A expansão das apostas on-line, o avanço da inteligência artificial e a disseminação de fake news estão criando novos desafios para instituições responsáveis pela defesa e pela escuta do cidadão.

O tema foi discutido durante o 18º Seminário Nacional “Ouvidores & Ouvidorias” e o 8º Seminário Internacional “Ouvidores, Defensorías del Pueblo & Ombudsman”, realizados em Maceió (AL) pelo Instituto Brasileiro Pró-Cidadania.
Durante o evento, Juliana Prates, auditora de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), e Raquel Tortora, ouvidora-geral da Itaipu Binacional, abordaram como as ouvidorias precisam se preparar para uma sociedade cada vez mais conectada e também mais vulnerável aos riscos do ambiente digital.
Entre as preocupações está o crescimento das apostas on-line e dos casos de ludopatia, caracterizada pela dependência em jogos. Nesse cenário, foi destacado que a ludopatia não deve ser tratada como desvio de caráter, mas como uma doença alimentada por mecanismos de recompensa, exigindo atenção, orientação financeira e encaminhamento adequado.
As fake news também foram apontadas como um desafio, já que informações falsas podem gerar desconfiança, provocar demandas baseadas em conteúdos incorretos e sobrecarregar instituições. A orientação é fortalecer respostas transparentes, acessíveis e baseadas em informações oficiais.
Sobre a inteligência artificial, o debate destacou seu potencial para auxiliar na triagem de denúncias e identificação de padrões, mas alertou para os riscos de uma automatização excessiva. A tecnologia deve otimizar tarefas, sem substituir a capacidade humana de compreender contextos, acolher e mediar conflitos.
A discussão reforça que, diante das transformações digitais, a defesa do cidadão também exige educação digital, informação confiável e uso responsável das novas tecnologias.
Crédito: Assessoria | Texto adaptado pela redação do Bezerros Hoje