O PDT
Fundado há 35 anos pelo ex-governador Leonel Brizola, o Partido Democrático Trabalhista teve comando político e coerência ideológica enquanto esteve sob o comando dele. Hoje, presidido pelo ex-ministro Carlos Lupi, que ganhou a sigla de presente quando o líder gaúcho faleceu, o partido não é mais o mesmo. Virou um autêntico “balaio de gatos”, com gente contra e a favor do governo, e sem uma liderança capaz de unificá-lo. Prova dessa divisão foi a reunião que houve em Brasília na última quarta-feira para decidir os rumos da legenda na próxima eleição presidencial. Aprovou-se um “indicativo” de apoio a Dilma, porém com o voto contra de dois importantes senadores: Cristovam Buarque (DF) e Pedro Taques (MT). E nada se decidiu sobre as alianças regionais porque não houve consenso para se debater essa questão. Sem comando e sem unidade, o PDT de amanhã será o PMDB de hoje: uma federação de partidos regionais.
A “caixa preta” do BNDES
Acha o ex-governador Roberto Magalhães que mais importante do que uma CPI para investigar a Petrobras seria uma investigação profunda no BNDES, que tem emprestado vultosas quantias a países da África e da América Latina sem que os brasileiros saibam como foram feitas tais operações. Um dos beneficiários desses empréstimos, que muitos consideram “doações”, foi Cuba, que conseguiu dinheiro com o ex-presidente Lula para construir o Porto de Mariel.
Protesto – Alegando não ter sido consultado sobre a decisão do partido de apoiar a candidatura do petebista Armando Monteiro para o governo estadual, o presidente do PRB de Paudalho, Flávio Lira, conhecido na cidade como “Foca”, resolveu abrir uma dissidência. Ele vai apoiar o candidato Paulo Câmara (PSB) e garante que levará consigo o vereador Teto do Povo (PRB).
Correção – Vavá Rufino (PTB), ex-prefeito de Moreno, corrige nota desta coluna. Vota em Armando Monteiro pra governador, mas para deputado federal vai de Betinho Gomes (PSDB).
Batismo – Por sugestão do deputado Claudiano Martins Filho (PSDB), o auditório do novo prédio da Assembleia Legislativa, ora em construção, vai se chamar senador Sérgio Guerra.
Votos – Filha do governador João Lyra Neto, a deputada Raquel Lyra (PSB) tem sido procurada por tantos líderes do interior querendo votar nela que talvez seja obrigada a recusar apoios.
A ponte – Embora fora da política, o ministro José Múcio (foto), do Tribunal de Contas da União, fala regularmente com o ex-presidente Lula e de tanto conversar com ele pelo telefone já não descarta mais a hipótese de o PT empurrá-lo para a disputa presidencial.
Chorinho – Natural de Iguatu (CE), que é também a terra de Humberto Teixeira, parceiro de Luiz Gonzaga, o cantor e compositor Evaldo Gouveia estará amanhã no Restaurante Dom Pedro (15h), a convite do radialista Tarcísio Bocão, para se apresentar numa roda de choro.
Canal – Em nome do governo Dilma, os ministros Miriam Belchior (Planejamento) e Francisco Teixeira (Integração Nacional) prometem concluir até o final de 2015 as obras de transposição do rio São Francisco. Mas diante do precedente da Refinaria Abreu e Lima, que deveria ter ficado pronta em 2010 e ainda não foi concluída, não se deve dar muito crédito a este prazo.
Adeus – Será sepultado hoje em Canhotinho o corpo do ex-prefeito e ex-deputado estadual José Amorim. Ele tinha 88 anos de idade e era pai do também ex-prefeito (duas vezes) Carlos Amorim. José Amorim elegeu-se prefeito em 1959 e foi sucedido pelo então correligionário do PSD, Lourival Barros, pai do deputado Eduardo Porto (PSDB) e avô do atual prefeito Felipe Porto (DEM).