CENÁRIO POLÍTICO ESTADUAL-POR INALDO SAMPAIO

SEM VOLTA- Até meados de 2013, uma parte da mídia ainda duvidava da candidatura do governador Eduardo Campos à Presidência da República. Só depois que Marina Silva se filiou ao PSB e deixou claro que não seria candidata porque o partido já tinha um nome no páreo, que era o do governador de Pernambuco, ela (imprensa) passou a acreditar nesse projeto. Logo em seguida, entretanto, começou a teorizar com um cenário de dúvida: na hipótese de não ir para o segundo turno, o que faria o presidente nacional do PSB? Apoiaria Dilma ou o senador Aécio Neves? O próprio Eduardo Campos contribuiu para alimentar esse mistério à medida que nunca se comprometeu publicamente a dar o seu apoio ao senador mineiro. Agora, todavia, após ter contribuído para a instalação da CPI da Petrobras, no Senado, o seu caminho não tem mais volta. Assumiu sua condição de opositor da presidente Dilma Rousseff e está sendo tratado por ela como “inimigo”.

A CPI da Petrobras

Pelo campo da oposição, quem melhor justificou a necessidade de o Congresso Nacional instalar uma CPI mista para investigar os negócios nebulosos da Petrobras foi o governador Eduardo Campos. Se a própria Petrobras criou uma comissão interna para apurar as negociatas, disse ele, e o Ministério Público e o TCU estão igualmente fiscalizando a estatal, por que o Congresso Nacional não pode fazer a mesma coisa com uma CPI mista ou só do Senado?

Apoio – Até a tarde da última quarta-feira, apenas um senador do PSB – Rodrigo Rollemberg, de Brasília – havia assinado o requerimento pela instalação da CPI da Petrobras. João Alberto Capiberibe (AP), Lídice da Mata (BA) e Antonio Carlos Valadares (SE) só subscreveram o requerimento após receberem um telefonema de Eduardo Campos pedindo que a apoiassem.

Sucessão 1 – O vice-governador João Lyra Neto (PSB) ainda não concluiu a montagem do seu secretariado, embora falte apenas uma semana para assumir o Governo de Pernambuco.

Sucessão 2 – João Lyra Neto vai levar do Palácio Frei Caneca para o do Campo das Princesas dois assessores que o acompanham há mais de uma década: Rubens Júnior e Marlize Nadler.

Sucessão 3 – A menos que não queira, o presidente do Lafepe, Luciano Vasquez (PSB), deverá substituir Tadeu Alencar (Casa Civil) ou Milton Coelho (governo) a partir do próximo dia 5.

Recuo – Mendonça Filho e Augusto Coutinho (foto), presidentes regionais do DEM e do Solidariedade, respectivamente, encontram-se menos próximos da Frente Popular do que estavam 1 mês atrás. Querem votos em troca de apoio e o PSB não tem como lhes dar.

Presídios – A deputada Terezinha Nunes (PSDB) diz que não foi ela quem comparou a situação dos presídios de Pernambuco ao de Pedreiras (MA) e sim o promotor da Vara das Execuções Penais, Marcellus Ugietti, durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa.

Divisão – O PMDB de Olinda se dividirá em dois palanques nas próximas eleições. O deputado e candidato à reeleição Ricardo Costa fará dobradinha com Jarbas Vasconcelos e a ex-candidata a prefeita Izabel Urquisa, que também postula um mandato de deputado estadual, com Edgar Moury Fernandes (PSB). O ex-prefeito José Arnaldo, que é candidato a federal, corre por fora.

Paraíba – Nunca, nos últimos 30 anos, a Paraíba teve uma eleição de governador tão animada como a que terá agora em outubro. Há três candidatos disputando o governo estadual e todos têm chance: o atual governador Ricardo Coutinho (PSB), o senador Cássio Cunha Lima (PSD) e o ex-prefeito de Campina Grande Veneziano Vital do Rego (PMDB). O PT apoia este último.

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