Caso Beatriz: defesa pede sigilo do processo e transferência do júri

Após sucessivas derrotas judiciais na tentativa de impedir o júri popular, a defesa de Marcelo da Silva, réu confesso da morte da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, agora pede ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) que seja decretado o sigilo do processo.

Reprodução

A justificativa, em petição encaminhada na última semana e ainda sem decisão, é de que a visibilidade do caso traz “sérios riscos” à imparcialidade dos futuros membros do júri popular, ainda sem data marcada. A defesa alegou ainda que a divulgação de informações do processo “expõem” a integridade física, moral e a dignidade das partes envolvidas.

Conforme revelou o Jornal do Commercio, os advogados também solicitaram à Justiça a transferência do júri popular de Petrolina, onde o crime ocorreu, para o Recife. O pedido de desaforamento ainda aguarda análise. Na petição, os advogados afirmaram temer agressões físicas e verbais contra eles e contra o réu caso o julgamento seja realizado em Petrolina, no Sertão, onde o crime ocorreu.

Relembre o caso:

O Caso Beatriz é um dos crimes de maior repercussão em Pernambuco e no Brasil.

Na noite de 10 de dezembro de 2015, a menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, participava de uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, acompanhada dos pais. Em determinado momento, ela se afastou para beber água e desapareceu. Cerca de 40 minutos depois, foi encontrada morta em um depósito de materiais esportivos da escola. A perícia apontou que a criança foi assassinada com 42 facadas.

A investigação se prolongou por anos e foi marcada por críticas da família, mudanças de delegados, novas perícias e questionamentos sobre a condução do inquérito. Em 2022, após exames de DNA, a Polícia Científica identificou Marcelo da Silva como autor do crime. Confrontado com as provas, ele confessou o assassinato. Segundo as investigações, ele entrou na escola durante o evento e matou Beatriz após uma tentativa de violência sexual frustrada.

Desde então, a defesa do réu apresentou diversos recursos para impedir a realização do júri popular, alegando irregularidades no processo. Todos os principais recursos foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), mantendo a decisão de que o caso deve ser julgado pelo Tribunal do Júri.

Com informações do Jornal do Commercio. Texto adaptado pela redação do Bezerros Hoje.

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