A coluna deveria ter sido publicada ontem, quarta-feira (29), mas houve problemas técnicos na sua edicão. Voltaremos agora no domingo.
SEGUE NO PSB
O ex-prefeito Breno Borba afirmou durante live do canal Mandacaru que segue no PSB, o que descredibiliza informações de perfis políticos que davam como certa sua ida para o PT e Solidariedade. Curiosamente, o ex-prefeito não demonstrou contrariadade com as informações a seu respeito, postura que valida a leitura da coluna no último domingo. Se observou uma certa necessidade do ex-prefeito se manter nas discussões políticas.
DILEMA
O dilema realmente são as eleições de 2022, pois uma candidatura de Breno para deputado representará risco de sair menor das urnas. Isso deve preocupar pelo capital político alcançado nas eleições municipais. O risco só seria justificável se Breno apresentasse um projeto arrojado para ser de fato eleito. Não há, portanto, demontracão de costuras de bases políticas na região. Ser candidato para marcar apenas posição não seria, no seu caso, algo inteligente.
SINAIS
Ao lançar uma licitação objetivando contratar máquinas pesadas para fazer serviços de estradas rurais e limpeza urbana, a gestão Lucielle parece atentar para o óbvio: suprir a carência nos serviços básicos responsáveis por todo o desgaste provocado nos primeiros meses de gestão. Em tempo, a gestão continua se descuidando do arranjo político, basta observar a relação de forças com o Legislativo. Esta semana um vereador da base, o Valmir Neto (PSB), entregou a vice-liderança do governo na Câmara.
PENSANDO PEQUENO
O ex-prefeito Breno ao explicar o motivo da UPA ser construída na maternidade, disse que a razão precisou ser ouvida uma fez que a emergência custa meio milhão de reais/mês, e que o município não pode custear outro serviço municipal de emergência. O ex-prefeito chegou a falar que se ela tivesse sido construída na rodovia, pessoas de cidades da região, como Sairé, Camocim de São Félix, procuraria pelos serviços aumentando a demanda. De fato essa é a nossa realidade que sempre esteve dada, mas para que danado existe a força política do seu grupo se não para mudar isso. O bom é que o próprio respondeu a nossa indagação quando enumerou várias unidades de saúde que o Estado mantém em Caruaru. São hospitais e UPAS sob o comando do governo de Pernambuco, que tem a frente o seu partido, o PSB.
MARASMO
A sensação é que Bezerros vive esse marasmo político porque não se ver ‘ambição’ da classe política local, que parece se contentar apenas com os embates eleitorais locais. Um município com mais de 45 mil eleitores que não se impoe na política estadual, não pode querer ser respeitado no cenário regional. Nos últimos tempos, podemos observar a movimentação nos municípios vizinhos, que, pela movimentação de suas lideranças, poderemos assistir protagonismo muito em breve. Anotem o nomes: Joaquim Neto (Gravatá), Giorge de Neno ( Camocim de São Félix) e Gustavo Adolfo (Bonito).
CURTAS
O governo municipal pode ter dificuldades em aprovar no legislativo a reforma administrativa enviada. Não se ver a devida negociação e encaminhamentos entre os parlamentares.
A agenda que a prefeita vem cumprindo fora de Bezerros não está soando positivamente. Prestigiar inaugurações em outras cidades quando a nossa anda carente disso, provoca contrariedades.
O ex-prefeito Breno se esquivou de não avaliar a gestão da prefeita Lucielle em um programa do Mandacaru Live. Breno peca pelo fato de não apontar pelo menos equívocos da gestão.
Contato para ser candidato a deputado federal, Pierre Pessoa tem intensificado palestras sobre livros lançados. Ele instituiu recentemente um grupo de trabalho “Amigos em Rede” para tratar de temas sobre políticas públicas.
A redação criou polêmica ao afirmar que ninguém votará mais no 25 pelo qual a prefeita Lucielle foi eleita. Com a fusão do DEM e PSL o número passará a ser 44. A polêmica mostra que as pessoas julgam pela manchete sem analisar o conteúdo.
O Bezerros Hoje programa pesquisa política no mês de outubro para avaliar cenários políticos no município.
Por José Flávio de Melo