemplo, estaria de bom tamanho a conclusão das obras de transposição do São Francisco e da Ferrovia Transnordestina, que são estratégicas para a região. O governo vai precisar de tempo para organizar-se ao modelo prometido na eleição e isso obviamente demandará tempo
No comando do TCU
Pela 1ª vez, em sua história, o TCU terá, simultaneamente, o presidente e o vice de Pernambuco: José Múcio e Ana Arraes, respectivamente. A posse será dia 11/12 e contará com a presença do presidente do TCE-PE Marcos Loreto. Especula-se que após sair da vice-presidência, em 2020, a filha de Miguel Arraes poderia retornar à política, mas ele não fala sobre isto.
Nó de todos – Pode parecer mentira mas não é. São Paulo, mais rico Estado da Federação, tem 266 municípios sem delegado de polícia. Pernambuco tem algumas dezenas sem uma autoridade policial, mas nada que se compare ao Estado que possui 40% do PIB nacional.
O homem – Bolsonaro apressou-se a esclarecer que a escolha do 3º deputado federal do DEM para o seu ministério – Luiz Henrique Mandetta, do MS – não teve nada a vez com o partido e sim com a formação técnica do indicado. Aguarda-se que um político provinciano do Centro-Oeste mostre pelo menos 20% da competência técnica que Serra mostrou no governo FHC.
O atraso – Muitas prefeituras de Pernambuco estão observando chegar dezembro com duas e até três folhas em atraso e sem perspectiva de pagar o 13º aos seus servidores. Esta foi, aliás, a causa da queda de votação de muitos deputados no interior: o apoio de prefeitos desgastados.
O protagonismo – O PT apressa-se a avaliar o resultado da eleição presidencial – como fez ontem no Recife – para não perder o espaço da oposição ao governo Bolsonaro. Outros partidos de esquerda desejam caminhar longe dos petistas, a exemplo do PSB, o PDT e do PCdoB.
Boa vizinhança – O Partido Comunista Chinês convidou oficialmente o PSL, partido que tem como presidente o deputado Luciano Bivar (PE), para uma visita a Pequim. No governo Collor de Mello, o maior entusiasta dessa relação era o então senador pernambucano Ney Maranhão.