Dia do Idoso: cuidados aos 40 podem influenciar a saúde aos 70

No 1º de outubro, especialista chama atenção para a importância da prevenção ao longo da vida e destaca que envelhecer com autonomia começa muito antes da terceira idade

Celebrado em 1º de outubro, o Dia Internacional das Pessoas Idosas também convida a uma reflexão sobre como os hábitos adotados ao longo da vida podem influenciar a forma como envelhecemos.

Segundo o médico geriatra Arnaldo Pinto Guedes de Paiva Neto, cuidados que começam ainda na meia-idade podem repercutir na saúde décadas depois. Praticar atividades físicas, manter uma alimentação equilibrada, não fumar, cuidar do sono e acompanhar pressão arterial, colesterol e glicemia estão entre as medidas que contribuem para um envelhecimento mais saudável.

A prevenção ganha importância porque condições como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade e sedentarismo podem permanecer silenciosas durante anos, aumentando fatores de risco para doenças cardiovasculares e comprometimento cognitivo. A preservação da massa e da força muscular também contribui para manter equilíbrio, mobilidade e independência nas atividades cotidianas.

Além dos cuidados preventivos, Arnaldo propõe uma reflexão sobre as próprias transformações provocadas pelo passar dos anos. No livro Palimpsesto: O corpo que se reescreve, o médico aproxima ciência, biologia e filosofia para abordar o organismo como algo que está em constante renovação.

A inspiração vem dos palimpsestos, antigos pergaminhos reutilizados para receber novos escritos, mas que preservavam vestígios do que havia sido registrado anteriormente. A comparação é utilizada para explicar como o corpo se modifica continuamente sem perder completamente sua história.

Em uma das passagens da obra, o autor resume essa perspectiva:

“O corpo é a forma pela qual a vida aprende a dizer-se outra vez.”

A reflexão ajuda a ampliar o olhar sobre o envelhecimento: as mudanças fazem parte da própria existência e acontecem durante toda a vida. Nesse processo, prevenção, acompanhamento da saúde e hábitos cotidianos podem contribuir para preservar autonomia e qualidade de vida com o avanço da idade.

Arnaldo Pinto Guedes de Paiva Neto é médico geriatra formado pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), com residência médica em Geriatria pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). É pós-graduado em Física e em Geriatria e Gerontologia.

O médico desenvolve projetos e pesquisas interdisciplinares voltados à relação entre medicina, envelhecimento e pensamento filosófico contemporâneo. Seu livro Palimpsesto: O corpo que se reescreve reúne evidências científicas e reflexão teórica para abordar como a vida preserva informações mesmo diante da constante renovação da matéria que compõe o organismo.

Instagram do autor: @arnaldopaivaneto

Fonte: assessoria de imprensa

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