Há dois dois tipos de limitações que nos impede de seguir adiante por um percurso, um impedimento inevitável que surge sem que a gente esperasse ou contribuísse para sua existência, ou um obstáculo consequente de nosso próprio medo, dúvida, imprudência, ou de alguma ação nossa. Em ambos os casos, o percurso vai permanecer disponível a ser trilhado, e a gente precisa ter “jogo de cintura” para poder decidir o que fazer diante das limitações. Reclamar, desistir, revoltar-se, lamentar ou insistir, são trilhas que podemos tomar, e possibilidades que podemos apostar. Se o objetivo é importante, e vale o sacrifício de qualquer esforço, então usemos a “sabedoria do tempo” para entendermos os “porquês”, e descobrir o que pode ser refeito, mudado, para que os obstáculos possam ser destruídos e ultrapassados. Às vezes, uma impossibilidade que nos atrasa de seguir o nosso trajeto não é de fato um problema insolucionável, é uma maneira natural que a vida usa para nos mostrar a possibilidade de “dar um tempo”, para observarmos outras perspectivas, mudar alguma atitude, ou mesmo para seguir por outra direção não considerada anteriormente. Um “não” no meio do caminho não representa um ponto final, pode ser apenas uma forma cautelosa de mostrar outras maneiras e oportunidades de um “sim”. A palavra para hoje é REFLEXÃO.
(Mariana Helena de Jesus)
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Quando usamos todas as maneiras possíveis ao nosso alcance para trilharmos um caminho e chegarmos em um destino que planejamos, e mesmo assim, o percurso é interrompido por obstáculos e desvios imprevistos, não podemos nos permitir temer, voltar atrás ou desistir de continuar. Se muitas das coisas que buscamos alcançar não se constatam, se muitos dos projetos que desejamos realizar não se tornam possíveis, e se algumas pessoas que pretendemos manter ao nosso lado, não ficam, a gente precisa seguir mesmo assim, e continuar fazendo novas tentativas, ousando novos passos, cultivando outras pessoas, edificando novos laços, percebendo novos roteiros, e descobrindo muitas outras possibilidades. A vida está cheia de oportunidades para quem se atreve a ir procurar, e muitas vezes é o que “dá errado” hoje, que nos direciona ao que “dará certo” amanhã, por isso, quando algumas circunstâncias nos obriga a alterar o passo, modificar nossos planos, mudar as estratégias, a fazer outras escolhas, tomar decisões, a dar adeus, encerrar ciclos, e a nos desfazer de caminhos que planejávamos concluir, é porque o “desprendimento” se fará necessário para que possamos nos “prender” a novos destinos, a outros horizontes, e a novos “re-começos”. Por menor que seja uma mudança ela geralmente é desconfortável no início, ou nos acarreta uma certa insegurança, pelo medo de que será preciso deixar algo para trás. Mas, é importante nunca esquecermos, que jamais haverá “alterações sem desprendimentos”, e nem “escolhas sem renúncias”. A palavra para hoje é ABDICAÇÃO.





A nossa vida vai sempre se refazendo e se restaurando como os ciclos da natureza, com os “términos e inícios” dos períodos marcados por suas características e consequências distintas. As estações do ano inevitavelmente assemelha-se aos períodos de nossa caminhada, aos momentos de “mudanças e transformações” de nossa vida, que sempre leva algo de nós, que sempre deixa algo com a gente, e nos permite “lições e experiências” que podem nos preparar a andar mais firme, e a compreender melhor os “propósitos” das pedras, das curvas, e das paisagens de nosso percurso. A “primavera” que inicia-se após o inverno, com uma temperatura agradável, provocando o florescimento da flora, intensificando a beleza das paisagens, e ressaltando o sorriso da natureza, é a nossa “fase das respostas”, do reflorescer de nossas esperanças, do desabrochar de nossas expectativas, e da colheita de nossos esforços após tantos momentos de dificuldades e superações. Em nossa vida sempre vamos nos deparar com as tempestades dos invernos, com as perdas de nossas folhas nos outonos, e com os conflitos e situações quentes dos verões, mas, vamos também vivermos as “primaveras”, vamos enxugar nossas lágrimas de sofrimentos e sorrir, porque “tudo passa”. Vivemos fases, circunstâncias, caímos, levantamos, encerramos ciclos, iniciamos outros, e podemos nos reerguer, cicatrizar nossas feridas, superarmos nossos desafios, vencermos nossas limitações, levantarmos mais fortes, recomeçarmos, e de “realizarmos”, reflorescendo nossa força interior, e desabrochando diante de novos dias e a frente de novas oportunidades. A palavra para hoje é POSSIBILIDADES.






