Com câmera na farda, mortes em ações da polícia em SP caíram 83%; Pernambuco vai aderir a projeto

Implementadas há menos de um ano no Estado de São Paulo, as bodycams – câmeras que ficam acopladas às fardas da Polícia Militar – contribuíram significativamente para reduzir as mortes ocorridas durante ações policiais. Levantamento do governo paulista apontou queda de 83% na letalidade policial nos últimos sete meses do ano passado, comparados ao mesmo período de 2020. Atualmente, 18 batalhões utilizam o equipamento, que grava e gera imagens e sons em tempo real. Em Pernambuco, as bodycams também serão adotadas, mas a aquisição delas ainda está em fase de licitação.

Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), houve 105 mortes decorrentes de enfrentamentos com agentes de segurança pública no ano passado. O número é 9% menor do que em 2020, quando houve 116 óbitos. Numa rápida comparação com São Paulo, o batalhão da Rota, unidade de elite da PM e considerada a mais letal daquele Estado, alcançou queda de 89% nas mortes no comparativo entre os últimos sete meses de 2021 com o mesmo período de 2020 – daí especialistas na área de segurança pública reforçarem a importância do uso desses equipamentos corporais.

“A instalação de câmeras nos uniformes policiais é uma importante medida que contempla toda a sociedade. É uma garantia. Assim, temos como aferir situações envolvendo possíveis abusos de autoridade. Por outro lado, garante também ao policial ético que sua abordagem se deu dentro dos parâmetros legais. A OAB Pernambuco entende que a instalação destas câmeras vai no sentido de colaborar no enfrentamento à violência”, afirmou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Pernambuco (OAB-PE), Fernando Ribeiro Lins.

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