O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco (CIRA/PE) detalhou, nesta quinta-feira (07), as investigações da Operação Cortina de Fumaça, deflagrada na última quarta-feira (06), contra um grupo suspeito de atuar em um esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Segundo os órgãos envolvidos, o prejuízo causado aos cofres públicos ultrapassa os R$ 132 milhões em impostos estaduais não recolhidos. Durante a operação, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nas cidades do Recife, Caruaru, Camaragibe e Bezerros.
As equipes apreenderam celulares, notebooks e outros dispositivos eletrônicos que agora passarão por análise para aprofundar as investigações. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 26,7 milhões, além da restrição de veículos e o afastamento de empresários e contadores suspeitos de participação no esquema.
De acordo com as investigações, o grupo atuava há cerca de dez anos e utilizava empresas do setor alimentício para fraudar o recolhimento de impostos. Entre as práticas identificadas estão a criação de empresas para acumular dívidas tributárias, abertura sucessiva de CNPJs e comercialização de mercadorias sem emissão de nota fiscal.
As apurações apontam ainda que parte das empresas funcionava em centros de abastecimento como o Ceasa, no Recife, e o Ceaca, em Caruaru, enquanto outras existiam apenas no papel, sendo utilizadas para emissão de notas fiscais fraudulentas.
Ao todo, foram identificados 36 CNPJs ligados ao suposto esquema criminoso.
Acompanhe mais informações no site oficial MPPE.
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