Eleição é ‘imprevisível’ no País, avalia ‘The Economist’

A revista britânica The Economist traz em sua primeira edição de 2014 uma reportagem em que afirma que o resultado das eleições presidenciais deste ano no Brasil é “imprevisível”. A publicação diz que “o espírito dos protestos de junho ainda está vivo e uma parte do apoio a Dilma Rousseff poderia derreter se uma alternativa forte emergir”. A constatação é feita ao comentar que estudos mostram que o eleitorado do País quer mudanças.

Além disso, a revista afirma que a economia será um ponto frágil na campanha à reeleição da petista.

“A economia oferece uma linha de ataque para concorrentes. Desde que Rousseff tomou posse em 2011, o crescimento tem sido anêmico. O desemprego é baixo e, até recentemente, a renda subia mais rápido que a inflação”, observa a publicação.

Em seguida, comenta que a criação de empregos e o aumento de renda agora estão esfriando, “enquanto os preços continuam subindo”. Diz ainda que as finanças públicas se deterioraram, algo que, segundo a publicação, “não será consertado em um ano eleitoral”.

A The Economist aponta também o risco de ocorrerem protestos como os do ano passado, em especial durante a Copa do Mundo. Traz também a possibilidade de que pelo menos uma cidade-sede tenha de ser retirada devido aos atrasos nas obras, o que classificou como um grande constrangimento.

Apesar de tantas ponderações, a revista nota que Dilma retomou parte da popularidade após os protestos que ganharam as ruas do País em junho. Além disso, os demais candidatos a presidente da República não começaram efetivamente a fazer campanha ou enfrentam problemas internos.

Recentemente, a The Economista publicou reportagem sobre o cenário econômico brasileiro e os efeitos do baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na campanha de Dilma.

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