Dos Bastidores da Notícia

As convenções partidárias já começam a moldar o cenário das eleições de 2026 em todo o Brasil. Confira algumas das principais notícias:

A 56ª Missa do Vaqueiro, realizada em Serrita, também se transformou em uma importante vitrine de presença política no Sertão de Pernambuco.

A governadora Raquel Lyra, que tentará a reeleição, participou do evento e foi recebida pelo povo sertanejo. O pré-candidato ao Governo do Estado e ex-prefeito do Recife, João Campos, também marcou presença e relembrou as vezes em que acompanhou a celebração ao lado de seu pai, o ex-governador Eduardo Campos.

A participação de dois dos principais nomes da disputa estadual reuniu momentos de fé, aproximação com a população e articulações políticas.

Em entrevista ao Blog Cenário, João Campos (PSB) falou sobre a convenção da Frente Popular, marcada para o próximo sábado, dia 1º de agosto, no Clube Internacional do Recife. João afirmou que “vai ser um grande momento, com algumas surpresas”.

O MDB (Movimento Democrático Brasileiro) anunciou, nesta segunda-feira (27), que não apoiará nenhum candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. O partido decidiu liberar os diretórios estaduais para que definam suas alianças eleitorais conforme as realidades locais.

O foco da legenda será nas eleições estaduais, com a meta de eleger uma bancada significativa no Congresso Nacional.

Em Pernambuco, a convenção estadual do partido, realizada no sábado (25), marcou a formalização do apoio do MDB à pré-candidatura de João Campos, do PSB, ao Governo do Estado. O encontro ocorreu na Câmara Municipal do Recife.

Na ocasião, o partido homologou candidaturas proporcionais. O presidente estadual do MDB, Raul Henry, afirmou que o objetivo da legenda em Pernambuco para as eleições de 2026 é eleger dois deputados federais e fortalecer sua participação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), com a eleição de três a quatro deputados estaduais.

Já a governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou, em entrevista, estar sentindo um “frio na barriga” para sua convenção, marcada para o próximo domingo, dia 2 de agosto, no Parador, no Centro da capital pernambucana.

Segundo Raquel, o encontro deverá apresentar uma mensagem de união pelo Estado. A governadora declarou que as cores das bandeiras partidárias não dividem o grupo político, pois, segundo ela, todos estão reunidos para somar e cuidar de Pernambuco como um todo.

O Partido Missão oficializou Renan Hallais como candidato ao Governo de Pernambuco e o advogado Lucas Xavier como candidato a vice-governador. Essa será a primeira disputa eleitoral da sigla, registrada no Tribunal Superior Eleitoral em 2025.

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL), integrante da Federação PSOL-Rede, esteve em Caruaru no sábado, dia 25, para o lançamento do livro “Papo Reto: o que aprendi e ainda aprendo tentando transformar a política”.

Durante a semana, Ivan também teceu críticas à disputa por protagonismo político em torno do Festival de Inverno de Garanhuns. Segundo ele, o debate político acaba desviando o foco da importância cultural e social do evento.

A deputada estadual e pré-candidata à reeleição Liana Cirne, do PT, divulgou em suas redes sociais que assinou um manifesto em defesa de Serra Negra, em Bezerros.

Na publicação, a parlamentar afirmou que a ocupação desordenada da localidade preocupa devido à superlotação durante eventos e ao risco de afastamento dos moradores nativos.

Liana também mencionou como problema a falta de implementação do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Bezerros, que, segundo ela, existe em lei há anos, mas nunca foi colocado efetivamente em funcionamento.

Para a deputada, essa situação deixa a sociedade civil sem um espaço adequado de participação nas decisões relacionadas ao meio ambiente da região.

“A lei precisa ser cumprida agora. É um problema antigo, que atravessa gestões e exige a atenção de todos nós. Todas e todos em defesa da Serra Negra”, declarou.

Enquanto isso, a disputa pela segunda vaga da base governista para o Senado Federal permanece indefinida.

Nas últimas semanas, reportagens apontaram o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) como um dos principais nomes cotados para integrar a chapa. Em outro momento, o nome do deputado federal Eduardo da Fonte (Progressistas) também passou a ser apontado entre as possibilidades.

Houve, ainda, notícias sobre deliberações e convenções internas das siglas. Vale ressaltar que União Brasil e Progressistas integram a Federação União Progressista.

Os bastidores seguem movimentados, e a expectativa é de que essa definição ocorra durante o período das convenções partidárias.

Fora da polarização entre os principais grupos políticos, a Unidade Popular (UP) oficializou, no domingo, dia 26, a candidatura de Samara Martins à Presidência da República e de Raquel Brício como candidata a vice-presidente.

Na terça-feira, dia 21, Flávio Bolsonaro, durante um encontro com embaixadores estrangeiros, pediu que os países enviassem o máximo de “observadores” possível para acompanhar as eleições brasileiras de outubro.

O presidenciável mencionou um documento da CIA que teria apontado manipulação nas eleições da Venezuela em 2010, supostamente envolvendo a empresa Smartmatic. Flávio sugeriu que parte das urnas utilizadas no Brasil teria origem semelhante.

O Tribunal Superior Eleitoral já havia esclarecido, em 2020, que essa informação é falsa. As urnas brasileiras são totalmente desenvolvidas e administradas pela Justiça Eleitoral, sem participação da Smartmatic.

Flávio também afirmou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está inelegível por causa da reunião realizada com embaixadores em 2022, quando levantou dúvidas sobre o sistema eleitoral.

Segundo ele, Bolsonaro apenas manifestou preocupações relacionadas à transparência e à segurança do processo eleitoral.

No entanto, na quarta-feira, dia 22, Flávio Bolsonaro divulgou um comunicado no qual afirmou não ter questionado a integridade do sistema brasileiro de votação por meio das urnas eletrônicas.

No texto, Flávio e sua equipe declararam que o discurso se limitou a relatar dois fatos: a reunião que deu origem à inelegibilidade de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o relatório recentemente divulgado pela CIA a respeito de supostas fraudes nas eleições venezuelanas.

No sábado, dia 25, a convenção nacional do PL homologou, em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

O evento contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro enviou um vídeo para a convenção. Na gravação, ela afirmou que não compareceu presencialmente porque estava em casa cuidando de Jair Bolsonaro. Durante o evento, também foi exibido um vídeo produzido inteligência artificial representando o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Até o momento, não foi divulgado o nome do candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.

Declarações de Javier Milei geram reação diplomática

A tensão diplomática entre Brasil e Argentina atingiu um novo patamar após o presidente argentino, Javier Milei, proferir declarações ofensivas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações divulgadas pelo site IstoÉ, durante seu discurso, Milei chamou Lula de “presidiário” e “ladrão”, além de afirmar que o petista seria responsável por espalhar o que classificou como “socialismo da pobreza” pela América Latina, por meio do Foro de São Paulo.

As críticas não ficaram restritas ao presidente brasileiro. Milei também direcionou ofensas ao ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca”.

A declaração foi interpretada como uma reação à decisão do STF que negou autorização para que o presidente argentino visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Após a convenção, Milei voltou a atacar o governo brasileiro durante entrevista à rádio argentina Mitre.

Na ocasião, afirmou que o Brasil financiaria 25% de uma suposta campanha antiargentina, sem apresentar provas.

O Ministério das Relações Exteriores decidiu convocar o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas em Brasília, gesto diplomático utilizado quando há grave deterioração nas relações entre dois países.

Ao mesmo tempo, o Itamaraty convocou o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, para prestar esclarecimentos sobre as declarações de Milei.

O governo brasileiro classificou os ataques como “infamantes” e incompatíveis com a relação histórica entre os dois países.

Durante um evento com sindicalistas, Lula respondeu às declarações afirmando que continuará governando o país sem aceitar interferências externas.

Segundo o presidente, o Brasil é um país soberano e não admite que “ninguém meta o nariz onde não é chamado”.

Lula comenta tarifas e interferência estrangeira

Durante uma cerimônia realizada em Brasília, o presidente Lula afirmou que “há males que vêm para o bem” ao comentar o novo tarifaço dos Estados Unidos, que impôs uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros.

Lula fez um paralelo entre essa medida econômica e a pandemia de Covid-19.

Segundo ele, apesar das dificuldades enfrentadas durante a crise sanitária, o Sistema Único de Saúde (SUS) saiu fortalecido, demonstrando capacidade de resposta e organização.

Para o presidente, isso reforça a ideia de que o Brasil não deve “ficar chorando” diante das dificuldades, mas encontrar saídas criativas e estratégicas para manter o crescimento.

O Programa Brasil Soberano, sancionado durante o evento, simboliza essa postura de reação e fortalecimento da economia nacional.

No sábado, durante a convenção que homologou Fernando Haddad (PT) como candidato ao Governo de São Paulo, o presidente Luiz afirmou “que ninguém de fora venha meter o dedo nas nossas eleições”.

Com a declaração, Lula reforçou a ideia de que o Brasil é um país soberano e que apenas os cidadãos brasileiros têm o direito de decidir os rumos políticos da nação.

Ele destacou que o destino do país será definido pelos 157 milhões de eleitores aptos a votar, ressaltando a importância da democracia e da participação popular no processo eleitoral.

O presidente também sancionou, em 24 de julho de 2026, a lei que proíbe a produção e a comercialização de foie gras no Brasil.

A medida foi celebrada por organizações de proteção animal, mas gerou atritos diplomáticos, especialmente com a França, maior produtora mundial da iguaria e parceira comercial do Brasil no acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

O foie gras é obtido por meio da alimentação forçada de patos e gansos. A prática consiste na introdução de um tubo na garganta dos animais, fazendo com que consumam uma quantidade de alimento superior ao limite natural de saciedade.

O procedimento acelera o crescimento do fígado, considerado uma iguaria da gastronomia francesa.

A nova legislação proíbe qualquer produto derivado desse tipo de técnica, seja ela realizada de forma mecânica ou manual.

A lei entrará em vigor dentro de seis meses. Quem descumprir a norma poderá enfrentar penas de prisão de três meses a um ano, além de multas e sanções administrativas.

O projeto havia sido apresentado em 2020 e foi aprovado pelo Congresso Nacional em abril de 2026, após uma primeira tentativa que não avançou.

TSE prepara reunião com embaixadores

Segundo informações do jornal O Globo, o Tribunal Superior Eleitoral realizará, no dia 17 de agosto, uma reunião com embaixadores para explicar o funcionamento das urnas eletrônicas.

Diplomatas dos Estados Unidos e de todos os países com representação no Brasil foram convidados.

Em nota divulgada no sábado, dia 25, o TSE destacou que a urna eletrônica é um “patrimônio do povo brasileiro” e afirmou que o sistema será defendido pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, durante o encontro.

O cenário presidencial também ganhou novos capítulos com a convenção nacional do Partido Novo.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema movimentou os bastidores da política ao longo da última semana.

Antes da convenção, Zema afirmou que mantinha conversas para definir o nome que ocuparia a vaga de vice-presidente em sua chapa e chegou a citar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. “Pessoa que admiro muito”, declarou.

Já nesta segunda-feira (27), o Partido Novo oficializou, durante convenção nacional realizada em Brasília, a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República.

Apesar da confirmação de seu nome, o candidato a vice ainda não foi anunciado. Segundo Zema, a definição poderá ocorrer até o prazo final para o registro das candidaturas, previsto para o dia 15 de agosto.

No domingo (26), o Partido Social Democrático (PSD) oficializou, durante convenção nacional realizada em São Paulo, a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República.

O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, foi confirmado como candidato a vice-presidente.

Aguardemos os próximos desdobramentos.

Nota da redação: Esta coluna reúne informações publicadas por veículos da imprensa estadual e nacional, além de conteúdos divulgados por fontes oficiais. O Bezerros Hoje realiza a adaptação editorial do material, preservando o contexto das informações e respeitando os princípios da transparência, da pluralidade e do interesse público. O espaço permanece aberto para manifestações, esclarecimentos e o exercício do contraditório. Imagens: reprodução/internet e assessorias

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