MEC extingue diretoria que cuidava de escola cívico-militar; Governo Lucielle tinha adotado modelo bolsonarista em Encruzilhada de São João

Sob orientação do relatório redigido pelo Grupo de Gestão da Educação durante a transição de governo, o Ministério da Educação (MEC) extinguiu uma diretoria criada por Bolsonaro para fomentar escolas cívico-militares. A pasta não diz, no entanto, se manterá as unidades já criadas e que receberam recursos federais ou esperam por eles.
O novo organograma do MEC não tem mais essa área, que era vinculada à Secretaria de Educação Básica desde o governo passado. Questionada sobre o que ocorreria com as unidades já apoiadas, a gestão do ministro Camilo Santana (PT) não deixou claro o que fará.
Declarou apenas que há em curso um “processo de reestruturação, montagem de equipe e avaliação de programas e ações”.
Durante o trabalho do gabinete de transição, o grupo dedicado à educação chegou a sugerir a extinção total do programa, conforme relatório preliminar divulgado pelo jornal O Globo.
Esse vazamento causou mal-estar na equipe, e um dos motivos era a falta de consenso nesse tema. O PT é majoritariamente contra o modelo. Mas há também no partido e nas legendas que apoiam o governo quem o defenda.

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