Paixão de Cristo de Nova Jerusalém começa a preparar a temporada 2022

Enviado Especial à redação


Após os cancelamentos das apresentações durante a Semana Santa de 2020 e 2021 como consequência da pandemia de covid-19, a Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN) se prepara para retomada dos espetáculos da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém no próximo ano no período de 9 a 16 de abril.
 
Para isso, a STFN está finalizando a contratação do elenco de artistas convidados para a próxima temporada e programou para o próximo dia 17 de dezembro o início das gravações dos filmes promocionais do espetáculo. Os nomes dos artistas serão divulgados em breve.
 
“A retomada dos espetáculos é motivo de muita alegria não só para nós, mas também para todos os pernambucanos que conhecem a história da Nova Jerusalém e sabem da importância que a Paixão de Cristo tem para a cultura e para a economia do nosso Estado”, afirmou o presidente da sociedade teatral, Robinson Pacheco.
 
Devido aos dois anos de paralisação das atividades, a STFN vem enfrentando muitos desafios para manter a megaestrutura da cidade-teatro de Nova Jerusalém em funcionamento. Em julho deste ano, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Turismo, precisou destinar um aporte de recursos para socorrer a entidade.
 
No convênio firmado, estava prevista a realização de uma temporada fora de época no mês de outubro. Contudo, em virtude da falta de mais patrocinadores para viabilizar os investimentos necessários para viabilizar a evento à naquele mês, o espetáculo não pode ser realizado.
 
Para 2022, a Paixão de Cristo contará com os patrocinadores já contratados desde a temporada de 2020: Santa Clara, Brilhante, Assolan, Vitarella e Uninassau. Além disso, Pacheco está em entendimento com o Ministério do Turismo com o objetivo de obter apoio financeiro para realização do evento.
 
Realizada desde 1968 no maior teatro ao ar livre do mundo, localizado no município do Brejo da Madre (PE), a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém já foi assistida por cerca de 4 milhões de pessoas do Brasil e exterior, consolidando-se como uma das principais atrações turísticas do País durante a Semana Santa.
 
Na produção do espetáculo são gerados 3 mil empregos diretos e 8 mil indiretos. As estimativas são de que, durante a temporada de apresentações, sejam movimentados um montante da ordem de R$ 200 milhões na economia do Estado.
 
No setor de turismo, especificamente, o espetáculo traz resultados bastante positivos para restaurantes, hotéis e operadoras turísticas do Recife, Porto de Galinhas, Gravatá, Caruaru e região.

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