Fogo Cruzado

Bolsonaro vai assumir o governo daqui a seis dias numa conjuntura política altamente favorável. De acordo com pesquisa do Datafolha divulgada anteontem, a maioria dos brasileiros está otimista com o futuro presidente, achando que o cenário econômico vai melhorar a que a taxa de desemprego vai cair, É uma ótima notícia para o presidente eleito, que obteve nas urnas 55% dos votos válidos e vê os eleitores que o sufragaram dizendo que confiam no futuro governo. Imagine se o cenário fosse o inverso, ou seja, se a maioria dos eleitores dissesse que não confiavam no próximo governo? Seria uma tragédia para o novo presidente, que além da desconfiança dos eleitores teria que lidar também com um cenário econômico desfavorável. Sorte dele deparar com essa pesquisa, cujos indicadores são todos favoráveis ao governo que está entrando. Agora, não se deve esquecer também que Bolsonaro entregou toda a área econômica do governo a um homem só: o economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, que vai comandar também o Planejamento e o Ministério de Desenvolvimento Econômico, além de ter indicado os presidentes do Banco do Brasil, do Banco Central, do BNDES, da Caixa Econômica, da Petrobras, da Eletrobrás e o secretário da Receita Federal. Numa análise superficial, ou tudo dará muito certo ou tudo dará muito errado. Oxalá tudo dê certo, apesar de Bolsonaro ter entregue todo o comando da economia a um homem só – o economista Paulo Guedes, que pela primeira vez vai trabalhar no setor público.

É preciso coragem

João Doria (PSDB), governador eleito de São Paulo, convidou seis ministros de Michel Temer para o seu secretariado e apenas dois membros do seu partido. Que outro governador teria essa coragem, sabendo-se que Temer é o presidente mais impopular da história do Brasil? Sua grande conquista foi Henrique Meirelles, que como ministro de Temer tirou o país da recessão.

O contraste – Não é propriamente suntuoso o novo prédio da Compesa, em Santo Amaro, mas em relação à média das repartições públicas estaduais dá de 10 a zero. Aliás, basta compará-lo com a sede da vice-governadoria que fica a 200 metros de distância. Um é luxo e o outro é lixo.

O atraso – O Estado tem que dar explicações sobre empresas terceirizadas que trabalham para o governo estadual. O Estado diz que paga regularmente a essas empresas, ao passo que elas dizem que estão sem receber há 4 meses e por isso não pagam o salário dos seus funcionários.

Em ordem – Após enfrentar um período de turbulência, o prefeito de São Lourenço, Bruno Pereira (PTB), diz ter conseguido pôr a casa em ordem, Até o presidente da Câmara Municipal, Cícero Pinheiro (PTB), escolhido na semana passada, pertence ao seu grupo político.

Troca de dono – A revista “Veja” já começou sofrer mudanças depois que a Editoria Abril foi vendida ao empresário Flávio Carvalho (RJ). A edição desta semana veio sem a tradicional entrevista das páginas amarelas. A Editora deve R$ 1,6 bilhão a apenas quatro bancos.

A unidade – As oposições de Caruaru já está conversando visando às eleições de 2020. Tony Gel (MDB) acha cedo tratar deste assunto, mas não abre mão da cabeça da chapa para “seu ninguém”. Os outros postulantes à sucessão da prefeita Raquel Lyra (PSDB) são Wôlney Queiroz (PDT) e o Delegado Lessa (PP).

Veja o blog do Inaldo Sampaio aqui 

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