Dos Bastidores

A FOME

Chamou a ATENÇÃO uma imagem divulgada na internet de um homem empunhando um cartaz com mensagem de “socorro” em pleno Centro da cidade de Bezerros. A imagem nos faz lembrar dos anos 90, quando a ponte Geraldo Peixoto (Ponte do Comércio) tinha entre os espaços do passeio vários pedintes. Uma cena que sumiu com os programas sociais do Governo Federal e que, agora, parece vir a tona por conta da inflação alta e do desemprego que tira a esperança de milhões de brasileiros. Infelizmente, é fácil constatar que a fome voltou a reinar na periferia das nossas cidades.

O QUE ESPERAR!

Além dos programas sociais do Governo Federal, o que o governo da prefeita Luciele pode fazer pelo social no município? Um município vizinho a Bezerros, Camocim de São Félix, tem um programa social fantástico: o governo faz a doação mensal de mil cestas básicas de forma legal. Guardada as devidas proporções, Bezerros deveria está fazendo a doação de no mínimo três mil cestas aos chefes de famílias, que pagam aluguéis e que não recebem o Bolsa Família. Infelizmente não se ver tal sensibilidade social em Bezerros, o que é espantoso diante da realidade pela qual passou na vida a prefeita Lucielle.

MOVIMENTO E OPINIÃO

Bolsonarista costumam desdenhar das pesquisas de opinião pública para negar que o presidente Bolsonaro tem a reeleição ameaçada. Eles compraram fácil a narrativa do governo que o apoio popular do presidente se constata nas motociatas e que os adversários, em especial o ex-presidente Lula, não tem o apoio das ruas. A narrativa convence aos adéptos do bolsonarismo, mas não ganha guarita na razoabilidade. Movimento de rua é importante, mas não subistitui a opinião popular constatada através de pesquisas sérias. E todas mostram o contrário! O que é fato é que a base do presidente é bastante coesa e atende ao chamado. Contudo, isso não é tudo!

CADÊ AS PREFEITAS?

A Prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB) não recepcionou o presidente Bolsonaro no evento político que fez neste final de semana na região. E olha que o seu governo foi bem atendido pelo governo federal: 32 milhões depositados nas contas da prefeitura e uma remessa de vacinas extras chegaram por lá com a visita espetaculosa de ministros há alguns meses. Já a prefeita de Bezerros, Lucielle, que votou em Bolsonaro para presidente e tem no seu secretário de Turismo militante assíduo, se quer mencionou algo sobre a famosa motociata. Pelo menos os bolsonaristas não poderão chamá-la de ingrata, pois nem se compara o tratamento que o governo federal dispensou à gestão Raquel Lyra. Raquel não compareceu alegando que o ato não era institucional.

CURTAS

A gestão Lucielle perde uma grande oportunidade em “perseguir” o projeto do teleférico, tendo pontes importantes no governo Bolsonaro, como o ministro do Turismo Gilson Machado.

Depois que a redação provocou o ressurgimento da pauta do teleférico da Serra Negra, cobrindo até a visita do deputado Estadual Feitosa, nada mais surgiu como novidade sobre o assunto. Falta interesse de fato! Mas de quem?

O professor Pierre Pessoa, ativista das causas sociais, vai mesmo se enveredar para a política partidária? O prazo de filiação partidária se encerra em outubro. Qualquer movimento nesse sentido responderá a pergunta.

O Secretário de Planejamento, Bruno Clisman, respondeu indiretamente as indagações sobre concurso prometido pela prefeita no primeiro ano de gestão. A explicação é até plausível, diante da Pandemia.

O secretário bem que poderia responder agora o porquê da gestão Lucielle não ter realizado nenhum processo simplificado no primeiro ano de gestão, como fez Gravatá e Caruaru.

Em vez de alardear o funcionamento do novo aparelho de raio-x na UPA , adquirido através de emenda parlamentar na gestão passada, a gestão Lucielle deveria se concentrar na compra do gerador e do elevador da unidade inaugurada pelo ex-prefeito Breno de forma afobada.

O Parlamento Jovem foi um projeto defendido lá atrás pelo Bezerros Hoje e implantando na Câmara de Vereadores em 2019. Já está na hora da renovação dos seus membros, que deveria ter apenas um ano de mandato.

Por José Flávio de Melo

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