
ICMS da “discórdia”
É antigo o desejo do brasileiro de poder chegar ao posto de combustível e poder pagar um preço justo nas bombas. Com os recentes embates entre governo federal e governos estaduais os brasileiros reacenderam a chama do desejo de finalmente, quem sabe, ver o preço do litro do combustível cair.
Em recente declaração do presidente Jair Bolsonaro, que disse que fazia “papel de otário” por reduzir o preço da gasolina e do diesel nas refinarias e não vê o consumidor final ser beneficiado na bomba já que os governos estaduais cobram 29% de ICMS e governo federal cobra 15% de CID e o PIS/Cofins, caso esses tributos não incidissem o litro do combustível poderia ser de R$2,68. Pois bem, insatisfeito com a inflexão dos governadores o presidente fez um desafio afirmando que zeraria os impostos federais se os governadores fizessem o mesmo com o ICMS.
Todavia, alguns governadores responderam dizendo que isso era “populismo” o que foi rebatido pelo presidente que na verdade seria “vergonha na cara” de tomar tal medida, e, nisso caro leitor convenhamos que o presidente foi feliz em sua fala, pois, quantas vezes em rodas de discussões já não dissemos que os políticos deveriam ter vergonha na cara e atender os anseios da população. A grande questão é que os governos dizem que serão afetados com arrecadação estadual, sim caro leitor você leu bem, estão preocupados apenas com a arrecadação e não com você que quer pagar mais barato pela gasolina e/ou diesel.
Desse imbróglio a população pode se beneficiar já que o debate foi posto a mesa e já se vê a opinião publica cobrando de seus governadores a redução do ICMS. Ficou claro também que há como pano de fundo razões políticas pelas quais os governadores não querem ceder ao desafio do governo federal. Certamente, a preocupação que todos deveriam ter é com os eleitores que elegem seus representantes para atender suas demandas e não interesses próprios. Até o fechamento deste artigo apenas três governadores aceitaram o desafio do presidente, foram eles: Gladson Cameli (PP) do Acre; Wellington Dias (PT) do Piauí; Ronaldo Caiado (DEM) de Goiás.