RIO – Vai longe o tempo em que era possível esconder, das páginas dos jornais e das visitas em casa, a tragédia do ser humano que dá fim à própria vida. Tabu histórico nos meios de comunicação, nas políticas públicas e na vida familiar, o suicídio tornou-se visível nesta era digital, em que a informação invade telas de computador e smartphones, sem pedir licença. Às claras, os casos inundam de perplexidade uma sociedade jamais preparada para entender nem lidar com a dor aguda que leva um indivíduo a desistir de viver. É essa a missão que o jornalista André Trigueiro assume nas 192 páginas de “Viver é a melhor opção — A prevenção do suicídio no Brasil e no mundo”.