“… eu não conseguiria desenvolver um trabalho no meu padrão de qualidade, achei mais conveniente deixar a administração”

10734161_727273243977030_5964482136363433843_nA nossa 31ª entrevistada da série é Janaina Pereira, ex-secretária de Ação Social de Bezerros. Janaina tem, 35 anos, casada, dois filhos, formada em administração pela Universidade de Pernambuco (Caruaru) e especialista em Gerenciamento de Projetos. Desenvolve estudos sobre Economia Criativa, Desenvolvimento Setorial Regional, gestão estratégica de empresas e segmentos. Já atuou como empresária e em grandes empresas como Contax Contact Center e Diario de Pernambuco. Foi Secretária Municipal de Ação Social e Cidadania em Bezerros em 2013 e atualmente trabalha como consultora organizacional com foco em planejamento estratégico, planejamento financeiro e marketing institucional pela VH Consultores.
Também é Professora Substituta do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal de Pernambuco (CCSA/UFPE), em Recife, lecionando nos cursos de Administração e Secretariado, nos eixos de economia criativa, Gestão e Inovação Tecnológica e Gestão de Projetos e Serviços.
Na área pública, tem desenvolvido trabalhos de consultoria para planejamento estratégico de segmentos comerciais em Santa Cruz do Capibaribe e para fortalecimento do Trade Turístico de Gravatá. Além disso, prestou consultoria ao Coniape, consórcio entre municípios do qual Bezerros faz parte, em áreas como Saúde Pública, Assistência Social e Planejamento Estratégico institucional. 

BEZERROS HOJE -Como surgiu o convite do Prefeito Branquinho (PSB) para você exercer a função de Secretária de Ação Social? Teria se comentado que você teria tido um contato profissional em Recife. Procede?

JANAINA- Participei ativamente da campanha política do Prefeito Branquinho como militante, porém, exercendo simplesmente o meu papel de cidadã. De fato, tive um contato com Branquinho em Recife, uns dois anos antes das eleições onde ele se consagrou prefeito, em 2012. Porém, ao contrário do que se comenta, não foi um encontro profissional. Na época, estava desenvolvendo um estudo sobre um Arranjo Produtivo Local “invisível” em Bezerros, relacionado à produção industrial de bolos e doces. Precisava de algumas informações sobre o segmento, e sabia que ele, enquanto Diretor de Relações Institucionais de Suape, ocupava sala na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco e poderia me ajudar. Então o contactei e ele gentilmente me recebeu em seu gabinete. Apresentei o estudo e os dados preliminares sobre o cluster, o que se desdobrou na realização de algumas reuniões junto com uma consultoria em que eu trabalhava com o intuito de apresentar o estudo à gestão do Desenvolvimento Econômico do Estado. O projeto foi apresentado graças à intercessão de Branquinho, embora a conclusão não tenha sido realizada por estes meios. A partir de então, passamos a manter contato esporádico sobre estas pautas, e, quando ele oficializou a candidatura a prefeito, me pediu para elaborar, junto com sua equipe, o seu Programa de Governo, porém até então eu não tinha nenhuma perspectiva a não ser auxiliar a cidade que me adotou (sou natural de Brejo da Madre de Deus-PE) a se desenvolver, porque ela precisa e merece. Após sua expressiva vitória, ele me convidou para uma reunião na qual solicitou que eu participasse da sua Comissão de Transição. Também me convidou para assumir a pasta de Planejamento do governo municipal, que, segundo ele, seria seu primeiro ato como gestor, pois não entendia como uma cidade poderia ser gerida sem uma pasta tão importante fazendo o papel de articulação. Acontece que, às vésperas de anunciar o seu secretariado, ele me chamou para uma conversa e disse que tinha um novo desafio para mim: a Secretaria de Ação Social e Cidadania. Quando o questionei sobre a mudança, ele respondeu que precisava de um nome técnico para a pasta. Inclusive, dias antes, solicitou meu currículo. Disse que entendia ser um desafio, mas perguntou se eu aceitaria. Eu disse que sim, com a expectativa de ajudar o município e fui anunciada como gestora da assistência social em Bezerros. Muitas pessoas até hoje não entendem por que eu fui convidada para fazer parte da gestão. Mas o meu trabalho praticamente inteiro é desenvolvido fora de Bezerros. Recentemente, uma aluna de Bezerros ficou surpresa quando me encontrou como professora na UFPE em Recife, por exemplo. Portanto, esclareço que minha seleção se deu a partir de currículo, exclusivamente.

BEZERROS HOJE -Qual a função de uma Secretaria de Ação Social em um município? O que você pontua como ações importantes que desempenhou na pasta?

JANAINA-A pasta de assistência social possui um papel tão amplo e relevante que é mais fácil explicar o que não é do que caracterizá-la. Tecnicamente, a pasta funciona como instrumento garantidor de direitos para quem deles necessita, de maneira temporária ou permanente, em alguns casos. O auxílio, temporário ou permanente, deve ser direcionado a quem precisa, independente de sigla ou posicionamento partidário, principalmente na concessão de benefícios eventuais. Assistência Social é totalmente diferente de assistencialismo, que é o que se pratica na maioria dos municípios Brasil afora. Inclusive, uma das decisões que pontuo positivamente na gestão atual é a mudança do nome e – espero – do posicionamento da pasta de Ação Social e Cidadania para Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Parece simplório, mas “ações” são pontuais, enquanto “desenvolvimento social” é muito mais abrangente e perene. À frente da pasta, enumero algumas ações relevantes desenvolvidas, embora na prática muitas vezes só cheguem à execução em gestões posteriores. Um exemplo foi a execução diferenciada, segundo conceito do Estado, do projeto Atenção Redobrada em parceria com a então Secretaria Estadual de Criança e Juventude, que acolheu crianças e adolescentes em situação de risco no Carnaval. A execução foi tão positiva em Bezerros em 2013 que recebemos um prêmio de reconhecimento expondo o trabalho no Encontro Nacional dos Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), em São Paulo, como uma das 34 melhores práticas relacionadas à assistência social no país. Bezerros também passou a ter assento na Diretoria do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social (Coegemas-PE), quando fui eleita junto com a então diretoria para discutir as questões relacionadas ao tema em nível estadual. Elenco como muito importante o reequipamento da Casa de Passagem Carminha de Góes, através do auxílio da Deputada Raquel Lyra. Além de ser reequipada para 40 crianças, o projeto previa que deixasse de ser Casa de Passagem e passasse a ser Abrigo institucional, além de funcionar como referência estadual neste modelo. Outra coisa importante era o trabalho que eu vinha articulando para resolver o problema da entrega das casas do Minha Casa Minha Vida construídas no Bairro Asa Branca. Chegamos a refazer os cadastros, solicitei pessoalmente a desocupação dos imóveis para que procedesse o sorteio, mas, com a minha saída da pasta, não sei como está o andamento. Além disso, deixei sanadas algumas pendências em relação a um convênio junto ao Estado para implantação da Coordenadoria da Mulher em imóvel indicado pela gestão anterior, da Sra Bete. Também não sei como ficou, mas o projeto previa reforma total do imóvel e seu equipamento. O Centro de Convivência do Idoso – CCI também foi reformado, pintado e completamente equipado, pois quando o recebemos estava sem ter nem os talheres e com banheiros, por exemplo, quebrados e com infiltrações. Também recebemos da então Secretária Estadual Laura Gomes o reequipamento completo de um CRAS, fruto de projeto da gestão anterior, mas a articulação junto à Secretária permitiu negociarmos a construção de um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) no padrão estadual no município. O bairro indicado foi Asa Branca, devido às suas características sociodemográficas e à necessidade da população, ou seja, critérios absolutamente técnicos. Mas não foi construído até agora. Até então, existiam 5 CRAS, sedo três urbanos e dois rurais, mas o município só recebia recurso federal para manutenção de três. Na época, a documentação solicitando o repasse foi protocolada junto ao Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à fome (MDS), e não tenho conhecimento se o município já recebe o cofinanciamento inteiro. Mas mesmo assim, conseguimos o repasse para 5 CRAS do Fundo Estadual dos Municípios (FEM). Destaco ainda a aproximação que desenvolvi com as associações comunitárias, dentre as quais cito a Associação de Moradores do Bairro Asa Branca, que inclusive, através de convênio, auxiliou na pesquisa de perfil sociodemográfico dos Bairros Asa Branca e Gameleira, e a Associação de Moradores do Bairro Cruzeiro e Adjacências. Foi resolvida ainda uma pendência grave de atualização de frequência escolar que impactaria no recebimento do Programa Bolsa Família para muitos beneficiários em Bezerros, junto com a Secretaria de Educação.

BEZERROS HOJE -A sua saída da pasta teve motivações políticas ou foi por outros projetos pessoais?

JANAINA-Ao contrário do que muitos pensam, fui eu que solicitei minha exoneração ao prefeito Branquinho no começo de setembro de 2013, embora ele só a tenha acatado no final de outubro. Não posso dizer que houve motivações diretamente políticas, mas interferências em bastidores. Quando assumi a pasta, a decisão de contratação de 100% das pessoas na assistência social coube ao prefeito. Mas percebi que, ao contrário de mim, muitas pessoas foram colocadas exclusivamente por motivações políticas, e que alguns e algumas continuam lá, inclusive ocupando cargos de destaque. Não questiono a motivação política, embora não concorde, mas algumas pessoas não têm o mínimo de preparo para executar suas funções, não sabem o que é assistência social e seu papel em um município e simplesmente não querem aprendê-lo. Como eu nunca tive nenhum contato ou aproximação com nenhuma sigla ou liderança partidária, me senti fragilizada de cobrar o que precisava ser cobrado sem ter o respaldo necessário. Inclusive escutei muita bobagem quando fazia questionamentos na pasta, o que era o meu papel. Já que, assim, eu não conseguiria desenvolver um trabalho no meu padrão de qualidade, achei mais conveniente deixar a administração eu não conseguiria desenvolver um trabalho no meu padrão de qualidade, achei mais conveniente deixar a administração.

BEZERROS HOJE -É possível uma análise crítica da atual gestão?

JANAINA-Sim, cabe algumas críticas à atual gestão. Apesar de ter assumido muito brevemente uma pasta tão relevante da administração, estudei e aprendi muito sobre gestão pública. Em que pese o cenário político-econômico nacional, não acho que a gestão atual vem fazendo o papel esperado por tantas pessoas que a elegeram. Assim como acontece com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, há “mais do mesmo” também em outras pastas. Isso não é culpa do gestor da pasta (aliás, pessoalmente, acho que Luciana tem desenvolvido um bom trabalho), mas de um sistema que vem se arrastando há muito tempo sem sofrer interferências. Refiro-me especialmente à gestão de pessoas porque bons técnicos direcionariam melhor os trabalhos em todas as áreas, mas esclareço que não me refiro diretamente ao primeiro escalão de Bezerros, e sim a cargos secundários. Acho o primeiro escalão uma equipe bem montada e integrada, com poucas exceções. Por outro lado, há profissionais excelentes na atual gestão em Bezerros e que estão sendo subaproveitados. Como cidadã, as maiores críticas a se fazer dizem respeito à Saúde e à Segurança Pública. O Pacto Pela Vida em Bezerros foi um fiasco. Era um projeto excelente, mas muito mal conduzido. Aliás, nem sei se de fato fizeram um projeto, mesmo porque nem todas as áreas diretamente interessadas foram convidadas a participar. Eram realizadas reuniões e reuniões, mas soluções efetivas nunca foram tomadas. O município alega ter cumprido todas as exigências de sua responsabilidade, mas então faltou cobrança do papel do Estado. Não acredito que representantes do MPPE, do Judiciário e das Polícias estavam ali sem uma séria perspectiva de trabalho. Portanto, o projeto – se é que existiu – foi mal conduzido, o que é uma pena, porque a criminalidade assola o município mais uma vez com uma onda de violência e as respostas são sempre as mesmas: “as leis são frouxas”, “não há efetivo suficiente”, “é um problema nacional”. Sei que é verdade, mas em Bezerros costuma-se JUSTIFICAR, e não PROPOR. Quanto à Saúde, desenvolvi um trabalho de assessoria num Consórcio Intermunicipal do qual Bezerros faz parte, e que propõe, dentre outras coisas, a gestão de recursos humanos através de uma Organização Social. Este modelo tem sucesso há décadas em instituições como a Ceasa, por exemplo. O município aderiu, mas acho que o consorciamento poderia ser melhor aproveitado na aquisição global de medicamentos e na qualificação da mão de obra, dentre outras ações. Inclusive, esta OS atua em outras áreas, como assistência social, o que poderia baratear o custo da mão de obra se os servidores da pasta fossem contratados através dela, já que é isenta/imune de tributos sobre folha de pessoal. Ou seja, se eu sei disso, os técnicos de todas as pastas deveriam saber também, e fazer as devidas proposições para o bem do município. Nunca vi ninguém fazer uma proposta de fomento junto a um Consulado, por exemplo, e, mesmo já estando fora da Administração, apresentei um projeto que beneficiaria a Secretaria de Juventude e Emprego a um órgão deste nível. Ou seja, dá pra fazer melhor, desde que as pessoas estudem, pesquisem e desenvolvam redes de relacionamento muito mais fortes que os frágeis laços eleitoreiros. O projeto do APL de Bolos e Doces que citei no começo, por exemplo, está sendo retomado, independente de interferência política. De maneira geral, por outro lado, acho que Bezerros já atravessou gestões menos positivas. A atual gestão não satisfez todas as expectativas, mas considero razoável.

BEZERROS HOJE -Observa-se que você tem tido uma participação efetiva nas redes sociais, emitindo suas opiniões sobre temas diversos. A internet quando bem usada pode disseminar conhecimentos. As pessoas têm feito um bom uso das redes sociais?

JANAINA-As redes sociais são como a consciência: funcionam para o bem e para o mal. Para mim, e mesmo porque trabalho com Administração e Comunicação de forma geral, seja como Professora na Universidade Federal de Pernambuco ou como consultora empresarial, é um instrumento e um recurso de trabalho. E, ao contrário do que muitos, pensam, não é “terra de ninguém”. Há legislação específica, debate sobre punições para crimes virtuais, etc.. Acredito nas redes sociais e na internet de forma geral como plataforma de disseminação de bom conteúdo, do que pode contribuir para o bem estar coletivo, e não apenas para conversar bobagem, embora quem o faça esteja no seu direito (rsrsrs). A própria pasta de Educação, por exemplo, poderia utilizar as plataformas de Educação à Distância para aprimorar os conhecimentos de seu corpo docente ou dos alunos, pois há excelentes cursos gratuitos, de nível internacional inclusive, que as pessoas simplesmente não conhecem ou não aproveitam. Isso melhoraria ainda mais o desempenho da Educação, que tem sido um das pastas melhor conceituadas em Bezerros. Além disso, há espaço e oportunidade para prestação de contas e participação social na grande rede, mas tem que ser feita com coerência e zelo. Sou internauta assumida, acompanho o meu município através de blogs como o Bezerros Hoje e outros e isso é uma vantagem que temos em relação às gerações anteriores. Enfim, se bem usadas, as redes sociais são positivas e eficientes em todas as áreas.

BEZERROS HOJE -Você tem participado nos últimos anos das campanhas políticas de Bezerros? Já pensou em ser candidata para algum cargo eletivo?

JANAINA- Participei de todas as campanhas políticas de Bezerros e do Brasil ativamente, como eleitora. A única vez que militei pessoalmente foi na campanha do prefeito Branquinho, mas sempre acompanhei a política em pormenores, porque interfere diretamente na minha vida e na vida da minha família. Tenho orgulho de nunca ter votado em alguém sem conhecer suas ideias, propostas ou por um motivo que não fosse achar que é a melhor solução apresentada naquele cenário, embora já tenha me enganado muitas vezes! Já fui convidada para presidir partidos políticos, o que me deixou bastante lisonjeada. Mas não pensei ainda em ser candidata a nenhum cargo eletivo. Acredito que existe um descrédito dos cidadãos em relação à política – não sem motivo. Mas, como diz meu marido Elmy, enquanto os cidadãos acharem que política é lugar de desonestidade e falcatrua, continuará sendo. Portanto, temos uma missão complexa de transformação de cenário, mas não é impossível, desde que cada um desempenhe seu papel, seja como candidato ou como eleitor.

BEZERROS HOJE -Como analisa o atual cenário político do município visando as eleições de outubro?

JANAINA-É verdade que o momento que vivemos no país é crítico, embora alguns insistam em negar. Até o momento, conheço como candidatos Josevânio, que foi meu colega quando Secretária, o empresário Carlos do Parada Obrigatória e o empresário Neguinho de Israel. Tem uma coisa muito relevante que nosso município tem perdido: a oposição. Comparo oposição a concorrência: é sempre bom pesquisar outras ofertas, outros pontos de vista, mesmo que isso sirva apenas para ratificar nosso posicionamento. Achei muito positiva a disponibilização espontânea do nome de Dr. Paulo Alves. Acredito que seria um excelente prefeito para nosso momento, com vasta experiência e conhecimento, mas não creio que seja aclamado candidato devido a ter permanecido no PSB, por não ser o candidato “natural” do partido. Acho que está acontecendo um trabalho de bastidores neste momento no sentido de mensurar a viabilidade da candidatura de Breno, o que é natural no meio político. O pai dele é um grande líder político em Bezerros, mas pode ser que não consiga transferir todos os seus votos para Breno. As alianças estão se costurando. Até pouco tempo, era discurso assertivo que Branquinho não seria candidato de maneira nenhuma, mas esse discurso já não é mais tão inflexível, isto é, acredito que cogita-se sua recandidatura. Mas gostaria que a oposição tivesse maior espaço propositivo, e gostaria que fosse decidido logo quem é o candidato do lado governista para que começassem os debates. Deixar para divulgar os nomes “em cima da hora” diminui o tempo de exposição dos candidatos e o debate sobre suas ideias e posicionamentos, mas infelizmente esta tem sido a praxe não só em Bezerros.

BEZERROS HOJE -Suas considerações finais.

JANAINA- Agradeço o espaço ao Bezerros Hoje, na pessoa de Flávio Melo, e me sinto lisonjeada por poder participar deste debate. Gostaria de convidar as pessoas a acompanhar mais de perto o que acontece no nosso município e no nosso país em geral, principalmente o que andam fazendo e propondo os políticos eleitos com o seu voto. Não tem outro jeito de melhorar a nossa realidade. Neste sentido, o projeto do BH de entrevistar pessoas com pontos de vista diferentes colabora muito para a conscientização da população, dado o alcance que o site possui não só em Bezerros, mas também na região.

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