“Quando entrar Setembro e a Boa Nova andar nos campos”.
Há um ano essa coluna envocava a chegada da primavera para que os corações dos bezerrenses pudessem se encher de boas expectativas com as eleições vindouras. Passado um ano e como estamos!? Mas como a primavera sempre vem, não custa continuar acreditando na transformação do ser humano para melhor. Como diz a letra: “que nasça o perdão, onde a gente plantou “.
Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar

O NOME
As oposições ao PSB no estado só teriam alguma chance se o nome da prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB) for o escolhido para a disputa de governadora. Nomes como o de Miguel Coelho e Anderson Ferreira estão muito alinhados ao bolsonarismo e isso não é nada positivo em um estado que tem um eleitorado saudoso ao ex-presidente Lula. Todos sabem da experiência de 2018 quando Armando Monteiro, candidato a governador derrotado, sentiu o impacto de ter como companheiros de chapas ministros do governo “Temer”. A sucessão estadual passará pela federal mais uma vez.
O RETROVISOR

A prefeita Lucielle (DEM) voltou a mirar no passado, com críticas a gestão Breno (PSB), possivelmente como forma de justificar a inércia do seu governo no tocante a serviços básicos deficientes. A impressão é que a cidade piorou, embora na sua visão o município já “respira novos ares”. Ninguém em sã consciência exigiria que a atual gestão pudesse já apresentar grandes resultados em apenas oito meses de governo. A prefeita está sendo cobrada pelo básico não feito, e isso provoca sentimentos ruins quando se olha para as expectativas lançadas.
NÃO É POR AÍ
A herança, embora maldita, nunca foi impecilho para que novos governos pudessem mostrar a cara da gestão já no primeiro ano. A ex-prefeita Bete de Dael, por exemplo, teve uma gestão exitosa em 2009, se perdeu nos anos posteriores por questões de relações políticas. Já o ex-prefeito Branquinho terminou o primeiro ano do seu governo (2013) com avaliação positiva, que somava mais de 60% de bom e ótimo. Ao continuar criticando os antecessores, a prefeita Lucielle vai pagando um preço político caro, pois essa justificativa não é aceitável uma vez que as dificuldades estavam dadas mesmo antes de ser candidata a prefeita em 2020.

SETE DE SETEMBRO
Inflação nas alturas corroendo o salário do trabalhador, expectativa lá em baixo na vida dos brasileiros e o presidente Bolsonaro apostando no tudo ou nada nos protestos contra a democracia no Sete de Setembro. Essa realidade dura não tem como dá certo, nem para os arroubos autoritários do chefe nem para a nação. E pensar que ainda tudo pode piorar!

CURTAS
A prefeita Lucielle se vangloria pela redução dos casos de Covid-19 em Bezerros. Efetivamente, só a chegada da vacina foi algo feito que justifica a freada dos casos, mas isso se reflete em todo o país.
O reconhecimento positivo nos primeiros oito meses de governo da prefeita deve-se ao pagamento dos servidores em dia. A Marília, Secretária de Finanças, trouxe de fato o currículo técnico para o setor.
Uma candidatura da terra a Deputado Federal é tudo que os apoiadores do Mendonça Filho não desejaria. Parece que o Bezerros Agora já cantou essa bola ao lançar a possibilidade no cenário político local.
A Câmara Municipal, seguindo orientação do TCE, resolveu fazer licitação para auxílio combustível dos vereadores. Era o óbvio a ser feito em nome da transparência e isonomia. O valor global será de 83 mil reais.
O governo da prefeita Lucielle ama uma terceirização. Fez processo para gestão de veículos e agora para iluminação pública. Veremos com o tempo a positividade disso!
O carnaval em 22 ainda é uma icógnita, tudo porque ainda não se sabe bem ao certo o comportamento da variante Delta do coronavírus. Em se confirmando a festa, a pergunta que não quer calar: A secretária de Turismo de Bezerros já tem planejado o evento?
A coluna estará de volta no domingo, até lá!
Por Flávio Melo