É difícil entender os “porquês” de tantas coisas que nos acontecem e que mudam o rumo de nossos passos. Muitas vezes somos diretamente os responsáveis por complicações e dificuldades que entrelaça os nossos dias, e portanto, temos a consciência de que sofremos do mal que plantamos, mesmo que não tenhamos premeditado árduas consequências. Contudo, é difícil compreender também, os “porquês” de algumas coisas que atinge nossa vida, mudando nossos planos, sem que a gente tenha contribuído para que tais circunstâncias nos confrontasse com os desafios. É pertinente observar que tantas vezes insistimos em percorrer um caminho, ou tentamos alcançar um determinado objetivo, e não vemos nada acontecer, daí, persistimos em busca de nossa realização, oramos à Deus, lhe confidenciamos nossos planos, nossos anseios, e ficamos com a impressão de que Ele não ouviu nossas preces, porque não atendeu nossas esperas. Na maioria das vezes, a gente quer “uma coisa”, mas não quer entender porque ela não se realiza, e porque Deus não nos concede a bênção ou o milagre de tê-la. O fato é que esquecemos do que dizemos a Ele em oração frequentemente, “que seja feita a tua vontade assim na terra como no céu”, por isso, Ele escolhe o que é melhor para nós, e nos atende conforme o que lhe pedimos. Se oramos para que Deus cumpra a vontade dEle na terra e no céu, então as demoras de nossas respostas, de nossas colheitas, e as mudanças de nosso caminho, são o resultado da nossa afirmação perante Ele, e de nossa confiança diante de sua vontade. Discernidamente temos que aceitar e compreender a ação e o tempo de Deus. A palavra para hoje é RESIGNAÇÃO.
(Mariana Helena de Jesus)
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O silêncio diante de muitas situações é de fato a melhor fala, todavia, perante certas circunstâncias é necessário que se fale, que seja exposta opiniões e defendidos os pontos de vista. Às vezes um passo para trás, ou um passo para frente muda todo o contexto, uma palavra dita pode decidir uma sentença, e a ausência dela pode injustiçar ou inocentar alguém. O que não se pode fazer é ficar imóvel, sem atitude, e indiferente perante os acontecimentos e os ritmos da vida, esperando que a qualquer momento um milagre caía do céu e traga as soluções para nossos problemas. Se na bíblia está escrito “orai e vigiai”, é para que tomemos a consciência de que é preciso estarmos “atentos e ativos”, fazendo a nossa parte, para que assim, a ação divina possa também interceder por nós. Nossas escolhas decidem a direção que nos impulsiona a vencer ou a desistir, a lutar ou a fracassar, e a desacreditar ou recomeçar. Se Deus nos deu a vida, e de bônus o livre arbítrio, é porque acredita na nossa capacidade, dinamismo e postura para fazermos as melhores escolhas e selecionarmos as melhores opções, especialmente diante das situações de provas. Ele nos deixa livres para que a gente mesmo decida a onde vai, vestir a camisa do fracasso ou erguer a medalha de vencedor. A palavra para hoje é POSICIONAMENTO.









Provavelmente muitos de nós, em alguns trechos do nosso percurso somos dominados por um combate interno, uma disputa acirrada entre a razão e a emoção. Muitas vezes nos encontramos numa situação de desconforto, de conflito pessoal, que exige de nós uma postura determinada, para tomar decisões, fazer escolhas, ao mesmo tempo, renunciar algo. Muitas vezes sabemos qual o caminho certo a seguir e a resposta do que perguntamos, ou do que indagamos a Deus, mas mesmo assim, lutamos contra nossa racionalidade, porque a solução vai de encontro às nossas emoções. Decidir, muitas vezes dói, machuca, pois nos obriga dar adeus a alguma coisa, e é terrivelmente difícil nos colocarmos contra o nosso coração. E tantas vezes recaímos diante de nossas certezas, e interceptamos nossa lucidez, por querermos voar com as asas da emoção, embora saibamos que elas terão um curto tempo para se desmancharem. Ser “paciente e prudente”, e se “fortalecer” diante de Deus é essencial, pois geralmente nessas fases de tantas “dúvidas” e “porquês”, as circunstâncias parecem não conspirar a nosso favor, e quando o tempo de Deus aparenta estar contrário a nossa direção, devemos aprender a conhecê-lo melhor, para transformá-lo em nosso aliado ao invés de mantê-lo nosso inimigo, porque existe coisas que são resolvidas apenas com ele, e há respostas que só chegam através dele. Para esse tempo de incertezas e de espera, é preciso libertar-se dos aprisionamentos internos que nos acorrenta em sofrimentos e fragilidade emocional, e optar pelo caminho do equilíbrio, aquele que trouxer a paz para dentro de nós.
Mesmo quando tudo parecer escuro, sem brilho, sem inspiração, nem grandes expectativas, e quando em alguns trechos do caminho muitas coisas começar a dar errado, ou tudo parecer se repetir na mesmice de tantos dias iguais, ainda assim, a vida continua, e manter a esperança é de fato o oxigênio que nos ajuda a respirar, diante do fardo dos fracassos, e da rotina que nos desmotiva e nos exausta pela ausência de vitórias, de novas possibilidad



