FOGO CRUZADO – POR INALDO SAMPAIO

É um bom começo para o presidente Bolsonaro

Pesquisa do Ibope acaba de mostrar que 75% dos brasileiros avaliam que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, está no rumo certo ao escolher seus 22 futuros ministros e reafirmar seu compromisso de promover algumas reformas, entre elas a previdenciária. Bem verdade que o levantamento foi realizado antes de vir à tona o caso “Flávio Bolsonaro”, mas ainda assim não se acredita que o pai tenha perdido popularidade por causa disto. O presidente eleito continua gozando de que popularidade, o que não é positivo apenas para ele mas também para o país. Ruim seria se ele fosse assumir o governo daqui a mais duas semanas com a popularidade em baixa porque lua-de-mel com popularidade costuma durar pouco. Bolsonaro fez boas escolhas para a área econômica, dado que a equipe tem capacidade técnica e homogeneidade ideológica, e em que pese estar sendo muito criticado pelas escolhas dos ministros da Educação, Relações Exteriores e Direitos Humanos, não perderá prestígio por causa disto, pelo menos em curto prazo. Significa que o crédito de confiança que a nação lhe deu no último pleito continua de pé. Se conseguirá ou não honrar as promessas de campanha, só iremos saber mais adiante.

Gesto de solidariedade

O ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) não queria encerrar sua passagem pelo governo Temer sem fazer um gesto com Pernambuco. Daí a decisão de liberar 20 milhões para a prefeitura do Recife construir três novas unidades do Compaz. O equipamento é revolucionário e deve sua chegada a Pernambuco ao secretário Murilo Cavalcanti (Segurança Urbana).

À disposição – Caso seja convidado, Jungmann não se negará a fazer parte do futuro governo Paulo Câmara. Daria um bom secretário de Defesa Social, dada a experiência acumulada no governo federal, embora ache que o secretário Antonio de Pádua deva continuar.

Outro general – Romeu Zema, governador eleito de Minas Gerais, é mais um da safra de outubro a escolher um general para a Secretaria de Segurança. O escolhido foi o general de brigada Mário Lúcio Alves de Araújo, que como candidato a deputado federal pelo PSL obteve apenas 20.140 votos.

O dízimo – A partir de fevereiro, deputados federais e estaduais do PT terão que doar para o partido 10% do seu salário. É o jeito que a direção nacional achou para saldar dívidas da campanha de Fernando Haddad, que totalizam cerca de 50 milhões.

Espaço 1 – Mesmo que tire o PDT da Secretaria de Agricultura para entregá-la ao PT, o governador Paulo Câmara não deixará os brizolistas fora do governo. Vai acomodá-los em outra pasta porque tem apreço pelo partido e o seu presidente Wôlney Queiroz.

Espaço 2 – No terceiro governo de Miguel Arraes (1995-1998), o PT era aliado do PSB e foi acomodado pelo governador na Secretaria de Saúde. A passagem não durou muito porque o partido tinha muitas alas brigando entre si que, o que obrigou o governador a pedir a pasta de volta.

Bola cheia – Todos os ministros de Bolsonaro têm o direito de errar, à exceção de dois – Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça). A ambos o presidente eleito deu carta branca para escolher todos os seus assessores e não vetou o nome de ninguém.

O time – Paulo Câmara já escolheu os nomes de todos os seus futuros secretários, mas está sem pressa para anunciá-los porque não pretende atrapalhar o Natal de ninguém. Haverá mudança em pelo menos metade das pastas, incluindo remanejamentos.

Sem arestas – Aos 85 anos, o ex-governador Roberto Magalhães (DEM) não tem mais idade para brigar com ninguém. Achou estranha a aliança de Jarbas Vasconcelos (MDB) com o PT nas últimas eleições, mas, para preservar sua amizade com o senador eleito, evitou criticá-lo por causa disto.

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